24/11/2021 - Expediente Final Wellington do Curso Wellington do Curso

Carlos Welington

Aniversário: 27/09
Profissão: Professor e Empresário

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O SENHOR DEPUTADO WELLINGTON DO CURSO (sem revisão do orador) – Senhora Presidente, muito obrigado por me conceder mais esse espaço do Expediente final e parabenizar V. Ex.ª todas as vezes que está na Presidência da Mesa, sempre muito atenciosa, sempre muito solícita ao Deputado Wellington e aos demais Deputados. Mesmo sendo de Oposição, mas sempre tive espaço e abertura para fazer as nossas defesas, as nossas proposições que seriam alcançadas na Assembleia Legislativa. Eu agradeço inicialmente ao Presidente Othelino, mas a senhora também, todas as vezes que está presidindo a sessão, sempre muito atenciosa as nossas demandas, as nossas solicitações. Senhora Presidente, hoje eu ocupo a tribuna da Assembleia, novamente, ocupando esse espaço, mesmo que de forma remota, para destacar outra denúncia que fizemos, ou melhor, duas outras denúncias que fizemos e aproveitar esse espaço para cobrar do Governo do Estado. O Governo do Estado, por meio da sua liderança e da base do governo, totalmente calado, primeiro com relação à licitação de R$ 1,6 bilhão e a licitação do ferryboat da Ponta da Espera até o Cujupe. A empresa vencedora é ligada a secretário do Governo do Estado, é ligada a pessoas do Governo do Estado, uma situação totalmente fraudulenta, uma licitação totalmente equivocada, totalmente errada e que com certeza será judicializada, terá uma ação na justiça porque ela tem muitas irregularidades. Essa ação que nós estamos destacando é por conta de a empresa vencedora não ter nenhum ferry, a empresa tem balsa com capacidade para 44 pessoas, não tem propulsão. É um verdadeiro escárnio com a cara da população, a população que aguarda uma licitação séria que possa corrigir os problemas da travessia aquaviária da Ponta da Espera até o Porto do Cujupe. A nossa luta, desde o começo do mandato, tem sido em defesa da população da Baixada. Então, solicitamos ao Governo do Estado que possa solucionar esse problema, possa fazer uma licitação de forma séria, responsável, equilibrada e dando espaço para que todos possam participar dessa licitação, não da forma que está ocorrendo, inclusive com direcionamento da Sinfra e de empresas que já atuam na Sinfra. Será, inclusive, alvo do nosso posicionamento, na semana que vem, de denúncias que estamos concluindo em um dossiê completo sobre atuação da Sinfra no estado do Maranhão e tudo que aconteceu com o petrolão na Petrobras, que é uma empresa grande, uma empresa de capital privado, uma empresa que teve um saqueamento por parte de corruptos que retiraram dinheiro da Petrobras. Nós temos o estado do Maranhão como o estado mais pobre da federação, na verdade um estado rico, mas mal administrado, uma população empobrecida, um milhão e quatrocentos mil maranhenses vivendo na extrema pobreza, e o Governo do Estado saqueando os cofres públicos, indícios de corrupção, de superfaturamento, de sobrepreço, tudo isso praticado pela Sinfra, mas isso será palco, será alvo do nosso pronunciamento, da nossa denúncia a, na próxima segunda-feira, na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, inclusive com levantamentos, dados e informações que levaremos ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, à Polícia Federal, ao TCU, à CGU, à Caixa Econômica, ao BNDES, a todos os órgãos para que possam fiscalizar, porque, pelo visto, chegando ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, as coisas não andam, ficam travadas. Então, precisamos acionar também o Ministério Público Federal, além do Ministério Público Estadual, Polícia Federal, CGU, TCU e outros órgãos para que possam dar continuidade às investigações que vamos apontar. E por último, Senhora Presidente, fizemos a denúncia, na última quinta-feira, reforçamos a denúncia ontem, solicitamos informações da Casa Civil, solicitamos informações da Secretaria de Planejamento sobre as reuniões com o Governador Flávio Dino, reuniões que são realizadas mensalmente. E, absurdamente, para participar da reunião recebem mensalão, recebem propina, recebem agrado por parte do Governo do Estado para participar dessas reuniões. Enquanto um milhão e quatrocentos mil maranhenses  vivem na extrema pobreza, o Governo do Estado já gastou trinta e quatro milhões de reais no Conselhão, conselhão da corrupção,  ou seja, jetons, agrados para membros do Governo que participam dessas reuniões. E o Governo continua calado. Ontem ninguém se pronunciou. Estamos soltando informações  e todas as informações catalogadas, as provas serão protocoladas também no Ministério Público Estadual e no Tribunal de Contas para que tomem providências. Mas o Governo está calado,  parte do Governo está calada. O líder do Governo, Rafael Leitoa, está calado. E aguardamos uma posição por parte do Governo Flávio Dino sobre esse escárnio, essa falta de vergonha na cara, essa cara de pau em gastar trinta e quatro milhões de reais com reuniões. Pagando mensalão, pagando por reuniões em que secretários  já recebem os seus salários para apresentar propostas, planejamento, ações, metas para as suas secretarias. Aí participam da reunião  com o Governador Flávio Dino que ele convoca e vão receber R$5.800,00 por mês a mais. É um absurdo, um verdadeiro tapa na cara da população do estado do Maranhão, principalmente  o Estado do Maranhão,  que tem um milhão e quatrocentos mil maranhenses na extrema pobreza. E Flávio Dino gasta  trinta e quatro  milhões  com o conselhão da corrupção . Era o que eu tinha para o momento, Senhor Presidente Deputado Neto Evangelista, muito obrigado.

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