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Pequeno Expediente Júlio Mendonça

03 de fevereiro de 2026

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Transcrição

O SENHOR DEPUTADO JÚLIO MENDONÇA (sem revisão do orador) – Senhora Presidente Deputada Iracema, colegas Membros da Mesa, colegas Deputados e Deputadas no plenário, internautas, imprensa, estamos voltando hoje aos nossos trabalhos aqui na Assembleia Legislativa, no plenário. Nós estamos iniciando fevereiro, confesso que um pouquinho mais tumultuado do que eu imaginei. Eu imaginei que as águas de março vinham com certo tumulto, Deputado Rodrigo, mas fevereiro começou, inclusive, com a fala do Governador Carlos Brandão ontem. E eu fiquei me perguntando e analisando os tempos que estamos vivendo na política do Maranhão, no Estado do Maranhão, Deputado Arnaldo Melo. Eu, que me intitulo uma pessoa de diálogo, mas, às vezes, eu me perco na hipocrisia de alguns atores. É inegável, e aqui eu quero reconhecer, a importância de algumas obras do Governo do Estado, a continuação de vários programas do Governo Flávio Dino. Programas estes que garantiram a eleição do Governador Carlos Brandão, do qual todos nós fomos signatários. No entanto, o que nós vemos hoje são cenas de tempos nebulosos, em que o Governo do Estado coloca de joelho parte da classe política, parte da imprensa e, pasmem, inclusive alguns movimentos sociais.  Se fala de transparência, quando na verdade vivemos tempos em que os recursos públicos estão compondo cenários nebulosos. Se fala em diálogo, quando nós estamos vivendo um maior tempo de perseguição da oposição, em que não respeitam a democracia. Então, nós estamos vivendo tempos muito estranhos. Tenho esperança de que o povo, que não está sendo convidado para este debate, que não está sendo convidado para a junção, a força de lideranças, de presidentes de partidos, o povo consiga, com a sua sabedoria, com a sua percepção diária dos seus problemas não resolvidos, dizer que precisa de fato ser resolvido. E esse tempo não está longe, Deputado Ricardo Rios. Esse tempo agora é em outubro, em que a gente vê parte da classe política, os que não estão amedrontados estão achando normal se construir, se perpetuar práticas antigas que nós imaginávamos ter deixado para trás. Por isso, a minha fala hoje, nesse primeiro momento, é falar da estranheza, da estranheza de tempos atuais, mas, acima de tudo, da estranheza da omissão de pessoas que estiveram nos campos de batalhas pela democratização, pela justiça deste Estado, mas agora acham natural a construção do arcabouço político que infelizmente nos envergonha. Resistir com dignidade, resistir sem se vender, resistir querendo colocar os problemas do Maranhão à luz do debate é fundamental para esta Casa. Aqui não me cabe julgar ninguém, mas me cabe ter posição, ter lado e, acima de tudo, ter compromisso com as pessoas que nos elegeram. Essa é a minha convocação, que esta Casa, e nós não somos inimigos aqui dentro, que possamos resolver nossas diferenças. Concluindo, Deputada, que possamos resolver nossas diferenças, imaginando que estamos todos no mesmo barco, mesmo estando de lados, conjunturalmente agora em lados opostos. Amanhã pode ser diferente. Que a gente não se esqueça, que a gente não esqueça nunca que o diálogo na política é a coisa mais importante. Inauguro nesta tribuna reafirmando o meu posicionamento em defesa do povo do Maranhão, com muita força, com muita altivez, e, acima de tudo, com muita coragem, muito obrigado.