20/07/2016 11h44

Carolina: paraíso das águas, ideal para os amantes do turismo e de aventuras

Nice Moraes/Agência Assembleia

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Carolina: paraíso das águas, ideal para os amantes do turismo e de aventuras

Conhecida como “Polo das Águas” e “Chapada das Mesas”, Carolina - localizada no sul do estado do Maranhão e distante 833 km de São Luís - tem atraído visitantes de todo país e também do exterior. A cidade, com suas paisagens exuberantes e belas cachoeiras e montanhas, é ideal para quem busca tranquilidade, diversão e, principalmente, para quem é amante do turismo de aventura.

No ano passado, Carolina recebeu mais de 90 mil visitantes, atraídos pelas belezas naturais que a cidade possui. São 98 cachoeiras conhecidas; 22 rios e mais de 400 nascentes. Além das cachoeiras, conjunto de serras, montanhas, cânions e paredões rochosos em formatos que impressionam os amantes da natureza, a região também oferece outras atividades com caminhadas e esportes radicais, como por exemplo, Balonismo, Canoagem, Canyoning, Cavalgada, Caving, Espeleologia, Mountain Bike, Off-Road, Rafting, Rapel, Teleférico, Tirolesa, Trekking.

Investimentos

“A grade indústria de Carolina é o turismo, que tem gerado emprego e renda para a nossa cidade”, afirmou o prefeito Ubiratan Jucá (PMDB), enfatizando que, desde o primeiro dia do seu mandato tem investido no turismo. “O nosso pessoal participou de feiras nacional e internacional, levando as belezas naturais da nossa cidade para outros locais. Foi um trabalho estrutural que trouxe resultados positivos e nós estamos trabalhando firme para atrair cada vez mais os visitantes”, acentuou ele.

A inciativa privada, principalmente, o setor de turismo e de alimentação, também tem feito investimentos para alavancar a economia da cidade, que possui 23 mil habitantes. O local – cujo período de alta temporada começa em maio e vai até setembro - possui 136 empresas que trabalham com turismo. A rede hoteleira que no ano passado atingiu a média de ocupação de 80%, conta com 1.500 leitos em hotéis e pousadas, além de bares e restaurantes. Os valores da diária dos hotéis e pousadas variam de R$ 60 a 140 reais e os da refeição varia de 10 a 40 reais.

“Carolina é uma cidade fantástica; tem um povo acolhedor. Faço um convite para virem conhecer Carolina, eu garanto que ninguém vai se arrepender de conhecer as nossas riquezas naturais”, garantiu o prefeito.

O secretário municipal de Turismo, Antônio Lucena, também ressaltou os investimentos que vem sendo feitos para atrair cada vez os visitantes. “A gestão municipal e as empresas privadas têm investido no sentido de atrair mais visitantes. Hoje, nós somos o segundo destino de turismo no Maranhão. Eles contam com os serviços de hotéis, bares e restaurantes, além de poderem praticar o turismo de aventura. A nossa meta para esse ano é atingir 100 mil turistas”, disse o secretário.

“Aqui é maravilhoso. Essa cidade possui patrimônio que não existe em lugar nenhum. Eu estou louco para conhecer as cachoeiras”, disse Luís Totem, fotógrafo de São Paulo, durante visita ao Centro de Atendimento ao Turista – CAT, localizado na Praça Alcides de carvalho, no centro da cidade.

“Eu gosto de viajar, por isso, pesquisei na internet e encontrei esta cidade. Fiquei louco para conhecer a Chapada das Mesas; estou gostando muito daqui e pretendo retornar”, afirmou o pesquisador André Barradas, programador de São Paulo.

Centro Histórico

JR Lisboa/ Agência Assembleia
Igreja São Pedro de Alcântara, construída em 1864, localizada no centro
Igreja São Pedro de Alcântara, construída em 1864, localizada no centro

O cento histórico de Carolina – que foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado do Maranhão (IPHAN), – possui largas avenidas com vários casarões em estilo colonial e com monumentos que retratam a história de um povo desde a sua fundação, em 1809.   A Igreja São Pedro de Alcântara, construída em 1864 e que fica localizada no centro, tem atraído os devotos por sua beleza colonial. “Sempre que venho a Carolina venho agradecer as bênçãos e pedir a saúde da minha família”, disse o carolinense  Alberto Barros Vasconcelos que mora em Brasília-DF, há mais de 20 anos.

No centro da típica cidade que é bastante movimentada e organizada, apesar da falta de segurança que ronda as cidades brasileiras, as famílias mantém o hábito de sentar na porta de suas casas para bater um papo ou jogar baralho e dama. “Aqui as pessoas ainda se sentem à vontade para sentar na porta das suas casas. Nós conversamos sobre política e também sobre as belezas da cidade. Aqui quase não tem assaltos”, disse o bancário Sebastião Pereira. 

“Há mais de 13 anos que vim aqui. Eu nunca mais vou deixar de vir, pois esta cidade é maravilhosa”, garantiu a funcionária pública estadual Marilene dos Santos.  “Aqui é tudo de bom. Meus pais moram aqui. Não existe lugar melhor do que esse aqui”, disse Ana Raquel Coelho.

Museu Histórico

JR Lisboa/ Agência Assembleia
O museu possui mais de cinco mil peças catalogadas
O museu possui mais de cinco mil peças catalogadas

O Museu Histórico – inaugurado no ano passado e que tem como diretor Hélio Ney Noleto – também é outra opção para quem quiser conhecer a história da cidade. O local que recebe em médias 250 visitantes por mês possui mais de cinco mil peças catalogadas. Foi criado pela secretária da ONG Associação Carolina Verde, Alzira Fortes e tem como curadores Tom Maranhão e Rodolfo Medeiros, que também são daquela ONG. O valor da visita custa R$ 5 e funciona de terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas; nos sábados das 10 às 12 horas.

“Aqui, o visitante vai ver a diferença que existia entre Carolina e as demais cidades do Maranhão. O Museu faz o turista viajar por esse prestígio que teve a cidade de Carolina por mais de 60 anos, no período de 1920 a 1970, que foi o período que a cidade alcançou o auge nos setores da educação e da comunicação”, enfatizou o curador Tom Maranhão.

‘A história de Carolina é belíssima. Foi essa beleza que me atraiu para visitar essa cidade que eu não conhecia. A criação do museu foi uma ideia fantástica, pois vem resgatar a cultura do Estado e da cidade”, acentuou o servidor público de São Luís Felipe Colins. 

Hospedagem e alimentação

Carolina também oferece amplos serviços de hotéis, pousadas, bares, restaurantes, pizzarias e sorveterias. Possui um cardápio variado para atender a todos os gostos. “Eu acredito que Carolina é o local  que oferece alimentação mais barata da região. O pessoal que chega aqui agradece pelos preços que nós cobramos, pelo ambiente e pela qualidade das refeições. Preço aqui não é problema para o turista”, afirmou o proprietário do Restaurante do Evaldo, Evaldo Mendes, natural da cidade de Santo Antônio dos Lopes que está instalado há dois anos em Carolina.

Na Pousadinha, de propriedade de Marcelo Assub, que tem a capacidade de atender até 40 pessoas, a diária individual de R$ 70, com direito a café da manhã. “Aqui tem um futuro muito grande internacionalmente. Carolina, que está nascendo paraíso das águas, é uma cidade que tem tudo para se expandir. Aqui nós temos aeroporto e uma natureza maravilhosa. Carolina é uma cidade rica culturalmente e tem muito para oferecer”, afirmou Marcelo Assub, também proprietário da Pousada Artins, Barreirinhas, nos Lençóis Maranhenses.

“A perspectiva é muito boa. Eu tenho certeza que fizemos a coisa certa”, acentuou Valéria Pertinari, também proprietária da Pousadinha. Ela enfatizou ainda que o que chamou atenção investir naquele local foi a qualidade de vida das pessoas e o clima bom daquela cidade.  

No Restaurante Mocotozinho, de propriedade dos irmãos Kátia e Ederson Machado, o visitante também pode se deliciar com comida caseira de excelente qualidade e preço baixo. Lá é oferecido vários tipos de refeições, como por exemplo, o filé, peixe, arroz com galinha e diversos tipos de caldos. Mas, o prato principal é o Mocotó. “Os turistas sempre vem à procura do mocotó, que é o nosso prato principal. Eles provam, perguntam como é preparado e depois fazem as suas refeições”, disse Kátia Machado.  

Casa do Mel

JR Lisboa/ Agência Assembleia
Os irmãos trabalham com a produção do mel há 26 anos
Os irmãos trabalham com a produção do mel há 26 anos

A Casa do Mel da Comunidade Solta, localizada na zona rural de Carolina, de propriedade dos irmãos apicultores Walter e Wagner Moreira, também é outra opção para o visitante. Os irmãos trabalham com a produção do mel há 26 anos. Hoje, eles contam com 110 caixas de apiário (abelha italiana ou apis melífera). O  litro do mel custa R$ 50 e o favo do mel, custa R$ 60.

“O turista tem apreciado muito o mel tanto pelo sabor e benefícios para a saúde”, afirmou Walter Moreira, mais conhecido como Abelha.

Na cidade de Carolina que tem 100 apiários espalhados pela região – a colheita do mel é feita três vezes ao ano: julho, agosto e setembro. Na Casa do Mel também é produzido vários tipos de doces que são preparados pela mãe dos apicultores, Elza Moreira. Lá o turista pode comprar o produto que varia de R$ 13 a 38. Os sabores são variados: caju, limão, jaca, maracujá, figo, abacaxi, abóbora, buriti, tangerina, manga, caju e mangaba são algumas das opções encontradas.

“Desde  1982 que eu trabalho com a produção de doces. Já participei de vários cursos oferecidos pelo Sebrae e Senai”, afirmou a doceira Elza Moreira, frisando que o turista  faz a festa quando prova os doces.

Esporte de aventura

JR Lisboa/ Agência Assembleia
O passeio também é ideal para quem é amante do turismo de aventura
O passeio também é ideal para quem é amante do turismo de aventura

As agências de Turismo são especializadas para atender de acordo com as necessidades dos pequenos grupos, famílias, casais e até mesmo individual. O acompanhamento do guia custa em média R$ 200.

A empresa de Ecotrilhas, por exemplo, dispõe de uma equipe padronizada e capacitada, para atender o turista. Dispõe de transporte personalizado, com passeios e informações turísticas; guias; pacotes privativos e tour diferenciados. A Cia do Cerrado Ecoturismo também atende os mantes das trilhas, lazer e aventura.

O guia Vilmar Rego disse que o cicloturismo tem atraído cada vez adeptos do esporte de aventura. Ele aluga a bicicleta por R$ 70 pela duração de até três horas de atividade que são feitas nas trilhas, cahoeiras, cerrados e nas matas fechadas. “Nós já temos 350 km de trilha pronto e estamos finalizando uma de 300 km – o que equivale a sete dias de caminhada”, afirmou o guia cicloturismo.

Belezas naturais

O grande polo turístico Chapada das Mesas, formado por paredões rochosas de arenito, encontram-se cachoeiras, trilhas e paisagens exuberantes que fazem parte do local ainda pouco explorado e que tem muito a oferecer para os aventureiros.

Uma das belezas é o Morro do Chapeu que possui 378 metros de altura e é um dos mais belos cartões postas da região da chapada. O local é visita perfeita para as pessoas que curtem uma boa escalada.  Do alto da sua formação, é possível avistar alguns atrativos da região, como por exemplo, o Rio Tocantins, a cidade de Carolina e os demais platôs que compõem a Chapada das Mesas.

Portal da Chapada das Mesas é uma opção para os amantes do turismo contemplativo, pois proporciona um visual deslumbrante da região. É uma grande fenda com o formato do Estado do Tocantins e localizada em meio a uma região da chapada.

Na Chapada das Mesa também existe a Passagem Funda que é uma caverna onde vive numerosa população de morcegos.

Os visitantes também podem contemplar  o Morro das Figuras que fica localizado próximo à Cachoeira da Prata, a 40 km de Carolina.  É um sítio arqueológico com inscrições rupestres, recentemente descobertas por arqueólogos, que acreditam ser de autoria de índios craôs descendentes dos tupis-guaranis.

O Parque Nacional da Chapada das Mesas, criado em 5 de dezembro de 2005, contemplam duas quedas d’água: as cachoeiras de São Romão e Prata. A de São Romão, que tem cinco metros de altura, impressiona os visitantes pelo belíssimo cenário. A da Prata, formada pelo Rio Farinha, oferece um visual maravilhoso.

Pedra Caída

O grande atrativo é o Santuário Ecológico Pedra Caída que possui uma queda d’água de 47 metros de altura e é cercada por paredões de rocha, constituindo verdadeiro santuário ecológico.  Essa á uma das várias cachoeiras que compõem o complexo turístico que dá nome ao local e que custa R$ 40 a entrada por pessoa. O complexo, de propriedade do empresário Pedro Iran, com 12 mil e 600 hectares, possui 25 cachoeiras catalogadas, sendo sete abertas para visitação pública. O local possui um balneário com bar, chalés, uma pirâmide que serve para meditação e mentalização. O local também possui um teleférico, uma tirolesa e descida em botes infláveis.

Para chegar ao Santuário é preciso caminhar pela trilha de 600 metros. O percurso é belíssimo, com um rio de água cristalina correndo no fundo de um cânion recoberto de samambaias e longas raízes despencando pelas paredes de quase 50m. O cânion se estreita até terminar num recinto fechado em forma de funil onde despenca uma enorme cachoeira.

Outras cachoeiras

A região também oferece outras opões, como as cachoeiras Gêmeas do  Itapecuruzinho, localizada no km 543, da Rodovia 230, tem uma queda d’água de 12 metros. Funciona no horário das 07:30 às 18hs e o valor da entrada individual custa R$ 20 aos sábados , domingo, feriados e férias escolares. Nos demais dias a entrada custa R$ 10. O visitante que preferir ficar no chalé para o valor de R$ 190 (casal).

“Aqui é muito bom. É a primeira vez que venho aqui e estou adorando”, afirmou a comerciante de Imperatriz, Ivonete Barros. Aqui é maravilhoso. O local é agradável e a água proporciona um bem-estar, sem falar na natureza. Eu venho constantemente aqui”,  afirmou a professora da cidade de Imperatriz, Maria Cícera.

Balneário e Queda D’água, localizado no povoado São João da Cachoeira é outra opção. Possui 12 chalés e quatro apartamentos. A diária do chalé custa R$ 170, o casal, e o adicional até quatro pessoas, R$ 50. O apartamento custa R$ 140 e o adicional até quatro pessoas, R$ 40. A entrada custa R$ 10, sendo que crianças até seis anos e cadeirantes não pagam a entrada. O estudante e 3º idade para somente R$ 5.

A do Dodô possui 89 cachoeiras, sendo que a maior tem 15 metros de altura. O visitante paga R$ 10 para entrar. Para acampar, paga mais R$ 15. No local também tem quatro chalés, cujo valor para o casal é de R$ 150 a diária. Uma das características desse balneário é que as cachoeiras são menores que as encontradas nas demais existentes na região.

“Eu sempre venho aqui com a minha filha para tomar banho. Aqui a gente fica mais em contato com a natureza, além do mais podemos trazer rede para descansar, trazer churrasqueira e até acampar. Esse local precisa ser mais divulgado para os visitantes possam apreciar as belezas que esse lugar possui ”, acentuou a moradora de Carolina Ivaneide da Silva Noleto.

Praia do Tocantins também é local é bastante visitado. Apesar de serem mais conhecidas como as praias de Carolina, elas aparecem do lado do Estado de Tocantins, na cidade de Filadélfia. Elas começam a aparecer quando o rio baixa, a partir do mês de junho e só desaparecem no final do mês de agosto.



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