22/09/2022 16h38

Operação Maria da Penha atua na prevenção à violência contra a mulher

Fonte: TV

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No Maranhão, os registros de feminicídio são preocupantes. De acordo com registro da Secretária de Estado de Segurança Pública, o estado alcançou a marca de 39 mulheres assassinadas. A Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Maranhão, atua na prevenção à violência contra a mulher, realizando ações em diversos pontos da capital.

No bairro Liberdade, por exemplo, as policiais acompanham o caso de uma moradora, que não teve a identidade revelada, e fazem visitas de rotina a ela para constatar se tudo está certo. A ação faz parte da Operação Maria da Penha – combate feminicídio, coordenada em todo o país pelo Ministério da Justiça. Policiais atuam prevenindo, punindo formas de agressão a mulheres e conscientizando a população sobre os crimes contra o segmento.

“Nós estamos fazendo um combate contra a violência à mulher e, para tentar diminuir o número de feminicídios, levando essa informação à mulher. A partir do momento que ela sofre violência, tem que procurar a rede de proteção, tem que tentar romper. A gente sabe das dificuldades, mas ela tem que romper esse ciclo para não ser mais uma vítima”, detalhou a tenente-coronel Edhyelem Almeida, comandante da Segurança Comunitária.

Dados do Fórum de Segurança Pública, apontam para uma triste realidade. Foram mais de 1.300 vítimas de feminicídio em 2021 no país. Por isso, a importância da operação. Na primeira edição da operação Maria da Penha, em 2021, foram atendidas mais de 127 mil mulheres vítimas de violência em todo o país, segundo o Ministério da Justiça.  Além disso, mais de 14 mil prisões foram efetuadas e quase 40 mil medidas protetivas foram solicitadas ou expedidas.

“Existe uma inteligência, tanto na Polícia Civil quanto na Militar, e a gente trabalha as informações para dar efetividade no cumprimento desses mandados de prisão. Os casos contra feminicidas que estão em aberto é porque esses autores estão foragidos, apesar disso, a gente continua investigando para tentar localizar esses criminosos”, afirmou a delegada-chefe do Departamento de Feminicídio do Maranhão, Wanda Moura.

Segundo especialista, muitas vezes, a vítima não sabe identificar se está vivendo uma situação de violência. “Temos a Casa da Mulher Brasileira, temos Defensoria, Patrulha Maria da Penha, 2ª Vara de Justiça, então, a gente está pronto para atender essa mulher, para romper esse ciclo e para que não chegue a um feminicídio. A única solução é ela vir procurar ajuda”, reforçou a coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à mulher em situação de violência, Cristina Viana.

E é bom ressaltar que, em caso de suspeita de violência dos direitos da mulher, a pessoa pode fazer o registo em qualquer delegacia mais próxima, ou pelos telefones 180, da Central da Mulher, ou 190 e 193.

 



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