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Pequeno Expediente Rodrigo Lago

10 de março de 2026

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Transcrição

O SENHOR DEPUTADO RODRIGO LAGO (sem revisão do orador) – Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, imprensa, povo do Maranhão. Neste final de semana, fomos surpreendidos com, mais uma vez, o “gabinete do ódio” atacando a honra alheia, Deputado Júlio – são os sicários da reputação alheia que agem em defesa de uma organização criminosa no Maranhão. Eu já falei aqui várias vezes da existência do “gabinete do ódio”, já provei aqui na Casa que há um gabinete do ódio instalado e, ontem e anteontem, mais uma vítima desse gabinete do ódio. Os sicários da reputação alheia agiram para destruir a reputação de uma pessoa ilibada, conhecida de todos nós, um magistrado honesto: o Desembargador Ney Bello Filho. Deputado Antônio Pereira, V. Exa. há de concordar comigo que nada há contra a sua reputação. Mas requentaram uma matéria antiga da Revista Piauí, na qual há diálogos entre a esposa de um traficante com advogados, que foram capturados pela Polícia Federal. E lá, como às vezes acontece, infelizmente, lamentavelmente, como há em todas as profissões, há também os maus advogados. E lá pelas tantas, venderam o Desembargador Ney Bello como se ele estivesse operando um esquema de venda de sentença – algo que nunca se ouviu falar do Desembargador Ney Bello Filho. Eu não tenho procuração para defender o desembargador, mas eu conheço a sua vida, fui seu aluno, e todos os militantes da área jurídica têm certeza de que também o conhecem. E fiquei a me perguntar o porquê de o Desembargador Ney Bello ser vítima desse gabinete do ódio de repente. E aí eu me recordei, era dia 30 de dezembro do ano passado, já ali, medida do final do exercício financeiro de 2025, quando coube ao desembargador decidir uma ação popular de minha autoria, pela qual eu consegui impedir o saque de R$ 12 milhões pela famosa obra ali do Buraco do Angelim. Já haviam sido pagos R$ 15 milhões, mas lá não tem um prego, lá não tem um tijolo. Já haviam pagado R$ 15 milhões para a empresa de São Paulo pela construção da escola, que não existe, é obra fantasma, e iriam pagar doze milhões de reais. O dinheiro já estava na boca do caixa. Mas eu entrei com Ação Popular. O juiz em primeira instância reconheceu que havia provas suficientes para suspender o pagamento. Mas como estava no regime de plantão judiciário, ele decidiu que essa causa fosse deliberada pelo juiz no dia 7 de janeiro. Eu ingressei com recurso ao Tribunal Regional Federal, dizendo o seguinte: se a causa não for decidida agora, será feito um saque de doze milhões de reais. E nós podemos imaginar para quem iria esse dinheiro. Poucos dias antes, os donos desta mesma empresa foram presos com um milhão de reais que sacaram dos cofres públicos. Havia sido feito um pagamento dias antes pela Secretaria de Estado de Infraestrutura. A empresa recebe o dinheiro na conta, faz um saque de um milhão e, no caminho para o seu beneficiário, para entregar o dinheiro da propina para algum agente público, agente público formal, Deputado Pereira, ou informal. Porque aqui no Estado se estabeleceu isso agora: aqueles que não podem exercer cargo público não exercem, mas praticam os atos como se fossem gestores. E a Polícia Federal impediu isso. E aí no dia 30 coube ao Desembargador Ney Bello, cumprindo o princípio constitucional da inafastabilidade da jurisdição, teve que tomar a decisão. Diante do iminente rombo nos cofres públicos, concedeu uma liminar. Foi o suficiente para despertar a ira do senhor Marcos Brandão, irmão do Governador, que acionou o gabinete do ódio para tentar, mais uma vez, matar uma reputação. Não conseguirá. Como eu costumo dizer…