04 de março de 2026
“Café com Notícias” aborda a campanha Março Amarelo, de conscientização e combate à endometriose
Doença é comum e atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva; campanha alerta para a importância do diagnóstico e tratamento precoces, evitando consequências, como a infertilidade
Agência Assembleia / Miguel Viegas
Nesta quarta-feira (4), o programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, abordou a campanha “Março Amarelo” de Conscientização e Combate à Endometriose. Em conversa com a apresentadora, a jornalista Elda Borges, a médica ginecologista Andressa Chaves falou sobre como essa campanha será desenvolvida na Assembleia.
Andressa Chaves esclareceu que campanha Março Amarelo é um movimento mundial dedicado à conscientização endometriose, que é uma doença inflamatória crônica que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, ou seja, uma em cada 10 mulheres.
“A endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento do endométrio (tecido uterino)) fora do útero, podendo atingir ovários, trompas e intestinos. O objetivo é alertar para o diagnóstico precoce, reduzir o tempo de espera pelo tratamento e melhorar a qualidade de vida, combatendo dores intensas e infertilidade”, explicou.
Sintomas
A médica esclareceu que os sintomas da endometriose são cólicas menstruais intensas (incapacitantes), dor pélvica crônica e durante as relações sexuais e infertilidade. Ela disse que o alerta que fica para as mulheres é que, sentir dores que a impedem de exercer suas atividades normais, é um indício de endometriose.
“É uma doença muito comum na vida de muitas mulheres. O que acontece é que as mulheres acabam normalizando essa dor e, por consequência, retardando o diagnóstico. Acham que é uma cólica normal do dia a dia. E aí vem o resultado do diagnóstico tardio, que é a infertilidade”, explicou.
Tratamento
De acordo com Andressa Chaves, hoje, é possível diagnosticar a doença cedo por meio de uma história clínica bem-feita e exames de imagens como, por exemplo, a ultrassom transvaginal, e fazer o tratamento.
“Hoje, no tratamento, podemos bloquear o ciclo menstrual, para que essa paciente não tenha esse sangramento, o que já melhora a questão da dor. Temos dietas anti-inflamatórias e medicações antioxidantes etc. A paciente que procurar o atendimento vai ser ajudada e melhorar sua qualidade de vida”, finalizou.
Andressa Chaves finalizou afirmando que a conscientização ajuda a evitar que a dor crônica seja tratada como “normal” durante a menstruação, permitindo o diagnóstico precoce.
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