{"id":2198,"date":"2015-11-13T19:08:00","date_gmt":"2015-11-13T22:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/site.al.ma.leg.br\/sitealema\/?p=2198"},"modified":"2024-02-14T19:54:42","modified_gmt":"2024-02-14T22:54:42","slug":"assembleia-e-governo-se-unem-as-comunidades-pela-sobrevivencia-do-velho-monge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/assembleia-e-governo-se-unem-as-comunidades-pela-sobrevivencia-do-velho-monge\/","title":{"rendered":"Assembleia e governo se unem \u00e0s comunidades pela sobreviv\u00eancia do &#8216;Velho Monge&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Jacqueline Heluy\/Ag\u00eancia Assembleia<\/em><a href=\"whatsapp:\/\/send?text=Assembleia%20e%20governo%20se%20unem%20%C3%A0s%20comunidades%20pela%20sobreviv%C3%AAncia%20do%20%27Velho%20Monge%27%20%20http:\/\/www.al.ma.leg.br\/noticias\/29163\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">S\u00e3o 13h20 da tarde quando uma canoa de madeira movida a motor desce lentamente o rio Santa Rosa e atraca no porto localizado na avenida principal da cidade de Araioses, a 477 km de S\u00e3o Lu\u00eds. Da pequena embarca\u00e7\u00e3o descem dois homens com as cabe\u00e7as protegidas por chap\u00e9us e usando camisas de malha de mangas compridas. Eles retiram da canoa um cofo com peixes e seguem andando rumo ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta&nbsp;cena que se repete quase que diariamente&nbsp;representa o t\u00e9rmino de mais um dia de trabalho para Lu\u00eds Carlos Silva e Evandro. Eles s\u00e3o pescadores e t\u00eam o mesmo perfil socioecon\u00f4mico que&nbsp;97% da popula\u00e7\u00e3o da cidade de Araioses, cujos meios de sobreviv\u00eancia s\u00e3o oriundos&nbsp;da pesca e das lavouras de subsist\u00eancia cultivadas \u00e0s margens dos rios Santa Rosa, importante afluente do rio Parna\u00edba, e Magu, que tem sua nascente no munic\u00edpio de Santana do Maranh\u00e3o e desemboca no Santa Rosa. De acordo com o censo do IBGE de 2010, Araioses tem cerca de 42 mil habitantes. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho dos pescadores de Araioses come\u00e7a ainda&nbsp;de&nbsp;madrugada, quando descem o rio Santa Rosa de canoa, popularmente chamada de \u2018rabeta\u2019, at\u00e9 um o pesqueiro denominado \u2018Lamar\u00e3o\u2019. J\u00e1 no final da manh\u00e3, fica dif\u00edcil distinguir quem \u00e9 quem \u00e0 beira do rio, pois quase todos os pescadores de Araioses usam chap\u00e9us e camisas de mangas compridas, prote\u00e7\u00e3o para um sol escaldante de 35 graus.<\/p>\n\n\n\n<p>Os amigos Lu\u00eds Carlos e Evandro s\u00e3o pescadores h\u00e1 mais de 40 anos e sempre trabalharam juntos na mesma canoa, criaram os filhos e, agora, os netos, com a venda de pescado. Ambos se dizem profissionais da pesca, mas se mostram desanimados e querendo outro meio de sobreviv\u00eancia. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Evandro justifica o desejo de mudar de profiss\u00e3o porque n\u00e3o est\u00e1 satisfeito com a produ\u00e7\u00e3o de peixe e camar\u00e3o nos rios Santa Rosa e Magu e, para isso, tem uma explica\u00e7\u00e3o: \u201cantigamente n\u00f3s sa\u00edamos para pescar e volt\u00e1vamos para casa com a canoa cheia de pescado, mas agora, o que a gente retira do rio mal d\u00e1 para alimentar a fam\u00edlia\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de pescado nos rios que cortam a cidade de Araioses estaria sendo ocasionada pela saliniza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Santa Rosa. Segundo Lu\u00eds Carlos, nos \u00faltimos cinco anos o peixe come\u00e7ou a diminuir&nbsp;e n\u00e3o se reproduz mais como antes.Ele acha que o rio est\u00e1 salgado porque est\u00e1 recebendo muita quantidade de \u00e1gua do mar. \u201cEsses nossos peixes s\u00e3o&nbsp;de \u00e1gua doce e n\u00e3o de \u00e1gua salgada, e por isso eles est\u00e3o escassos\u201d, explica ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Carlos e Evandro dizem que h\u00e1 cerca de seis anos retornavam da pescaria com o cofo cheio, chegando, em alguns dias, a trazer at\u00e9 10 quilos de peixe, que eram vendidos na pr\u00f3pria cidade de&nbsp;Araioses e o&nbsp;que sobrava dava para alimentar toda a fam\u00edlia. Atualmente, o cofo volta pela metade e o rendimento \u00e9 baixo. O quilo do pescado \u00e9 vendido entre R$ 5,00 a R$ 10,00, dependendo da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DESMATAMENTO E SECA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"723\" height=\"480\" src=\"https:\/\/site.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/926bf04bb8d3a1bf0b6c6e492aa47446.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2202\" srcset=\"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/926bf04bb8d3a1bf0b6c6e492aa47446.jpg 723w, https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/926bf04bb8d3a1bf0b6c6e492aa47446-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A saliniza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do rio Santa Rosa n\u00e3o \u00e9 conversa de pescador. Realmente est\u00e1 ocorrendo e prejudicando praticamente toda a popula\u00e7\u00e3o de Araioses. O problema \u00e9 que os moradores da cidade s\u00e3o abastecidos pela \u00e1gua do Santa Rosa, cuja central de capta\u00e7\u00e3o fica no rio Magu, mas a quantidade de sal \u00e9 tanta que ningu\u00e9m consegue consumir a \u00e1gua, que at\u00e9 para o banho se tornou&nbsp;inadequada. Muitos moradores est\u00e3o sendo obrigados a comprar \u00e1gua mineral, cujo gal\u00e3o \u00e9 vendido a R$ 4,00.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o da saliniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do rio Santa Rosa foi um dos assuntos abordados durante a audi\u00eancia p\u00fablica realizada em Araioses, no dia 5 de novembro, para discutir a cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea de Preserva\u00e7\u00e3o da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Parna\u00edba. O deputado Cristovam Filho (PSL) esclareceu que a saliniza\u00e7\u00e3o ocorre porque o n\u00edvel da \u00e1gua do rio Parna\u00edba est\u00e1 baixo e, com isso, a \u00e1gua do mar ganha mais for\u00e7a e se lan\u00e7a no seu afluente, o rio Santa Rosa, misturando-se \u00e0 \u00e1gua doce.<\/p>\n\n\n\n<p>O assoreamento do rio Parna\u00edba \u00e9 provocado por fatores clim\u00e1ticos, como a seca decorrente da aus\u00eancia de chuva, e tamb\u00e9m por a\u00e7\u00f5es humanas, como o desmatamento e as queimadas das matas ciliares, despejo de esgoto&nbsp;<em>in natura<\/em>&nbsp;e de lixo depositado no leito do rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os moradores de Araioses cobram provid\u00eancia do poder p\u00fablico para diminuir a saliniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, a fim de que a produ\u00e7\u00e3o do pescado volte a ser o que era, e alegam que o rio \u00e9 fonte subsist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ioneide Santos, secret\u00e1ria da Col\u00f4nia de Pescadores Z 20, cerca de duas mil pessoas s\u00e3o cadastradas como pescadores artesanais no munic\u00edpio de Araioses. \u201cEsse rio \u00e9 a vida de nossa cidade\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 do rio Santa Rosa que tamb\u00e9m sobrevive a fam\u00edlia de&nbsp;Salom\u00e3o, um menino de 11 anos que mora em Can\u00e1rias, um povoado de Araioses. De manh\u00e3 ele sai para procurar camar\u00e3o na beira do rio, que usa como isca para pescar. \u201cPeixe grande eu vendo e os pequenos eu levo para comer\u201d, disse animado o garoto, demonstrando que ainda n\u00e3o consegue sentir os problemas que afetam os pescadores mais antigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Perez e o filho Maiko, de 11 anos, tamb\u00e9m saem todos os dias de canoa para pescar, mas a especialidade dos dois \u00e9 a pesca do siri, que \u00e9 vendido no mercado de Araioses. Em uma manh\u00e3 eles chegam a vender 40 cordas de siri, recebendo por elas R$ 100 reais. \u201c\u00c9 com a pesca nesse rio que eu sustento minha fam\u00edlia, ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos dele e ele n\u00e3o pode morrer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PEIXE EM CATIVEIRO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"723\" height=\"480\" src=\"https:\/\/site.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixecativeiro3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2233\" srcset=\"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixecativeiro3.jpg 723w, https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/peixecativeiro3-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;As queimadas que de tempos em tempos devastam as margens do rio Santa Rosa tamb\u00e9m j\u00e1 causaram preju\u00edzo ao pequeno agricultor Francisco das Chagas da Silva,morador de Araioses. Ele conta que produzia caju, mas a planta\u00e7\u00e3o foi toda destru\u00edda por um inc\u00eandio. Foi ent\u00e3o que decidiu mudar de ramo e investir na cria\u00e7\u00e3o de peixe em cativeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje Francisco sobrevive e paga os estudos dos tr\u00eas filhos, dois deles alunos de faculdade particular na cidade de Parna\u00edba (PI), com a venda de til\u00e1pias e tambaquis. Ele tamb\u00e9m \u00e9 um dos moradores de Araioses que tem no rio Parna\u00edba a principal fonte de renda, j\u00e1 que os tanques dos peixes s\u00e3o abastecidos pela \u00e1gua do rio, que no per\u00edodo da cheia transborda e inunda uma pequena \u00e1rea que ele adquiriu h\u00e1 dois anos,&nbsp;\u00e0s margens da BR 226. O terreno que, segundo ele, s\u00f3 servia para plantar capim,&nbsp;hoje \u00e9&nbsp;reservat\u00f3rio&nbsp;de peixe.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisco trabalha praticamente s\u00f3. \u00c9 ele quem alimenta e joga a tarrafa para retirar as til\u00e1pias e tambaquis dos tanques, cuja venda \u00e9 feita no pr\u00f3prio local e, tamb\u00e9m, nos finais de semana, quando os&nbsp;filhos&nbsp;comercializam o pescado&nbsp;nas ruas de Araioses.O quilo \u00e9 vendido a&nbsp;R$ 12,00. Por semana, Francico chega a vender cerca de 35 Kg. \u201cToda a comunidade de Araioses depende do rio Parna\u00edba e seus afluentes, ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio haver uma pol\u00edtica de preserva\u00e7\u00e3o urgente\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONFEC\u00c7\u00c3O DE VASSOURAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"723\" height=\"480\" src=\"https:\/\/site.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/097556eae3117a5dbd2cb849352c975f.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2211\" srcset=\"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/097556eae3117a5dbd2cb849352c975f.jpg 723w, https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/097556eae3117a5dbd2cb849352c975f-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio de Araioses \u00e9 classificado como a porta de entrada do Delta das Am\u00e9ricas. A indica\u00e7\u00e3o que comprova a import\u00e2ncia hist\u00f3rica e geogr\u00e1fica est\u00e1 expressa em uma grande placa na rodovia, logo na entrada da cidade. O Delta fica localizada no extremo leste do estado e possui uma \u00e1rea de 7.238,746 km\u00b2, sendo formada pelos munic\u00edpios maranhenses de \u00c1gua Doce do Maranh\u00e3o, Araioses, Magalh\u00e3es de Almeida, S\u00e3o Bernardo, Santana do Maranh\u00e3o, Paulino Neves e Tut\u00f3ia, totalizando uma popula\u00e7\u00e3o de 177.117 habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com mais de setenta ilhas, o Delta das Am\u00e9ricas ou Delta do Rio Parna\u00edba \u00e9 o \u00fanico em mar aberto nas Am\u00e9ricas. A \u00e1rea \u00e9 um santu\u00e1rio de reprodu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies de peixes, caranguejos, lagostas e camar\u00f5es, protegendo, tamb\u00e9m, estu\u00e1rios de reprodu\u00e7\u00e3o do peixe-boi marinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Descer o rio Santa Rosa em qualquer tipo de embarca\u00e7\u00e3o &#8211; seja ela uma lancha potente ou uma simples canoa a remo \u2013 \u00e9 uma experi\u00eancia gratificante, n\u00e3o apenas pelas belezas naturais que comp\u00f5em toda a regi\u00e3o, como, tamb\u00e9m, pela constata\u00e7\u00e3o do quanto o rio Parna\u00edba \u00e9 importante para a sobreviv\u00eancia das comunidades ribeirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas pequenas ilhas escondidas nas reentr\u00e2ncias &#8211; bra\u00e7os de rios estreitos cercados por manguezais &#8211; podem ser encontradas pequenas lavouras de arroz ou avistados os catadores de caranguejo em pleno exerc\u00edcio do manejo dentro da lama. No povoado Carnaubeiras, a 30 km de barco de Araioses, \u00e9 onde existe a maior produ\u00e7\u00e3o do caranguejo-u\u00e7a do mundo e de onde sai o caranguejo que abastece boa parte dos restaurantes do Cear\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Navegando um pouco mais d\u00e1 para avistar a comunidade Gado Bravo, que habita uma das pequenas ilhas localizadas nas reentr\u00e2ncias. Neste local totalmente isolado, sem energia el\u00e9trica ou qualquer outro servi\u00e7o p\u00fablico, as fam\u00edlias sobrevivem da venda de vassouras que eles mesmo confeccionam com palhas de carnaubeiras, planta nativa na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A casa de Francisco das Chagas da &nbsp;Silva \u00e9 de taipa, coberta de palha e abriga ele, a mulher e os quatro filhos. Todos os utens\u00edlios dom\u00e9sticos se resumem a dois potes de barro, tr\u00eas lamparinas que s\u00e3o abastecidas com querosene e tr\u00eas banquinhos de madeira. Todo o espa\u00e7o da casa \u00e9 ocupado pelas vassouras que foram confeccionadas pela fam\u00edlia e est\u00e3o prontas para ser vendidas em Araioses, para onde eles se&nbsp;deslocam de&nbsp;canoa a remo.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisco diz que vende cada vassoura por 70 centavos e a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria \u00e9 de 100 pe\u00e7as. Ele sabe da import\u00e2ncia que o rio Parna\u00edba representa para todas as comunidades ribeirinhas. \u201c\u00c9 dele que tiramos o nosso sustento, \u00e9 o que temos para viver. A gente faz vassoura para poder comprar comida e tem tamb\u00e9m o peixe que a gente pesca s\u00f3 mesmo pra comer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E, assim, Francisco vai levando a vida, ensinando aos filhos que da palha das palmeiras de carna\u00faba \u00e0 beira do rio Parna\u00edba, carinhosamente chamado de &#8221;Velho Monge&#8217;, depende a sobreviv\u00eancia de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COMIT\u00ca DE PRESERVA\u00c7\u00c3O &nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"723\" height=\"480\" src=\"https:\/\/site.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/f05e8e8345197a30db9978ff0a2cc8ac.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2210\" srcset=\"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/f05e8e8345197a30db9978ff0a2cc8ac.jpg 723w, https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/f05e8e8345197a30db9978ff0a2cc8ac-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para preservar toda a riqueza desse ecossistema, a Assembleia Legislativa do Maranh\u00e3o e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente est\u00e3o travando uma verdadeira cruzada pela cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Parna\u00edba, que envolver\u00e1 os estados do Maranh\u00e3o, Cear\u00e1 e Piau\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos passos que antecedem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea s\u00e3o as audi\u00eancias p\u00fablicas que v\u00eam sendo promovidas pela Secretaria e a Assembleia, para sensibilizar os representantes do poder p\u00fablico e a sociedade civil dos 39 munic\u00edpios maranhenses banhados pelo rio Parna\u00edba, sobre a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o deste importante recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 foram realizadas tr\u00eas audi\u00eancias, a primeira em S\u00e3o Lu\u00eds, a segunda em Balsas e a terceira em Araioses. A \u00faltima acontecer\u00e1 na pr\u00f3xima quinta-feira (19), na cidade de&nbsp;Timon, e reunir\u00e1 todos representantes dos munic\u00edpios que integram a regi\u00e3o do M\u00e9dio Parna\u00edba maranhense.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Bacia do Parna\u00edba \u00e9 a segunda mais importante do Nordeste, abrangendo grande parte dos territ\u00f3rios do Maranh\u00e3o (39 munic\u00edpios), Piau\u00ed (223 munic\u00edpios) e Cear\u00e1 (20 munic\u00edpios). A sua composi\u00e7\u00e3o vai contribuir para que todos os setores da sociedade com interesse sobre a \u00e1gua da bacia hidrogr\u00e1fica tenham representa\u00e7\u00e3o e poder de decis\u00e3o sobre sua gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de constitu\u00eddo e aprovado pelo Governo Federal, o Comit\u00ea poder\u00e1 garantir benef\u00edcios ambientais, sociais e econ\u00f4micos para todos os integrantes do processo de desenvolvimento da regi\u00e3o da bacia do Parna\u00edba, atrav\u00e9s de uma gest\u00e3o integrada, descentralizada e participativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o 13h20 da tarde quando uma canoa de madeira movida a motor desce lentamente o rio Santa Rosa e atraca no porto localizado na avenida principal da cidade de Araioses, a 477 km de S\u00e3o Lu\u00eds. Da pequena embarca\u00e7\u00e3o descem dois homens com as cabe\u00e7as protegidas por chap\u00e9us e usando camisas de malha de mangas compridas.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":2225,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especial"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2198"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2198\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2266,"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2198\/revisions\/2266"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.al.ma.leg.br\/sitealema\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}