Café com Notícias’ detalha ações da Campanha Estadual de Prevenção da Gravidez na Adolescência 2026

‘CAgência Assembleia 

O ‘Café com Notícias’ desta sexta-feira (13), exibido pela TV Assembleia, detalhou ações da Campanha Estadual de Prevenção da Gravidez na Adolescência 2026. Quem discorreu sobre o assunto foi a chefe da Coordenação da Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde, Dennyse Macedo, em entrevista concedida à jornalista Elda Borges. 

Dennyse Macedo informou que a Campanha Estadual de Prevenção da Gravidez na Adolescência 2026, desenvolvida pela Coordenação de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, será realizada até o final deste mês de fevereiro. 

Com o tema “Planejar é cuidar do futuro”, a iniciativa busca fortalecer ações educativas, ampliar o acesso à informação e promover o planejamento familiar entre adolescentes.

“É importante informar que as atividades desta nossa campanha tiveram início com uma reunião de alinhamento realizada de forma on-line, reunindo representantes municipais. O encontro apresentou diretrizes, instrumentos de apoio e orientações metodológicas para a execução das ações nos territórios, reforçando a atuação intersetorial entre saúde, educação e assistência social”, declarou Dennyse Macedo.

Ela acrescentou que, embora a campanha, por lei, seja trabalhada na primeira semana de fevereiro, no Maranhão a mobilização é estendida para todo o mês, com o objetivo de alcançar um número maior de escolares, além de sensibilizar gestores e profissionais das áreas da saúde e da educação.

“O Brasil ocupa atualmente a segunda posição no ranking mundial de gravidez na adolescência, com uma estimativa de 54 nascimentos por hora de filhos de mães adolescentes. O Maranhão ocupa o quarto lugar no ranking nacional e lidera os índices na região Nordeste”, frisou.

A chefe da Coordenação de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da SES destacou que a campanha mantém o foco no planejamento familiar como estratégia central de prevenção. Em 2025, as ações alcançaram mais de 28 mil adolescentes em 74 municípios, e a expectativa é ampliar esse impacto em 2026.

A campanha é estruturada a partir de sete diretrizes: elaboração de metodologias educativas e participativas; compartilhamento de materiais de apoio; execução das ações conforme o perfil da população, com prioridade para grupos mais vulneráveis; articulação intersetorial entre Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura e Juventude; registro das ações no Fórum da Campanha; sistematização estadual dos dados; e reconhecimento das boas práticas.

Mobilização

Dennyse Macedo assinalou que os três municípios com maior destaque nas mobilizações serão reconhecidos com placa de menção honrosa e premiação durante o Congresso Cuidar de Todos 2026.

A coordenadora frisou ainda que entre os fatores associados à gravidez na adolescência estão a falta de acesso à educação sexual, dificuldades no acesso a métodos contraceptivos, desigualdades sociais, baixa escolaridade, pobreza, violência sexual, relações desiguais de gênero, ausência de diálogo familiar e fragilidades nas políticas públicas voltadas a esse público.

‘Café com Notícias’ – Promotora de Justiça aborda direitos de órfãos de vítimas de feminicídio

Agência Assembleia

O programa Café com Notícias desta quinta-feira (23), apresentado pela jornalista Elda Borges, entrevistou a promotora de Justiça Sandra Garcia. Ela falou sobre a garantia de direitos de crianças órfãs de mães vítimas de feminicídio.

Segundo a promotora, depois que a mãe dessas crianças morre, grande parte fica desamparada. O projeto elaborado pelo Ministério Público do Maranhão, garante os direitos não só financeiros, mas também acompanhamento e apoio psicológico e emocional até eles atingirem a maioridade. 

“Já existe um projeto de lei da deputada estadual Andrea Rezende, que garante uma remuneração de um salário mínimo e meio para a criança órfã. A intenção é que a pessoa detentora da guarda dos menores administre a verba para proporcionar qualidade de vida para essas crianças”, explicou a promotora. 

O projeto envolve ainda parcerias com universidades que farão uma busca ativa dessas crianças, para que elas possam ter seus direitos garantidos.

“Em alguns casos, as crianças precisam mudar de cidade, por exemplo. O projeto também garante que as escolas aceitem as crianças em qualquer período do ano letivo para que ela não seja ainda mais prejudicada”, explicou.