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Tempo dos Blocos Wellington do Curso

17 de março de 2026

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Transcrição

O SENHOR DEPUTADO WELLINGTON DO CURSO (sem revisão do orador) – Senhor Presidente, demais Membros da Mesa, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, internautas, telespectadores que nos acompanham por meio da TV Assembleia, nosso mais cordial bom dia e que Deus seja louvado. Na manhã de ontem, eu estive na cidade de Pirapemas, reunido com mães atípicas. Faço destaque para a Dona Cleonice, que eu conheci durante o tratamento em São Luís, padecendo para conseguir o tratamento do filho. Dona Cleonice, que mora na cidade de Pirapemas e tem duas crianças com autismo, tem dois adolescentes com autismo, não conseguia fazer a terapia; outra vez, ela veio para São Luís e desmarcaram, mesmo ela já estando em São Luís. Então, vejam o descaso, vejam a dor de cabeça que é fazer esse tratamento, principalmente de mães atípicas do interior. E ontem foi uma reunião muito proveitosa com mães atípicas da cidade de Pirapemas, que levantaram vários problemas, como a dificuldade com o transporte, como a dificuldade com o transporte da cidade de Pirapemas até São Luís, a falta de terapia, falta de tratamento na cidade de Pirapemas. E tive reuniões com os professores que me reclamaram da falta de transparência de recurso do Fundeb, das sobras do Fundeb, possibilidade de recursos precatórios do Fundeb, contratação temporárias, realização de concurso, perseguição na cidade de Pirapemas. E, no final da viagem, visitei uma escola abandonada, com mais 20 de salas, em que poderia funcionar creche, escola. Dinheiro público jogado fora, dinheiro público desviado, uma verdadeira esculhambação na cidade de Pirapemas. E ontem protocolamos um documento na cidade de Pirapemas, cobrando informações, cobrando esclarecimentos. E nos próximos 15, 20 dias retornarei para provocar o Ministério Público e realizar uma audiência pública na cidade de Pirapemas. Mais uma vez, muito obrigado, minha amiga Cleonice e todas as mães atípicas, pelo carinho de vocês. À tarde, estive na cidade de Itapecuru-Mirim, reunido com mães atípicas, com a Keila, com a dona Cristiane, com a dona Das Dores, com outras mães atípicas, pauta importante na cidade de Itapecuru. E uma reclamação geral da falta de apoio, da falta de atenção na cidade de Itapecuru. As mães reclamando, permanentemente, de que estão invisíveis, que não têm políticas públicas, que não têm terapia, da dificuldade de acesso, da dificuldade de informação, da dificuldade de conseguir o transporte para fazer o tratamento em São Luís. Um verdadeiro absurdo. Vamos fazer uma audiência pública na cidade de Itapecuru-Mirim, convidar o Conselho Tutelar, que, segundo relatos, tem sido omisso, convidar a Defensoria Pública, convidar o Ministério Público, convidar a Prefeitura. Inclusive, ontem, protocolamos um ofício na Prefeitura, cobrando esclarecimentos com relação ao tratamento às pessoas com deficiência, com autismo, com Síndrome de Down na cidade de Itapecuru, bem como também a falta de transparência dos recursos, da aplicação dos recursos do Fundeb, sobras do Fundeb. O último concurso em Itapecuru foi em 2019, de lá para cá, só contratos temporários. Nos últimos 3 anos, isso se agravou mais ainda, contratos temporários, seletivos. Então, a reclamação dos professores na cidade de Itapecuru. Tive em reunião com os professores e com os servidores também na cidade de Itapecuru. E voltarei à cidade de Itapecuru mais uma vez com os professores, servidores públicos e com as mães atípicas da cidade de Itapecuru. Ainda em Itapecuru-Mirim, eu recebi a denúncia de uma escola do Estado que está abandonada com uma obra que já dura mais de um ano, que é Escola Newton Neves. Fui pessoalmente verificar, pessoalmente fiscalizar. Conversei com os operários que estavam realizando as atividades. Eles estão lá, porque já foram trocados, porque a empresa anterior abandonou a obra. Já estamos apresentando uma solicitação ao Governo do Estado, por meio da Secretária de Educação, para que preste os esclarecimentos e que possa concluir a obra o mais rápido possível na cidade de Itapecuru. Finalizo convidando a todos para uma Sessão Solene a ser realizada na manhã de hoje, logo após a sessão, em homenagem às mães atípicas, às pessoas com Síndrome de Down. Quero fazer destaque, na manhã de hoje, para a minha assessora, que é a Leide Meireles, que é mãe atípica, mãe do príncipe Isaías, e recebendo a visita também aqui hoje da Carine, que é mãe da princesa Isabela, que está aqui na sessão de hoje também acompanhando na Assembleia Legislativa. Inclusão não é só colocar na escola, inclusão não é somente no discurso, inclusão não é somente falar, mas de ações, ações concretas que realmente possam mudar a vida das pessoas com deficiência, das pessoas com Down, das pessoas com autismo. Cuidar das mães atípicas, cuidar de quem cuida. Precisamos cuidar das mães atípicas, que muitas delas estão passando por dificuldades, necessidades, saúde mental. E eu tenho respeito, consideração e ações efetivas pelas mães atípicas do Estado do Maranhão. Um abraço especial à minha amiga Mayara, à Maria, a todas as mães atípicas do Estado do Maranhão. Que Deus abençoe a todos vocês.