‘Café com Notícias’ destaca o alto desempenho do curso de Medicina da Uema no Enamed

Agência Assembleia / Foto:  J.R. Lisboa

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) obteve destaque nacional com o desempenho do curso de Medicina na primeira edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed), aplicado em 2025. O resultado foi tema de entrevista no programa Café com Notícias, desta terça-feira (3), que recebeu o reitor da instituição, professor Walter Canales Santana.

Durante a conversa, o reitor atribuiu o resultado ao trabalho conjunto da universidade. “Esse resultado é fruto de um esforço coletivo da reitoria, das pró-reitorias, da administração de Caxias, dos professores e dos alunos”, afirmou. A Uema alcançou nota 4 em uma escala que vai até 5, desempenho considerado de alto nível na avaliação nacional.

O resultado refere-se ao curso de Medicina do campus de Caxias. Walter Canales explicou que a unidade de São Luís, criada em 2023, ainda não participou da avaliação. “O curso de Caxias já existe há mais de 20 anos. O de São Luís é recente e ainda não tem turmas nos períodos finais, que são os que fazem o exame”, esclareceu.

Apoio do Governo do Estado

O reitor destacou a complexidade da formação médica, especialmente fora da capital. “Medicina é um curso complexo, principalmente por causa dos internatos nos hospitais. Fazer isso no interior exige um esforço ainda maior”, pontuou, agradecendo o suporte do Governo do Estado. “Temos tido apoio irrestrito do governador Carlos Brandão para manter a estrutura necessária”, afirmou.

Um dos pontos ressaltados na entrevista foi o impacto direto da avaliação na trajetória dos estudantes. Segundo o reitor, a nota do Enamed passou a ser utilizada como critério de acesso às residências médicas.

 “Essa nota agora pode ser usada pelos alunos para ingressar na residência, dispensando, em alguns casos, outros exames. Isso tem peso real na carreira deles”, explicou. Ele também reconheceu que o desempenho institucional influencia a imagem dos profissionais formados. “A nota da instituição reflete na credibilidade do aluno. Na área da saúde isso é ainda mais sensível, porque estamos lidando com vidas”, pontuou.

Walter Canales informou, ainda, que a Uema possui mais de 80 cursos presenciais e cerca de 150 no total, considerando educação a distância e programas especiais. Ele destacou que outros cursos em campi como Bacabal, Balsas e Caxias também alcançam nota 4 em avaliações nacionais. “Temos investido em concursos para professores doutores, o que aumenta nossa produtividade em pesquisa e extensão”, afirmou.

PAES 2026

Sobre o processo seletivo, o reitor comentou o resultado do PAES 2026, o primeiro realizado sob a nova lei de cotas que reserva 50% das vagas para estudantes de escolas públicas em todos os cursos. “Essa política vale inclusive para os cursos mais concorridos, como Medicina, Direito e Engenharias, e reforça o papel social da universidade pública”, disse.

Ele também mencionou a expansão da instituição, que criou 35 novos cursos nos últimos anos, voltados às demandas regionais. Entre as novidades do último vestibular estão Engenharia da Computação, em Caxias, e o curso de Inteligência Artificial, em São Luís. “Estamos atentos às áreas estratégicas e às necessidades do interior do estado”, destacou.

Ao final, o reitor definiu a atuação na universidade como um trabalho contínuo. “É um trabalho incansável e motivante, sempre com o objetivo de manter a Uema como referência de qualidade, testada nacionalmente”, concluiu.

Direitos dos idosos são tema de entrevista no programa Café com Notícias

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

Os direitos da pessoa idosa foram destaque no programa Café com Notícias desta segunda-feira (2), exibido pela TV Assembleia. A apresentadora Elda Borges recebeu a advogada Jackeline França, que esclareceu pontos importantes da legislação voltada à proteção e garantia de direitos da população idosa.

Durante a entrevista, a advogada explicou que o Estatuto do Idoso assegura uma série de direitos fundamentais, como o acesso prioritário à saúde, ao transporte, à assistência social e à justiça. Jackeline França ressaltou que o envelhecimento da população brasileira torna ainda mais necessário o conhecimento dessas garantias, tanto por parte dos idosos quanto de seus familiares e da sociedade em geral.

Outro ponto abordado foi a importância do respeito e da dignidade no tratamento à pessoa idosa. A entrevistada alertou para situações de negligência, violência física, psicológica, financeira e abandono, que ainda são recorrentes. Segundo ela, esses casos devem ser denunciados aos órgãos competentes, como o Disque 100, delegacias especializadas ou ao Ministério Público.

A advogada também destacou o papel do poder público e das instituições na promoção de políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável, além da necessidade de conscientização da sociedade sobre o envelhecer como uma etapa natural da vida, que deve ser vivida com segurança, cidadania e respeito.

 A entrevista completa está disponível no canal da TV Assembleia no YouTube.

Fibromialgia e direitos dos pacientes são tema de entrevista no ‘Café com Notícias’ 

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

O programa Café com Notícias, apresentado pela jornalista Elda Borges, na TV Assembleia, trouxe uma conversa esclarecedora sobre a fibromialgia, doença crônica marcada por dores difusas pelo corpo e sintomas que comprometem a qualidade de vida, principalmente de mulheres. A reumatologista Cláudia Borges explicou as mudanças recentes na legislação, além de abordar o diagnóstico e as formas de tratamento da doença.

Segundo Dra. Cláudia, a fibromialgia é uma condição complexa, muitas vezes confundida com outras doenças. “Ela apresenta uma variedade enorme de sintomas e pode ser confundida com quase tudo. Pacientes chegam a tratar doenças gastrointestinais inflamatórias, que na verdade fazem parte do quadro da fibromialgia”, afirmou. 

A especialista ressaltou que, se o paciente não responde ao tratamento, isso pode indicar diagnóstico incorreto, tratamento ineficaz ou falta de adesão.

Deficiência

A novidade é que, a partir deste ano, a fibromialgia passou a ser oficialmente reconhecida como deficiência, pela Lei 15.176/2025. “A lei federal garante que pacientes com fibromialgia tenham os mesmos direitos que pessoas com deficiência física”, explicou Dra. Cláudia. 

O benefício legal se estende a casos de fadiga crônica e neuropatias que dificultam a locomoção, tornando o acesso a tratamento especializado e políticas públicas mais ágeis e eficientes.

No entanto, a reumatologista destacou que o tratamento da fibromialgia não é simples e exige uma abordagem multidisciplinar. “É necessário acompanhamento por reumatologista, psiquiatra, fisioterapeuta, assistente social e terapia cognitivo-comportamental. É comparável ao cuidado oferecido a pacientes com autismo, com dedicação intensa de toda a equipe”, pontuou.

Além do acompanhamento profissional, Dra. Cláudia enfatizou a importância de exercícios físicos, tanto aeróbicos quanto de resistência, como parte fundamental do tratamento. “Se o paciente diz que está ‘ruim demais’ para se exercitar, é sinal de que outra parte do tratamento não está funcionando. Precisamos descobrir onde a energia está escapando”, alertou.

Canabidiol

A especialista também comentou sobre o uso de canabidiol (CBD) no tratamento da fibromialgia. Ela explicou que, apesar de ter eficácia comprovada para epilepsia infantil, o CBD deve ser usado com cautela em pacientes com doenças mentais, ansiedade ou depressão. 

“Na fibromialgia, pode ser utilizado, mas nunca como primeira opção e sempre com acompanhamento rigoroso. É essencial usar produtos aprovados pela Anvisa e vendidos em farmácia, evitando óleos artesanais que podem conter pesticidas ou fungos”, destacou.

Ao final da entrevista, Dra. Cláudia reforçou a importância de que pacientes busquem seus direitos e acesso a tratamento especializado. “O assunto é complexo, mas a oficialização da fibromialgia como deficiência é um passo importante para garantir que os pacientes tenham suporte adequado e possam melhorar sua qualidade de vida”, concluiu.

A Lei

A Lei nº 15.176/2025 reconhece a fibromialgia como deficiência para todos os efeitos legais, com vigência plena a partir de janeiro de 2026, garantindo a pacientes direitos como cotas em concursos, isenções fiscais (IPI, ICMS), prioridade em serviços públicos, atendimento multidisciplinar pelo SUS e possibilidade de BPC/LOAS. 

‘Café com Notícias’: Maranhão teve queda de 25% em casos de feminicídios em 2025

Agência Assembleia / Foto: Kristiano Simas

O Maranhão registrou uma redução de aproximadamente 25% nos casos de feminicídio em 2024 e 2025, passando de 69 para 51 ocorrências. O dado foi destaque da entrevista com a delegada Wanda Moura Leite, chefe do Departamento de Feminicídios do Maranhão, exibida nesta quarta-feira (28), no programa Café com Notícias, da TV Assembleia.

Segundo a delegada, o resultado contrasta com o cenário nacional, que apresentou alta histórica nos índices desse tipo de crime. “Enquanto o Brasil registrou a maior taxa de feminicídios, o Maranhão conseguiu preservar 18 vidas. Isso é resultado de um trabalho articulado de toda a rede de proteção”, afirmou.

Durante a entrevista, Wanda Moura reforçou que a maioria das vítimas de feminicídio não chegaram a pedir ajuda. “O silêncio só ajuda o opressor”, declarou. Ela explicou que a violência doméstica costuma seguir um ciclo progressivo. “Nunca é só uma vez”, alertou, destacando que, em média, a mulher permanece cerca de sete anos em uma relação abusiva antes de conseguir romper ou se tornar vítima de feminicídio.

A delegada também fez um apelo para que familiares, vizinhos e a comunidade denunciem situações de risco. As ocorrências podem ser comunicadas pelos números 190 (emergência) e 181 (denúncia anônima). “A polícia atende com prioridade total quando há risco à vida da mulher”, ressaltou.

Questionada sobre a permanência de crenças culturais que desestimulam a intervenção em casos de violência doméstica, a delegada foi direta o apontar o machismo estrutural como fator decisivo. Segundo ela, ainda persiste a ideia equivocada de que a mulher permanece na relação porque quer. “Ela é vista como propriedade”, afirmou.

A delegada observou, ainda, que datas comemorativas, como Natal, Ano Novo e Dia das Mães, são períodos críticos, quando os casos de agressão aumentam, principalmente por ocorrerem dentro de casa.

Sororidade

Outro ponto enfatizado foi a importância da sororidade, entendida como a união entre mulheres para romper o isolamento das vítimas. “A competição entre mulheres foi ensinada culturalmente. Precisamos fortalecer a rede de apoio entre nós”, disse.

A delegada também informou que a Medida Protetiva de Urgência pode ser solicitada de forma on-line, pelos sites do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública ou do Ministério Público, sem necessidade de comparecimento imediato à delegacia.

Atendimento inclusivo e interiorização da rede

A Casa da Mulher Brasileira, segundo Wanda Moura, atende mulheres trans e lésbicas sem qualquer diferenciação. Em 2025, o Maranhão não registrou casos de feminicídio de mulheres trans.

No interior do estado, onde não há unidade física da Casa da Mulher, a Polícia Civil tem realizado capacitações para ampliar a rede de acolhimento. Igrejas também estão sendo envolvidas no processo. “Padres e pastores estão sendo sensibilizados para atuarem como pontos de apoio”, explicou.

‘Café com Notícias’ debate impactos da restrição ao uso de celulares em salas de aula  

Agência Assembleia / Foto:  Kristiano Simas

O programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, exibido nesta terça-feira (27), discutiu os impactos da restrição do uso de celulares em salas de aula neste primeiro ano de adoção da medida. A entrevistada foi a psicopedagoga Luciana Monalisa, que apresentou dados e observações sobre os reflexos da atitude no ambiente escolar, no comportamento dos estudantes e na relação com as famílias.

De acordo com a especialista, os resultados pedagógicos são considerados bastante positivos. “Dentro da educação nós percebemos um avanço muito grande. Foram feitas pesquisas que mostraram que 80% dos nossos alunos melhoraram no rendimento escolar”, afirmou.

Segundo ela, a mudança também foi percebida em casa, com relatos de pais sobre filhos mais atentos e presentes às atividades familiares.

Interação

A restrição ao uso dos aparelhos também provocou mudanças na convivência entre os alunos. Antes da medida, muitos estudantes utilizavam o intervalo para permanecer no celular. Agora, segundo a psicopedagoga, o momento tem sido mais voltado à interação.

“No intervalo, os alunos antigamente queriam sair mais cedo para quê? Ficar mexendo no celular. E hoje não, hoje eles já descem para fazer uma atividade esportiva, para ter aquela interação social com outras crianças”, explicou.

Luciana Monalisa destacou ainda que o celular representava um elemento de distração constante em sala, competindo com o professor pela atenção dos estudantes e interrompendo o raciocínio durante as aulas.

A entrevistada reforçou que não se trata de uma proibição total da tecnologia, mas de uma organização do uso. O celular pode ser utilizado em atividades pedagógicas planejadas.  “Não foi retirado 100%. Quando queremos utilizar a ferramenta do celular, nós podemos levar eles para laboratórios ou então mandar um aviso na agenda comunicando que nós vamos utilizar, mas somente para cunho pedagógico”, esclareceu. Em algumas instituições, os aparelhos são recolhidos na chegada dos alunos e guardados em locais específicos até o fim do turno.

Resistência


Segundo a psicopedagoga, no início houve resistência, principalmente entre estudantes do Ensino Médio e alguns pais. Com o tempo e o diálogo, a compreensão sobre a importância da medida aumentou.

“Dentro da fase do desenvolvimento deles, eles estão mais conscientes porque sabem que estão almejando conquistar uma vaga na universidade já são bem mais críticos”, afirmou.

Ela também destacou ganhos na saúde mental dos alunos. Muitos evitavam apresentações por medo de serem gravados e expostos nas redes sociais. “Eles tinham muita vergonha de apresentar trabalhos escolares porque começavam a gravar para transformar em meme. Hoje já têm uma autonomia maior”, relatou.

Luciana Monalisa ressaltou que o envolvimento da família é fundamental para que os resultados sejam mantidos fora do ambiente escolar. “O elo entre a família e escola é imprescindível. Muitos relatos de pais mostram que fora da escola eles estão utilizando com excesso”, pontuou.

Entre as orientações, a especialista recomenda evitar o uso de telas antes de dormir e estabelecer uma rotina com horários definidos para o uso dos dispositivos, evitando tanto o excesso quanto a retirada brusca, que pode gerar impactos emocionais.

Perspectivas


Para o segundo ano de restrição, a expectativa é de continuidade nos avanços, especialmente em disciplinas como Português e Matemática. Segundo a psicopedagoga, a melhora na atenção tem favorecido o raciocínio lógico e a interpretação de texto.

‘Café com Notícias’ detalha ações preventivas e de emergência no período chuvoso no Maranhão

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

O programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, conversou, nesta segunda-feira (26), com o coordenador estadual adjunto de Proteção e Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Silva Júnior, sobre o trabalho da corporação em relação ao período chuvoso. Em entrevista com a apresentadora Elda Borges, o coordenador de Proteção e Defesa Civil detalhou algumas ações preventivas em curso.

No Maranhão, o período chuvoso vai de janeiro até meados de junho. Na parte Norte do estado, em São Luís, as chuvas ainda não chegaram com a frequência  esperada. Diferente do Sul do estado, onde está chovendo bem.

Inicialmente, o coronel Silva Júnior esclareceu que as ações de prevenção são planejadas e realizadas, durante todo o ano, em dois períodos bem distintos, que são os períodos chuvoso e de estiagem.

“Todos os anos, o Corpo de Bombeiros Militar com a Defesa Civil Estadual fazem um planejamento para trabalharem na prevenção, preparação, resposta e recuperação, se for o caso, nas cidades que são atingidas pelas chuvas”, esclareceu.

Áreas de risco

O coronel Silva Júnior disse que, todos os anos, há cidades que passam por problemas de alagamento, como é o caso de Trizidela do Vale e Imperatriz, devido às cheias, respectivamente, dos Rios Mearim e Tocantins.

“Temos várias áreas de risco catalogadas no Maranhão. Por enquanto, só temos casos de alagamento devido à problemas de infraestrutura, como entupimento de galerias e, principalmente, o lixo jogado em locais indevidos”, frisou.

Sistema de alerta

Silva Júnior lembrou que, em São Luís, há o Sistema de Alerta que pode ser acionado, em determinada área, em caso de necessidade.

“Da nossa Central, podemos acionar o Sistema de Alerta, por intermédio dos telefones celulares, para que as pessoas saiam do local o mais rápido possível. A pessoa recebe o sinal de alerta em seu celular. Esse sistema pode atuar em qualquer bairro de São Luís”, enfatizou.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil disse que as previsões são boas em relação ao período chuvoso, mas que pode acontecer o inesperado.

“Estamos sempre atentos e alertas para as emergências. Temos um mapeamento das áreas de risco e, em caso de perigo, as pessoas serão avisadas por meio do celular”, finalizou.

O programa Café com Notícias é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309). A entrevista completa está disponível no Youtube por meio do link:

Favela do Samba destaca, no ‘Café com Notícias’, a homenagem que fará às quebradeiras de coco no Carnaval

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

 O programa Café com Notícias, desta sexta-feira (23), recebeu o professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e presidente da escola de samba Favela do Samba, Euclides Moreira Neto, para uma conversa sobre a trajetória da agremiação, os desafios do Carnaval de São Luís e os preparativos para o desfile de 2026.

Fundada em 1951, a Favela do Samba é uma das mais tradicionais agremiações da capital maranhense. Durante a entrevista, Euclides destacou sua  relação histórica com a cultura popular e com o Carnaval. “Quando eu entrei na UFMA, fui para o curso de Comunicação ensinar exatamente telejornalismo. Me envolvi, desde a década de 1970, com a área de cultura popular, especialmente o Carnaval”, relatou, ao lembrar o início de sua atuação na área cultural.

O entrevistado também contextualizou a transformação do Carnaval ludovicense ao longo das décadas. Segundo ele, o modelo atual de escolas de samba foi fortemente influenciado pelo padrão carioca, o que impactou a dinâmica local.

“O Rio sempre foi o centro hegemônico de dizer como é que a gente tem que brincar. Havia umas 30 turmas de samba em São Luís, hoje, temos 10 só”, afirmou, ao mencionar a redução no número de grupos e a mudança no formato das apresentações.

Calendário do desfile


Um dos pontos centrais da entrevista foi a crítica ao calendário do Carnaval em São Luís. Euclides defende que os desfiles das escolas de samba ocorram semanas após o período oficial da folia, como estratégia para evitar concorrência com outros polos e fortalecer a economia local.

“Eu sou um defensor de fazer o desfile três semanas após o Carnaval para não ter concorrência com ninguém. Ano passado, tivemos essa experiência [desfile na semana do Carnaval] e foi horrível, o desfile acabou de dia”, disse.

Enredo de 2026

Para o próximo desfile, a Favela do Samba levará para a avenida um enredo com forte conteúdo social e cultural. Neste ano, a escola vai homenagear as quebradeiras de coco babaçu, símbolo de resistência e identidade maranhense.

“Em 2026, a Favela homenageará as quebradeiras de coco babaçu a partir da personagem de Nelinha do Babaçu, menina que buscava o fogo à mulher que trouxe sonhos esperança e fé’”, adiantou.

Apesar dos desafios, o presidente reforçou o compromisso com a continuidade da tradição. “A gente vai sobreviver, a gente é especialista em sobrevivência. Temos que passar para outras gerações essa nossa raiz, essa nossa história”, afirmou.

Roberta Duailibe alerta, no Café com Notícias’ para a prevenção e tratamento da obesidade

Agência Assembleia

O programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, conversou, nesta quarta-feira (21), com a médica endocrinologista, Roberta Duailibe, sobre obesidade e doenças metabólicas. Em entrevista à jornalista Elda Borges, a especialista falou  sobre as doenças metabólicas e deu orientações sobre cuidados preventivos e formas de tratamento.

Dados estatísticos mostram que a obesidade parece ser um mal do mundo inteiro e não apenas no Brasil. A Federação Nacional de Obesidade já detectou que cerca de 25% da população está acima do peso, inclusive as crianças a partir dos 5 anos de idade.

Inicialmente, Roberta Duailibe disse que se vive uma epidemia mundial de obesidade e alertou para a necessidade de se conscientizar a população sobre a importância de se prevenir e tratar essa doença metabólica.

“A obesidade não é apenas uma gordurinha a mais, uma questão de estética, mas uma inflamação contínua no corpo. Isto tem um impacto muito grande no corpo. E a gente precisa tomar cuidados porque, a longo prazo, isso leva a muitas complicações de saúde. Temos percebido um aumento da prevalência da obesidade infantil”, ressaltou.

A médica atribui como causas da obesidade infantil, dentre outros fatores, as mudanças de hábitos no mundo moderno, seja pelo uso dos alimentos ultraprocessados, que têm alto índice calórico, gordura saturada e muito açúcar, o que leva as crianças a quererem comer mais.

“Hoje, as crianças ficam mais tempo diante da tv ou tablet, ou seja, mais expostas a fatores estimulantes ao consumo desses alimentos e com pouca prática de atividades físicas. Dessa forma, a obesidade já se apresenta desde a infância e vai se perpetuar pela vida adulta”, alertou.

Bons hábitos

Roberta Duailibe disse que a gente precisa ter bons hábitos ao longo da vida inteira, desde a infância, adolescência à vida adulta e que a obesidade é uma doença multifatorial.

“Temos a questão da alimentação, falta de atividade física e a genética como alguns fatores que levam à obesidade. E o sono também influencia. Quanto antes se implementar bons hábitos, maiores chances teremos de impedir a obesidade. Mas pode acontecer que, mesmo com as práticas de bons hábitos, apareça a obesidade em crianças”, esclareceu.

O programa Café com Notícias é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309). A entrevista completa está disponível no Youtube por meio do link: