24 de março de 2026
‘Sustentabilidade na Prática’ aborda gestão de resíduos sólidos
Convidadas foram a coordenadora de Gestão de Resíduos Sólidos da instituição, Luciana Barros Oliveira, e a acadêmica do curso de Geografia e Bacharelado, Ilza de Souza Lima
Agência Assembleia
Nesta terça-feira (24), o programa “Sustentabilidade na Prática”, da Rádio Assembleia (96,7 FM), abordou o tema “Gestão dos Resíduos Sólidos na Universidade Estadual do Maranhão (Uema)”. A pauta foi discutida pela coordenadora de Gestão de Resíduos Sólidos da instituição, Luciana Barros Oliveira, e pela acadêmica do curso de Geografia e Bacharelado, Ilza de Souza Lima, em entrevista à apresentadora e radialista Maria Regina Telles.
Durante a conversa, a convidada detalhou como a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) vem estruturando e executando sua política de gestão de resíduos sólidos, por meio da Coordenação de Gestão de Resíduos Sólidos (CGRS), vinculada à Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra).
Inicialmente, Luciana esclareceu que a Coordenação de Gestão de Resíduos Sólidos da Uema surge a partir da necessidade de aperfeiçoamento na gestão dos resíduos gerados dentro da instituição.
“Estamos falando não só do campus São Luís, mas de 19 campi espalhados pelo estado nos municípios de Timon, Caxias, Codó, Coroatá, Coelho Neto, Itapecuru-Mirim, Pinheiro, São Bento, Zé Doca, Santa Inês, Bacabal, Pedreiras, Lago da Pedra, Presidente Dutra, Colinas, São João dos Patos, Balsas, Grajaú e Barra do Corda. A Uema já faz parte da 3 P, que é a agenda ambiental da administração pública, proposta pelo Ministério do Meio Ambiente, que tem a Gestão dos Resíduos Sólidos como um de seus eixos”, assinalou.
Painel de Resíduos
Luciana ressaltou que um dos principais instrumentos utilizados pela universidade é o Painel de Resíduos Sólidos, implantado inicialmente no Campus Paulo VI, em São Luís.
“A ferramenta permite o monitoramento de diferentes tipos de resíduos gerados na instituição, incluindo rejeitos, recicláveis, resíduos perigosos, além de materiais oriundos da construção civil e de podas”, frisou.
Ela acrescentou que o sistema também reúne dados de pesagem, contribuindo para o controle e a tomada de decisões.
De acordo com Luciana, outro eixo fundamental da política ambiental da Uema é o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que estabelece diretrizes para a redução, segregação e destinação adequada dos resíduos produzidos nos campis.
“A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos e visa promover práticas sustentáveis no ambiente acadêmico”, acrescentou Luciana Oliveira.
Parcerias
Luciana acrescentou que a universidade também tem investido em parcerias estratégicas para fortalecer suas ações. Entre elas, destaca-se a cooperação com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-MA), que busca ampliar a gestão de resíduos para todos os 20 campis da instituição, e a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), com uma ação de sensibilização dos moradores do entorno da Uema, para não descartarem inadequadamente os resíduos dentro da universidade.
“Além disso, há articulação com outras instituições de ensino superior, como a UFMA, a UEMASUL e o IFMA. No campo da capacitação, a CGRS/Proinfra realiza treinamentos técnicos voltados à gravimetria — processo de separação e pesagem de resíduos —, além de promover simpósios sobre economia circular e gestão sustentável”, esclareceu.
Evento
A estagiária e acadêmica Ilza Lima destacou a realização do II Simpósio de Gestão de Resíduos Sólidos da Uema, que acontece nos dias 15 e 16 de abril e tem foco na economia circular e valorização dos resíduos, que deverá contar com ampla participação da comunidade acadêmica.
“O tema foi definido por nós acadêmicos. O objetivo é fomentar a troca de experiências e boas práticas entre instituições acadêmicas, órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e a comunidade em geral, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os interessados podem acessar eventos.uemanet.net para participar”, completou.
Por fim, a coordenadora da CGRS disse ainda que as ações incluem ainda a qualificação de equipes para o correto registro de resíduos recicláveis e não recicláveis, contribuindo para a atualização contínua da política institucional.
Luciana finalizou enfatizando que o monitoramento sistemático e as ações integradas têm como objetivo garantir a conformidade com as diretrizes ambientais, reduzir impactos e fomentar a cultura da sustentabilidade entre estudantes, professores e servidores da universidade.
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