11/05/2022 16h52

Assembleia aprova criação do Dia Estadual da Abelha Tiúba

Assecom / Dep. César Pires

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Divulgação
Assembleia aprova criação do Dia Estadual da Abelha Tiúba
Segundo César Pires, a intenção é também incentivar o desenvolvimento da criação, visando à melhoria da qualidade de vida das populações nas áreas de proteção ambiental

O plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quarta-feira (11), em segundo turno, o Projeto de Lei 130/2022, de autoria do deputado César Pires (PV), que institui o Dia Estadual da Abelha Tiúba, a ser comemorado anualmente em 9 de setembro. A proposta visa homenagear o cientista brasileiro Warwick Estevam Kerr e promover a principal abelha indígena sem ferrão do Maranhão. A matéria segue à sanção governamental.

“Com a inclusão dessa data no calendário oficial do Maranhão, busca-se conscientizar a população sobre a importância e a necessidade de conservação do meio ambiente e das abelhas, importantes agentes polinizadores dos ecossistemas, além de promover a educação ambiental por meio da preservação das abelhas sem ferrão”, justificou César Pires, ao apresentar o projeto.

A intenção também é incentivar o desenvolvimento da criação, visando à melhoria da qualidade de vida das populações nas áreas de proteção ambiental e valorizar a comercialização dos produtos das abelhas.

Estima-se que existam cerca de 65 espécies de abelhas sociais no Maranhão, sendo a tiúba uma das mais conhecidas. A meliponicultora é a criação de abelhas sem ferrão, atividade de baixo impacto ambiental que produz um alimento de elevado nível nutricional com retorno financeiro garantido, além de contribuir para a conservação das abelhas e de seu habitat, ameaçados pela ação de meleiros (que derrubam as árvores para retirar o mel e destroem os ninhos), pela exploração madeireira, pela pecuária e agricultura intensiva, e pelo uso indiscriminado de agrotóxicos.

No Maranhão, a tiúba é utilizada para produção de mel e é uma das principais fontes de renda para várias famílias, principalmente de baixa renda, do interior do Maranhão. Essa abelha vem sendo criada há séculos pela população indígena maranhense, sendo retirados subprodutos importantes, como mel, cera e própolis. Na Baixada Ocidental Maranhense, existiam pelo menos três meliponicultores com mais de mil colônias.

Trata-se de uma atividade tradicional em que as colônias geralmente são passadas de pais para filhos. Apesar disso, essa espécie corre sério risco de extinção, principalmente pelo rápido desflorestamento que o estado sofreu nos últimos anos, como na região que abrange os municípios de Açailândia e Imperatriz, assim como pela ação indiscriminada de meleiros.

Em 9 de setembro deste ano comemora-se o centenário do nascimento do cientista brasileiro Warwick Kerrque teve importância decisiva para o desenvolvimento da pesquisa científica no Maranhão, sendo orientador de diversos trabalhos de pesquisa com abelhas do estado e responsável pela formação de vários professores pesquisadores, além da instalação de grupos de pesquisas sobre as abelhas nas universidades maranhenses. Foi o grande incentivador da criação de abelhas sem ferrão, em especial da tiúba.



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