04/08/2020 - Pequeno Expediente Dr. Yglésio

Dr. Yglésio

Aniversário: 19/09
Profissão: Médico

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O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO (sem revisão do orador) – Bom dia, senhoras e senhores. Senhor Presidente, eu subo a esta tribuna para manifestar a minha preocupação com o reinício das aulas da rede privada de ensino. Me causa estranheza, Presidente, a postura do Governo do Estado no sentido de permitir o retorno das aulas da rede privada e, ao mesmo tempo, não colocar a rede pública do Estado para voltar. Fico a me perguntar se há uma diferença de segurança entre as duas redes, se é um reconhecimento de uma eventual incapacidade de manter as medidas higiênicas sanitárias dentro da rede privada ou da rede pública, ou se apenas foi uma falta de preocupação com os pais. Aqui quem sobe é um pai que se preocupa com seus filhos na escola, que recebe, diariamente, a partir de vários grupos, a mesma preocupação de pais que não entendem por que seus filhos foram permitidos voltar para a escola, as escolas privadas, no caso agora, com uma necessidade imediata. E a primeira coisa que foi feita para comprovar isso é o envio dos boletos sem qualquer tipo de desconto, sem, inclusive, cumprimento da retroatividade das Leis 11.279 e da 11.299. E a preocupação tem sido essa aí de reiniciar, a toque de caixa, as aulas. Eu tenho absoluta certeza que não é por metodologia nem por pedagogia que eles estão com essa pressa. Até porque, Deputado Ariston, é claro que, para nós, esse ano, do ponto de vista de ensino, está perdido. E está perdido porque a gente não pode pensar que as crianças, os adolescentes são robôs que vão voltar para a sala de aula imediatamente depois de um período desse tão longo de isolamento e, sem qualquer tipo de adaptação, eles vão ter um ensino que preste e graduar-se na 7ª série, 8ª série e 9ª série, onde quer que seja. Para mim, foi uma conduta inadequada por parte do Governo ter deixado a coisa dessa forma. Fez-se o apelo ao Governador. Houve apenas o silêncio. Eu lamento por isso. Sou integrante da Base, mas, como pai eu não poderia deixar de registrar a minha indignação com isso aqui que está acontecendo. Quando a gente pensa, os filhos da gente, os nossos filhos podem voltar para escola, e a Assembleia Legislativa do Maranhão não pode voltar a funcionar da forma que funcionava. Por que a gente não começa agora a receber visita se o meu filho pode ir para escola dele conviver com 30, 40 coleguinhas dentro de uma sala de aula. Por que o músico não pode voltar a tocar se todos os dias tem aglomeração de reunião política cheia de gente? O músico está sem poder trabalhar. Então eu não estou entendendo qual é a ciência sanitária em cima disso aqui que está acontecendo. Se está todo mundo aglomerando, se os filhos da gente estão indo para a escola e nós não estamos podendo trabalhar, receber as pessoas. As repartições públicas não estão funcionando, o Tribunal de Justiça está com horário reduzido, mas os meus filhos estão indo para a escola. Os meus filhos estão indo para a escola. A minha avó pode ser infectada se a minha filha der um abraço nela, assintomática na escola e pode morrer. Quem que vai se responsabilizar por isso? A taxa de transmissão em São Luís não está abaixo de 1. Basta acompanhar o painel coronacidades, que está lá. O risco não passou. A pandemia não acabou. E os nossos filhos vão voltar a ir para escola porque a escola particular tem que faturar. Ela tem que pagar mensalidade cheia, e a segurança das nossas crianças, os nossos adultos, os nossos idosos, dane-se. Enquanto isso, nós estamos aqui, nos escondendo, dentro da Casa, cercados de medidas de segurança. Voltam uma criança para a escola, mas nós estamos aqui. É um absurdo!

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