29/07/2020 - Pequeno Expediente Roberto Costa

José Roberto Costa Santos

Aniversário: 18/03
Profissão: Administrador

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O SENHOR DEPUTADO ROBERTO COSTA (sem revisão do orador) – Senhor Presidente, senhores deputados, imprensa que nos acompanham pela TV Assembleia, pelo nosso portal. Senhor Presidente, eu venho, aqui, hoje a essa tribuna, fazer uma reflexão de um assunto que tem sido debatido em São Luís que, a meu ver, é um assunto para mim muito grave, que é essa discussão, hoje, na cidade a respeito dos espaços públicos que tem em São Luís. Nós vimos ações da própria vigilância sanitária nessa semana a respeito do que estava ocorrendo na Península. O fechamento de alguns setores, que, a meu ver, foi feito de forma correta, porque a questão do controle ainda é necessária em função dessa pandemia. Por mais que tenhamos avançado positivamente, mais ainda necessita de um certo cuidado. Mas, para mim, o grave de tudo isso, desse debate é que alguns setores - que não é a grande maioria, inclusive da população da Península, dos moradores da Península - estão fazendo como pano de fundo para discutir, na verdade, de forma discriminatória a presença de parte da população de outros bairros naquela região. Eu acompanho aquela região da Península ali da Ponta da Areia há muitos anos. Eu sou morador do Codozinho, ali do bairro do Centro, ali da Madre de Deus. E nós tínhamos uma pelada histórica lá na Ponta da Areia. E a Ponta da Areia sempre foi uma praia que sempre teve a presença, na verdade, de toda a população de São Luís. Sempre foi uma praia, historicamente, marcada pela presença, pela representatividade de todos. E depois do processo de crescimento, de desenvolvimento daquela área, eu vi agora um debate de alguns comerciantes, de alguns empresários, que para mim é a minoria, debatendo a discussão da proibição de moradores de outras áreas da cidade, de não frequentarem aquele espaço. Eles esquecem que aquele espaço, inclusive o Espigão, a urbanização de toda aquela área, que, inclusive, foi feita pela governadora Roseana, foi feita com recursos públicos. Ela foi feita com o dinheiro de toda a população do Maranhão e de todos nós. Deputado César, temos o direito de usufruir morando na Península ou não, quem é do Anjo da Guarda tem o mesmo direito de quem mora na Península, no Espigão de fazer sua caminhada, de frequentar aquela praia. Da mesma forma como eu, por muitos anos, como morador da região da Madre de Deus, frequentava, e agora alguns comerciantes, alguns moradores, que eu digo muito sempre de forma muita clara, é a minoria, se escondendo em relação a essa questão da pandemia, que eu acho correto a ação de fiscalização, que tem que existir, querem responsabilizar toda aglomeração agora como se fossem as pessoas de outras comunidades, de outros bairros, que não pudessem participar, usufruir de um aparelho público que foi feito, foi investido com o dinheiro da população. Então, é um absurdo este debate que está existindo, não é a primeira vez, já teve uma vez aí alguns meses atrás, que se discutiu a questão de um porto, deputado Carlinhos, para vir da Baixada que foi um “aué” muito grande, alguns argumentando que vinha a população da Baixada que não poderia descer lá naquela região do Espigão, porque aquela área é uma área valorizada, é uma área bonita, e como se toda obra, se toda estrutura que estivesse lá montada fosse privada, e que não é, todos os recursos investidos ali foram dinheiro público, e que nós todos nós temos o direito. Eu volto aqui a reafirmar uma coisa importante: a questão do controle da aglomeração está corretíssima, agora nós não podemos admitir que uma minoria venha discutir sobre a participação de outros moradores da cidade, de outros bairros naquela região, porque eles querem na verdade, alguns defenderem e botar uma porteira na Península e mais ninguém possa usufruir, se não morar lá, tem casos inclusive de uma academia lá que pergunta se o sujeito que vai se inscrever na academia, se ele, no cartão de inscrição dele, se o apartamento é próprio ou alugado. Assim, é uma situação que nós não podemos admitir, nem é discussão no momento como esse, porque, daqui a pouco, os nossos moradores, ali do Tirirical, vão dizer o seguinte: Já que a gente não entra na Península, também aqui no nosso aeroporto ninguém também vem mais viajar, na Península, lá no Cemitério do Gavião, onde eu me criei, deputado César, por muitos anos naquela região, daqui a pouco, o pessoal vai dizer: Ninguém vai mais enterrar no Cemitério do Gavião. Então, é uma discussão que você leva um sentimento de divisão para a nossa cidade, para o nosso município e para o nosso estado, extremamente reprovável, é por isso que esse sentimento de emancipação de determinadas regiões acontecem, pela forma que às vezes esses assuntos são debatidos, e não são reprimidos, porque nós temos que reprimir esse tipo de pensamento, volto a dizer, o controle da aglomeração tem que ser feito da forma que foi feita, acompanhar, agora discutir dentro disso, um debate que o comércio tal, o restaurante tal, ele não foi feito ali para determinado público, isto é uma atitude extremamente reprovável, reprovável, como eu volto dizer, tudo que tem ali de estrutura é de dinheiro público, como tem aqui o nosso Itapiracó, como nós temos o nosso parque, aqui da Assembleia, que é público, é de domínio público, todos podem participar, todos podem vivenciar essas estruturas públicas, porque foi feito com o dinheiro do povo e se é dinheiro do povo, não se tem divisão. Então, era isso que eu queria fazer, deputado Rafael, como uma reflexão para a nossa cidade, para o nosso Estado, que esse tipo de comportamento de uma minoria, nós não podemos admitir, porque se torna abusiva, se torna revoltante fazer esse tipo de discriminação, principalmente usando o momento de tanta dificuldade que nós vivemos hoje, em relação a essa pandemia. Aí você vê as filmagens da aglomeração e, na verdade, pelas imagens você vê que não tem, digamos, essa grande participação de outros públicos, de outras regiões, mas na hora de responsabilizar, querem dizer: “não, porque vieram as pessoas de bairro tal, de comunidade tal...”, como se não pudesse. Aí fica realmente muito difícil, até por um detalhe importante, antes daqueles prédios subirem, aqueles apartamentos, aqueles restaurantes, o público de toda cidade de São Luís já prestigiava a nossa querida Ponta D’Areia. Muito obrigado, Senhor Presidente.

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