20/05/2022 16h12

Saiba mais sobre as características do reggae no Maranhão

Fonte: TV Assembleia

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São Luís é conhecida como Jamaica Brasileira, título garantido pela paixão pelo reggae, ritmo jamaicano que aportou em Terras Timbiras na década de 1970 e fincou raízes, movimentando o cenário cultural com DJs, radiolas e festas memoráveis. O certo é que a batida vinda de terras caribenhas criou seu mercado por aqui e anima o Maranhão o ano inteiro.

“O reggae é um fenômeno no Maranhão. Não sabemos exatamente quem quando, como por que, onde o reggae chegou aqui em São Luís. Mas, é um fenômeno porque esse ritmo, que é estrangeiro, cantado em outra língua, foi apropriado pela população do Maranhão e transformado num elemento cultural do nosso estado, da nossa capital”, ressalta Ademar Danilo, diretor do Museu do Reggae.

E o ritmo tem um Dia Nacional comemorado por aqui também, claro. Em 11 de maio de 1981, morreu o ícone Bob Marley, dono de grandes sucessos e responsável por popularizar as batidas no mundo. No Maranhão, a Lei nº 8.184 de 16 de novembro de 2004, aprovada pela Assembleia Legislativa e originária do Projeto de Lei 110/2004, de autoria do então deputado estadual Alberto Franco, dispõe sobre a inserção do movimento reggae no contexto cultural do estado.

Emblemáticos no estado, Fauzi Beydoun e a Tribo de Jah estão na estrada há 37 anos e ajudaram a consolidar essa identidade na capital do reggae. O vocalista lembra que, por ser característico da periferia, o reggae sofreu preconceito até virar um dos símbolos da capital maranhense.

“O reggae começou no gueto, na periferia, com a população mais carente. Isso tudo gerou um preconceito. Ao longo dos anos, também foi diminuindo. A classe média foi assimilando melhor. Alguns paradigmas foram quebrados e não dá para negar a importância dessa cultura”, afirma Beydoun.

E o movimento regueiro é tão forte que o Maranhão é o único estado brasileiro a possuir um Museu dedicado exclusivamente ao ritmo. O espaço, que já recebeu em quatro anos de funcionamento mais de 120 mil visitantes, apresenta detalhes do jeito maranhense de vivenciar o reggae.

As particularidades vão além de dançar agarradinho e usar roupas nas cores da Jamaica. Há uma espécie de dicionário, de dialeto próprio. Assim, as pedras ou tijoladas (músicas) embalam a massa regueira (amantes do ritmo) sob o comando das radiolas (paredões de som).

Como são faladas em outras línguas, as músicas que lotam os salões e viram sucesso no estado ganham outros nomes e viram melôs.

 



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