04/03/2021 17h14

Assembleia realiza sessão especial por videoconferência em celebração à Campanha da Fraternidade

Ribamar Santana - Agência Assembleia

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Kristiano Simas / Agência Assembleia
Assembleia realiza sessão especial por videoconferência em celebração à Campanha da Fraternidade
A sessão especial por videoconferência abordou a Campanha da Fraternidade 2021

A Assembleia Legislativa realizou, na manhã desta quinta-feira (4), sessão especial por videoconferência em celebração à Campanha da Fraternidade 2021, atendendo a um requerimento do deputado Zé Inácio Lula (PT), que presidiu os trabalhos. A sessão especial inédita foi transmitida pelas plataformas do YouTube e Facebook, além da Rádio Assembleia on-line.

O evento contou com a participação da deputada Helena Duailibe (Solidariedade); do arcebispo metropolitano de São Luís, Dom José Belisário da Silva; de Beatriz Carvalho, representando a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop); Marta Isabel Furtado Bispo, secretária executiva da Regional Nordeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de Delso de Jesus Cardoso Correia, coordenador arquidiocesano de campanhas.

“É com muita honra que realizamos esta sessão especial em celebração à Campanha da Fraternidade. Parabenizamos a todos que ajudaram na elaboração do texto-base da campanha deste ano, trabalho realizado totalmente de forma on-line, devido à pandemia do novo coronavirus, o que demonstra o comprometimento da Igreja”, afirmou Zé Inácio, ao abrir a sessão.

Tema e lema

Este ano, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade e Diálogo – Compromisso de Amor”. O lema é “Cristo é a Nossa Paz – O Que era Dividido Fez uma Unidade”.

O texto-base, segundo Zé Inácio, traz críticas à forma como o Governo Federal enfrenta a pandemia. “Há negação da ciência e uma necropolítica que se volta contra as maiorias falsamente consideradas minorias, que são a nossa juventude negra, as mulheres, os povos tradicionais, os imigrantes e grupos LGBTQ+, todos e todas que, por causa de preconceito e intolerância, são classificados como não cidadãos sendo, portanto, inimigos do sistema”, ressaltou.

E complementou: “Já são mais de 260 mil mortos pela Covid-19, no Brasil. Nesse sentido, a Igreja tem um papel social importante nesse debate e a Campanha da Fraternidade é um momento propício para refletirmos sobre essa temática, considerando que o país vive um momento entristecedor com tanta falta de bom senso e a cultura do ódio prevalecendo”.

Para Zé Inácio, o Governo Federal e boa parte da sociedade resistem ao isolamento social. E isto mostra o quanto a sociedade precisa amadurecer, quando o assunto diz respeito à pandemia. “Por isso, precisamos do diálogo como uma ferramenta importante e o amor ao próximo”, defendeu.

Helena Duailibe parabenizou a iniciativa do deputado Zé Inácio de propor a sessão especial e lembrou que apresentou uma Indicação ao Governo do Estado para que priorize, também, na campanha de vacinação, o segmento religioso. “Precisamos buscar a unidade no Maranhão. É isto que diz a Campanha da Fraternidade. Precisamos fazer as boas ações, tendo sempre Cristo na centralidade”, acentuou.

Críticas 

Dom Belisário agradeceu à Assembleia pelo espaço e fez referências às críticas feitas por setores ultraconservadores da Igreja ao tema da Campanha da Fraternidade deste ano como, por exemplo, a de querer promover pautas esquerdistas. “O problema é que os grupos ultraconservadores não aceitam o Concílio Vaticano II, ocasião em que o Espírito Santo inspirou mais de 1.500 bispos a atualizarem a doutrina e a Pastoral da Igreja. Concordo com o Papa Francisco, quando diz que não há como ser católico e recusar o Concílio Vaticano II”, esclareceu.

Para Dom Belisário, a Campanha da Fraternidade é um dom para a Igreja do Brasil que pode e deve ser aprimorado. “As críticas construtivas sempre devem ser bem-vindas, diferentemente da intolerância, que representam a falta de diálogo e de fraternidade”, frisou.

Marta Isabel considerou o tema muito oportuno, em razão da situação em que o Brasil vivencia, de intolerância, discriminação e falta de diálogo. Ela lembrou a Igreja de Efésio, na Antiguidade, quando enfrentou o poderio do Império Romano. “É preciso que vivamos em comunhão, na unidade e no amor”, defendeu.

Delso de Jesus afirmou que a CF é um convite à alteridade e à dinamicidade do diálogo e indagou o que estamos construindo, se muros ou pontes. “Devemos seguir o exemplo de Cristo, que derrubou os muros e construiu pontes. Precisamos estabelecer relações de fraternidade”, lembrou.

Beatriz Carvalho ressaltou o momento de divisão que o Brasil vivencia e pregou a necessidade de fortalecimento da capacidade de diálogo, na construção da paz e da fraternidade. "E que façamos do tema e lema da Campanha da Fraternidade algo sempre presentes em nossas vidas", disse.

Ao final, Zé Inácio agradeceu e ressaltou que o diálogo, a unidade e o amor são três palavras que marcam a Campanha da Fraternidade deste ano e que precisam ser colocados em prática para o enfretamento à violência, à discriminação e à pandemia que assolam a humanidade. “É preciso diálogo para enfrentar a pandemia, mais vacinação e a volta do auxílio emergencial”, defendeu.



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