16 de setembro de 2024
Promotora fala sobre Grupo Reflexivo de Homens e Mulheres no ‘Café com Notícias’
Titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher de São Luís, Selma Martins falou sobre a ação desenvolvida pelo Ministério Público
Agência Assembleia/ Foto: Miguel Viegas
Assista à entrevista na íntegra
No programa ‘Café com Notícias’ desta segunda-feira (16), na TV Assembleia, a apresentadora Elda Borges conversou com a promotora Selma Martins, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher de São Luís. O assunto tratado foi o programa Grupo Reflexivo de Homens e Mulheres.
A iniciativa tem o objetivo de contribuir para a mudança de atitudes de homens acusados de violência contra a mulher. Participam os que respondem a processos de violência doméstica e cumprem medidas protetivas de urgência, relativas a processos em andamento. Cada grupo dura em média dois meses e os encontros são semanais.
A promotora fez um breve balanço dos resultados obtidos com o programa, que existe desde 2020 e, atualmente, conta com uma fila de espera, apenas em São Luís, de mais de 200 homens para participar. Ela ressaltou que um dos objetivos do trabalho é o feminicídio zero.
“A gente está trabalhando desde fevereiro com o protocolo ‘Não é não’, que foi lançado juntamente com a Semu (Secretaria de Estado da Mulher) para combater a violência de gênero. Em março, a gente trabalhou o Dia Internacional da Mulher que, na verdade, é o mês, nós não cabemos mais em um dia, e aí em agosto, nós fizemos o ‘Agusto lilás’. Percorremos alguns municípios levando o protocolo Grupo reflexivo de homens e de mulheres e, agora, nós estamos trabalhando o ‘Setembro amarelo’”, detalhou.
Segundo a promotora Selma Martins, o Grupo é coordenado pelo Ministério Público, mas o Tribunal de Justiça do Maranhão também desenvolve o projeto com foco nos já condenados.
Entre as temáticas abordadas durante os encontros, estão a Lei Maria da Penha, violência, vício em álcool, drogas, pornografia e outros, saúde do homem, direitos de família e comunicação não violenta.
“Eles mudam. No meio do curso, eles já mudam e, no final, dizem realmente que era o lugar que precisava estar. Eles refletem, eles vão pensar. Lá, ninguém diz: você fez isso, você fez aquilo, você é culpado, você é inocente, eles é que fazem essa reflexão. Por isso, o nome grupo. Eles saem de lá com um novo olhar, agora sabem se relacionar, vão aprender a se relacionar, vão aprender a conversar”.
A promotora destacou, ainda, que o projeto está em fase de expansão e deve ser implementado também nas penitenciárias.
O programa ‘Café com Notícias’ vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 9h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).
Mais notícias
Assembleia Legislativa homenageia o PCdoB pelos 104 anos do partido
PCdoB construiu uma trajetória marcada pela atuação política em defesa da classe trabalhadora e da democracia no Brasil
Deputados participam da Semana da Paixão em Alcântara
A iniciativa é fruto da união de esforços entre diversas instituições
Regularização do título de eleitor e ECA Digital são temas do “Papo Cidadão”
Programa recebeu o juiz Márcio Brandão, diretor do Fórum Eleitoral de São Luís, e Lissandra Leite, oficial de…
Creche-Escola Sementinha celebra Páscoa com mensagem de amor e solidariedade
Com atividades lúdicas e educativas, celebração teve como objetivo transmitir às crianças valores como amor, respeito, partilha e…
‘Diário da Manhã’ aborda o que muda com o novo ECA Digital
Entrevistado no programa, Carlos Sérgio, destacou que a nova legislação estabelece diretrizes rigorosas sobre os direitos do público…
Jotta Pinto tome posse no lugar de Júnior Cascaria
O parlamentar assumiu o mandato na sessão plenária desta quinta-feira (26); Júnior Cascaria tirou licença para tratamento de…
Aprovados projetos voltados à prevenção de afogamento infantil e ao fortalecimento do cuidado com idosos
Matérias seguem agora para sanção governamental
Yglésio denuncia graves irregularidades na gestão do prefeito de Grajaú
Segundo o parlamentar, denúncias recebidas de moradores e lideranças políticas locais apontam para práticas consideradas “não republicanas”