Ministra do Meio Ambiente afirma que precisará buscar recursos de fora para retomar ações de preservação

Agência Assembleia

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Em entrevista à TV Brasil, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, disse que o país precisa se apressar para recuperar o tempo perdido nos últimos anos, quando a política ambiental não era prioridade para o governo federal.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1504135&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1504135&o=node Ela afirmou que precisará buscar recursos de fora para retomar ações de preservação do meio ambiente.

“Vamos buscar doação da filantropia. Quando estive no Egito, durante a COP27, conferência da ONU sobre mudanças climáticas me reuniu com altos representantes da filantropia global e alguns virão ao Brasil para negociar aporte de recursos”, disse.

De acordo com a ministra, entre as entidades interessadas em cooperar estão a Fundação Earth Alliance, presidida pelo ator Leonardo diCaprio, e a Bezos Earth Fund, criada por Jeff Bezos, dono da gigante varejista Amazon.

Além disso, o país reabriu recentemente o Fundo Amazônia, que conta com doações de outros países para combate ao desmatamento na região, bem como no apoio a pesquisas e atividades produtivas sustentáveis. Alemanha e Noruega são os atuais parceiros do fundo, que poderá contar com o Reino Unido em futuro breve.

Marina disse que o dinheiro retido no fundo atualmente, R$ 3 bilhões, será utilizado de forma emergencial para ações de gestão, fiscalização e monitoramento. Ela também  adiantou que irá ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a fim de buscar mais recursos para preservação ambiental no Brasil.

“Vou para o fórum econômico global, em Davos, e lá vou prospectar mais recursos da iniciativa privada e da filantropia global”, afirmou.

Entre os primeiros esforços do MMA está a transição do Brasil para uma economia de baixo carbono. Essa questão foi citada pela própria ministra ainda no período de transição de governo, em dezembro. 

A ministra explicou que a União Europeia adotou novas regras sobre o tema e se o Brasil não se adequar, poderá prejudicar a indústria exportadora nacional.

“A União Europeia aprovou regramento que não permite a entrada de produtos oriundos de desmatamento, violência, do garimpo ilegal, de destruição de áreas protegidas. O esforço será de fazer o dever de casa para não prejudicar o agronegócio brasileiro, os interesses brasileiros, a indústria”, explicou.

Ainda de acordo com Marina, o mundo já vê o Brasil de forma diferente após a mudança de governo. E mesmo que as políticas ambientais do governo Lula ainda não tenham sido postas em prática, já existe confiança da comunidade internacional.

“Quando a gente muda a realidade e os parceiros adquirem confiança é possível retomar as atividades. Elas já estão sendo retomadas mesmo antes de a gente começar a implantar essas políticas, porque eles sabem que mudou a estratégia”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil



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