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Tempo dos Blocos Dr. Yglésio
12 de março de 2026
Transcrição
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO (sem revisão do orador) – Bom dia todos, Senhoras e Senhores! Subo à Tribuna para dar boas notícias, muitas coisas são faladas, às vezes, a respeito da Segurança Pública do Maranhão, mas a Segurança Pública do Maranhão, ela consegue muitas vezes dar resposta a situações muito graves. Eu trouxe aqui algumas semanas, o caso da Vitória, que foi inclusive uma espectadora aqui da Sessão. Vitória foi vítima de estupro pelo próprio pai, que também chegou ao nosso conhecimento que o referido cidadão Edmundo Luz, tinha posse de centenas e talvez milhares de fotos de crianças em posições vexatórias, material de pedofilia, propriamente dito. Nós encaminhamos isso para DPCA, e a investigação seguiu seu curso, de maneira tranquila, sigilosa, obedecendo todos os ritos necessários. E ontem, finalmente, o tal do Edmundo foi preso, preso, e tentou fugir. Acho que alguns podem lembrar que ontem, na tribuna, eu falei que ele passou o final de semana debochando, tomando uma taça de vinho e colocando no WhatsApp que cão que late não morde. Então, toma um xadrez, Edmundo. Tome um xadrez para você. Parabenizo o trabalho da Polícia Civil, da DPCA, do núcleo de inteligência da SSP, que colaborou muito com o delegado Ederson, delegado Almeida, todas as pessoas que trabalharam para dar essa resposta adequada contra esse verdadeiro predador. Foi expulso do clube de xadrez que participava, conhecido. Recebi várias e várias mensagens depois no Instagram em relação a situações semelhantes de assédios. Então, para nós é um momento que, de fato, nos deixa muito aliviados. Há duas semanas foi o tio Abel, de Balsas, que tentou estuprar uma criança de quatro anos de idade na escola, preso, condenado em primeira instância. Estamos acompanhando também para que não saia tão cedo da prisão. Pegou 15 anos de cadeia. E a nossa luta contra esse tipo de criminoso segue viva no Estado do Maranhão. Acho que essa é a melhor forma que nós podemos aqui, enquanto Deputados Estaduais, homenagearmos as mulheres diariamente, principalmente nesse mês de março. Então, é uma felicidade muito grande, mas, ao mesmo tempo, nos preocupa situações como que aconteceu, Presidente, em Brasília. Presidente agora da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres é Erika Hilton. Erika Hilton agora é presidente da Comissão de Mulheres. Ou seja, a mulher que menstrua, amamenta, a mulher que, por volta dos 42, 46, 48 anos de idade, entra no climatério, depois, na menopausa, tem perda óssea por conta da questão hormonal, que passa por todas as dificuldades de não ter a força física de um homem que já tem tanto, tão escassos os seus direitos. Agora até na Comissão de Defesa das Mulheres, nós temos o que convencionam chamar de mulher trans. Não vou entrar no mérito de nomenclatura, mas o fato é que é um verdadeiro escárnio essa articulação do Governo do PT. E o placar na votação foi 11 contra 10 abstenções em relação a esse escárnio. Imagina, Edilázio, é a Érica Hilton agora representante das mulheres. Claro que as pessoas trans têm a dignidade que deve ser assegurada, a representatividade que deve ser assegurada, mas não na Comissão de Mulheres, uma comissão própria, uma comissão de direitos humanos, mas não uma comissão de mulheres, porque já reduz os espaços que as mulheres têm naturalmente dentro da proteção social do sistema político. Para mim é um escárnio completo. Fragiliza mais ainda os espaços de poder das mulheres e tem que ser repudiado. E adequar isso aqui eventualmente a uma ótica de dizer de: “Ah! Está sendo transfóbico.” Não, o direito dessas pessoas a tudo que desejarem ser, fazer, acessar deve ser garantido. São cidadãos e cidadãs de direitos como todos nós, mas avançar numa comissão – que está ali para gerar o problema que é histórico, que nos antecede, que ainda tem muito tempo a ser construído com alguém que não tenha legitimidade, inclusive biológica, para ocupar aquele espaço – é um verdadeiro escárnio. É sinal, realmente, de que o Brasil bagunçou. Outra situação de bagunça nacional: Antônio Pereira entrou na mesa de negociação, Othelino, no Governo do teu Presidente Lula ceder para o governo americano, que já tinha cedido para tirar Magnitsky do Alexandre de Moraes, mas que está perigando voltar para a Magnitsky. Agora, para poder livrar o PCC e o Comando Vermelho da pecha de organizações criminosas, estão colocando os minerais raros, as terras raras brasileiras, para negociar com os Estados Unidos a fim de livrar Comando Vermelho e PCC. É uma coisa que mostra completa degeneração moral. Não é à toa que o Governo Lula, que já teve 49% – o Presidente – de intenções de voto, já desceu a ladeira oito pontos e vai descer mais, porque o Brasil acordou. Ontem, eram 54% dos brasileiros, antes eram apenas 40%, 39%, que já entenderam que não teve golpe, que foi armação de Alexandre de Moraes com Flávio Dino, com Cármen Lúcia, com Cristiano Zanin, advogado do Lula. Tudo armado! Armado! Bolsonaro está na cadeia… É um elogio o cara ser condenado por esse tipo de facínora, canalha. Gente que age ao arrepio da lei em benefício próprio, buscando sempre salvação. E aí, agora, só para corroborar isso aqui, eu tive acesso ao inquérito, aqui ó, chegou para mim impresso o inquérito. Isso aqui é uma brincadeira, o inquérito que levou a Polícia Federal a fazer uma operação de busca na casa do Luiz Pablo, Othelino. Depois eu até compartilho contigo isso aqui, se tu quiseres. Chegou para mim, impresso aqui no gabinete, vieram deixar. Sabe do que o Luiz Pablo foi acusado? Stalking. Stalking é perseguição. É o crime que, normalmente, quando tem um cidadão que se aficiona a uma mulher, começa a persegui-la. Ela diz que não quer, ele continua. Ela vai a um lugar, ele está lá. Aí começa, de certa forma, a presença a ameaçar. Existe o núcleo da recorrência dentro da tipificação criminal. E aí o Flávio Dino mandou uma representação para a polícia judiciária do STF. Por quê? Porque foi flagrado utilizando um carro do Tribunal de Justiça, de maneira ilegal, porque não estavam cumpridos os pressupostos legais administrativos. Não estou dizendo que foi crime, mas foi ilegal. Mostraram o carro, e ele disse que está sendo perseguido e ameaçado – está sendo perseguido e ameaçado na sua integridade física e moral. Agora, imagina: o jornalismo investigativo precisa se levantar contra isso aqui, porque isso tem abuso de autoridade, franco, manifesto, tem uma tipificação desarrazoada. Você lê o relatório aqui do delegado, eu sinto vergonha, vergonha. Aí o que é que acontece? Dino aciona a Polícia Judiciária, a Polícia Judiciária manda para a Polícia Federal, e ainda temos as questões de foro, porque o Luiz Pablo não tem foro privilegiado, mas foi julgado, colocado em inquérito para o Supremo. A prerrogativa de foro é do réu. Aí o que é que acontece? Polícia Federal manda o inquérito, Presidente. Cai para quem? Cristiano Zanin. Sabe o que Cristiano Zanin faz? Claro que combinado com o Alexandre e com Flávio Dino, Cristiano Zanin pega, diz que isso aqui, Presidente, que as fotos que fizeram de Flávio Dino no carro do TJ, onde está sendo investigado apenas o uso do bem público, ninguém quer saber se Flávio Dino tem namorada fora do casamento, ninguém está querendo saber nada de vida pessoal de Flávio Dino. A matéria focou no uso indevido do carro, portanto, amparada por jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal, amparada pelo próprio Supremo Tribunal Federal, gente. O Supremo diz que, quando é para trazer informação de interesse público, e, sim, um carro blindado aí que custa 20, 30 mil reais de aluguel por mês para o cofre do cidadão, usado de maneira indevida, é uma informação relevante, portanto, afastada a teoria de perseguição. O delegado alega que Luís Pablo perseguiu Flávio Dino, porque publicou de maneira recorrente, ou seja, um jornalista não tem mais o direito de fazer linha editorial, de avançar em uma matéria. Então, presta atenção o buraco que isso está cavando, porque todo jornalista, a partir de agora, passa a ser intimidado, porque, ao pesquisar uma situação como essa, se ele bate a foto de um carro indevido, usado indevidamente ou alguém viajando à custa de diária pública indevidamente, indo pegar sol em Ibiza, está lá dizendo que foi fazer uma reunião estratégica, tudo isso agora pode ser considerado perseguição. Aí, não satisfeito, Cristiano Zanin: Não, não tem nada a ver com isso, isso aqui tem a ver com o Inquérito nº 4871 – que é o Inquérito das Fake News, o inquérito do fim do mundo. Aí para quem ele manda o inquérito? Para Alexandre de Moraes, que é unha e carne com Flávio Dino. Se tem coisa mais combinada no Direito brasileiro do que essa representação, eu ainda não vi. E eu não estou fazendo juízo de defesa de jornalista A, B ou C, isso aqui é uma defesa do jornalismo, até porque sou também habilitado como jornalista. A preocupação é com o momento que se vive, nós temos que levar isso aqui e tornar uma pauta nacional, porque imagina o que podem fazer com Metrópoles. Daqui a pouco, a Malu Gaspar está recebendo Polícia Federal dentro da casa dela, e a população não está sabendo o que está acontecendo nesse esgoto chamado STF, que hoje tem a desconfiança de 54% da população, não aprova. Só aí menos de 30% da população, em geral os eleitores de Lula, que aprovam a atuação do Supremo, mas está claro que virou “Supremo Trambique Federal”, “Supremo Trambique Financeiro”, infelizmente é o que a Corte virou. E aí eu fico me perguntando: Qual a medida que Alexandre de Moraes determina dentro do curso deste inquérito? De plano, pega tudo que for de celular, registro, documento, tudo, computador, papel dentro de casa, se tiver alguém lá no momento da expedição, do cumprimento do mandado, se tiver alguém na hora do cumprimento do mandado de apreensão, pega o que tiver também, apreenda o que tiver, para o quê? Ter acesso aos telefones do jornalista, para descobrir todas as fontes que o jornalista tem. Se vocês não se revoltarem para denunciar isso aí, conversarem com os contatos de vocês, meus colegas, vocês estão lascados, vão virar tudo colunista social aqui, porque só pode falar bem, só pode falar bem agora, se mostrar o que está acontecendo, vem a Polícia Federal na sua casa para fazer a apreensão do seu celular e descobrir com todo mundo que você conversava. E aí a imprensa ainda vai perder suas fontes, porque quem conversa vai ficar preocupado. Está aqui. Eu, sinceramente, eu me coloco à disposição do jornalista, não concordo com tudo que escreve, até mesmo para atuar no processo junto à Suprema Corte, para poder, de fato, mostrar o tanto de arbitrariedade que existe nisso aqui. Está exatamente igual ao que foi feito em relação à enfermeira Shirley, que foi acusada de tentativa atentado contra a segurança do tráfego aéreo. Em vez de ser só injúria, foi atentado à segurança do tráfego aéreo, uma mulher enfermeira em um avião que estava no solo. Está lá respondendo o processo, correndo o risco de prisão, porque disse que o avião estava infectado pelo Flávio Dino. Receber hater da população é uma coisa normal. Às vezes, eu vou ler um blog que faz uma cobertura da nossa atuação, está lá um monte de gente; tem os que esculhambam, falam todo tipo de desgraceira e tem os que vão lá defender. É normal. Agora, a pessoa que está na vida pública querer se considerar intocável e querer utilizar o aparelho público judiciário para se eximir do escrutínio, da avaliação popular, é uma coisa que só os ditadores conseguem fazer. Aí, eles colocam sigilo nos processos para dificultar. Agora, um processo de pessoa pública sob utilização de um bem público, com uma tipificação penal que é completamente infundada, daqui a pouco, chega para o seu Paulo Gonet para ele oferecer uma denúncia contra o jornalista, porque ele estava junto com o Alexandre de Moraes degustando aí, ao custo de 650 mil dólares, na Europa, um maravilhoso whisky Macallan às custas de Daniel Vorcaro. Qual isenção que este pessoal tem? Qual isenção que o ministro Flávio Dino tem? Ele que já disse que começou a vida pública dele graças a um ato de amizade de Brandão, como é que ele pode estar com as relatorias e ter avocado e puxado para si, inclusive do Ministro Humberto Martins do STJ, processos contra o Governador, que já foi amigo dele e que hoje ele faz como inimigo capital, tentando diariamente tirar o sossego aqui do Governador a partir de mensagens enviadas por seus apêndices aqui na política do Maranhão, os seus “dinópodas” aqui na política do Maranhão. É recadinho todo dia. Todo dia. Parece uma “maricagem”, coisa mesmo de gente de má estirpe. Mas é isso. Ficam aqui, Presidente, as nossas palavras, fica aqui o nosso repúdio ao que está acontecendo no Brasil, mas fica a certeza e a esperança, porque estamos agora apenas na esperança da eleição de outubro para confirmar Flávio Bolsonaro Presidente do Brasil, um Senado Federal majoritariamente de Direita, para tirar o Alcolumbre do poder, para tirar o Hugo Mota do poder, para que, de fato, se reequilibrem as instituições nacionais. Não é possível, Ariston, um Congresso Nacional de joelho hoje. Não é possível um Congresso Nacional que deguste 650 mil dólares de whisky na Europa, bancado por bandido, junto com o Ministro do Supremo Tribunal Federal. Esse Brasil precisa de uma guinada de coragem dentro do Congresso Nacional, dos verdadeiros representantes do povo. E é por isso que nessa nossa trajetória, nós temos colocado o nosso nome para Deputado Federal, para poder continuar reforçando o time que quer mudar a forma de fazer política no Brasil, para reforçar o time que quer trazer desenvolvimento econômico para o Brasil e não desemprego, não juros nas alturas, não 320 bilhões de impostos arrecadados só em janeiro, não ao absurdo lulista, petista desse projeto que tenta ser hegemônico de destruição da sociedade e da família brasileira. Muito obrigado.