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Pequeno Expediente Dra. Vivianne
28 de agosto de 2024
Transcrição
A SENHORA DEPUTADA DRA. VIVIANNE (sem revisão da oradora) – Bom dia a todos e a todas! Cumprimento aqui todos os nossos colegas deputados, em nome da nossa Presidente Iracema, que hoje está aqui com a gente. Queria cumprimentar toda a imprensa, todos que nos estão assistindo e ouvindo. Gente, esse mês de agosto é um mês em que eu destaco algumas leis de autoria minha. Ontem eu vim falar um pouco aqui na tribuna sobre a semana de conscientização “diga não ao uso de cigarros eletrônicos.” E nesse mês de agosto também propus uma lei, que foi sancionada pelo nosso Governador Carlos Brandão, do Agosto Dourado, que seria o mês de incentivo à amamentação no nosso estado. E dourado por quê? Porque mostra o padrão ouro desse alimento para as mães, para as crianças e a importância tanto para que as mães façam amamentação do ponto de vista de saúde, do fortalecimento do sistema imunológico dos bebês, como também para o vínculo afetivo que se cria. E também para aquelas que, por algum motivo, não possa exercer esse aleitamento materno, para que saibam, para que se divulguem os bancos de leite que existem no nosso estado, porque amamentação com leite materno é muito importante. Então, por meio da Lei 12.216, também tenho esse privilégio junto com todos os nossos colegas, de ver sancionada essa lei do Agosto Dourado em 2024, aqui no nosso estado. Também vim aqui para falar que ontem eu tive uma reunião com os membros, presidente e vice-presidente do Crefito Maranhão, para que a gente tivesse um pouco de atenção. E eu sei que nesse período eleitoral é muito difícil para todos os colegas, mas passando o 06 de outubro, eu vou pedir para que eles venham na Comissão de Saúde. E aqui eu queria que todos os colegas se identificassem com essa causa, Deputado Neto, V.Exa. que é um defensor também das causas das pessoas neurodivergentes. A gente tem um profissional, que é o terapeuta ocupacional, que não existe sequer um curso público de nível superior de terapia ocupacional no nosso estado. Eu queria que juntos a gente pudesse ajudá-los para que a Uema, para que as universidades públicas avançassem, porque a gente sabe que é um profissional muito importante para essas pessoas com autismo e outras doenças com neurodivergência. Aqui no Maranhão me passaram ontem que existe apenas 680 profissionais terapeutas ocupacionais em todo o estado do Maranhão, sendo que desses 680, quase 600 moram aqui em São Luís. Então, fica todo o restante do nosso estado praticamente descoberto desses profissionais. Enquanto a Organização Mundial de Saúde pede que o ideal seja um profissional para cada mil habitantes, a gente tem, no Maranhão, um profissional para mais de 10 mil habitantes nessa área. Então, a gente sabe que a causa das pessoas neurodivergentes, principalmente hoje, o avanço do diagnóstico do autismo é um desafio para o sistema público de saúde. Então, a gente queria falar um pouco, abrir essa discussão, mas, com certeza, eu vou querer ajuda de todos vocês, nossos colegas, para que a gente realmente amplie essa discussão e encare de frente esse que é um grande desafio. Além da falta de profissionais para tratarem esses pacientes, que, cada vez, mais aumenta o diagnóstico, a gente sabe também que é um paciente, digamos, – Só mais um minuto, para concluir. – é um paciente crônico. A partir do momento que ele entra na rede, ele não sai, ele não tem alta de imediato, ele vai passar muito tempo ali, porque é um tratamento crônico, de longo prazo. Então, gente, é um desafio muito grande para nossa saúde pública o tratamento desses pacientes, porque, além da falta de profissional, é um paciente que demora a receber alta do sistema de saúde, seja público, seja particular. Então, eram essas as minhas palavras, falar um pouco desses temas de saúde, que eu considero muito importantes e desafiadores para nós. Obrigada.