29/07/2020 - Pequeno Expediente Mical Damasceno


Aniversário: 14/01
Profissão: Administradora

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A SENHORA DEPUTADA MICAL DAMASCENO (sem revisão da oradora) – Obrigada, Senhor             Presidente. Senhor Presidente, Mesa Diretora, Deputados que participam da sessão presencial e remota, bom dia a todos e aos funcionários da Casa. Eu quero aqui falar, mais uma vez, pedir a palavra para representar o clamor da minha querida cidade de Viana por segurança e paz. Estamos vivendo tempo difíceis e laboriosos. Nós entendemos que o direito à vida é um direito primordial, além de ser fundamental, como já previsto na Constituição Federal. Ele deve estar acima de todos os outros. Deus é quem nos deu o dom da vida. Cercear o direito de viver é querer tomar por si o controle sobre a vida do outro, sobre o dom que Deus nos deu. Eu acabei de assistir as nobres deputadas e minhas amigas falar sobre a questão da violência contra a mulher. Mas a Deputada Helena Dualibe pontuou muito bem que nós não devemos, por ser mulher, tratar somente da violência contra mulher. Existe a violência doméstica, violência de todas as formas. E por isso que nós temos também que lutar contra todo o tipo de violência. Então, em Viana, nós temos presenciado dias de horror desde o assassinato do saudoso professor Marcos Carvalho, onde ficamos, a cidade de Viana ficou horrorizada com este bárbaro crime. Já foram, Deputado Zito Rolim, oito homicídios só em Viana, dentro do município de Viana, em pouco mais de um mês. Isso é um absurdo. E fora as tentativas, como eu falei há pouco com o delegado, nosso amigo lá da regional de Viana, que disse fora as tentativas de homicídios, sem contar com a região da Baixada. Estou falando somente do município de Viana. Então nos gera tristeza por tamanha violência, tamanho desprezo pela vida. Isso mostra o quanto as pessoas têm se afastado de Deus. É isso que eu fico, às vezes, meditando, como está o grau da violência, por quê? As pessoas não têm tempo para Deus, se esquecem de Deus e aí começam a cometer bárbaros crimes como tem acontecido em Viana. Então nós estamos juntos acompanhando aqui. Ontem eu falei com o Secretário de Segurança. Ele disse para mim que eles estão enviando, se não me falha a memória, hoje, reforços para ajudar na segurança de Viana. Eu quero parabenizar aqui o Secretário Jefferson Portela por ter já se empenhado. Inclusive ele já esteve em Viana esses dias. E eu quero aqui parabenizar o nosso Secretário, também o Governador Flávio Dino, porque tem acompanhado esse caso. Então é muita preocupação e, assim, a gente é cobrado pela população de Viana. Muitos amigos nos dizem: “Mical, nos ajude”. Mas eu queria aqui pontuar um acontecimento que houve no domingo, Deputada Andreia Rezende. Olhe só o que nos aconteceu. No domingo, no Povoado Santero, próximo à Viana, bem próximo à Viana, já estávamos no segundo culto. Os irmãos lá já estavam dirigindo o segundo culto porque, devido à pandemia, nós estamos controlando a capacidade do templo. E nesse ínterim, já finalizando o segundo culto, de repente entram dois homens. Invadiram a nave do templo, a sede do templo lá em Santero e, simplesmente, eles viam perseguidos de outro povoado vizinho, sendo que acusados de ter tentado matar uma pessoa lá, e aí os moradores querendo fazer justiça com as próprias mãos, invadiram, alguns invadiram a igreja e lá no púlpito no lugar mais sagrado, no púlpito da nossa igreja, atiraram num cidadão lá dentro, nesse homem lá dentro e depois arrastaram, sei que quebraram janela da nossa igreja, e terminaram de matar fora do dentro do templo, isso é um absurdo! Um lugar que nós temos esse direito constitucional, que o culto é um lugar inviolável, e aí a gente, o povo de Viana está numa tristeza só devido de tanta violência, de tanta confusão que está acontecendo durante esses dias. Então, é um relato de horror, invadir a Casa do Senhor, disparar em alguém, dentro de uma igreja, prova o quanto a nossa sociedade está desraigada dos caminhos do Senhor, o quanto a falta de Deus, da palavra, faz o homem mostrar o que há de pior. Eu peço encarecidamente à população vianense, que ore, busque a Deus, que interceda para que a justiça divina e também a dos homens sejam feitas, mas que não venhamos perder a razão, dar voz a sentimentos malignos de vingança, de maldade, crueldade. Nós não podemos fazer a justiça com as próprias mãos, a nossa Viana precisa de dias melhores, de dias de paz, de sossego, mas não vamos conquistar isso com mais violência, mas sim com joelho no chão, com oração, com razoabilidade e justiça, conforme as leis. Estas são as minhas palavras, Senhor Presidente, e agradeço por ter me dado o aparte.

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