Início -> Discursos

Sessão Plenária (26/02/2026) Deputado Dr. Yglésio

26 de fevereiro de 2026

Download do audio
Transcrição

O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO (sem revisão do orador) – Bom dia a todos, a todos os colegas, a todos que nos assistem, colegas da imprensa, nossos amigos, funcionários da Assembleia. Eu subo à tribuna hoje e eu vou pedir aqui já, Presidente, por favor, Presidente Antônio, o tempo completo aqui. O Deputado Eric voltou? Não, é Leandro Bello. O tempo do bloco todo, por favor, os 39 minutos. Obrigado. É maior o Grande Expediente.

O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA – Vossa Excelência está… O Deputado Eric…

O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO – Voltou?

O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA – Não, não voltou. Se ele não retornar, Vossa Excelência tem o tempo todo e mais ainda…

O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO- Mais o Tempo da Liderança, 44 minutos aqui. Pronto. Ufa! Pelo amor de Deus. Eu estava preocupado. Eu fiz aqui as coisas, acompanhei o senhor atentamente, eu queria que V. Exa. acompanhasse o meu também. Senhoras e senhores, subo à tribuna e trago vários assuntos hoje meio que um resumo da semana. Até porque, no começo da semana, andei um pouco desenergizado, companheiro Cascaria, por conta de uma virose, mas agora já me encontro plenamente restabelecido e disposto aqui a trazer pautas importantes e, claro, a verdade ao povo do Maranhão. Primeira coisa é que a semana começou muito bem. E por que começou bem? Começou bem porque o jogo que se pensava que viraria na eleição já virou. Flávio Bolsonaro, apesar do empate técnico com Lula nas pesquisas da Atlas Intel, que são pesquisas que, com os robozinhos do Sidônio, eles têm tido vantagem diante disso. Mesmo com os robozinhos do Sidônio trabalhando a toda carga nas redes sociais, o Flávio Bolsonaro já empatou com vantagem percentual, mas ainda dentro da margem de erro. Diferente do que eles fazem quando eles passam e ainda estão na margem de erro e eles dizem assim “já passou” quando estão empatados, nós temos responsabilidade de dizer. Mas só reforço o fato de que realmente Bolsonaro é um visionário. Todos que desacreditavam hoje estão aderindo. E a tal da terceira via, Ratinho, Zema, Eduardo Leite, todo esse pessoal vai com o tempo, vai se agregar ao projeto de Flávio Bolsonaro a Presidente da República. Então, para nós isso é motivo de satisfação, porque ele tem dado sinais que vai conduzir o país com a melhor estratégia possível para o Brasil. E, para nós, isso aí é um sinal de que coisas boas virão. E eu vou tratar disso aí quando tratar aqui de alguns pronunciamentos e falas que foram feitos aqui. Eu quero aproveitar para mandar um abraço e solidariedade. E acredito que essa pauta o Deputado Wellington já tenha trazido aqui algumas vezes, não sei se da Hapvida, mas com certeza da Humanas. Mas hoje as mães das crianças com autismo que fazem terapias na Hapvida fizeram uma manifestação na frente do hospital, na verdade, na Cohab, por conta da negativa do convênio em dar atendimento para 180 crianças que faziam terapia na Hapvida. Cento e oitenta crianças faziam terapia e, tendo em vista que a rede da Hapvida não tem suporte, as clínicas conveniadas foram descredenciadas, portanto, colocando essas mães, pais e crianças numa situação completamente inaceitável. A Hapvida eu conheço, porque é um convênio em que eu já trabalhei. Eles, infelizmente, vão levando o paciente até o momento mais difícil do tratamento para que ele não possa receber os cuidados que deveria de maneira ótima, porque a medicina realmente não é uma coisa barata, Catulé Junior. Então, a Hapvida tem isso. E eu digo com conhecimento de causa, porque quando trabalhei na Hapvida, há uns 10, 12 anos, era assim: o paciente chegava com a vesícula inflamada, eles passavam 3, 4, 5 dias para autorizar a cirurgia. E aí, quanto mais demora, maior a chance de complicação. Então, a gente chamava, naquela época, o convênio de “Hapmorte”, porque não tinha respeito nenhum com o paciente, infelizmente. E claro que, com essa política predatória de plano de saúde, o convênio foi crescendo. Então, fica aqui o nosso registro, a nossa solidariedade. O que essas mães precisarem, elas podem contar com o nosso gabinete. Representantes delas têm o nosso telefone, têm acesso, porque eu sou uma pessoa que, graças a Deus, respondo as pessoas, não fica no vácuo. Isso é uma coisa que a gente sempre tem destacado. Agora sim: “Querido Deputado Fernando Braide”. Tem uma carta aqui para o senhor. Deputado Fernando, uma carta aqui para o senhor, preste atenção. O Deputado Fernando subiu aqui na tribuna hoje para desinformar completamente, desinformar. Mas nada como o tempo e a internet para mostrar que discurso é discurso, prática é prática, gogó é gogó, e blá-blá-blá é blá-blá-blá. Infelizmente, Deputado Catulé, parafraseando aqui nosso querido Deputado Ricardo Rios, blá-blá-blá. Então, vou mostrar aqui. O Deputado Fernando fez uma exposição aqui. E eu acho que a contenda dele com o Vereador Beto Castro, creio que a contenda dele com o Vereador Beto Castro é legítima, por conta do irmão.  Mas o Deputado Fernando usa uma técnica de argumentação que espero que ele tenha lido A Arte de ter Razão, porque realmente o Deputado Rodrigo Lago é expert nesse livro.  Ele utiliza, assim, ad libitum, com intensidade esse livro. Ele é danado nisso aí, o Deputado Rodrigo. Deputado Fernando pega aqui a confusão dele com Beto Castro e consegue colocar Brandão no meio da confusão, partindo da premissa de que Beto Castro é o candidato de Brandão para a Câmara dos Vereadores. Sendo que isso nunca foi verbalizado nos bastidores, não é o que se comenta. Mas vamos lá. Foi uma confusão e um tanto quanto canalha a discussão que houve. E os argumentos não podem ser baseados, de ambos os lados, em falácias, em canalhices, de fato. A resposta do meu querido colega foi: não teve superfaturamento porque o show do Kanalha foi 300 para a Prefeitura e 350 o Governo do Estado pagou em Bacabal. Gente, vamos fazer conta. Primeiro, o show do Kanalha foi no Pré-Carnaval para a Prefeitura: Pré-Carnaval é uma tabela; Carnaval é outra tabela. Segundo ponto, Kanalha veio para São Luís pela Prefeitura, Antônio Martins; Kanalha foi para Bacabal pelo Governo do Estado. Dos 50 mil de diferença, paga o imposto sobre a nota, tem o frete, a logística e todos os extras pelo fato, inclusive, de ter sido no Carnaval. Aí o Deputado Fernando conseguiu esticar mais um pouquinho, porque ele é malino. Eu gosto dele porque ele é uma pessoa que tem, às vezes, coragem de ir. Ele trouxe Cláudia Leite. Cláudia Leite, no Pré-Carnaval, 1 milhão. Deixando claro que eu acho que todos eles, tanto o Governo quanto a Prefeitura, não deviam estar gastando esse dinheiro todo com estes artistas, mas é o que o povo gosta. Infelizmente, Deputado Catulé, o povo gosta. Vai lá. Se tem público, é porque o povo gosta. Eu Prefeito ou Governador faria? Acredito que não, mas a gente só quando se senta na cadeira para saber a pressão que eles, Prefeito e Governador, sofrem para, de fato, ter essa certeza. Mas, prima facie, aqui, não concordo. Maravilha! Então, vamos lá. Aí o Deputado Fernando foi mais. Ele conseguiu aqui… Então, ele comparou o Kanalha no Pré-Carnaval com o Carnaval. Cláudia Leite, a mesma coisa. Então, ele pegou uma uva e comparou com abacaxi. Aqui do lado. É a comparação. Essa é uma comparação, Deputado Catulé, falaciosa. Ela é desonesta de plano, porque ela parte de uma premissa que não é verdadeira. Então, aqui está morta essa discussão em relação ao problema dele com Beto Castro de colocar o Brandão na questão do Carnaval. Aí não satisfeito, ele foi o único, porque até o Deputado Rodrigo, Deputado Júlio, acho que pelo carinho que eles têm, a forma com que eles são bem tratados quando eles vão à Sinfra pelo Aparício Bandeira, eles não entraram nessa história de falar da questão da Litorânea. A questão da Litorânea é uma das coisas mais desonestas do ponto de vista de argumento que eu já vi na vida. Sabe por quê? Porque estão discutindo uma história do ano passado, de um suposto superfaturamento de dois milhões que aconteceu em completo benefício do Estado. Os 2 milhões são menos de 1% da obra. Eu vou dar alguns pontos aqui para vocês: Jackson Lago, quando fez aquela porcaria daquela Quarto Centenário, que Roseana terminou, foram R$ 340 milhões; a Litorânea, R$ 230. Comparem as obras em complexidade. O Flávio Dino, quando fez aquela “pontezinha mequetrefe”, que não dá um quilômetro de Central/Bequimão, gastou R$ 134 milhões e entregou sem cabeceira. Conseguiu entregar uma ponte, Júlio, sem cabeceira, meu amigo, por R$ 134 milhões. Ali ó, é daqui para o Chafariz praticamente a ponte. O Braide fez aquele retorno na frente do terreno de Cachorrão com R$ 8 milhões, gente. Um retorno na frente do terreno de Cachorrão. Aí estão falando de R$ 2 milhões. Por quê? Porque trocaram os tubos de concreto pelo Pead, que é o Polietileno de Alta Densidade. Por que se faz isso? O Pead é mais rápido para instalar, o Pead tem mais resistência à movimentação de terreno, porque é plástico, e o Pead é ideal para obras em terrenos arenosos, como praia, com movimentação de onda, tudo isso – e economiza tempo. E quem é que vai me dizer que antecipar quatro meses numa obra é ruim? Olha, Pedrinho, eu já tinha visto no Brasil se reclamar de obra entregue com atraso, mas reclamação de obra entregue adiantada – ficaram sete anos e quatro meses para entregar só o miolo da ponte de Central/Bequimão. O tempo todinho para fazer três quilômetros de Litorânea foi de sete anos; Brandão vai entregar, em menos de cinco anos, sete quilômetros, com ponte no meio, com infraestrutura, fora as outras coisas. Falando em Araçagi, que eu sou expert em Araçagi, porque moro lá: Avenida do Araçagi – enterraram mais de R$ 100 milhões numa obra que é s semelhança da Litorânea, tinha a Caixa como financiadora. Mais de R$ 100 milhões em uma obra que precisou ser desfeita. E por falar em cofres públicos, Catulé, não tem nada pior do que o saque que foi feito aos cofres da Emap, que forçou o Governo do Estado a assinar um pagamento retroativo, uma devolução de mais de R$ 500 milhões para o Governo Federal, para não perder a concessão do porto – desfalque que eles deram. Então, fizeram um escândalo por causa de R$ 2 milhões. Gente, a maior autoridade Judiciária do país, intelectual, Flávio Dino de Castro e Costa, disse taxativamente, na sessão do STF: onde é que R$ 16 milhões desviados – ou com suspeita – são problema para o Brasil? Se Flávio Dino falou, Pedro, está falado. Está falado. Porque não é assim. Quando vem dele, está tudo tranquilo. Quando são centavos aqui de uma obra, coisas que têm explicação de pessoas corretas, como Aparício Bandeira – um cidadão correto, um homem de bem –, aí não pode, aí é confusão. Mas vamos dizer, o Metrópolis é lindo, o Metrópolis é lindo. O mesmo Fernando Braide, que subiu aqui para falar de obra da Litorânea com o Tácio Lohan, está aqui, olha, está aqui, dá um zoom aqui, por favor, zoom, zoom aqui, para ficar o efeito bonito. Olha só, o Carnaval superfaturado da Prefeitura de São Luís, com o Léo Santana, Alcione e tudo mais, 9 de abril de 2025, Tácio Lohan, bigodinho, aquele do bigodinho. Aí aqui, a suspeita de superfaturamento inclui cachês pagos a artistas de projeção nacional, como Araketu, Alcione, Léo Santana – até Raça Negra Braide ressuscitou. Muito bem, essa banda é muito boa. Então, ó, quem com ferro fere, com ferro será ferido. Eu acho que a Prefeitura tem mais coisa para se preocupar. Eu acho que a Prefeitura devia se preocupar em normalizar o atendimento do Samu, que os funcionários do Samu não param de me procurar porque estão em desespero com a situação que está lá. Eu queria que a Prefeitura regularizasse o atendimento das clínicas oftalmológicas que foram descredenciadas há cinco meses. Eles fazem contrato de 15 em 15 dias e bagunçaram o atendimento todo. Está aqui, eu estou com uma paciente que me procurou pela manhã precisando fazer uma cirurgia de retina, mas não tem no município de São Luís, não se faz. Aí todo dia tem um “bi-bi-bi”, “ba-ba-bá”, “nhenhenhém”, “cá-cá-cá”, “aqui não”, porque a saúde do município não funciona. Mas o prefeito de São Luís é muito bom, temos que dizer, por quê? Porque a conveniência política do momento pede isso, e eu entendo de coração o que está acontecendo, eu não critico, eu não julgo, mas a mim cumpre aqui dizer o que está acontecendo. Nós vamos ter problema no Estado. Nós vamos ter problema na Prefeitura. E deveríamos aqui ter uma postura de tentar colaborar, de trazer a crítica num sentido institucional, como eu acho que é mais importante. Ainda tem coisa aqui: Samu, Carnaval… Ah, sim. Aí tem aqui fake news, empresa laranja, maquiagem… Rapaz, tem uma coisa mais feia do que Juju e Cacaia? Teve alguma coisa mais escandalosa do que isso aí? Não teve. O Carnaval já pronto – depois que apronta que vai começar o processo de adesão. Mas a gente sabe que, às vezes, a administração pública tem problema mesmo – não estou criticando o prefeito, não. É difícil, cara, licitar, fazer esse monte de coisa, é burocracia demais neste País, mas está lá: era uma casinha, essa empresa aqui, que já disseram que era uma empresa de maquiagem, mas é outra, com CNPJ, é da filha da senhora lá. Foi suspenso, eu conversei até com o Lucena, que é o dono lá da empresa, ele disse: “Rapaz, isso aqui eu quero…”, dizendo ele – o Lucena é chorão, né, a gente conhece o Lucena. Mas, realmente, se for pegar, Leandro Bello, a margem do tamanho da obra da Litorânea para o que está sendo entregue e comparar com a Quarto Centenário, e comparar com a ponte Central/Bequimão, e comparar com a “cagada” que fizeram lá no Araçagi, que teve que desfazer. Eu nunca vi isso. E, assim, o Brandão, o negócio é que o Brandão é um governador bonzinho. Se fosse eu, meu irmão, eu pegava essas “macacadas” tudinho e entregava a pilha, que nem eu tenho a pilha aqui dos documentos do Capelli no meu gabinete, das “macacadas” que ele fazia na Secom. Fernando, era R$ 128 mil um vídeo de internet de 30 segundos, aí o vídeo não aparecia, Rafael Arraes – Deus o proteja ali, meu amigo Arraes –, que ele ficava, o coração dele palpitava quando ele via essas coisas. Então, gente, o Brandão é bonzinho demais com esse pessoal. Eu, se fosse, era mal com esse negócio. Vamos aqui. Então, maquiagem, pronunciamento do meu querido e dileto amigo Rodrigo Lago, um dos mais admiráveis desta Casa, principalmente pela tenacidade dos seus pronunciamentos. Olha, segurança. Eu jamais vou subir aqui para defender quem quer que seja por questão de segurança, não vou, apesar de o governador ter um esforço grande – melhorou aí o salário dos policiais. Merecia mais? Com certeza merece mais, reformando delegacia, porque foram deixadas abandonadas. Legal, melhorou para peritos, escrivães. Ok, agora está buscando aí com os delegados. Eu tenho certeza de que vai dar certo. A gente, inclusive, está participando, junto com a Adepol, dessa construção também. Acho que vai dar certo. Mesmo assim, a criminalidade tem escalado, porque vem ali do Sudeste e vai subindo – já atravessaram a Bahia, já estão aqui no Maranhão, indo para o norte do País cada vez mais, essas facções malditas. Facções malditas que tiveram uma “conivenciazinha” do secretário de Segurança, no meu entendimento, não de dizer diretamente: oh! ele estava junto com o faccionado – eu não estou dizendo isso, porque eu não vou subir aqui para desacreditar ninguém, mas houve uma leniência para nós melhorarmos a terminologia. O seu Jefferson Portela recebeu aqui lei de recompensa, nós aprovamos aqui na Assembleia, mas nunca regulamentou, por quê? Eu soube que pegou pressão de facções para não estimular caguetagem dentro das facções. O cara dava informação quanto ao crime organizado e recebia um dinheiro. Isso aí melhora a inteligência contra o crime, a logística, reduz a quantidade de falsas denúncias, porque quem vai querer uma recompensa vai munido para provar, de fato, tudo aquilo que aconteceu. Isso é uma coisa que nós sabemos que tem piorado no Estado, mas eu vejo o governador com uma boa vontade de tentar enfrentar. Eu acho que ele poderia ser mais duro, sem dúvida. Se sentasse bem aqui, eu ia dizer: governador, gosto muito do senhor, mas acho que o senhor devia ter a mão mais pesada com a criminalidade. Eu acho. Porque, no Brasil, hoje nós temos um ex-presidiário, que cometeu crimes mesmo e teve um processo anulado, mas o acervo provatório de conhecimento público. É o cara que foi festejado nos presídios. Felizmente, isso aí agora, o preso não vai mais votar. Isso é muito bom dessa lei que foi passada agora no Congresso e esse veto que foi derrubado, mas a gente tem uma sinalização muito ruim das nossas autoridades judiciárias. Os ministros do Supremo, tirando a Cármen Lúcia e o Fachin, praticamente todos ali – o Fux acho também, não sei –, mas a Cármen Lúcia e o Fachin, o resto todo está colocado nessas denúncias aí de Banco Master ou acobertando Banco Master, como o Flávio Dino, que foi flagrado numa reunião dizendo: “Não, vamos aqui blindar o Toffoli. Vamos fazer uma nota de apoio, porque é um absurdo”. O ministro do Supremo teve a coragem de chamar o trabalho da Polícia Federal de lixo jurídico, um excremento probatório, uma paginação fecal. Baixou o espírito dele aqui agora, ministro da Justiça, ministro do Supremo, ex-ministro da Justiça, falando da Polícia Federal, do trabalho da Polícia Federal, por quê? Porque foi contra os interesses deles. Quando era ministro da Justiça, subiu no Complexo da Maré, tranquilo, três seguranças. O Bope do Rio não sobe, mas ele subiu. Ele se zangou e processou um senhorzinho de um condomínio, num grupo de condomínio, porque falou. Então, nós vivemos este estado em que o Judiciário, principalmente o STF, porque o STF é o pior Judiciário que tem. Vai ao STF, 9 de 11 estão ali provavelmente, 8 de 10, vamos dizer, provavelmente – o Fux eu tenho as minhas dúvidas, mas não sei. Então, 8 de 10 estão com posturas controversas. O Ministro André Mendonça também: ele está tentando fazer um bom trabalho. Desce para o STJ: acho que quatro ou cinco lá estão com pedido de prisão, de afastamento do cargo e por aí vai. A gente viu essa semana um desembargador em Minas Gerais absolver um cara, um traficante, de 35 anos, que estuprava uma menina de 12 anos, dizendo que aquilo ali era uma relação familiar de três semanas. A gente tem aqui, no Maranhão, desembargador interpelando o Deputado por palavras, por discurso. A gente vive um momento de um Judiciário de completa exceção. Se o meu ministro do Supremo, estandarte da bandeira da probidade, caçador de emendas e penduricalhos, diz, Filipe, que R$ 16 milhões não são nadinha, não são motivo para se discutir a conduta do Ministro Toffoli, que não é isso que deve estar em foco, como é que se acredita em moralidade neste País? Aí, foi dito aqui também que foi negada a crise da segurança aqui no Estado do Maranhão. Vocês lembram quando eu soltei aqueles áudios dois dias antes, quando o negócio dos áudios começou a esquentar, começaram logo a soltar aí uns áudios malucos, dizendo que ia ter uma chacina em São Luís, que ia morrer gente, colocaram um áudio lá bisonho, para não falar bizarro, dizendo que muita gente ia morrer, que estava doido o que ia acontecer ali, que era para ninguém sair de casa. Fizeram cancelar a aula da Uema para mudar a pauta do vazamento das mensagens da atuação política do Flávio Dino, que é tão verdadeira, é tão verdadeira que está aí Lula quando veio aqui, entrevista com Carla Lima: Tem que falar com o Brandão e com o Ministro Flávio. A Constituição, rapaz, ela diz claramente que ministro não pode fazer política, ministro não pode. O Presidente da República está dizendo que vai falar com o ministro do Supremo sobre eleição de um Estado, tem algo errado. O presidente do PT está pedindo lá para tirar o candidato do governador, para arrumar outro, para não desagradar o Supremo, tem algo errado, tem algo muito errado aí. Então, nós precisamos entender que, à medida que a eleição vai chegando, as coisas vão só acirrar, agudizar, esses movimentos eles vão só piorar. Eu nunca vou me esquecer, até porque eu recebi essa semana mais áudios, mais áudios de ameaças, nova temporada. Calma, deixa, semana que vem eu já estou inscrito ali no Grande Expediente para mostrar esses áudios. É cada coisa de doido, é tipo assim: “Olha, se não sair, vai ser removido por uma liminar no Supremo.” Eles estão tentando isso há um tempão. Atenção, imprensa, olha como o direito no Brasil, ele está bagunçado. O Gibson, que matou além do rapaz lá no Tech Office, matou mais outras pessoas, já estava julgado, réu confesso, fizeram uma mágica, tiraram o Gibson, levaram para a custódia da Polícia Federal. Aí já com a Polícia Federal, subiram com o cargo para o STJ, caiu, Deputado Leandro Bello, com o Ministro Humberto Martins, o caso do Gibson está lá. Aí agora teve uma manifestação, um depoimento, olha de quem o depoimento, para Vossas Excelências verem como direito não vale mais nada, não vale mais nada nesse Brasil, a mulher do cara que não podia nem ser ouvida como testemunha, no máximo numa condição de informante, deu um depoimento onde ela diz assim: “Olha, eu soube que o Senador Weverton Rocha gastou milhões, dando para o Ministro Humberto Martins para ele segurar este caso.” Caiu na mão de quem o Habeas Corpus? Um “barriga verde” para quem acertar. Flávio Dino. Ganhou um “barriga verde”, Pedrinho, foi o primeiro ali, vai ganhar um rodízio no Barriga Verde amanhã. Foi ali, Leandro, o Pedrinho que vai ganhar um rodízio no Barriga Verde, vai comer bem, que ele está sequinho, foi logo o mais magrinho ali que ganhou. Então, está lá na mão do Flávio Dino. Olha só, um Habeas Corpus do cara que matou um no Tech Office, que Daniel Brandão passou por lá. Passou por lá ou matou? Sem tomar, mas matou? Ah, não eu sou quero só saber. Matou não, não é? Então, mas matou? Está sendo investigado um assassinato ou caso de corrupção? Porque, se foi corrupção, eu acho que tem que investigar também. Mas, dentro do assassinato, ele atirou? Mandou matar? Ele é mandante? A pergunta que eu faço assim para vocês da oposição: A esposa, se fosse no lado contrário, justificaria um depoimento póstumo praticamente, para a esposa contar essa história todinha, sem provar nada, só com base na palavra? o Ministro Flávio Dino citar o ministro do STJ. O ministro do STJ, Antônio Pereira, e um Senador da República para se manifestar no que a “tiazinha”, mulher do assassino confesso, julgado, condenado, preso em cumprimento de prisão, que já mudou oito vezes o depoimento, para fazer um Senador da República e um ministro do STJ se manifestarem. Vocês percebem quão diabólica está sendo essa trama jurídica para tentar aí forçar uma renúncia até o 5 de abril ou 4 de abril, sei lá, do Brandão, e depois ficar com isso aí a eleição todinha? Vai sair semana que vem, semana que vem vai sair. Aí passou a convenção, quando não der mais para colocar um candidato Camarão, quem seja aí o candidato. Não, agora vai ser semana que vem, na época da eleição. Aí a pressão vai ser até o dia da eleição, porque, até onde eu sei, e se eu não, por favor, me falem, eu gosto de saber das coisas. Eu não sei de nenhum processo aberto contra a pessoa do governador, por nada que possa levar a sair. Então, são coisas que nós temos que ficar muito atentos. Mas sempre circulam áudios. Eu acho interessante, Leandro, é que os áudios não deixaram de circular, e os áudios, Bráulio, eles têm um tropismo natural pelo meu telefone. Eles gostam, Fernando, de chegar aqui. Esses áudios de pressão, em que se diz assim: “Discutir com a faca no pescoço é ruim. É, mas é a forma que o ministro quer.” Planilhas que chegaram assim: “Olha, seguinte, nós temos que priorizar esses pagamentos aqui dessas empresas para poder cumprir os compromissos assumidos aqui na campanha do Senado do ministro, que ficou um mês lá no Senado.” Graças a Deus, Pedro, tudo isso aí está chegando. Eu vou até hoje lá no CT Gun reforçar o meu treinamento. Comprei 50 munições para fazer um treinamentozinho hoje, porque acho que vai ser mais uma caminhada em que tenho que zelar pela minha vida, até porque sou pai de meninas e menino, ainda quero estar com eles e elas, Segundo, por muito tempo. Mas coisas graves, cara, Catulé eu vou te dizer, coisas graves. E essa pauta da segurança, ela sofre com tudo isso aqui. Sabe por quê? Porque o bandido vai acreditar que ele pode fazer tudo. Feminicídio está aumentando, sabe por quê? Porque ele está aparecendo cada vez mais na imprensa, e tu só vês denúncia, tu não vês condenação. E todo crime, Delci, que você vê denúncias o tempo todo, mas não vê condenações, ele tende a ser reproduzido com muito mais frequência. Então, é por isso que o feminicídio aumenta, é por isso que a pedofilia está correndo solta, por isso, simplesmente, pelo fato de o Judiciário estar desacreditado. Se quem deveria dar exemplo está fazendo nota de solidariedade em defesa de quem está mais enrolado do que pau de galinheiro. Sujíssimo. Porque o Ministro Dias Toffoli claramente, em um país sério, em uma democracia de verdade, ele não estaria mais fazendo parte de uma Corte Constitucional. O Ministro Alexandre de Moraes, gente, é muito cara de pau. O Ministro está com a mulher enroladíssima, R$ 129 milhões de contrato com o Master, está mandando prender os outros ainda, abrindo inquérito contra os auditores da Receita Federal, indo para cima até do porteiro do prédio da Receita, colocando ameaças veladas, na imprensa, de prisão de jornalista. E eu acho é pouco para o jornalismo mainstream da Globo, Folha de São Paulo, porque eles viram esses canalhas crescerem, ultrapassarem todos os limites e agora chegou na porta deles. E é isso que eu digo sempre, eu trago coisas aqui contra o Judiciário não é porque eu não gosto do Judiciário, eu admiro o Poder Judiciário. Tem juízes aí que dão decisões memoráveis, que realmente merecem ganhar até os penduricalhos, tem uns que merecem. Agora, meu amigo, o que está acontecendo nesse Supremo, que nem diz um amigo meu: só no talento. O negócio está feio. Então, chegando aqui meu último minuto, não vai dar mais para tratar dessa questão de áudios, mas já estou inscrito no Grande Expediente da semana que vem. Espero só que Deus me dê saúde, conforto espiritual e tranquilidade para mais uma vez fazer a demonstração para o povo do Maranhão do que é o submundo da política e até que ponto pode ser sórdida uma articulação judiciária no nosso Estado. Muito obrigado.