13/12/2018 - Tempo dos Blocos Wellington do Curso

Carlos Welington

Aniversário: 27/09
Profissão: Professor e Empresário

Discurso - download do áudio



O SENHOR DEPUTADO WELLINGTON DO CURSO (sem revisão do orador) – Senhor Presidente, demais membros da Mesa, senhoras e senhores deputados, galeria, imprensa, internautas, telespectadores que me acompanham por meio da TV Assembleia, o nosso mais cordial bom dia, que Deus seja louvado. Na última terça-feira, trouxemos uma denúncia gravíssima de crimes ambientais praticados com a permissão do Governador Flávio Dino. Na última terça-feira, trouxéssemos até a tribuna da Assembleia Legislativa um caso que está ocorrendo no Cajueiro, na Zona Rural de São Luís. E o que ocorre no Cajueiro já é uma problemática antiga. Inclusive já está judicializado com ações no Ministério Público Federal, no Ministério Público Estadual, de duas Promotorias, tanto de Meio Ambiente com a Doutora Márcia Buhatem, como também de conflitos agrários, Doutor Haroldo. E o conflito antigo que traz à tona desde as licenças ambientais liberadas, concessões, liberações de alvarás para construção. E tudo isso numa área de preservação permanente. Em 2014, quando então candidato a Governador do Estado do Maranhão, o Governador Flávio Dino era contra a construção do porto. Inclusive, deputados estaduais da Assembleia Legislativa iam ao Cajueiro, defendiam a população do Cajueiro em atenção aos Direitos Humanos, em atenção à comunidade Quilombola. E era também contra o Cajueiro. Nos últimos quatro anos ninguém fala mais nada. Nos últimos quatro anos todos silenciaram. Mas o mais grave é o que vem por parte do Governador Flávio Dino, porque antes ele abominava. Antes ele criticava. Antes ele era contra. E agora com a permissão do Governador Flávio Dino, estão desmatando, devastando e vários locais com o processo de terraplanagem bem adiantado. E o mais grave, com essas chuvas das duas últimas semanas, mangue aterrado com barro, mangue todo aterrado com barro. Tão logo cessem as chuvas, e esse massapê, esse barro começar a secar, vai ficar igual a um concreto. E a exemplo das casas de taipas, igual ao concreto. Toda a vegetação de mangue vai morrer, todas as espécies que ficaram embaixo do barro acabaram. Crime ambiental sem precedentes, ainda mais de um ex-juiz, ex-deputado federal que tem um livro sobre crimes ambientais, sobre Direito Ambiental, assinado pelo então deputado federal, hoje governador do Estado, Governador Flávio Dino, pelo juiz Ney Belo e pelo procurador Nicolau Dino. E o que acontece no estado do Maranhão? O que acontece na capital? Os crimes ambientais estão acontecendo pelo Maranhão afora. Depois que denunciamos, recebemos denúncias de Balsas de que estão matando as nascentes do Rio Balsas, estão matando as nascentes do Rio Itapecuru. Tudo bem que em outros lugares do mundo o problema da escassez de água já foi contornado como, por exemplo, na África, em Cabo Verde, onde existe um processo de dessalinização, há mais de 50 anos que já existe o processo de dessalinização em Cabo Verde e muitas pessoas de todos os lugares do mundo vão a Cabo Verde, nós inclusive estaremos em fevereiro em Cabo Verde, acompanhando todo esse processo de dessalinização, que é algo viável para o Brasil, para muitas partes do nosso Brasil. O Maranhão tem uma grande quantidade de rios, de bacias hidrográficas, então não vamos ter esse problema. No entanto, os desmatamentos nas cabeceiras dos rios, nas nascentes dos rios pode sim prejudicar e muito. E esses desmatamentos, esses crimes ambientais que nós temos denunciado em todo Maranhão, nós fizemos um flagrante. No último final de semana, em São Luís, barro aterrando o mangue. Só poderia incorporar os cinco minutos do tempo da Liderança, por gentileza.

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