Início -> Discursos

Pequeno Expediente Carlos Lula

04 de fevereiro de 2026

Download do audio
Transcrição

O SENHOR DEPUTADO CARLOS LULA (sem revisão do orador) – Exma. Senhora Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, maranhenses que nos acompanham pela TV Assembleia. Eu subo à tribuna, Senhora Presidente, mais uma vez, para fazer reflexão sobre a Mensagem Governamental que chegou a esta Casa e sobre, eu diria, o desastrado discurso do Governador Carlos Brandão. A Mensagem que ele encaminhou a esta Casa fala em equilíbrio fiscal, nota A em capacidade de pagamento, supostos investimentos que o Maranhão estaria a realizar, mas eu pergunto para ele de fato: quais são as prioridades do Palácio dos Leões? Porque, todos os dias, a vida real dos maranhenses sangra com problemas reais aos quais ele não deu nenhum pingo de atenção. Eu falo, mais uma vez, do problema da segurança pública, que não é mais só das grandes cidades, mas também das pequenas e médias cidades do Maranhão. Eu falo também do problema da saúde pública. Ontem e hoje, denúncias gravíssimas. Ontem, o Vereador Aldir Júnior falou sobre venda de regulação, venda de vaga no sistema para transferência de pacientes; pacientes que, para serem transferidos de um hospital para outro, tiveram de pagar. Eu espero que isso seja apurado pela Secretaria de Saúde. Mas hoje, no Bom Dia Mirante… No dia de ontem, Deputado Antônio Pereira, lá em Imperatriz, sem alimentação, porque a empresa que serve a alimentação para os hospitais do Estado foi interditada pela Vigilância Sanitária – interditada! –, é só barata lá na sede da empresa, o esgoto estourado lá no meio. Espero que também isso possa ser fiscalizado pela Secretaria de Saúde. Mas nenhuma palavra sobre isso, porque o governo não tem prioridade; a prioridade é eleger o sobrinho. E é por isso que também a gente não vê uma palavra do governo sobre o problema de transporte público que a gente está enfrentando na cidade de São Luís e também na Grande Ilha, porque a gente está em greve – tanto dos veículos urbanos quanto dos semiurbanos. E a desconfiança, Deputado Fernando Braide, é de que a greve ontem… a papagaiada de que o Governo do Estado teria feito um acordo e esse acordo teria sido cumprido, o que teria resolvido a greve do transporte semiurbano. A gente vê que é um engodo, é uma mentira, porque os trabalhadores não participaram da mesa de negociação. E o que se vê no dia de hoje pela manhã? O Governo do Estado proclamando: ‘Olha, o governo resolveu o problema da greve’. Resolveu coisa nenhuma! Os veículos saíram e estão todos na Praia Grande agora. Um caos! Que ninguém tente atravessar a Ponte do São Francisco ou a Bandeira Tribuzi, pois estão todos lá paralisados, revoltados, porque os trabalhadores não participaram da negociação. Há indícios fortíssimos, claríssimos, de que a greve, na verdade, tem por trás dela interesses econômicos, mas interesses também políticos. O intuito da greve – como é a única prioridade do governo Carlos Brandão, que é eleição – é tentar desgastar a imagem do prefeito da cidade. E por isso, de maneira intransigente, não se consegue chegar a uma negociação que seja boa para os trabalhadores, que seja boa para a população. E eu peço aqui, mais uma vez, a prioridade de qualquer governo tem que ser a população, os problemas reais da população. Na cabeça do Governador Carlos Brandão, o que importa é acordo político, é conchavo, é palanque, é coligação, é o sobrinho. E a máquina pública se desvirtua. Governador, o propósito de um governo é servir ao seu povo. V. Exa. disse que o objetivo de um governo é cuidar das pessoas. Pois prove isso. Vá cuidar da segurança pública. Vá cuidar do problema gravíssimo de saúde pública. Vendendo leito de hospital agora. Mas vá cuidar também do problema do transporte público, porque isso não pode se tornar palco para a disputa eleitoral, porque quem sofre é a população. São dias já de greve. E tudo leva a crer que há um interesse, sim, político por trás dela, que é apenas e tão somente desgastar a imagem do prefeito da capital. E isso a gente não pode aceitar.