20 de janeiro de 2026

Arquiteta destaca, no ‘Café com Notícias’, a influência do ambiente na qualidade do sono

Criadora do método "Quarto Vivo", Fabíola Ramos deu dicas de como criar as condições favoráveis ao sono de qualidade, desde o colchão, temperatura, hábitos antes de dormir e a adequação do ambiente

Arquiteta destaca, no ‘Café com Notícias’, a influência do ambiente na qualidade do sono

Elda Borges conversou com Fabíola Ramos sobre como dormir bem

Agência Assembleia

Durante entrevista ao programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, nesta terça-feira (20), a arquiteta Fabíola Ramos chamou atenção para a forte relação entre o ambiente físico, os hábitos cotidianos e a qualidade do sono. Criadora do método “Quarto Vivo”, a especialista explicou como ajustes simples no espaço onde se dorme podem impactar diretamente a saúde e o bem-estar.

Cerca de 70% da população brasileira sofre com algum tipo de distúrbio do sono. A partir desse dado, Fabíola ressaltou que a arquitetura exerce influência direta sobre o corpo e a mente, uma vez que não existem ambientes neutros. 

Segundo ela, todos os espaços provocam estímulos, positivos ou negativos. O foco do método “Quarto Vivo” é justamente o dormitório, local onde as pessoas passam, em média, de sete a oito horas por dia, período fundamental para um sono verdadeiramente regenerador.

Um dos pontos centrais da entrevista foi o conflito entre trabalho e descanso, especialmente com a popularização do home office. Fabíola alertou que manter um escritório dentro do quarto pode confundir o cérebro, que deixa de reconhecer aquele espaço como local de repouso. 

“Higiene do sono”

A recomendação ideal é separar os ambientes. Quando isso não é possível, a arquiteta sugere estratégias para minimizar os impactos, como fechar o computador e guardá-lo fora do campo de visão antes de dormir. Outra orientação relacionada à chamada “higiene do sono” é anotar as tarefas do dia seguinte em um papel, ajudando a reduzir a ansiedade e as preocupações noturnas.

A especialista também abordou estímulos ambientais negativos que costumam passar despercebidos. Entre eles, a qualidade do ar, que pode ser pior dentro de casa do que fora, tornando essencial a renovação do ambiente com a abertura de janelas. 

Fabíola destacou a importância da limpeza regular do ar-condicionado e mencionou detalhes técnicos, como evitar canos de água atrás da cabeceira da cama, pois ruídos e vibrações podem acionar, de forma inconsciente, mecanismos de alerta no organismo.

Outro fator apontado foi a poluição luminosa. Luzes de aparelhos eletrônicos, como LEDs de televisores e aparelhos de ar-condicionado, além da luz azul emitida por telas, prejudicam a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução do sono. De acordo com a arquiteta, o corpo necessita de ausência total de luz para alcançar um sono profundo e reparador.

Ao falar sobre mudanças de hábito, Fabíola defendeu uma transição gradual. Para ela, alterações bruscas tendem a não se sustentar ao longo do tempo. A sugestão é buscar referências positivas, como o conforto de quartos de hotel, investindo em lençóis de qualidade e em um colchão adequado. 

Ressignificação do quarto

A arquiteta também destacou a importância da ressignificação do espaço, afirmando que o quarto deve refletir a fase atual da vida da pessoa. Ambientes que mantêm memórias de situações passadas, como um divórcio, podem carregar tensões emocionais que afetam o descanso.

Entre as dicas finais, Fabíola Ramos recomendou manter a temperatura do quarto entre 18°C e 21°C, desativar notificações sonoras e visuais do celular e evitar refeições pelo menos duas horas antes de dormir.

A entrevista foi encerrada com a arquiteta reforçando que o ambiente influencia em até 80% a qualidade do sono e que pequenas mudanças na forma de habitar os espaços podem promover melhorias significativas na saúde física e emocional.

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