10/06/2019 - Grande Expediente Fábio Macedo

Fábio Macedo

Aniversário: 00/00
Profissão: Empresário

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O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO (sem revisão do orador) – Senhor Presidente Deputado Othelino Neto, membros da Mesa, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, imprensa, galeria, povo do Maranhão. Senhores Deputados e Deputadas, imprensa, venho aqui hoje mais uma vez usar este Grande Expediente para dar explicações à sociedade do Maranhão acerca do que aconteceu, na última quinta-feira, quando fomos, por meio da Comissão Temática aqui desta Casa de Assuntos Econômicos, que tenho a honra de presidir, até a empresa Eneva, que fica situada aqui em São Luís, fica ali no Porto do Itaqui. Antes da reunião, nós recebemos o convite do presidente do Inmeq, o Senhor Ribamar Mendes, o qual eu quero parabenizar pelo excelente trabalho que já vem conduzindo, apesar de estar naquele órgão há pouco tempo, mas eu tenho certeza, Senhor Presidente, de que ali ele vai fazer um grande trabalho porque já dá grandes passos. Quero desejar sorte também e pode contar conosco aqui, com esta Casa. Nós nos dirigimos até lá e o assunto, a pauta foi justamente ele pedindo para nós explicarmos sobre este projeto do GNV, do gás natural. E ali nós explicamos para ele que se interessou muito, achou de muita importância essa nossa luta. Assim que voltei para a Assembleia, fiz um ofício e mandei para o Inmeq, solicitando uma visita até aquela empresa Eneva. Ora, meus amigos, a nossa comissão é justamente para tratar dos assuntos econômicos do nosso Estado, então fiquei muito triste quando olhei algumas pessoas, alguma parte até da imprensa criticando que fomos numa área onde se trata de exploração de energia por meio de carvão. Meus amigos, esta Comissão, como agora eu falei, ela é de Assuntos Econômicos, essa Comissão pode se tratar e se deve se tratar de qualquer assunto relacionado à economia do nosso Estado. E assim esta Casa estava fazendo o seu papel, estava cumprindo o seu dever aos interesses do povo do Maranhão. E quero aqui parabenizar os Deputados que acompanhavam, o Deputado Ciro Neto, que ali estava na Comissão; o Deputado Leonardo Sá, o Deputado Zito, o Deputado Antônio Pereira e o Deputado Wendell Lages, que estavam ali trabalhando, lutando pelos interesses do Maranhão, mas fomos ali, meus amigos, abordados, realmente, como postaram, barrados como muitos botaram na imprensa, realmente, barrados, mas só, meus amigos, que quem foi barrado ali naquela empresa não foram os Deputados que estavam ali na empresa, quem foi barrado ali foram os sete milhões de maranhenses na porta daquela empresa. Porque esta Casa, os 42 Deputados que aqui representam, representam esses sete milhões, Deputado Edivaldo, representam esses sete milhões de maranhenses que nos elegeram para fazer o nosso papel. E ali nós estávamos no nosso trabalho. E eu não vou me curvar, porque fui talvez barrado ali, não vou, Deputado Arnaldo Melo, baixar a minha cabeça porque não entrei na empresa, só aumenta mais a minha vontade, Deputado Antônio Pereira, de lutar para, enfim, trazer o que é de direito do povo do Maranhão, que é o uso do gás veicular, o GNV. Mas fomos barrados, injustamente, porque jamais eu iria numa empresa particular, porque eu sei que lá é particular, iria invadir, até porque não sou mal-educado e sei também dos direitos que nós temos. Pois está aqui, meus amigos, muito bem, vou mostrar aqui um documento à imprensa. Mandei um Ofício ao Inmeq, antes de ir para lá, mandamos um Ofício da Comissão solicitando a visita do Inmeq. E assim nós fomos acompanhando o Inmeq que tem, que é um órgão fiscalizador que pode agir como polícia, que pode chegar, a qualquer momento, em qualquer empresa privada. E fomos os acompanhando, a comitiva de Deputados que assim foi acompanhando. E o Inmeq estava à frente. Fomos barrados, realmente. Então, meus amigos, eu não poderia deixar de vir aqui para dar explicações ao povo do Maranhão, para que ele fique sabendo que tipo de empresa essa que se instalou no nosso Estado, como trata o povo do Maranhão. Porque se eles barraram a gente, como eu mesmo falei, eles não barraram os Deputados, eles barraram ali na porta foram os sete milhões de maranhenses que ali estavam representados por cada um de nós. Uma empresa como essa que faturou, Deputado Yglésio, só em 2018, em nosso estado, mais de um bilhão e quatrocentos mil reais. Eu disse um bilhão e quatrocentos mil reais. Esta mesma empresa que barrou esta Comissão, que estava apenas fazendo seu trabalho, honrando o seu salário, que o povo paga, porque nós somos servidores do povo. Estávamos lá trabalhando, não era passeando, honrando o trabalho, o salário que o povo nos paga. Essa mesma empresa que fatura mais de um bilhão e quatrocentos mil reais emprega, em nosso estado, apenas 200 empregados aqui em nosso estado. Isso a gente não pode aceitar. É por isso que nós estávamos lá naquela empresa, justamente para fiscalizar, que é o nosso papel. Este é o papel de nós deputados. É isso que nós devemos fazer, meus amigos, fiscalizar mesmo. Eu não peguei, Deputado Presidente Othelino, a Presidência dessa Comissão para ficar aqui sentado só falando. O povo não aguenta mais blá, blá, blá. Não aguenta mais só ver aqui discursos bonitos. O povo não aguenta mais, meus amigos, não aguenta mais. Está na hora de a gente agir. Está na hora de a gente chegar e sair mesmo dos nossos lugares confortáveis e ir em uma empresa dessa. Se for barrado, tudo bem. A gente sai como saímos. Entramos dentro de nossos carros e nós saímos e estamos aqui falando. Uma voz que o povo nos deu. Então, meus amigos, quero aqui deixar o meu repúdio a essa empresa Eneva, que desrespeitou este poder e que também desrespeitou o povo do Maranhão.

O SENHOR DEPUTADO FERNANDO PESSOA - Deputado Fábio, se o senhor me der licença, me dê um aparte por favor.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO - Concedo o aparte ao Deputado Fernando Pessoa.

O SENHOR DEPUTADO DUARTE JÚNIOR - Em seguida, gostaria também de um aparte.

O SENHOR DEPUTADO FERNANDO PESSOA (aparte) - Deputado Othelino, Presidente da Assembleia, eu fui testemunha. Fui convidado pelo Deputado Fábio para fazer essa visita à Eneva. E essa visita foi agendada por meio de um ofício endereçado a um órgão fiscalizador do Estado. E nós fomos aqui acompanhando esse órgão fiscalizador no intuito de fazer uma visita à empresa. E eu, no fim de semana, vi uma nota da empresa, uma nota mentirosa, uma nota que não corresponde com a verdade, dizendo que os deputados desta Casa não quiseram esperar um protocolo deles para poder adentrar à empresa. É uma nota mentirosa da Eneva. Quando a gente chegou no portão, o Inmeq se identificou e disse que acompanhando estava uma comissão de deputados. E o recado que a gente recebeu da direção da empresa é que não poderíamos adentrar a empresa. Deputado Fábio, o senhor está de parabéns pelo trabalho, pelo empenho que o senhor vem desempenhando em relação a essa situação do gás. A grande verdade é que a Empresa Eneva vendeu todo o gás até o ano 2041. E diz claramente aqui na audiência pública que não tem gás para disponibilizar para ser transformado em GNV. Então, a Eneva vendeu um produto que ainda não tem. E agora a Eneva, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta, diz que não possui mais gás para disponibilizar até nesses contratos que estão firmados com a União até 2041. Então, a Eneva diz hoje que, apesar do Maranhão ser o segundo produtor nacional de gás, não tem nada para disponibilizar para a nossa população do estado do Maranhão para ser transformado em GNV. Um fato que me espantou foi quando a gente chegou e o Deputado Antônio Pereira estava lá, Deputado Fábio, Deputado Ciro. Estranhamente, quando chegamos à portaria, disseram que a comissão não podia adentrar como se os Deputados fossem chegar lá e entrar na empresa. Eu não sei o que essa empresa tem a esconder que os Deputados estaduais do Maranhão não podiam adentrar e fazer uma visita, e ainda lançaram uma nota mentirosa na imprensa dizendo que os Deputados não queriam esperar. Nós esperamos na frente da Eneva por mais de 40 minutos e ficamos lá esperando para poder adentrar a empresa, o que não nos foi permitido. Então isso é um fato que me gera repúdio. Como o Deputado Fábio muito bem falou, nós somos eleitos para representar o povo do Maranhão e quem estava ali não era o Deputado Antônio Pereira, não era o Deputado Leonardo Sá, o Deputado Fábio Macedo, quem estava ali eram os representantes do povo do Maranhão na porta de uma empresa que consome gás público retirado do nosso subsolo. Nós estávamos ali e quem foi barrado foi a Assembleia Legislativa, foi o presidente da Casa e foi o povo do Maranhão. Fábio, parabéns e conte com meu apoio, mas fica aqui o meu repúdio a essa empresa.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Obrigado pelas palavras, Deputado Leonardo Sá, e parabéns pela sua atuação na nossa visita. Concedo a palavra ao Deputado Duarte Júnior.

O SENHOR DEPUTADO DUARTE JÚNIOR (aparte) – Deputado Fábio, eu quero destacar aqui a minha total, não solidariedade apenas, mas meu total respeito por V.Ex.ª, porque de fato isso só poderia ocorrer com aqueles que tentaram resolver um problema, e isso é só mais um passo de uma luta que V.Ex.ª vem travando desde a legislatura passada. Eu não estava aqui como Deputado, mas acompanhei como cidadão o trabalho dos parlamentares, assim como hoje o Gabriel que sonha em ser Deputado. Ele está aqui nos acompanhando, ali em cima, filho de uma aluna minha, a Osana, que está aqui presente olhando o trabalho dos parlamentares. O sonho do Gabriel é sentar-se como Deputado em uma dessas 42 cadeiras. Pode ter certeza, Deputado Fábio, de que V.Ex.ª muito estimula o Gabriel e muitas outras crianças, e muitos outros cidadãos e cidadãs maranhenses a se sentirem orgulhosos por verem que V.Ex.ª tentou e continua tentando garantir direitos. É muito importante que nós façamos uma reflexão sobre o que vem acontecendo. É preciso respeitar o papel do parlamentar. É muito comum nós ouvirmos nas ruas a indagação sobre o que faz um Deputado estadual, onde estão os Deputados que não fazem nada, comentários injustos, comentários desleais, porque aqui nós percebemos que muitos Deputados trabalham diuturnamente para garantir direitos. E V.Ex.ª é um desses Deputados, por isso é fácil esse aparte garantindo não apenas, como disse, minha solidariedade, mas meu total apoio para que essas ações continuem. É preciso sim fiscalizar de forma contundente. Não existe empresa boa ou empresa ruim, existe aquela empresa que não é fiscalizada e, por não ser fiscalizada, presta um péssimo serviço. Então, é muito importante que nós possamos discutir de forma muito mais firme e contundente a questão do gás natural. Em outros estados já é uma realidade. O nosso Estado tem uma aptidão natural para o fornecimento deste produto, para que nós possamos aqui garantir que os veículos de transporte coletivo, veículos por aplicativo, os táxis, por exemplo, tenham esse tipo de abastecimento garantindo uma redução no custo de vida e melhorando a qualidade de vida do cidadão maranhense. Porque ao tempo em que o abastecimento, via gás natural, reduz o custo de vida, respeita mais o meio ambiente, pois agride menos o meio ambiente. É por isso que V. Ex.ª tem meu total apoio, meu total respeito. Muito obrigado.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Obrigado pelo aparte, Deputado Duarte Júnior. O que eu queria aqui...

O SENHOR DEPUTADO CIRO NETO – Deputado Fábio, me conceda um aparte. Deputado Ciro.

O SENHOR DEPUTADO ROBERTO COSTA – Depois, Deputado Roberto. Deputado Fábio.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Deputado Ciro Neto lhe concedo o aparte.

O SENHOR DEPUTADO CIRO NETO (aparte) – Bem, Deputado Fábio, eu estive acompanhando V. Ex.ª, com a Comissão, na semana passada, na visita, na Eneva Itaqui. E foi noticiado e uma nota emitida pela empresa distorcendo um pouco os fatos do que realmente aconteceu ali. Nós estivemos mês passado visitando a térmica, lá de Santo Antônio dos Lopes, uma visita agendada com antecedência, onde a empresa enviou dois técnicos, que vieram do Rio de Janeiro, se a memória não me falha, Rio ou foi São Paulo...

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Rio de Janeiro.

O SENHOR DEPUTADO CIRO NETO (aparte) - Justamente para nos acompanhar. E foi uma visita tranquila. Uma coisa bem programada e de certa forma até parecendo montada. Porque tudo parecia perfeito, tudo parecia muito claro, mas não nos foi fornecido nenhum documento, nenhum documento que comprovasse aquela eficácia e aqueles dados que eles nos disseram, fui convidado por V. Ex.ª a acompanhar ao Inmeq em uma fiscalização na Eneva Itaqui e lá estranhamente a empresa teve um ato, digamos, de indelicadeza, e até mesmo falta de bom senso por não ter recebido uma equipe de Deputados que acompanhavam um órgão fiscalizador naquele momento. Nós ficamos por quase uma hora aguardando uma resposta da empresa e essa resposta não veio. O que essa empresa tem a esconder? O que ela não quer que seja visto que não seja em uma visita montada, que seja uma visita previamente articulada para se mostrar só o que elas querem ver? Vieram aqui em uma audiência pública, falaram muito sobre empregos que geraram, sobre riquezas, sobre projetos sociais, mas até o exato momento não foi encaminhado a esta Casa uma folha de papel mostrando relatórios com dados conclusivos da quantidade de empregos que foram gerados, com os programas sociais, quantas famílias são beneficiadas com esses programas sociais dessas empresas. E o que é mais preocupante, os técnicos que vieram do Rio de Janeiro para essa visita muito bem programada, vieram até esta Casa na audiência pública e deixaram bem claro que não existe gás, que eles venderam o que não existe. O Senhor Jean Carlos, a Dona Elisa foram bem claros em dizer que eles ainda estão investindo em perfuração, em pesquisa, porque tem que descobrir ainda o dobro de gás já descoberto para honrar os seus contratos, que eles têm até 2048 com o Governo federal. Então eles foram bem claro. Um: não existe o gás que disseram que tinha. Dois: vendemos o que não tínhamos. E três: o que nós encontramos, tudo vai ser destinado à produção de energia elétrica. Então eu acredito que nós devemos investigar mais a fundo. Eu acho que isso seja indícios de fraude econômica por parte dessa empresa e dos envolvidos. Eu acredito que nós devemos, sim, investigar mais a fundo. E foi dito que eles estão fazendo um investimento gigantesco, bilionário na térmica de Santo Antônio dos Lopes para ampliar uma possível produção. Onde também aqui na audiência pública eles deixaram bem claro que funciona apenas com a metade da sua capacidade, porque também não tem gás suficiente para usar 100% da capacidade das turbinas que já existem lá. Também disseram que a térmica a carvão daqui do Itaqui de São Luís é responsável por 60% da energia elétrica utilizada pela cidade de São Luís. Também frisaram, por várias vezes na sua fala, que as suas atividades de produção de energia térmica, por meio do gás e do carvão, barateiam a energia, a tarifa de energia que nós pagamos aqui no Maranhão. Então, por que esse investimento que eles vão fazer em Santo Antônio dos Lopes não é feito na térmica, ampliando a térmica a carvão? Porque o carvão pode vir via Porto do Itaqui. E vão investir numa construção de um gás que eles disseram, por várias vezes, que não existe, que não tem ainda, que eles estão procurando. Por que esse quase dois bilhões de reais que eles vão investir no próximo ano na ampliação da térmica, eles não investem em energias renováveis, na energia de produção, na energia solar, na energia eólica? Exemplo bem aqui do Piauí, que tem a maior usina de energia solar do Brasil. Por que eles não fazem esse investimento? Na eólica, nós temos um território à margem do oceano que possibilita a produção de energia eólica. Por que não é investida? Por que parte dessa grande riqueza que nós temos no nosso solo não é convertida para as empresas, como a Gasmar e demais, para beneficiarem e transformar esse gás em gás veicular, em gás de cozinha, em ajudar a baratear o custo do transporte no nosso estado? Porque se utilizarmos o GNV, nós teremos uma economia de 20 a 50% do custo do transporte do nosso estado. Se esse gás for beneficiado e transformado em gás de cozinha para a dona de casa, para o restaurante, para a indústria, você vai conseguir baratear de 12 a 18%. Então, como o Deputado Duarte falou, com a redução no custo de vida, no custo de produção, todos temos a ganhar. Sua iniciativa é louvável. Acredito que a comissão deve, sim, continuar fiscalizando e tentar descobrir o que a empresa quer que não seja visto pelos deputados e pelos órgãos fiscalizadores, nenhuma visita montada, só isso.

O SENHOR DEPUTADO PROFESSOR MARCO AURÉLIO – Deputado Fábio.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Obrigado, Deputado Ciro Neto pelo seu aparte. Parabéns pela sua atuação nessa luta também. Concedo aparte ao Deputado Marco Aurélio, ao Deputado Roberto Costa logo após Vossa Excelência.

O SENHOR DEPUTADO ROBERTO COSTA (aparte) - Deputado Fábio, primeiro eu gostaria de parabenizá-lo pela sua coragem de estar enfrentando junto com os Deputados desta Casa essa situação que na verdade é de interesse do povo do Maranhão. A questão do GNV já é uma discussão antiga no Estado em relação à necessidade que nós temos de termos não apenas o gás natural como se tem hoje da forma que a Eneva tem feito, mas, acima de tudo, o grande objetivo na verdade desta luta é que a população, a grande maioria da população possa ter acesso ao GNV exatamente para ter um custo em relação a esse tipo de combustível. Agora acho que esta Casa, nós temos que ter algumas preocupações, primeiro, de não termos atitudes que venham, que partam no sentido de desmoralizar essa Casa que, como V.Ex.ª falou muito bem, a Assembleia Legislativa representa na verdade o povo do Maranhão como um todo, os mais de sete milhões de maranhenses. Os Deputados aqui têm suas prerrogativas que precisam ser respeitadas porque, como eu disse, nós representamos aqui o que nós temos de mais importante dentro do nosso estado, que é a nossa população. A questão técnica o Doutor Leonardo já falou, o Doutor Ciro, nossos Deputados em relação a toda essa situação de dificuldade técnica de ter até essas informações em relação à Eneva. Qual é o mistério que se tem para que essas informações não sejam colocadas de forma clara, de forma transparente? Porque o gás natural é um patrimônio do Estado, é um patrimônio do povo do Maranhão, e a Eneva hoje usufrui desse patrimônio para ganhar dinheiro. Esse é um ponto de discussão que nós temos hoje nesse grande debate que se tornou essa questão do gás natural no estado. O que essa comissão tem feito é exatamente no sentido não de prejudicar a Eneva de forma nenhuma, mas de ampliar a conquista para o estado e, acima de tudo, para a população do estado com a gás natural veicular. Agora o que não pode estar acontecendo é exatamente uma comissão de Deputados, acompanhando uma instituição também do Estado, que foi fiscalizar, ser impedida de entrar. Depois, como disse Doutor Leonardo, veio uma nota oficial dizendo que os Deputados não quiseram aguardar. Nós conhecemos a responsabilidade de cada Deputado desta Casa e sabemos a forma como agem e como todos nós aqui atuamos. A empresa é privada, tem os seus procedimentos de segurança, mas eu tenho certeza de que esta comissão jamais ficaria contra obedecer a todo esse sistema de segurança interno da empresa. O que na verdade existiu ali, mais uma vez, foi a obstrução no sentido de impedir que as informações cheguem ao domínio público. Agora esta Casa precisa realmente tomar uma posição clara, esta situação não pode continuar acontecendo, porque é ruim para a Assembleia e, acima de tudo, é ruim para o povo do Maranhão. Acho que esta Casa tem mecanismos no sentido de buscar informações precisas. Deputado Fábio já colocou aqui, inclusive, se não buscar uma saída, digamos assim, no diálogo com a Eneva, esta Casa, como V.Ex.ª já propôs aqui, cria uma CPI para investigar essa questão do gás natural no estado.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Pois é, Deputado Roberto, a gente procura o diálogo, porque eu acredito que a melhor forma que tem é o diálogo.

O SENHOR DEPUTADO ROBERTO COSTA - Como V.Ex.ª, disse a prioridade é o diálogo e esta Casa tem se mantido, V.Ex.ªs têm se mantido dentro desta comissão. Agora o que não podemos aceitar é que a Eneva venha tratar não só essa comissão ou qualquer Deputado, ou qualquer pessoa do Maranhão da forma como vem tratando. Se trata o Deputado que representa o povo desta forma, imagine o restante do povo do Maranhão. Então, eu quero dizer que eu sou solidário a esta luta que V. Exa. tem travado com todos nossos colegas aqui nesta Comissão e acho que aqui tem que ter uma medida forte no sentido de fazer a Eneva também respeitar esta Casa. Muito obrigado, Deputado.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO - Muito obrigado pelas suas palavras Deputado Roberto Costa. Concedo a palavra ao Deputado Marco Aurélio.

O SENHOR DEPUTADO PROFESSOR MARCO AURÉLIO (aparte) - Deputado Fábio Macedo, eu quero nesta oportunidade, eu não vou me ater ao fato da última semana que todos os Deputados, sobretudo os que estavam presentes puderam falar com mais propriedade do que eu falaria, mas o que eu quero destacar mesmo é a atuação de V. Exa. e da Comissão de Assuntos Econômicos nesta causa. Uma grande causa não se consegue uma resolução de uma hora para outra. Às vezes, são inúmeras tratativas, incansáveis tratativas, para se ter uma resposta. E eu destaco o peso desta Casa nas decisões para o povo do Maranhão. Às vezes, não é nenhuma atribuição da Assembleia Legislativa, mas o peso político, a representatividade desta Casa, ela consegue trazer uma força muito grande, não estou dizendo que não seja neste caso. Eu cito, por exemplo, uma causa que nós estivemos reforçando por mais de quatro anos, que foi a bonificação nas notas do Enem, aqui na Assembleia Legislativa que inclusive V. Exa. participou e contribuiu. Esta causa, a Assembleia Legislativa deu um peso tão forte para a Universidade Federal do Maranhão que nós conseguimos essa vitória. Saiu hoje o resultado do SISU e a quantidade de estudantes do Maranhão é imensa, coisas que não se tinham antes, mas que esta Casa trouxe um peso a uma causa nobre e conseguiu ajudar. O que eu quero destacar neste momento é a atuação de V. Ex.ª que já está aqui nesta Casa, há quase 4 anos e meio, mas hoje vive o seu melhor momento como Parlamentar, com dedicação, com conhecimento de causa. E era isso que a gente esperava de V. Ex.ª, que na Presidência da Comissão de Assuntos Econômicos, conseguiu dar vida a essa Comissão, discussões importantes com todos os pares desta Comissão. E interessante que, no passado, na legislatura anterior, ninguém tratava desta causa, portanto, não se tinha um rumo claro. E agora V. Ex.ª conduz tão bem esta comissão com todos os pares, que consegue dar uma clareza, gerar uma expectativa e cobrar para a sociedade maranhense uma resposta que vai ajudar bastante os consumidores. De modo que eu venho parabenizar a atuação de V. Ex.ª, dizer que continue e se, em algum momento, pensar que a força da Comissão precisa ganhar uma dimensão maior com o apoio de toda Casa, terá o apoio desta Casa. Afinal de contas é uma causa justa, a interlocução de V. Ex.ªs com a Gasmar, com diversos setores da sociedade maranhense, ela é fundamental. E esta Casa é respeitada como um Poder, ninguém aqui pede favor para fazer o seu trabalho, aqui é um Poder instituído e V. Ex.ª tem todo o nosso apoio nesta causa. Obrigado.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Agradeço as suas palavras, Deputado Marco Aurélio. Senhor Presidente, V. Ex.ª permite o aparte do Deputado Zito Rolim? Deputado Zito Rolim.

O SENHOR DEPUTADO ZITO ROLIM (aparte) – Deputado Fábio, eu quero aqui parabenizá-lo pelo seu empenho, assim também como os demais Deputados, tanto da Comissão como os que apartearam aqui demonstraram apoiar sua atitude. Quero dizer que, fazendo parte dessa Comissão, não me sinto constrangido pelas diversas interpretações que nós vimos nos últimos dias com relação ao que fomos barrados pela direção daquela empresa, por seus representantes aqui. Na verdade, eu acho que quem tem que ficar constrangido é a empresa por ter desrespeitado os maranhenses, pois ali estava uma Comissão que representa o Maranhão. Nós fomos eleitos exatamente para defender os interesses do povo do Maranhão. E o que nós estamos buscando é melhorar a qualidade de vida do povo do Maranhão. E a melhoria da qualidade de vida passa por acesso aos bens que nós oferecemos aqui a essas empresas que vêm com o intuito simplesmente de se beneficiarem, se dar bem. Pois eles não querem fazer investimento para que aquilo que nós estamos buscando seja implantado aqui, que é o GNV. Essa história de que o gás está vendido até 2041. Nós sabemos que pode estar vendido o que tem hoje, mas eles têm condições de fazer investimento e fazer com que essa produção aumente e daí passe a ser colocado no mercado o GNV, para que possa ter economia para as pessoas que se utilizam do carro, do seu automóvel, para fazer dali a sua renda, fazer dali a sua receita. Portanto está de parabéns. E nós não vamos desistir dessa luta. Claro que nós vamos trabalhar de uma forma onde todos sejam beneficiados. Não queremos prejudicar a empresa. Agora, me deixa a dúvida por que não terem deixado adentrar aquela empresa. Sem dúvida, alguma coisa tem a esconder. Essa é a dúvida que paira em todos os maranhenses. E essa outra questão de terem vendido o que não tem, demonstra falta de seriedade dessa empresa com os maranhenses e com o Brasil. Obrigado.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Obrigado, Deputado Zito Rolim. e parabéns também pela sua atuação nessa luta nobre na Comissão, Deputado.

O SENHOR DEPUTADO WENDELL LAGES – Deputado Fábio.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Deputado Wendell Lages com a palavra.

O SENHOR DEPUTADO WENDELL LAGES (aparte) – Me permita, em rápidas palavras, apenas registrar também a respeito dessa situação que muito entristeceu todos nós deputados que fazemos parte da Comissão de Assuntos Econômicos. Essa situação e essa questão é apenas uma questão que a própria população cobra da gente. E nós, como parlamentares, procuramos correr atrás dessas informações para também repassar à população. A questão do gás natural é um desejo antigo do povo do Maranhão. E V.Exa., desde do início, tem levantado essa temática na Comissão de Assuntos Econômicos, se mobilizando e mobilizando também os outros membros da Comissão para podermos juntos construir um diálogo e juntos com a Eneva procurar essas soluções. A partir do momento que a Eneva não permite que esse diálogo seja construído, nós ficamos preocupados. E eu tenho certeza que, com o engajamento que está tendo nesta Comissão de Assuntos Econômicos, nós vamos continuar com essa batalha todos juntos para poder, de fato, fornecer à população do Maranhão informações precisas e reais do que realmente a Eneva contribui para o nosso estado. Então fica aqui também o meu registro. E vamos juntos trabalhar na Comissão de Assuntos Econômicos, para que todas essas demandas e tudo que aquilo que for relacionado à economia do estado possa ser tratado com respeito, com diálogo e com verdades. Obrigado.

O SENHOR DEPUTADO FÁBIO MACEDO – Obrigado, Deputado Wendell Lages, pela sua palavra e pelo seu trabalho e empenho na Comissão de Assuntos Econômicos. Presidente, já vou encerrar aqui, só concluir. Eu só queria deixar registrado aqui, Senhores Deputados e Senhoras Deputadas, que o Deputado Fábio Macedo não tem nada contra nenhuma empresa, ao contrário, eu acho que são muito bem-vindas as empresas que aqui queiram se instalar, o Maranhão precisa até. Agora eu sou contra sim, sou contra uma empresa como a Eneva que se omite a receber uma comissão de Deputados que está fazendo seu trabalho, barrando-a na porta. Sou contra também uma empresa como a Eneva no Maranhão, que é o segundo maior produtor de gás natural do Brasil, onde ela explora todo esse gás e não quer disponibilizar um pouco desse gás para o uso de nossos maranhenses, para o uso veicular. Eu sou contra e tem o meu repúdio. Então, eu só queria aqui deixar registrado, Senhor Presidente, que a nossa luta, a nossa vontade e o nosso trabalho só aumentam. Amanhã mesmo vamos reunir a comissão para a gente tratar os próximos passos que vamos dar. A comissão está unida, está afinada, isso que aconteceu só nos deu foi mais vontade para trabalhar, nos deu mais gás para combater essa empresa, para que realmente ela coloque, disponibilize esse gás para que o maranhense use como gás veicular. Se for necessário, a gente vem procurando desde o começo o bom diálogo, a gente já visitou lá, já fizemos aqui audiência pública, a gente tem procurado conversar, mais pelo que eu estou vendo, impedindo a entrada dos representantes do povo lá na empresa, a gente já vê que eles não querem diálogos, estão escondendo documentação, porque, quando a gente não deixa entrar, como alguns colegas colocaram, é porque estão escondendo alguma coisa de errado. Então, a gente vai procurar sim os meios legais e aquilo que a gente puder fazer. Então, se for o último caso, que isso seria mesmo o último caso, vamos fazer o que a gente pode e tem aqui como prerrogativa, abrir uma CPI, a CPI do Gás. Senhor Presidente, eu me despeço aqui agradecendo aqui a toda comissão. Muito obrigado.

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