12/08/2019 - Grande Expediente Wellington do Curso

Carlos Welington

Aniversário: 27/09
Profissão: Professor e Empresário

Discurso - download do áudio



O SENHOR DEPUTADO WELLINGTON DO CURSO (sem revisão do orador) – Senhor Presidente, demais Membros da Mesa, nobres Deputados e Deputadas, galeria, imprensa, internautas que nos acompanham nas redes sociais e nossas ações do Parlamento Estadual. E que durante todo o dia de hoje tomou conta das redes sociais de todo o Brasil. O segundo assunto mais comentado no Brasil hoje se chama Cajueiro. A bolha estourou, não ficou restrito a Zona Rural de São Luís, não ficou restrito a capital do Estado, São Luís, não ficou restrito ao Estado do Maranhão. O Brasil e o mundo estão ouvindo falar de Cajueiro. Quem não tem o conhecimento do Cajueiro ainda, eu vou trazer as informações necessárias para que vocês possam formar juízo. Na última quarta, quinta, sexta, no sábado e no domingo. Todos os dias, eu estive no Povoado do Cajueiro. Não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez, mas eu estive próximo da comunidade do Cajueiro nos últimos cinco dias e na sexta-feira o que tomava conta da população do Cajueiro era a ansiedade, era o nervosismo, era a angústia de quem não tinha para aonde ir. Para que vocês entendam, qual é a situação do Cajueiro? É uma situação grave, para não dizer gravíssima, e muito polêmica. E judicializaram tanto na Justiça Estadual como Federal. Problema de grilagem de terra, que precisamos nos debruçar sobre esse tema com mais responsabilidade, a grilagem de terras que toma conta da nossa querida Ilha de São Luís. E assim foi feito no Cajueiro. Pegando toda a cadeia sucessória de posse do Cajueiro, a gente se depara que o último proprietário faleceu em 2001 e, mesmo depois de morto, fez a transferência da terra em 2004. Foi solicitada perícia na documentação, no cartório e até hoje a Justiça não autorizou. Nós temos judicialização na Justiça federal e na Justiça estadual. Uma decisão judicial de 2014 garante a permanência dos moradores do Cajueiro nas suas terras, garante a permanência dos moradores. E agora outra decisão, em caráter de liminar, solicita a desapropriação do Cajueiro. Reintegração de posse do Cajueiro. E no último final de semana a população do Cajueiro totalmente angustiada, ansiosa, preocupada e o questionamento que me fizeram: “Deputado Wellington, o que mudou para o governador Flávio Dino, em 2014”? Porque a população do Cajueiro esteve acampada na porta do Palácio. Esteve acampada na porta do Palácio com o apoio de deputados estaduais da época, deputado Bira do Pindaré, deputada Eliziane Gama, deputado Rubens Júnior, deputados estaduais na época, deram total apoio ao Cajueiro contra o Governo Roseana Sarney. E o que mudou em 04, 05 anos? Eu fui ao Cajueiro várias vezes, identifiquei crimes ambientais, fiz registros fotográficos, de vídeo, denunciei no Ibama, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, a tudo e a todos. Mas a pergunta que não quer calar: o que mudou com o governador Flávio Dino, em 2014, em que ele atacava o Governo Roseana Sarney, defendia o Cajueiro e agora 05 anos depois ele pratica uma maldade, uma crueldade, uma covardia com o povo do Cajueiro. O povo do Cajueiro diante da ansiedade, da angústia que permeava os seus corações saíram das suas casas, no domingo à tarde, Dia dos Pais, dia de estar com a família, com a esposa, com os filhos. Homens, mulheres, idosos e crianças saíram dos seus lares e foram para a porta do Palácio, que diziam que era de todos nós, que os “leões” não ia mais rugir para a população, mas essa população foi para a porta do Palácio, buscando o diálogo de outrora, quando o Governador do Estado fazia diálogos pelo Maranhão. Envolveu, ludibriou, enganou, mentiu, principalmente para a esquerda do nosso estado, para os movimentos sociais. Hoje há uma decepção relatada na noite de ontem. Permaneci dando apoio solidário aos moradores do Cajueiro até duas horas da madrugada. Fui para casa dormir, mas com o coração apertado. Não consegui dormir direito. Por volta de quatro e meia da manhã, já estava despertando. Às cinco horas da manhã, fui para a porta do Palácio mais uma vez prestar apoio e solidariedade à população do Cajueiro. Durante a manhã, uma manifestação pacífica com os moradores orando o Pai Nosso, rezando Ave Maria, entoando cânticos e hinos de euforia, de alegria por ter um governo comunista, um governo de esquerda e um governo que olha para a população mais pobre. Assim dizia a população do Cajueiro, na manhã desta segunda-feira, mas o maior algoz do povo é o Estado que hoje, com todo poder, com toda autoridade e se remetendo há séculos passados, quando nós tínhamos no Absolutismo a ideia de que quem manda é o rei e que o rei sou eu. O todo-poderoso Governador Flávio Dino, se aproveitando que os moradores do Cajueiro, Deputado César Pires, saíram de suas casas, na tarde do último domingo, estavam na porta da Palácio, ele mandou os 180 policiais para retirar 28 famílias. 180 policiais para retirar 28 famílias em um ato de extrema covardia! Eu fui para lá, Governador Flávio Dino, eu fui te enfrentar, Flávio Dino! Eu fui te enfrentar! Liguei para o Presidente desta Casa, liguei para o Presidente Othelino para comunicar o que estava acontecendo. O Presidente Othelino estava em uma missão, estava em uma reunião e, tão logo ouviu o meu apelo, Presidente Othelino me retornou: “Deputado Wellington, qual é o apoio que V. Ex.ª está precisando? Só não faça nada que desabone a sua conduta parlamentar e nem o parlamento estadual”. E assim eu fiz. Em respeito aos demais pares, em respeito ao Poder Legislativo, do qual eu tenho orgulho de participar, eu não tenho vergonha de ser Deputado, eu tenho orgulho de ser Deputado, e comuniquei ao meu Presidente, comuniquei o que estava acontecendo: uma ordem de despejo forçada, os moradores sendo retirados com spray de pimenta, com a força policial do Governador Flávio Dino. Chegando ao local, nós nos deparamos com irregularidades. Os três oficiais de justiça estavam retirando os moradores sem saber onde eram as casas, estavam meio que perdidos. O comando da operação não sabia, quem estava orientando era o advogado da empresa privada, orientando os oficias de justiça. Naquele momento eu dei um basta. Oficiais de Justiça vocês serão representados pela irregularidade que estão cometendo. Vocês não sabem onde estão as casas. Os moradores não foram notificados e vocês estão cometendo irregularidades, uma arbitrariedade contra o povo do estado do Maranhão com a conivência, com a autorização do Governador Flávio Dino. E ele recebeu porrada e muita porrada no Twitter, no Instagram por conta do posicionamento dele. E o primeiro foi o ator global que perguntou: E o Cajueiro, Governador? E a porrada continuou. Governador, em nome do desenvolvimento, famílias não podem ficar desamparadas. Nós não somos contra o progresso. Não somos contra o desenvolvimento. Mas cidadão ser retirado da sua casa, do seu sítio, onde ele cria sua galinha caipira, onde ele vai buscar o seu pescado, vai catar o seu caranguejo, onde ele tem a sua jaca, tem o caju, tem um pé de manga, está sendo retirado de forma forçada da sua casa. Estão garantindo uma cesta básica de noventa reais. Querem doar aluguel social de quatrocentos reais, de quatrocentos e cinquenta reais, de seiscentos reais e uma casa na Minha Casa minha Vida daqui a 12 meses num loteamento que ninguém sambe onde é e que será fornecido pelo Governador do Estado. É assim que tratam os mais pobres. É assim que o Governador Flávio Dino trata os mais pobres do estado do Maranhão. E o Brasil precisa saber. O mundo precisa saber. E após a conversa com o Presidente Othelino, fiquei mais comedido nas minhas ações, mas continuei firme com a autoridade que o cargo requer, firme. E acompanhamos não só a negociação, mas a lágrima corria no rosto ao ver a casa sendo demolida, o senhor tirando da sua casa simplesmente o seu cachorro, amarrada uma corda no pescoço. “Deputado, eu não tenho para onde ir. Deputado, é maldade que estão fazendo conosco”. Mas os questionamentos da Internet continuaram e um deles me chamou a atenção. Governador Flávio Dino, o que mudou de 2014 para cá? V. Ex.ª era contra o remanejamento do Cajueiro, a retirada dos moradores do Cajueiro; e agora V. Ex.ª não só autoriza, mas V. Ex.ª manda retirar de forma forçada os moradores do Cajueiro. E um Internauta pergunta ao Governador Flávio Dino o que que mudou. E o Governador Flávio Dino quer se justificar dizendo que decisão judicial se cumpre. Concordamos, Governador Flávio Dino. E ele lava as mãos. Diz que não pode fazer mais nada. Se tu és incompetente, Flávio Dino, se tu és omisso, Flávio Dino, entrega o cargo de Governador do Estado para o teu vice, porque não tem mais espaço para covardes, para omissos. E é isso que tu fizeste na manhã de hoje. Isso, Governador Flávio Dino, vai para os anais da história, o ato de covardia. O Governador Flávio Dino tinha que, na porta do Palácio, ter ido conversar com a população do Cajueiro, com que ele se comprometeu no ano de 2014, e ter dito para a população do Cajueiro: “Me dê 30 dias, me dê 60 dias, que eu vou articular, que eu vou negociar e eu vou dialogar e eu vou resolver. Eu sou o Governador do Estado do Maranhão”. Eu teria feito se governador fosse. Eu teria feito e não colocar o rabinho entre as pernas, de forma covarde, de forma omissa e ter mandado destruir a casa dos moradores enquanto eles estavam na porta do palácio. Mas eu quero me ater ao questionamento de um cidadão nas redes sociais: O que mudou o Governador Flávio Dino de 2014 para 2019? Porque agora a V. Ex.ª autoriza o desmatamento, degradação ambiental, o aterramento no mangue com a única intenção: o seu ego, a vaidade de ser Presidente da República. Mas, Governador Flávio Dino, com o suor do trabalhador maranhense, com o sangue do trabalhador maranhense é inadmissível, mas ainda faço o questionamento, esse cidadão perguntou o que mudou o Governador Flávio Dino de 2014 para 2019? Esse cidadão, Deputado César Pires, Deputado Edivaldo Holanda, ainda faz uma grave denúncia. Governador Flávio Dino, o que mudou de 2014 para 2019 é que V. Ex.ª está pagando a conta com o sangue do trabalhador maranhense. E mais ainda, vai receber muito mais para bancar a sua campanha para Presidente da República. E nós não vamos nos calar. Deputado Wellington, isso é muito grave, dizer que o Governador Flávio Dino está pagando a conta com o sangue do trabalhador maranhense. O Governador Flávio Dino recebeu na campanha de 2014 da WTorre o valor de duzentos e cinquenta mil reais. É isso mesmo, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o Governador Flávio Dino recebeu da WTorre a quantia de duzentos e cinquenta mil reais. E agora eu respondo para esse internauta, para esse cidadão maranhense o que mudou. Governador Flávio Dino era contra, em 2014, até não se beneficiar, até não receber, agora que já recebeu, que foi eleito governador em 2014, ele tinha que pagar a conta. E está pagando a conta não com o suor do seu trabalho. Não com o suor do seu rosto. Mas com o sangue do trabalhador maranhense. Com o sangue do morador do Cajueiro, é assim que Governador Flávio Dino está pagando a conta de campanha. Governador Flávio Dino ainda recebeu também em 2014 da UTC o valor de duzentos mil e depois mais cem mil reais. O Governador Flávio Dino recebeu da UTC que está na Lava Jato trezentos mil reais. E o Governador Flávio Dino recebeu da WTorre, da toda poderosa WTorre, que agora é TUPI e também conveniada com a CCC, um conglomerado chinês. E assim, senhoras e senhores, é assim que começa a cair a máscara. Começa se descortinar e começa a aparecer a verdade. A verdade dura e crua. Deputado César Pires, em determinado momento, a mentira se encontrou com a verdade e a mentira como todos nós conhecemos tentou ludibriar a verdade e disse para a verdade: Olha como o sol está bonito, olha como o dia está radiante! E mesmo sendo a mentira, mas a verdade teve que realmente se contentar e reconhecer, que mesmo falando mentira, a mentira naquele momento estava falando a verdade. O dia estava radiante e muito bonito. A verdade reconheceu um momento em que a mentira estava falando a verdade. E ao conquistar a mentira, a mentira convidou a verdade para tomar um banho. As duas entraram na água e rapidamente a verdade pegou e ficou na água, enquanto a mentira pegou as roupas da verdade e saiu correndo. E o que nós estamos diante, hoje, no nosso dia a dia é a mentira travestida de verdade. E a verdade nua, dura e crua, essa é a situação em que vivemos no Estado do Maranhão. O governador Flávio Dino que vendeu a sua população, que vendeu o seu povo mais pobre na ganância, na ânsia, na ambição de ser governador do Estado e enganou a todos, mentiu para todos dizendo que seria a mudança, que iria propagar a mudança no Estado do Maranhão. Mas a mudança só ocorreu com ele, com quem está próximo dele, com campanhas milionárias, com a velha prática política, a velha prática que ele tanto abominava, e ele faz do seu dia a dia a velha prática política. Senhoras e senhores, isso não é grave, é gravíssimo. Todo o cidadão ludovicense, lá do Cajueiro, do Estado do Maranhão e do Brasil precisa saber: o governador Flávio Dino está pagando sua dívida de campanha com o sangue do morador do Cajueiro. Pagando dívidas de campanha com a WTorre no valor de R$ 272 mil com o suor do trabalhador maranhense. Senhoras e senhores, é lamentável e a cena grotesca diante do olhar de todos, na manhã e tarde desta segunda-feira. A população do Cajueiro, homens, mulheres, crianças, idosas, estão recompondo as suas forças na porta do Palácio novamente. E a reclamação é geral: cadê o governo comunista? Cadê o governo de esquerda? Cadê o Direitos Humanos do Palácio? Cadê a Sedihpop? Todos lavaram as mãos. Todos lavaram as mãos. Mas continuamos firmes diante de todas as mentiras, diante de toda a crueldade, diante de toda a covardia. Hoje nós restabelecemos, naquele lugar, o nosso compromisso com o povo do Maranhão, o nosso compromisso com a verdade, o nosso compromisso com a população mais pobre. O nosso compromisso, jurado aqui nesta Casa no primeiro e segundo mandatos, em defender, em lutar contra a ganância, contra a covardia, contra a crueldade do governador Flávio Dino. O maior algoz da sociedade moderna é o Estado, é o governador omisso, é o governador covarde e nós estamos mostrando isso. E a partir de agora vou liberar vídeos, fotos de tudo o que aconteceu no dia de hoje, no fatídico dia 12 de agosto de 2019, onde a máscara do governador Flávio Dino, que já estava prestes a cair, hoje ela foi mostrada da forma mais deprimente. Um cidadão, um homem que é ex-juiz federal, conhecedor das leis, e utiliza o seu conhecimento para prejudicar, para atrapalhar, praticar crueldade, praticar maldade com o seu povo. É esse o Governador que nós temos! É esse o gestor que nós temos. É o mesmo gestor que eu já denunciava, ele não me enganava. Ele tomou 60 mil carros e motos de trabalhadores maranhenses. Quando olhava no seu olhar, quando eu via no seu olhar, eu olhava maldade, a ganância. Escorre gordura do olhar de Flávio Dino. Escorre ganância. O Governador Flávio Dino tomou 60 mil carros e motos de trabalhadores maranhenses sem dor, nem piedade. Leiloou mais de 15 mil carros e motos de trabalhadores maranhenses, meteu a mão em mais de um bilhão dos aposentados do Maranhão. Deputado César Pires é um dos defensores dos aposentados e servidores e tem lutado aqui. O Governador Flávio Dino meteu a mão em mais de um bilhão do Fepa. O Governador Flávio Dino, não são só 140 milhões que Vossa Excelência pegou na Emap, são mais de 300 milhões que Vossa Excelência surrupiou, retirou de forma ilegal da Emap, do Porto do Itaqui no estado do Maranhão. É esse o Governador que aumentou os impostos três vezes, massacrando a população mais pobre, fazendo com que a população mais pobre fique cada vez mais pobre. Em quatro anos, o Governador Flávio Dino aumentou a pobreza no estado do Maranhão. Só na capital, aumentou em quase 50% o número de pobres e de mais miseráveis no estado do Maranhão. Essa é a realidade que nós vivemos. Essa é a realidade na qual nos encontramos. Eu continuo, Governador Flávio Dino: e o povo do Cajueiro? O Brasil todo vai conhecer o pior Governador do Brasil. Uma vergonha o que o senhor está fazendo com a comunidade do Cajueiro, uma comunidade tradicional, sendo expulsa do seu território. Está na postagem de todo o Brasil e de todo mundo. Respeite o povo do Cajueiro, escute o seu apelo e o nosso, porque o equilíbrio ambiental de São Luís também depende disso. Não somos contra o progresso, não somos contra o crescimento, mas que respeite a dignidade da pessoa humana, que respeite de verdade. Não pedir respeito na mídia, não pedir respeito nas redes sociais, não querer se aparecer enquanto o pobre maranhense, o pobre ludovicense não tem onde dormir hoje. Idosos dormiram ao relento ontem, idosos dormiram na praça, dormiram na calçada e dormiram no chão. Se isso não é lutar por direitos humanos, não é lutar por dignidade, então eu não sei mais o que é isso. Continuando: o Cajueiro vive! Governador, o teu discurso popular é fachada, famílias violentamente despejadas, barbárie com o teu aval. E o Cajueiro, Flávio Dino, capitalista perverso, você faz parte do Partido Capitalista do Brasil, é revoltante o que o senhor está fazendo com o município de Cajueiro. Nós, da população, estamos de olho, Governador Flávio Dino. Governador, existem inúmeras formas de ser resolvido este conflito e essa situação, de forma cabível. Ou V. Ex.ª é omisso e covarde que não vê isso? Bolsonaro destruiu a Amazônia. A burrice é só dele, ou sua também, que está destruindo a ilha de São Luís? Mas quais as medidas por parte do Executivo que foram tomadas para fazer o assentamento antecipadamente? Depois que joga o morador na rua, que joga o morador ao relento, é que diz que vai dar uma casa. Casa onde? Casa daqui a doze meses? Crie vergonha na cara, Governador Flávio Dino. As famílias receberam ofertas de indenização muito irrisórias, mas o problema para eles não é perder a casa e, sim, sair do Cajueiro, onde eles pescam e plantam. Eu acho engraçado é que quando é para atacar a oposição ou defender amigo que está preso na internet, o Governador Flávio Dino gasta dinheiro público. Usa o dinheiro do Governo do Estado para visitar o Lula, que está preso; e não faz nada para ajudar a população do Cajueiro, que está sendo despejada. Realmente depois dessa falta de humanidade, por falta do Governo do Estado com aquelas famílias ou com o ecossistema, não tem o que falar desse Governador traíra e covarde. As mediações sempre visavam o favorecimento da empresa. Está comprovado. É claro que o Governador Flavio Dino advoga para a empresa, ajuda a empresa, está do lado da empresa. Recebeu 272 mil da WTorre. Governador Flávio Dino, se explique. Explique-se para a população do Estado do Maranhão. V. Ex.ª, que recebeu 272 mil da WTorre, agora está pagando a sua dívida de campanha com o sangue do morador do Cajueiro. O trabalho do Governador é dar assistência às famílias para viver em um local digno e construção de moradias. O Governo Dino, com sua política, omitiu para todos a data e a hora da reintegração. Ninguém sabia de nada. Não teve reunião. Não teve notificação. Teve, sim, foi o ato de covardia. Enquanto estávamos no Palácio de 06, 07, 08, 09 horas da manhã, toda a movimentação, todo o aparato policial se deslocava para o Cajueiro com um único objetivo, pagar a conta do Governador Flávio Dino. Enquanto a população estava na porta do Palácio querendo dialogar, esperando do Governador do Estado uma solução para o problema, ainda acreditando na mudança, ainda acreditando no pai de família, no homem que foi eleito para mudar a vida dos maranhenses. O homem que criticava Sarney. O homem que abominava as velhas práticas políticas. O homem que dizia que o Sarney desgraçou o Maranhão. O homem que dizia que tudo que não presta era culpa do Sarney. É o mesmo homem que foi se aconselhar com Sarney agora após a eleição. É o mesmo homem que não foi tratar com Sarney sobre o Cajueiro. Não foi tratar com Sarney sobre os impostos que ele aumentou. Não foi tratar com o Sarney sobre o Fepa que ele pegou mais de um bilhão. Não foi tratar com Sarney dos carros e motos que ele apreendeu e tomou dos trabalhadores maranhenses, não foi tratar com Sarney sobre o aumento de impostos que está massacrando o mais pobre, ele não foi tratar com Sarney sobre a sua dívida de campanha que ele tem com a WTorre, mas é o mesmo, incoerente, o mesmo que defendia o Cajueiro, em 2014, agora autoriza crimes ambientais, o aterramento do mangue. E ele tinha um cheque, um cheque que precisava ser compensado, ele precisava pagar a dívida de 272 mil reais. E eu respondo o que mudou - o que mudou - de 2014 para 2019, é que o Governador Flávio Dino tem agora uma imensa mancha, uma imensa dívida com o povo do Maranhão. E ele vai pagar, a sua irresponsabilidade não vai passar em branco, ele vai ser, sim, responsabilizado pela covardia que fez com o povo do Cajueiro. E o povo do Cajueiro, o povo de São Luís, o povo do Maranhão, o povo do Brasil e o povo do mundo vai saber que o Governador Flávio Dino está pagando dívida de campanha com o sangue do trabalhador maranhense, com o sangue do pobre maranhense. Era o que eu tinha para o momento, que Deus seja louvado, bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de justiça. Que Deus estenda suas mãos poderosas sobre o estado do Maranhão e que tenha piedade de todos nós. Era o que tinha para o momento, Senhor Presidente.

O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO VINÍCIUS LOURO – Tempo dos Partidos ou Blocos. Bloco Parlamentar Democrático PR/PMN. Declina. Bloco Parlamentar de Oposição, pois não, Deputado César Pires. Bloco Parlamentar Solidariedade/PP, Deputado Fernando Pessoa? Ausente. Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão, Deputado Professor Marco Aurélio? Ausente. Expediente Final. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente Sessão.

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