13/12/2018 - Tempo das Lideranças Wellington do Curso

Carlos Welington

Aniversário: 27/09
Profissão: Professor e Empresário

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O SENHOR DEPUTADO WELLINGTON DO CURSO (sem revisão do orador) – Muito obrigado, Presidente. Na terça-feira, nós fizemos a denúncia e protocolamos, fomos ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual, às Promotorias de Meio Ambiente e de Conflitos Agrários. Fomos também à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, fomos à Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Fomos também ao Ibama e por último finalizamos a denúncia na Polícia Federal. Fomos a todos os órgãos competentes desde a execução, desde o executivo até os órgãos de fiscalização e controle para que tomem as devidas providências. Vamos acionar também organismos internacionais, pois o que estão fazendo no Maranhão é um crime absurdo. Senhoras e senhores, não podemos reclamar se nos próximos cinco, dez, 20 anos, quem viver verá que a situação no estado do Maranhão, principalmente da região metropolitana, nas áreas de preservação permanente, como é a região do Parque do Rangedor, do Rio Paciência. Nós temos a região do Resex, nós não somos contra o desenvolvimento, mas que possamos respeitar a natureza. Nós iremos pagar muito caro, mas muito caro mesmo pelo desrespeito à natureza. E o Governador Flávio Dino que era contra, hoje temos crimes ambientais pela permissão, pela conveniência. Porque recebemos muitas denúncias. Deputado Wellington, por que o senhor fala conveniência? O que mudou no posicionamento do Governador Flávio Dino em 04 anos? Dizem que esse conglomerado de empresas injetou dinheiro na campanha eleitoral do Governador Flávio Dino e só o Governador Flávio Dino para explicar o porquê da permissão desses crimes ambientais, o porquê de passar por cima das decisões judiciais? O porquê passar por cima de mais 350 famílias, de moradores nativos? Vamos fazer denúncia também à Promotoria do Idoso. Recebemos muitas reclamações que os idosos estão sendo ultrajados, humilhados, com depressão, estão sendo retirados das suas casas e com a propaganda enganosa para alguns, dizendo que a casa vale de 5 mil a 10 mil, prometem 50 mil para aquela família, para aquele idoso, ele cresce o olho diante daquele dinheiro. Mas com 30mil a 40 mil, Deputado Edivaldo, ele vai para aonde? Comprar um apartamentozinho ou comprar uma casa no Anjo da Guarda? Mas a sua origem, o seu dia a dia que é plantar uma macaxeira, uma melancia, criar uma galinha no fundo do quintal, o seu pescado em que ele vai diretamente e pesca e ele é retirado do seu dia a dia, do que ele é acostumado a fazer. Isso é muita maldade com as comunidades nativas, Deputado Zé Inácio, com os quilombolas. E isso sem discussão nenhuma. Antes era WPR, conhecida como WTorres, hoje temos um conglomerado lá, inclusive com uma chinesa, a CCCC, são 4Cs, e muito dinheiro. Inclusive agora nessa última ida ao Cajueiro, me fizeram um questionamento: “Deputado Wellington, será se o Governador vai se contrapor, vai se opor a um investimento de R$ 4 bilhões”? Meus amigos, um investimento que não vai ficar para o Maranhão, que não vai ficar para os maranhenses. O Porto do Itaqui está de costas para o Maranhão, está de costas para São Luís, está de costas para o Itaqui-Bacanga. Nós não temos uma fábrica de panelas, uma fábrica de alfinete, uma fábrica de nada! Todo o nosso ferro, todo o nosso alumínio é transportado para outros países, para outros Estados, para a Europa, não fica nada. Uma população pobre, miserável e a cada dia que passa fica pior. Aumentou a quantidade de maranhenses que entrou para a extrema pobreza. Não vamos permitir, vamos voltar nesse final de semana. Fui pessoalmente ao Doutor Haroldo, não consegui falar com a Doutora Márcia Buhatem. Vou novamente ao Ministério Público, à Defensoria Pública do Meio Ambiente e vamos continuar firmes, não só com essa denúncia, mas com o posicionamento, aguardamos o posicionamento do Governador Flávio Dino com esses crimes ambientais que estão ocorrendo no Estado do Maranhão com a sua permissão, isso não é grave, é gravíssimo, e nós vamos levar a todos os órgãos que forem necessários, inclusive já levamos ao IBAMA e tão logo assuma o novo presidente todo novo ministeriado nós vamos levar ao conhecimento do Governo Federal e de organismos internacionais. Nós não vamos permitir que aconteça isso com o Estado do Maranhão, que aconteça na capital, que aconteça em São Luís. Era o que eu tinha para o momento, Senhor Presidente.

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