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Tempo dos Blocos Dr. Yglésio
10 de março de 2026
Transcrição
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO (sem revisão do orador) – tem que tomar até uma água, porque é tanta coisa para a gente debater, desfazer e colocar nos seus devidos lugares. Mas eu vou ser preciso, pontual, cronológico. Vou começar aqui com o Deputado Júlio. Agradeço, Deputado Júlio, a deferência carinhosa que V. Exa. fez. Logo no início do pronunciamento, ele fez uma defesa aqui do seu colega, até de adolescência, porque era Marista, Dom Bosco. As pessoas que tinham condição financeira melhor naquele período estudavam nessas escolas e terminavam tendo muita amizade. Daí surgiu a predileção de Júlio, de Flávio Dino, do Desembargador anteriormente citado aqui em relação à esquerda e ao projeto político de dominar o Maranhão por 20 anos, pelo menos. Mas, vamos lá. Primeiro, deixar muito claro aqui que eu até pedi para a Mesa, Deputado Lula, recuperar meu pronunciamento para saber se eu tinha usado as palavras “Ney Bello”. Não usei. Trouxe referência de uma matéria da Revista Piauí, eu acho que Freud explicava isso aí muito bem no conceito de formação reativa. O que é formação reativa para Freud? O indivíduo adota uma conduta contrária àquilo que ele realmente é ou gostaria de ser. É o gay que é homofóbico na vida real; é o clérigo que, na verdade, é um degenerado sexual, porque ele vai ali a todo cabo condenar as pessoas e colocar-se como estandarte da moralidade – coisa que eu, deixo muito claro, graças a Deus, nunca fiz. Tenho meus defeitos, e olha que não são poucos os meus defeitos. Graças a Deus, trabalho, como disse lá na minha grã ordem, para desbastar a pedra, para aperfeiçoar. Mas o que foi falado e trazido foi uma matéria da Revista Piauí. E aqui as contradições de alguns dos meus colegas oposicionistas que me antecederam na situação de tribuna, elas são muito claras. Primeira premissa, Senhores: matéria só serve quando é contra o Governo do Estado. A segunda premissa que se assenta é: se é contra o Governo do Estado, ela tem presunção de verdade, de idoneidade jornalística. Senão vejamos, Deputado Rodrigo: há uma semana ou duas semanas, foi preciso aqui, na sua explanação ao trazer uma matéria do Metrópoles em relação à Avenida Litorânea – matéria que foi constituída, do ponto de vista do acervo probatório, com o parecer da CGU de setembro de 2025, com duas laudas. Parecer este, inclusive, que já foi ajustado tempestivamente, em tempo hábil, e que foi colocado como uma obra regular, mas que foi feita aqui, com base na matéria do Metrópoles, toda uma situação de ilegalidade. Eu fico a me perguntar por que o Desembargador Ney Bello, diferente de outros desembargadores estaduais, desembargadores federais, Ministro de STJ, é tão protegido aqui pelos colegas da política do Maranhão? E aí quando nós buscamos fazer um raciocínio do ponto de vista filosófico, partindo de premissas, também é: se Ney Bello não é político, se Ney Bello ele é desembargador, se os poderes são harmônicos, porém independentes entre si, inferir-se-ia que Ney Bello não poderia estar no centro de discussões políticas. Ney Bello foi flagrado há alguns meses em conversas de WhatsApp que validaram a atuação política dele. Então, Ney Bello passa a ser um personagem da política maranhense. Porém Ney Bello também disputa, dentro do Superior Tribunal de Justiça, eternamente uma vaga. Nós sabemos disso. Passou até por Presidente Bolsonaro, ele tentou se colocar ali ao lado do Bolsonaro em um período e foi um dos cogitados e, agora, novamente foi. Porém eu vou contar uma coisa anedótica que teve aqui no Maranhão. Um caso do Ministro do Supremo, do Superior Tribunal de Justiça, o caso do Ministro do Superior Tribunal de Justiça e um desembargador federal, que, em uma festa, por conta de uma concentração etílica acima do que normalmente se recomenda no sangue para que nós consigamos manter o nosso córtex cerebral sob controle do nosso pensamento e não do nosso sistema de emoções, esse nível de álcool etílico foi superado. E aí, este desembargador teria feito uma série de áudios injuriosos, inclusive em relação, Bráulio, à sexualidade de um Ministro do STJ. E aí esse ministro tomou aquilo para o coração. E esse é hoje um dos maiores entraves a uma eventual subida do referido desembargador, como diria o Desembargador José Joaquim, do indigitado, que ele gosta dessa palavra, do indigitado desembargador nessa questão do STJ. Está chegando, Deputado Lula, mais uma vez, o momento de escolhas dentro do Superior Tribunal de Justiça. E claro que, muito provavelmente, o fogo amigo de dentro do próprio Tribunal, ele flameja para fora das colunas daquela colenda corte. Mas, como tudo cai no colo do Brandão ou do Marcos Brandão, a matéria da Piauí já virou uma matéria do Brandão. A mesma folha que foi vítima de pressão à época da divulgação dos áudios, para que não divulgassem os áudios em que o Governador do Maranhão foi pressionado a abandonar, cumprir compromisso em Colinas, cumprir compromisso de Barreirinhas. Então, voltamos ao início da nossa preleção aqui nesta tribuna. Quando é contra Brandão qualquer matéria é válida. Quando é contra qualquer membro do grupinho do Marista e Dom Bosco, da adolescência de sonhos, que escutava ali a música de Chico Buarque, de Caetano, que usava calça boca de sino, aqueles óculos de 3 dedos de espessura, Júlio, aquela moda bonita, está tranquilo. Aqui eu vim abrir meu coração para o que cada um falou aqui. Então, quando é contra o Brandão, as coisas são subvertidas. Então, em relação ao meu querido Deputado Júlio Mendonça, são essas as minhas breves considerações ou apontamentos aqui já registrados. Deputado Leandro Bello, eu fiquei pensando aqui na Mesa se eu respondia ou não respondia, porque ele foi, de costume, bem raso, profundidade de um pires em sua argumentação. A gente sabe, existem vários tipos de argumentação, de técnicas para desvirtuar um debate, tentar ganhá-lo. Existe também uma síndrome documentada como Síndrome de Dunning-Kruger, é aquela pessoa que…
O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA – Peço que libere o tempo do Deputado.
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO – Peço ao Presidente para utilizar o tempo remanescente, acrescentar o tempo da Liderança e já me emendar para o Expediente Final. Obrigado. Então, existe a síndrome, senhores, de Dunning-Kruger, que é aquele que não sabe muita coisa, mas que considera que é a última palavra, é a última verve. C’est la mode, on parie. É a cor do verão. Não sei se é o caso do Deputado Leandro Bello, fica aqui para inferência de quem me escuta nesse momento. Então, ele disse assim, que eu só vivo por interesses pessoais, que eu nunca saí de São Luís, que eu venho para a Assembleia só para denegrir Dino. Eu preciso fazer aqui, Deputado Júlio, uma correção no termo, hoje, o que racialmente, em termos de letramento, é mais adequado é usar-se a palavra macular, até porque denegrir associa à cor negra, a algo deletério. Então, vou utilizar macular para não incorrer no mesmo analfabetismo racial que me antecedeu aqui. Disse que eu esqueci os maranhenses, logo eu, Júlio, que, hoje, já tive na minha casa, nessa minha história, desenho do Bonde dos 40 na minha porta, dentro de um condomínio fechado. Minha esposa, que recebeu ameaças de morte direcionadas a mim. Minha esposa, que precisou parar de fazer anúncio de consulta em Instagram, com medo de eventualmente receber um paciente direcionado ao consultório que fosse matá-la, pelo simples fato de me fazer maldade. O Deputado Leandro Bello, e aí pode resgatar os discursos, eu não vou discutir no nível que ele colocou, ad hominem (contra a pessoa dele), porque não faz meu estilo, eu prefiro trazê-lo para a arena dos argumentos. Eu peço que resgatem os pronunciamentos, que foram pouquíssimos, do Deputado Leandro Bello, não mais que 15, nesses 4 anos de mandato, em que custou tão caro aos maranhenses. Não vou entrar na arena do Deputado Leandro Bello de dizer que fulano é meu chefe e que o chefe dele é fulano, até porque eu não tenho chefe. O que eu sei objetivamente é que ele tem uma vinculação muito grande com o vice-governador do Estado, Felipe Camarão, e que na campanha, isso é de conhecimento público, ele teve um apoio grande institucional da estrutura da Secretaria de Educação, inclusive com pessoas de dentro da Secretaria, gestores fazendo campanha para ele. Que é uma coisa muito parecida com o que o Deputado Rodrigo Lago, outro dia, acusou o vereador Júnior Costa, ex-vereador Júnior Costa. Mas isso aqui é subsidiário, secundário e não merece. Então, ele diz que eu nunca saí de São Luís, eu já fui resolver estupro de criança, Deputado Leandro, em Balsas, seus pés nunca nem pisaram lá para resolver uma situação, seus pezinhos limpos, com sua pele bem cuidada, nunca, que não tem nem uma mancha de sol, a minha tem várias manchas de sol, elas nunca pisaram no município para resolver uma coisa assim. Do ponto de vista de mandato, eu acho que, para quem assiste aqui, a diferença é abissal, é como se nós estivéssemos no Everest, a 8.848 metros de altura, e ele estivesse na Fossa das Marianas, que é o ponto mais baixo da Terra, na fenda máxima da Fossa das Marianas, isso, parlamentarmente, não estou utilizando aqui nenhum tipo de adjetivação em relação à pessoa dele, porque a pessoa dele, de fato, não me interessa, dizer que eu venho aqui, vivo aqui para macular Dino, é uma irresponsabilidade grande, do ponto de vista dos atos praticados de Parlamento. É injusto, é limitado e deve ser repudiado aqui na tribuna. Então, não dá, voltando aqui a dizer, viu, Herbertt, a palavra Ney Bello, não fui que incitei aqui na tribuna, foi de acordo com Freud, ativou o mecanismo de defesa dos parentes e colegas de Ney Bello que levantou a bola. Eu quis colocar até tangencialmente, porque, assim, todas as vezes que eu encontrei com Ney Bello, provavelmente, hoje, ele não vai mais falar comigo, mas eu sempre falei com ele normal, não tenho nenhum problema pessoal com ele. Eu só não gosto assim, quando o desembargador, quando o Judiciário, se mete em coisas que não são do Judiciário. Aí eu reclamo, é direito meu. Assim como ele, em uma sentença, ele coloca o que ele acredita, a visão dele sobre o caso, ele tem que se explicar para o CNJ, para a polícia, eventualmente, se for provocado por conta destas denúncias da revista Piauí, que devemos registrar que são denúncias graves. Então, dito isso, não vou esticar com o Deputado Leandro Bello, porque quem não fez 15 pronunciamentos em quatro anos não merece muito tempo da minha atenção. Não é, Laís? Vamos para frente. Aqui o maravilhoso. Por favor, Presidente..
O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA – Pelo Tempo do Bloco. Eram sete, você passou quatro, tem três minutos pelo Tempo do Bloco. São 39 minutos.
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO – Mais a liderança.
O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA – Foram 12 meus, 10 seus, o que dá 22, mais 7 são 29 minutos.
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO – Mais a Liderança.
O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA – Mais sete minutos.
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO – Perfeito. Então, vamos lá. É Othelino agora a vítima. Pode ir, fica tranquilo. Mas, se tu quiseres ficar aqui para… Não, agradeço. Você é sempre um gentleman. Um abraço. Então aqui vamos falar do que Othelino trouxe para a tribuna. Nós estamos aqui sozinhos no Plenário, só para registrar, eu e o Presidente Antônio Pereira. Fazer o registro aqui. Othelino trouxe aqui… Eu vou começar pelo final, Othelino. Espero que tu estejas assistindo. Gostaria de te dizer, tête-à-tête, até porque eu gosto muito de falar as coisas olhando para a pessoa. Às vezes, eu saio quando eu vejo que a pessoa fica um pouco zangada, para não esticar, porque aqui é uma Casa de civilidade, pelo menos deveria ser, apesar de eu ter recebido ali de um colega, ainda agora, palavras não muito elogiosas. Mas Othelino disse que Alexandre de Moraes votou a favor de Brandão em um momento. Ele votou, Bandeira, depois de fazer aquele voto nojento em que ele pegou o argumento do Solidariedade, sem ler a contraparte, no chamado inaudita altera parte, e concedeu uma medida dentro do processo sem ler o argumento da outra parte. Aí ele precisou, de fato, o Flávio, quando o placar já estava decidido, votar a favor da eleição da Assembleia Legislativa. Mas quem não estava perto da Presidente para saber como tem sido isso comentou que eu chamei o PT de “carniça” e que o PT é o maior partido do Brasil. Deputado Othelino olvidou-se de coisas que são importantes números: o PT parece grande por conta da figura do Lula, mas o PT enquanto partido tem apenas 9% dos cargos do Brasil quando se juntam Vereador, Prefeito, Governador e Deputado. Clodoaldo, isso é representatividade mínima, mas o Othelino colocou o PT como o maior partido. O Lula é uma liderança de 30%, 35% da população que permanece obnubilada, enganada por ele, lamentavelmente. Mas dizer que o PT é um partido grande, grandioso, é uma ilusão. A palavra “carniça” tem o peso de uma figura de linguagem que vai denotar justamente o apodrecimento da instituição na mesma proporção, diretamente proporcional, ao envelhecimento de Lula como liderança. Se o Lula hoje desaparecesse por motivo de doença ou alguma outra situação, o PT não teria uma liderança. Nem o Haddad está querendo ir para o sacrifício em São Paulo, mas vai. Mas ele não tem liderança. Quem é? Rui Costa? Humberto? Quem são as lideranças? Gleisi Hoffmann? O que esse pessoal lidera? Lindbergh Farias? Por favor. Othelino também me chama de porta-voz de Marcos Brandão. É um desconhecimento muito grande diante do histórico que se tem aqui de trazer situações que desagradaram o Governo. Agora, como na Bíblia, sempre há alguém culpado por qualquer coisa no Governo, às vezes, é a mulher, é um irmão, é um éminence grise, eminência parda. Sempre tem alguém, aqui tudo é o Marcos Brandão. Enfim, Othelino está sendo muito injusto quando ele faz isso. E aí ele continua: “Brandão destrata o PT”. Quem dera que o Brandão, se dependesse de mim, mas não, depende dele, que é o Governador, destratasse o PT com a quantidade de secretarias que o PT tem no Governo. O PT é o Partido que tem mais secretarias, mais do que no Governo do Flávio Dino, que era de Esquerda. Então, imagina se tratasse mal esse tal desse PT, o Brandão. Tanto que eles estão aqui tudo triste, porque não vão com o Brandão. Nunca foram tão bem tratados. Erro do Brandão isso aí, inclusive, tratar bem o PT. Mas ele sabe o que ele faz. Ele trouxe aqui o que eu sabia que ia vir aqui dizer que o cunhado do Vorcaro depositou um dinheiro para o Bolsonaro na campanha. Doação de campanha em uma campanha de presidente. Quem que controla isso? Othelino. A contradição é quando Othelino diz isso, maior, porque Othelino, todo o arranjo político é feito em cima de familiares. E eu digo isso não como demérito, porque existe família real, Bush pai, Bush filho, Bob Kennedy, Robert Kennedy, John Kennedy, Ted Kennedy. Em vários países acontece de familiares enveredarem para a política, quem vota é o povo, menos no caso da família real, que tem um direito hereditário. Povo escolhe se vota em parente ou não. Mas Othelino, em Pinheiro, a articulação de Othelino apoiar Ralpnet, o cunhado de Othelino. Quem foi a candidata federal de Othelino quando Othelino era Presidente da Assembleia? A irmã de Othelino. Quase consegue eleger. Estava até conversando isso outro dia com ele. Digo: “Rapaz, quase que tu elegeste a Flávia.” Na hora de fazer indicação no acordo de Brandão para Governador, 1º suplente da chapa de Flávio, alguma pessoa de elevada competência técnica? Não significa dizer que estou desqualificando a Senadora Ana Paula. Só estou dizendo que o critério foi o critério familiar também. Então, eu fico vendo essas coisas aqui de falarem de parentes e tudo mais, infelizmente, eu e Wellington não temos parentes na política aqui, eu acho, candidato a nada e sem projeto político. E sendo muito sincero, em 2024, o pessoal do meu gabinete: “Rapaz, vamos colocar aqui tua esposa para ser candidata a vereadora em Paço do Lumiar.” Nem isso eu tive coragem de fazer, para não estar misturando. Minha mãe não se mete em política. Aí Othelino traz aqui o cunhado do Vorcaro, da mesma forma que a Tabata Amaral inventou que o Nikolas voou no avião do Vorcaro, que já foi desmentido. Aí ele disse além. Só que assim lembra do cunhado do Vorcaro dando dinheiro legalmente declarado para o Bolsonaro na campanha e ele esquece que o Lulinha recebia R$ 300 mil por mês de mesada do careca do INSS. Isso aí ele não fala nada dos Ministros do Supremo, que, de vez em quando, principalmente quando ele estava no Solidariedade, ele subia com os processos, são uns santos, os defensores da democracia. As palavras que foram citadas pelo Júlio aqui, de “bunda mole”, “canalha”, é pouco para o que está sendo feito pelo Paulo Gonet e pelo Alexandre de Moraes. Para mim, ambos são criminosos. Por quê? Um está prevaricando, Paulo Gonet, e Alexandre de Moraes a ficha é mais extensa, teria que sentar direitinho para poder fazer a tipificação penal completa. Othelino ainda diz assim: Direita não se manifesta, porque está toda comprometida. Gente, a maior rede social política do Brasil é a do Nicolas. O Nicolas todo dia fala de Banco Master. Vários Deputados de Direita se manifestam. Agora, se realmente ele está chamando de liderança política o Ciro Nogueira e congêneres, de fato, não vai dar certo…
O SENHOR DEPUTADO EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA – Peço que liberem o som do nosso orador Deputado Yglésio.
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO – Othelino também utilizou uma palavra que eu acho muito bonita, ocaso. Ocaso é o esvanecer-se, é o ir sumindo, é o ir desintegrando. Se fosse Duarte Júnior aqui, ia dizer que era Thanos desaparecendo, quando ele se pulverizou. Mas não é, é Yglésio. Então, vamos falar, é quando uma coisa se vai. Ocaso, eu digo, o ocaso chegou bem antes para a Oposição dinista, porque eles estavam no barco, eles ajudaram a construir, o fato de não terem dominado o Governo fez com que rompessem, e o ocaso chegou para eles, até porque, por exemplo, direcionar para mim um pensamento negativo que vai me prejudicar, achando que, se eu não me reeleger, eu estou preocupado. Estou em processo evacuatório em grandes quantidades, para não dizer aquela palavra com C e ficar descortês. Gostou, Bandeira? Então, vamos lá. O ocaso chegou para V. Exas. Em relação ao Gilbson, o meu assassino favorito, de acordo com a Oposição, meu não, mas deles, ele reclamou aqui de negócio de pagamento de passagens, acusou até o Marcus Brandão de estar pagando as passagens. Nós sabemos, Othelino, nós sabemos que ninguém quer encontrar essa mulher do Gilbson para ela se explicar, que, quando a polícia foi na casa dela para se explicar, para poder intimar para depor, não achou.
O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO ANTONIO PEREIRA – Peço, vamos concluir, Deputado Yglésio.
O SENHOR DEPUTADO DR. YGLÉSIO – Concluindo, Presidente. Da mesma forma que até hoje procura-se, imprensa, Clara Alcântara Machado. Onde está Clara Alcântara Machado? Por que Flávio Dino impede a localização e a colocação de Clara Alcântara Machado nas investigações que conduz. Então é óbvio que Dino está protegendo, é óbvio que este pessoal está se relacionando com gente que fraudou o INSS, como a Clara Alcântara, com assassino confesso e reincidente, como Gibson. Então é este pessoal que vai melhorar o Maranhão, Presidente? O senhor acha? É isso aí que vai ressuscitar mediante uma liminar, que é o que todo dia eles falam nos corredores. Então, é estranho. Othelino foi no final aqui dizendo que Daniel estava na cena do crime, isso é muito grave. Tech office é um prédio que tem lá, gabinete de Márcio Jerry, funcionava gabinete de Weverton, quase alugo uma sala lá uma vez também. E não gostaria de, se eu estivesse ali passando ou sentando para conversar com o vereador de São Luís, o fato de eu estar lá me ligasse a algum crime. Volto a dizer, como eu já falei, se tem sinais de corrupção, tráfico de influência, dentro da estrutura do Governo? Que se apure, mas vincular um assassinato, eu não gostaria, Othelino, que V. Exa fizesse isso novamente. V. Exa foi vítima disso. Foi protocolado aqui por um colega, uma representação, lhe acusando disso. Eu tenho certeza de que você não tem culpa em nada do que lhe acusaram. Mas, com certeza, doeu ler aquilo ali, porque temos filhos, temos filhas, somos pais e não gostamos de ler uma situação como essa. Imagina um colega chegando e diz: olha, teu pai aqui está sendo acusado de assassinato, cara! Isso é muito pesado. Então assim, o que a política permite? Quase tudo, mas não tudo. A política permite quase tudo, mas não tudo, porque, de coração, eu digo, não vale a pena tentar destruir pessoas por conta de poder político. É como eu sempre digo, eu estou aqui até o dia que Deus e a população quiserem, presidente. Então, fico muito feliz de poder ter rebatido aqui categoricamente e com muita classe cada um dos pontos aqui levantados. A ausência dos colegas em Plenário é a comprovação absoluta e inequívoca de que realmente estão sem argumentos. E sigamos, porque tem muita coisa ainda para as águas de março levarem.