Aprovado PL que estabelece o selo ‘Empresas contra o Aedes Aegypti’ no Maranhão

Agência Assembleia / Foto: Wesley Ramos

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária desta quinta-feira (27), o Projeto de Lei Ordinária nº 117/2024, de autoria do deputado Wellington do Curso, que institui o selo ‘Empresas contra o Aedes Aegypti’ no estado. A matéria segue agora para sanção governamental.

De acordo com o texto, o selo será concedido às empresas que adotarem medidas permanentes de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A iniciativa também busca estimular campanhas de conscientização voltadas a funcionários e clientes.

Além disso, a certificação será conferida anualmente, em data definida pelo Poder Executivo, às empresas que solicitarem o selo e comprovarem ações internas e/ou externas de enfrentamento ao mosquito. Toda a análise das solicitações ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que deverá publicar no Diário Oficial a lista das empresas contempladas, juntamente com a equipe avaliadora dos processos.

O texto estabelece, ainda, que o selo terá validade de dois anos, podendo ser renovado por igual período, desde que a empresa continue atendendo aos critérios previstos na lei. A certificação poderá ser utilizada em peças publicitárias, correspondências, embalagens, sites, redes sociais e demais meios de comunicação institucional da empresa, não podendo, entretanto, servir como validação da qualidade de produtos ou serviços.

Por fim , as despesas decorrentes da execução da lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, podendo ser suplementadas, se necessário.

‘Café com Notícias’ trata sobre ações preventivas da SES no combate às arboviroses

Agência Assembleia/ Foto: Miguel Viegas

Assista à entrevista na íntegra

No ‘Café com Notícias’ desta terça-feira (10), na TV Assembleia, a apresentadora Elda Borges conversou com a chefe do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Monique Maia, sobre os cuidados preventivos de combate ao Aedes aegypti, agente transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“O Aedes aegypti é um mosquito de grande adaptação urbana que precisa de água para desenvolver o seu ciclo e quando a gente tem a presença de água, como é o caso do nosso período chuvoso associado a elevadas temperaturas que também ocorrem no Estado, isso faz com que reduza o tempo de eclosão desse mosquito”, explicou Monique Maia.

Ela ressaltou que o controle da doença se torna difícil devido ao fato de a maioria dos focos do mosquito, cerca de 80%, estarem dentro dos domicílios, o que torna fundamental o apoio e conscientização da população no combate às arboviroses.

Entre as orientações para ajudar no combate e controle ao foco do mosquito, estão receber os agentes de saúde e os de endemias; manter caixa d’agua e outros recipientes com água bem fechados; colocar areia nos pratinhos de vasos de plantas; guardar pneus em locais cobertos; amarrar bem sacos de lixo; limpar bem as calhas de casa; esvaziar garrafas e guardá-las fechadas ou viradas para baixo; não acumular sucatas e entulhos.

Sobre a atuação da secretaria nesse processo, Monique Maia observou que há um plano de ação, dividido em atividades de curto, médio e longo prazo.

“Esse plano de ação é dividido em alguns eixos. Temos o eixo, por exemplo, de prevenção em que o foco é na eliminação do mosquito, onde realizamos campanhas educativas e várias mobilizações.  Existe o eixo de vigilância, reforçando a notificação dos casos, e existe também o eixo de rede assistencial, onde os profissionais da saúde são orientados sobre o manejo clinico dessas doenças”, assinalou.

O programa ‘Café com Notícias’ é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309) e está disponível no canal da emissora no YouTube.

Carlos Lula solicita distribuição de repelentes para prevenção contra a dengue no Maranhão

Assecom/Dep. Carlos Lula

O início do ano é um período crítico no controle do mosquito Aedes aegypti devido ao clima quente e chuvoso que favorece vários pontos de água parada, local propício para a proliferação do vetor da dengue, chikungunya e zika vírus. Segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, 54 pessoas já morreram por dengue no Brasil em 2024.

O cenário também é preocupante no Maranhão. Neste ano, 26 municípios já tiveram casos de dengue confirmados, sendo registrados cinco casos graves. Além disso, cinco municípios registraram casos de chikungunya e três registraram casos de zika vírus. Em 2023, o estado apresentou um aumento de casos acima de 300%.

Além de evitar o acúmulo de água parada, outra forma eficaz de prevenção contra a picado do Aedes aegypti é o uso de repelentes. Em geral, todos os repelentes que possuem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) protegem contra o mosquito.

Para garantir a proteção dos maranhenses e evitar uma epidemia, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) encaminhou uma indicação à Secretaria de Estado da Saúde (SES) sugerindo o fornecimento gratuito de repelentes como medida auxiliar ao combate a dengue e as outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“Sabemos que a forma mais eficaz de prevenir a doença é acabar com os criadouros do mosquito, mas o repelente é reconhecido por especialistas como uma estratégia eficaz na proteção individual contra picadas de mosquitos infectados, contribuindo para a prevenção de doenças causadas pelo Aedes, que podem sobrecarregar a rede pública e privada de saúde”, a explicou Carlos Lula.

Segundo a indicação, além de fornecer proteção pessoal aos cidadãos, a iniciativa de distribuição gratuita de repelentes pode fortalecer as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças já executadas pelo governo estadual. Ao disponibilizar esse recurso de forma acessível e ampla, a SES pode atuar diretamente na saúde preventiva e na garantia da qualidade de vida da população maranhense.