Holanda: “A educação do MA tem sido uma tragédia”

O alerta foi feito pelo líder da oposição nesta quarta, ao repercutir o comentário feito pelo jornalista Alexandre Garcia, no programa Bom Dia Brasil, da “TV Globo”, com o título “Falta de escola no Maranhão é crime contra a vida”.

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Jacqueline Heluy
Agência Assembleia
03/03/2010 00h00 - Atualizado em 00/00/0000 00h00

Holanda: “A educação do MA tem sido uma tragédia”
“A educação no Maranhão tem sido uma verdadeira tragédia”. O alerta foi feito nesta quarta-feira (3), pelo líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), ao repercutir o comentário feito hoje pelo jornalista Alexandre Garcia, no programa Bom Dia Brasil, da “TV Globo”, com o título “Falta de escola no Maranhão é crime contra a vida”. Alexandre Garcia fez o comentário logo após a exibição de reportagem em que foram mostradas as péssimas condições de uma escola pública no povoado Anajatuba, no município de Barreirinhas (MA). “Aprender em um ambiente precário como nas escolas do Maranhão seria uma piada de mau gosto. Lugares como aqueles não poderiam existir. Agora estão fechadas porque o ano letivo não pode começar”, disse o jornalista. Edivaldo Holanda leu na tribuna todo o trecho do comentário do jornalista, o qual destacou, ainda, que “este problema acontece e não é por acaso em um estado que tem os menores índices de qualidade de vida, os menores índices sociais. Sob qual bandeira acontece tamanha infâmia e covardia? Parece que é planejado para manter as crianças nos mesmos níveis de alfabetização, no mesmo nível de analfabetismo que os pais, para que sejam servos e não cidadãos”. Disse mais o jornalista: “Se forem cidadãos, vão perceber que ao comprarem estão pagando imposto. Estão pagando os salários dos políticos. Portanto, eles são os patrões. Se os políticos são os mandatários, eles são os mandantes, isto é, o povo. Quando acabarem percebendo isso, eles vão votar melhor. Isso que acontece no Maranhão e em muitas escolas do país é crime de lesa-pátria, de lesa-futuro e até crime contra a vida”. O líder oposicionista fez questão de destacar que o comentário não partiu de qualquer integrante da oposição ao governo que se instalou no Maranhão, mas da própria TV Globo, de quem o Sistema Mirante de Televisão é afiliada. EDUCADORES PROTESTAM Além do comentário da TV Globo, Edivaldo Holanda também repercutiu hoje na tribuna da Assembleia outra grave denúncia contra o alto comando do atual sistema de educação do Maranhão. Desta vez, o repúdio partiu dos membros do Colegiado Escolar de Imperatriz, que elaboraram o documento com o título “A educação no Maranhão: o desrespeito”, lido, na íntegra pelo líder oposicionista. No documento, os educadores denunciam os auxiliares da governadora Roseana Sarney (PMDB), entre eles acusaram nominalmente o secretário César Pires, de estarem praticando tráfico de influência com vistas ao êxito pessoal nas próximas eleições. De acordo com o documento, o secretário César Pires estaria dificultando a implantação de uma educação para a cidadania e uma gestão escolar democrática no Maranhão, em que órgãos como o Colegiado Escolar estejam exercendo de fato e de direito a sua autoridade. Enfatiza o documento que os representantes do governo, ao assumirem cargos de confiança no Estado, comportam-se estranhamente, não garantindo a legalidade do Colegiado Escolar, conforme decreto nº14. 558/95 de 22 de Maio. “Esses ocupantes provisórios de cargos públicos de confiança não primam pelo cumprimento da lei, a qual deveria obrigar-se a cumprir como razão ética primeira de sua permanência no cargo, deixando claro suas peripécias intencionais e praticando tráfico de influência”. Eles citam como exemplo a própria cidade de Imperatriz, em que gestores das escolas públicas estaduais teriam sido exonerados sem que a comunidade escolar pudesse participar das "confusas e extremas imposições”. O documento enfatiza que situações como estas que estão sendo tomadas no Maranhão é realmente a “cara de um governo que tem um jeito todo especial de fazer construir Educação, o Governo Roseana Sarney”. Ainda segundo os educadores, “são justificativas confusas e contraditórias como estas, que fazem refletir a educação que realmente temos e que é a cara do desgoverno, com os desserviços que não queremos e nem merecemos”. Afirmaram, ainda, ser “inadmissível que governantes que têm estes súbitos comportamentos fiquem à frente de cargos públicos tão estratégicos e importantes como é, por exemplo, o Executivo, que tem como missão primeira conduzir ética e moralmente a administração pública, buscando soluções eficazes para os inúmeros problemas, dentre eles os educacionais, que muitos lhes preocupam”. Finalizando, expressaram que conviver com pessoas e governantes que não respeitam a organicidade social, a comunidade, as pessoas, passando por cima de órgãos e de representação legalmente constituídos, como o Colegiado Escolar do Maranhão, é uma insana e destrutiva atitude. Após ler o documento, Edivaldo Holanda fez questão de ressaltar que denúncia sobre o tráfico de influência praticado por auxiliares do atual governo, com vistas às eleições que se aproximam, também já havia sido feita na tribuna da Assembleia pelos deputados Alberto Franco (PMDB) e Joaquim Haickel (PMDB), que são deputados da base governista. Edivaldo Holanda lembrou que a situação da educação no Maranhão poderá se agravar ainda mais com a paralisação já anunciada pelo Sindicato dos Professores, caso o Estatuto do Educador não for aprovado até março. Segundo ele, a aprovação do estatuto estava prevista para o dia 31 de dezembro do ano passado, porém o Governo do Estado ainda não dialogou ao ponto de garantir o envio da nova lei para a Assembleia Legislativa a fim de ser apreciada pelos deputados.

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