11/09/2019 - Pequeno Expediente Roberto Costa

José Roberto Costa Santos

Aniversário: 18/03
Profissão: Administrador

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O SENHOR DEPUTADO ROBERTO COSTA (sem revisão do orador) – Senhora Presidenta, Senhores Deputados, galeria, imprensa. Quero saudar aqui também nosso amigo, Dr. Cristovam, que é ex-Deputado também desta Casa e que nos visita aqui. Senhor Presidente, eu venho a esta tribuna destacar o anúncio do 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública que foi divulgado essa semana e que traz uma referência, inclusive muito profunda, sobre a violência contra a mulher. Segundo o anuário, a cada quatro minutos, existe uma agressão contra a mulher no Brasil. Esses índices demonstram um crescimento muito elevado comparado a outros levantamentos. Existe a discussão em relação a isso, deputado Zé Inácio, se realmente existe um aumento das agressões ou o que tenha acontecido é a mudança cultural, que tem ocorrido no país, de as mulheres agora denunciarem os seus agressores. Mas o fundamental é que esses dados são muito alarmantes e que precisam ser sinalizados de forma muito concreta para que a gente possa estar construindo, a cada dia, políticas públicas de afirmações das mulheres. Políticas como, inclusive, a lei que criamos nesta Casa, na Assembleia Legislativa, sobre a equiparação salarial entre homens e mulheres, que exercem a mesma função e que muitas vezes terminam sendo discriminadas em relação ao salário que recebem, mesmo fazendo a mesma função do homem. E a rede de proteção tem se estendido em todo o Brasil e no Maranhão, mas essa rede precisa ser reforçada, a cada dia, para que a gente possa continuar combatendo essas agressões, não só a agressão física, mas a agressão psicológica, agressão econômica e outras agressões, a moral, que acontecem contra as mulheres no Brasil e no Maranhão. E a Assembleia tem um papel fundamental de manter, na pauta principal desta Casa, essas ações de proteção à mulher, de reforço à essa rede para que a gente possa, deputado Edivaldo Holanda, ver a cada dia esses índices sendo diminuídos. Porque isso é uma vergonha nacional, se torna uma vergonha para o Maranhão, mas é preciso que continuemos levantando a cabeça e enxergando que isso é um problema não só das mulheres, mas de toda a sociedade. Enquanto houver uma agressão à mulher, acho que toda a sociedade, homens e mulheres terminam sendo agredidos. E por este levantamento tem um caso que chama também muita atenção, as agressões que têm ocorrido, que aumentaram foram exatamente em cima de adolescentes, crianças de 13 a 19 anos, um aumento assim absurdo de agressões, até de estupros em relação a essa faixa etária. Então é muito mais grave ainda o resultado dessa pesquisa e que temos que olhar, como eu disse, com uma prioridade para acabar com esses crimes que acontecem no dia a dia. É uma vergonha nacional e o Maranhão precisa continuar com a sua afirmação, com as suas políticas concretas de fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Muito obrigado, Senhora Presidente.

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