O deputado Hélio Soares (PP) utilizou a tribuna da Assembléia Legislativa para comentar sobre o seqüestro do filho de um empresário no município de Grajaú e a falta de estrutura no setor de segurança pública do estado.
O deputado primeiramente se solidarizou com a família da vítima, que passou pelo trauma de ter o filho seqüestrado por vários bandidos durante oito dias. Ele se disse comovido com o apelo emocionante da família, pedindo a devolução do menino.
“Aquilo que nós temos de mais importante, julgo eu, são os nossos filhos. Espero que ninguém passe uma situação dessas”, comentou. Hélio Soares se disse feliz com o desfecho do seqüestro, que acabou sem maiores danos.
Segundo ele, o garoto foi devolvido sem a participação explícita da polícia, que agiu com uma investigação secreta, o que contribuiu para o fim do seqüestro sem tragédias, pois os bandidos poderiam fazer o pior se pressionados.
ESTRUTURA
Soares revelou ter feito um levantamento sobre a falta de estrutura material para a polícia do estado em vários municípios e constatou que o insuficiente aparelhamento para o combate ao crime é bastante prejudicial.
“Às vezes a gente condena vários deputados e a própria secretária Eurídice Vidigal, mas é difícil que ela trabalhe bem, pois não tem estrutura para as polícias fazerem o que é necessário para o combate à violência”, enfatizou.
Conforme informou o deputado, a situação de falta de estrutura no sistema de segurança, principalmente em relação às polícias, é bastante complicada, visto que, dentro da própria capital há postos de polícia com viaturas sem pneu para fazer o patrulhamento.
Ele preferiu não informar o nome nem o local, mas confirmou que no dia de ontem comprou um pneu para ajudar a sanar o problema de um posto policial de São Luís.
“Eu fiz uma reclamação e o chefe da guarnição disse para mim: deputado eu gostaria com muito prazer de ajudar, mas nós não temos pneu de socorro e aqui estamos todos sem dinheiro, o pneu liso da viatura vai matar mais gente”, contou.
Em aparte, o deputado Rigo Teles (PSDB) afirmou que quando soube do seqüestro entrou em contato com a secretária Eurídice Vidigal e com o delegado-geral Jefferson Portela, para iniciar a investigação. O sigilo das ações teve que ser mantido pela integridade da vítima.
Segundo Teles, eles já estavam monitorando através dos telefonemas, pois os bandidos tinham uma equipe muito bem aparelhada. “As ligações que vinham para o pai da criança, estavam vindo de várias regiões, de várias localidades. Não sabia se era da região de Grajaú ou para o celular e cada ligação era de um celular diferente. Então a Polícia Civil teve que aguardar um equipamento mais moderno que dava a localização em forma de GPs".
Ele revelou que a polícia já sabia que se encontravam na cidade de Imperatriz, mas estavam trabalhando cautelosamente e preocupados, porque qualquer reação da polícia junto aos bandidos poderia prejudicar o garoto.
Essa ação mostra a qualidade do trabalho da polícia. “Já há três pessoas presas, inclusive já soube hoje, que já estão à captura de dois em Grajaú”, finalizou.
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