01 de agosto de 2024
Combate à Febre Oropouche é destaque no “Café com Notícias”
Deborah Campos, secretária adjunta de Saúde do Maranhão, falou sobre as ações do órgão no combate à doença que já tem casos confirmados no estado
Agência Assembleia
Desconhecida por uma parcela significativa da população, a Febre Oropouche pode trazer graves consequências para a saúde, levando inclusive à morte do paciente caso a doença não seja tratada devidamente. Na manhã desta quinta-feira, 1º de agosto, o “Café com Notícias”, da TV Assembleia, recebeu Deborah Campos, secretária adjunta da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que falou sobre as ações do órgão no monitoramento e combate à doença no Maranhão.
De acordo com o Ministério da Saúde, a Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. A transmissão é feita principalmente pelo inseto conhecido como Culicoides paraensis (maruim ou mosquito pólvora). Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias e, quando este pica uma pessoa saudável, pode transmitir o vírus.
O Aedes aegypti, por exemplo, é 20 vezes maior do que o maruim. Os sintomas da Febre Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya, como dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.
Na avaliação de Deborah Campos, alterações climáticas ocasionaram uma mudança no perfil epidemiológico da doença, o que estaria provocando o surto da Febre Oropouche em algumas regiões. Por esse motivo é importante manter a vigilância.
“O que a vigilância traz como hipótese é a mudança do perfil climático que o país vem sofrendo e, consequentemente, acontece a mudança do perfil epidemiológico de algumas doenças. Esse vírus que era comum da região amazônica agora vem se espalhando para o restante do país”, completou a profissional.
No Maranhão, já foram registrados 18 casos da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 7,2 mil casos neste ano de 2024 em 20 estados brasileiros, sendo a maior parte no Amazonas e Rondônia.
Registros
O mais grave é que o Brasil registrou duas mortes por Febre do Oropouche no estado da Bahia, sendo que há um óbito em investigação no estado do Espírito Santo. Até então, não havia relato na literatura científica mundial sobre a ocorrência de mortes pela doença, segundo o Ministério.
Deborah Campos também chamou atenção para a necessidade de manter os ambientes limpos para evitar que o mosquito maruim fique próximo das residências, além do uso de telas nas janelas e também de repelentes, principalmente por gestantes.
O “Café com Notícias” é apresentado pela jornalista Elda Borges e exibido de segunda a sexta-feira, às 9h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309). A entrevista completa está disponível no canal do Youtube da TV Assembleia.
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