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Tempo dos Blocos Dra. Vivianne

21 de agosto de 2025

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Transcrição

A SENHORA DEPUTADA DRA. VIVIANNE (sem revisão da oradora) – Bom dia a todos! Cumprimento todos os colegas aqui em nome do nosso Presidente em exercício Deputado Antônio Pereira. Cumprimento toda a imprensa, todos os internautas e eu gostaria de falar um pouco sobre esse mês de agosto. Existem alguns temas alusivos a esse mês, dentre eles, claro, o mês que fala sobre a violência contra a mulher, que a gente designa de Agosto Lilás. E eu queria antes de falar sobre violência contra a mulher, falar que a gente vai fazer uma exposição junto com a nossa Presidente Iracema, aqui que deu todo o apoio, aqui no hall da Assembleia. A partir de terça-feira agora, vai ter uma exposição falando um pouco sobre os vários tipos de violência, porque muitas vezes a violência física e o feminicídio, que é o mais alto grau de violência contra a mulher, antes disso existem muitos sinais e muitos outros tipos de violência que a mulher precisa estar atenta para que ela denuncie, para que ela saiba que tem leis, que tem apoio e que ela não se cale, porque, gente, o nosso país é o país que tem o quinto maior índice de feminicídio no mundo. No mundo. A cada uma hora, morrem quatro mulheres no Brasil. E eu acredito que ainda hoje, depois de tanto ver esses índices, como a gente vê, de ter muita divulgação na mídia, mas até hoje duas coisas fazem com que esse feminicídio ainda esteja nesse grau tão alto. Primeiro deles, o medo. A mulher tem medo de denunciar. A gente sabe que, quando a mulher denuncia, quando ela tem a Medida Protetiva, no nosso estado, a gente tem dados que toda mulher que tem a Medida Protetiva e que existe a Patrulha da Penha, naquele município, não ocorreu o feminicídio, até hoje. Então é muito importante que a mulher não tenha medo de denunciar, que nós aqui, nós todos e também todo o sistema de segurança apoie esta mulher, porque ela tem medo de muitas coisas, muitas vezes, ela é a vítima e querem colocar o agressor como vítima da situação. A gente sabe que existe um machismo estrutural que, muitas vezes, leva a isso, o agressor ser colocado no papel de vítima, a gente sabe também que é muito importante que nós aqui, e aqui eu vejo que todos nós aqui, os 42 colegas, tem Leis neste sentido, de fazer Leis que incentive a geração de emprego e renda para mulheres, porque, muitas vezes, a mulher também se cala pelos filhos. Eu já trabalhei em Secretaria de Assistência Social, onde tinha o departamento da mulher. E a gente vê lá na ponta que muitas vezes a mulher se cala porque ela não tem condições de dar subsistência para os seus filhos. Por isso é muito importante a gente ter leis também de proteção e de incentivo para que a mulher entre no mercado de trabalho cada vez mais. Então, a gente vai fazer esta exposição. E queria aqui convidar, queria que a imprensa divulgasse que não só é o feminicídio, não só é a agressão física, e nem tirar a vida de uma mulher, que é violência contra a mulher, muitas vezes, esta violência começa mascarada com vários tipos de violência. Então, seria muito importante a participação de todos, da imprensa, da sociedade civil, de todos, nesta exposição. Queria também falar um pouquinho da Lei nº 12.192/2023, de minha autoria, que torna a última semana de agosto, como a semana que diz não à utilização do cigarro eletrônico. A gente tem visto que até na imprensa nacional, na imprensa global, está tendo uma repercussão, está tendo alerta contra este vício que está tomando conta dos nossos adolescentes e até adultos. E por que isto ocorre? Porque falar numa linguagem bem simples para V.Exas., antes da vinda do cigarro eletrônico, a gente sabia que estava tendo cada vez menos venda de cigarro comum, e os nossos jovens não gostavam pelo cheiro, não era uma coisa agradável o cheiro, não dava nenhum status para ele. E a indústria do cigarro eletrônico vem plantando que ele não faz mal, que ele faz menos mal do que o cigarro comum, que as pessoas devem usar ele até para se livrar do vício do cigarro comum. E isso não é verdade, já é comprovado que ele vicia, e traz muitos danos para a saúde. A gente teve aqui em São Luís, um depoimento nesta semana de uma enfermeira, Karina Leite, de 27 anos, que foi amplamente divulgado. Uma profissional da saúde dando o seu depoimento do quanto que o cigarro eletrônico fez mal para sua saúde, ela foi para UTI, foi entubada. São muito importantes estes depoimentos. A gente também já teve depoimentos de artistas nacionais. Solange Almeida, não é a nossa Deputada aqui não, viu, gente! A Solange Almeida cantora, já fez depoimentos também na mídia nacional. Então é importante que a gente não se cale. Ainda mais em tempos em que está também muito na mídia a proteção das nossas crianças e dos nossos adolescentes, Deputada Janaína. Que Vossa Excelência é uma defensora disso também. E a gente viu que ontem foi votado pela Câmara, lá em Brasília, a proteção dos nossos adolescentes, digamos, está virando Lei, o que já é Lei, mas agora no campo virtual, nas mídias digitais. Então, vamos levar também, vamos combater também, digamos, uma mídia errônea, uma mídia que quer enganar nossas crianças e nossos adolescentes e muitas vezes os adultos. Vou tentar ver se também a gente leva essa campanha não só em agosto, mas que a gente lembre, porque, realmente, se a gente não cuidar vai virar uma epidemia como cigarro era alguns anos atrás. Eram estas minhas palavras hoje, falar da importância da conscientização desta Lei, também falar da importância da conscientização da violência contra a mulher, dado que nosso estado é um dos estados que carrega o maior índice de feminicídio e nosso país, segundo a OMS, é o quinto país com maior índice de feminicídio do mundo. Eu acredito que a gente não deve levar estes temas só em agosto, a gente deve só mais 30 segundos, Presidente. A gente deve levar estes temas sempre aqui na nossa Tribuna, sempre na nossa Casa aqui discutindo temas como este. Obrigada.