06 de abril de 2026

Descentralização do amor romântico marca debate no ‘Pautas Femininas’

Psicóloga Ingrid Rodrigues destaca autonomia feminina e novas formas de afeto em entrevista à Rádio Assembleia

Descentralização do amor romântico marca debate no ‘Pautas Femininas’

Psicóloga Ingrid Rodrigues abordou o tema “Descentralização do amor romântico"

Agência Assembleia

O programa ‘Pautas Femininas’, exibido nesta segunda-feira (6), pela Rádio Assembleia, trouxe à tona uma discussão contemporânea sobre os relacionamentos e os novos caminhos do afeto. A convidada da edição foi a psicóloga Ingrid Rodrigues, que abordou o tema “Descentralização do amor romântico: autonomia, afetos e novas prioridades femininas”.

Durante a entrevista à apresentadora Josélia Fonseca, a especialista destacou a necessidade de repensar o papel do amor romântico na vida das mulheres, historicamente colocado como centro das realizações pessoais.

Segundo Ingrid Rodrigues, “o amor romântico foi construído como um ideal central na vida das mulheres, muitas vezes acima de outros projetos pessoais”, o que, na avaliação dela, contribuiu para a dependência emocional e a limitação de escolhas.

A psicóloga ressaltou que, na contemporaneidade, esse cenário vem passando por mudanças significativas. Para ela, há um movimento crescente de valorização da autonomia e do autocuidado. “As mulheres estão se permitindo priorizar a própria trajetória, os seus desejos e a sua individualidade”, afirmou.

Outro ponto destacado foi a ampliação das formas de afeto, que deixam de se restringir exclusivamente aos relacionamentos amorosos. Ingrid Rodrigues enfatizou a importância das redes de apoio, como amizades e vínculos familiares.

“O afeto não precisa estar centrado apenas em relações românticas, ele pode e deve ser distribuído em diferentes relações que sustentam emocionalmente”, pontuou.

Durante a conversa, a psicóloga também abordou os impactos sociais dessa mudança de perspectiva. Segundo ela, ao descentralizar o amor romântico, as mulheres passam a construir relações mais equilibradas e conscientes.

“Quando o amor deixa de ser o único eixo da vida, ele passa a ser uma escolha, não uma necessidade”, destacou, reforçando que esse processo não significa rejeitar o amor, mas ressignificá-lo.

“Não se trata de negar o amor romântico, mas de colocá-lo em um lugar mais saudável, sem abrir mão de si mesma”, concluiu.

O programa reforçou o debate sobre os novos papéis femininos e as transformações nas relações afetivas, evidenciando um movimento cada vez mais presente na sociedade, o de mulheres que priorizam autonomia, bem-estar e múltiplas formas de conexão emocional.

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