A saída do ministro de Minas e Energia, o engenheiro Silas Rondeau, repercutiu hoje (quarta-feira, 23) na Assembléia Legislativa. Vários deputados se solidarizaram com o maranhense, que pediu demissão ontem, após ser apontado, pela Polícia Federal, de estar envolvido no esquema de fraude de licitações que desencadeou a “Operação Navalha”. Silas nega as acusações.
Na tribuna do plenário, o deputado Hélio Soares (PP), ao comentar a corrupção “desenfreada” que assola o país, disse conhecer a conduta e o caráter de Silas Rondeau. Em sua mensagem de solidariedade, ele ressaltou que acredita na honestidade do engenheiro e manifestou o desejo de que seu substituto no Ministério de Minas e Energia aja com a mesma integridade.
O líder do bloco Parlamentar de Oposição, deputado Ricardo Murad (PMDB), também manifestando solidariedade ao ex-ministro, pediu que a carta de demissão de Rondeau apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fosse transcrita para os anais da Assembléia Legislativa.
“Uma pessoa de comportamento exemplar, simples e com fortes convicções religiosas”. Assim foi definido o maranhense, de Barra do Corda, Silas Rondeau, pelo deputado Francisco Gomes (DEM). Ele disse conhecer o engenheiro há muito tempo e que nunca ouviu falar de nada que abalasse a sua reputação.
O parlamentar do DEM acredita na ligação de assessores que já serviam ao Ministério de Minas e Energia, antes da nomeação de Silas, com a Gautama. “Assessores do ministério provavelmente usaram o nome de Rondeau para receber propinas”.
O colega de partido, deputado Max Barros (DEM), destacou a dignidade do ex-ministro em se afastar do cargo para que as investigações da Polícia Federal prossigam sem interferências: “Louvamos sua atitude e esperamos que a polícia chegue aos verdadeiros culpados”.
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