06/04/2022 - Pequeno Expediente Dr. Yglesio Yglésio Moyses

Yglésio Moyses

Aniversário: 19/09
Profissão: Médico

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O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO (sem revisão do orador) - Bom dia a todos!  Eu sou funcionário do Hospital Municipal Djalma Marques,  Socorrão  I, há  muito tempo. Concursado desde o ano 2007, aproximadamente, no hospital. O Deputado  Edivaldo  Holanda  sabe   que  eu  estou  ali  no hospital  há bastante  tempo. E,  por  força  do mandato,  nós  não podemos  continuar  exercendo  as  atividades.  Só  que eu   nunca deixo de  ter contato  com os  nossos  colegas  de trabalho do  hospital, por quê? Porque a batalha pela saúde é uma batalha que todos nós estamos juntos. A gente se reconhece nos plantões, a gente mantém uma relação muito próxima e a gente não pode silenciar quando recebe uma denúncia que é um compilado, é um apanhado de denúncias em relação aos maus tratos, assédio moral no hospital. Parece muito com a época em que o finado João Castelo era prefeito da cidade. Maus-tratos, perseguição por parte da direção naquele tempo. Lembro que, em 2012, nós não nos levantamos contra isso. Teve a mudança, o Edivaldo assumiu, não houve perseguição dentro do hospital. Não é do perfil do Edivaldo. Eu tenho outras críticas a ele, mas ele não é um político perseguidor. Mas a situação voltou a piorar, lamentavelmente. O Socorrão hoje tem na direção um corpo clínico que não tem tido uma relação boa com os funcionários. As denúncias que a gente recebe são denúncias de perseguição o tempo todo, de assédio moral. A gente recebe aqui denúncias, e precisam ser apuradas, de servidor sendo chamado de burro pela direção, por algumas coordenações dentro do hospital. Não é possível, hoje, 2022, a gente ter esse tipo de conduta dentro do hospital. É um hospital que maltrata, porque a estrutura ao redor é muito ruim. É um hospital que paga mal, remunera mal, tendo em vista que a gente não tem reajuste há mais de 10 anos dentro da gestão, infelizmente. Não é um problema só de agora, mas poderia ter sido feito algo no sentido de reajuste. E aí o servidor é maltratado dentro do ambiente de trabalho. Isso é inadmissível. Qual é a queixa principal? Além do assédio moral, servidores que, por exemplo, faziam seus plantões extras, tiveram seus plantões cortados. Os poucos que conseguiram a manutenção dos plantões extras, Deputados Arnaldo, estão sendo proibidos de comer no hospital. Hoje, a gente sabe que um funcionário de um hospital que recebe aí R$ 800, R$ 900 líquidos por mês, que tem um baita consignado ali na jugular do seu contracheque todo tempo, uma refeição que ele economize R$ 10 ou R$ 15 faz muita diferença no final do mês, e eles estão renegando a esses funcionários um papel altamente indigno, estão negando comida para funcionário dentro do hospital porque está fazendo plantão extra. Ora, ele não está de extra, ele não está servindo ao hospital? Como que corta comida pelo fato de a pessoa não estar numa escala ordinária e estar numa escala extra? Não tem sentido algum. Então, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, administrativos, outras categorias, teve gente que fez 60 horas, em janeiro, que fez esse trabalho, e a gestão simplesmente cortou. Então, essa queixa em relação à perseguição no trabalho, desvalorização, sonegando comida para servidor é uma coisa que a gente não pode admitir. Funcionário da saúde tem que ser bem tratado, não dá para dizer que, no ano passado, não teve dinheiro. Oh! Bamburrou o cofre da prefeitura. Aumento de transferência do governo federal, Fundeb aumentou, FPM aumentou, Portal da Transparência, pode ver, e aí não teve aumento e, além disso, além de não ter aumento, mesmo com a inflação que deu aí 12%, no ano passado, só no índice porque na realidade é muito mais cruel, basta ir ao supermercado, sair com uma sacolinha de R$ 100 para ver o que vem numa sacolinha de R$ 100. Funcionários sendo maltratados por causa de comida. Não custa nada lembrar que, na época que eu fui diretor do Socorrão, nós reinauguramos o refeitório, nós melhoramos muito a alimentação no hospital, bons tratos, condições de trabalho, higiene, isso é dignidade, é o que a gente sempre vai subir aqui e cobrar por cada um. E a gente não vai admitir, senhor Prefeito Eduardo Braide, prefeitura maltratando servidor, principalmente na nossa casa, que é o Socorrão I.

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