Carlos Lula alerta para risco de caos no sistema de ferry-boat durante Carnaval

Agência Assembleia

Às vésperas do Carnaval 2026, o sistema de ferry-boat no Maranhão voltou ao centro do debate na Assembleia Legislativa. Durante a sessão plenária desta quinta-feira (12), o deputado estadual Carlos Lula (PSB) alertou para o risco de novos transtornos no transporte aquaviário entre São Luís e a Baixada Maranhense, período em que há aumento significativo no fluxo de passageiros e veículos.

O parlamentar afirmou que a alta demanda já é previsível nesta época do ano e defendeu planejamento prévio por parte do Governo do Estado para evitar filas extensas, atrasos e falhas operacionais nos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe.

Segundo Carlos Lula, episódios registrados no fim de 2025 demonstram a fragilidade do sistema. Ele relembrou casos de passageiros que aguardaram quase 24 horas para embarcar após o Réveillon, situação que, segundo o deputado, pode se repetir durante os quatro dias de festa. “Não é surpresa. O aumento da demanda é previsível. O que precisa é organização e responsabilidade”, afirmou.

O deputado também questionou a efetividade dos anúncios oficiais sobre melhorias no sistema aquaviário. Para ele, apesar da divulgação de novas embarcações, os usuários continuam enfrentando dificuldades no atendimento, na venda de passagens e na logística de embarque.

Carlos Lula destacou que, em 2025, encaminhou indicações formais à Capitania dos Portos e à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), solicitando fiscalização das condições de segurança e da operação do ferryboat no Maranhão. As manifestações ocorreram após registros de falhas mecânicas e problemas estruturais nas embarcações.

O alerta ocorre em um momento estratégico para a economia da Grande Ilha e da Baixada Maranhense, já que o Carnaval movimenta o comércio, o turismo e o transporte regional. O parlamentar defendeu a ampliação do número de viagens, reforço das equipes nos terminais e transparência nas informações prestadas aos usuários.

Ao final, Carlos Lula afirmou que seguirá acompanhando a situação do ferryboat no Maranhão e cobrando providências do Executivo estadual para garantir segurança, mobilidade e respeito aos maranhenses que dependem do transporte aquaviário.

Carlos Lula denuncia novas taxas no Detran-MA e alerta para perda do caráter inclusivo do programa

Assecom / Dep. Carlos Lula

Durante a sessão plenária desta terça-feira (10), na Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) criticou as mudanças promovidas pelo Governo do Estado no programa CNH Social e denunciou a criação de novas taxas cobradas pelo Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA).

Em discurso na tribuna, o parlamentar afirmou que o programa, criado com o objetivo de garantir acesso gratuito à carteira nacional de habilitação para pessoas de baixa renda, perdeu seu caráter social após alterações recentes adotadas pelo Executivo estadual.

Carlos Lula lembrou que a CNH Social só foi implementada após suas cobranças e destacou que a iniciativa deveria estar alinhada às políticas federais de inclusão, que buscam reduzir custos e eliminar taxas para ampliar o acesso à habilitação. Segundo ele, um decreto editado no fim do ano passado reduziu de forma significativa os benefícios oferecidos.

“Hoje, a CNH Social paga apenas duas aulas práticas. Quem está tirando a carteira pela primeira vez não aprende a dirigir com duas aulas. Do jeito que está, o programa deixa de ser inclusão e passa a ser um engodo”, afirmou o deputado.

Outro ponto criticado por Carlos Lula foi a criação de uma nova taxa para a realização do exame prático de direção. De acordo com o parlamentar, desde esta semana os candidatos passaram a pagar R$ 207,31 para as categorias A e B e R$ 250 para as categorias C, D e E, valores referentes ao uso do chamado “carro-exame”.

Segundo o deputado, a cobrança decorre de um contrato de terceirização firmado pelo governo estadual, que passou a exigir o uso de veículos contratados pelo Detran para a realização das provas práticas. Para ele, a medida transfere à população o custo de um serviço que deveria ser integralmente custeado pelo Estado.

“O governo paga pelo carro e ainda cobra do cidadão para usá-lo. Isso transforma um serviço público em fonte de arrecadação, especialmente em cima de quem já comprovou que não tem condições financeiras”, criticou.

Carlos Lula também afirmou que o governo estadual adota o discurso de políticas sociais defendidas pelo Governo Federal, mas não replica suas práticas. “O governo Brandão quer o lulismo sem o Lula. Usa o discurso social, mas desmonta, na prática, os programas que garantem inclusão real”, declarou.

Ao encerrar sua fala, o parlamentar cobrou que o Executivo reveja as medidas adotadas no Detran-MA e retome o caráter inclusivo da CNH Social, com ampliação do número de aulas práticas e eliminação das taxas adicionais. “Inclusão não é discurso. Inclusão se faz com escolhas e com prática”, concluiu.

Carlos Lula cobra reajuste do piso salarial dos professores da rede estadual

Assecom / Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou, nesta terça-feira (3), o silêncio do Governo do Maranhão em relação à valorização da educação e cobrou o pagamento imediato do reajuste do piso salarial dos professores da rede estadual. A crítica foi feita durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa.

“O professor é pilar fundamental para qualquer projeto sério de desenvolvimento de um Estado”, afirmou o parlamentar, ao comentar o pronunciamento do governador Carlos Brandão na abertura do ano legislativo, realizada na segunda-feira (2). Para Carlos Lula, o discurso do chefe do Executivo demonstrou distanciamento da realidade e ignorou problemas centrais enfrentados pela educação maranhense.

Segundo o deputado, o silêncio do governo sobre o reajuste dos professores é grave, especialmente porque o direito está garantido em lei. “Já estamos em fevereiro e nenhuma palavra foi dita sobre o reajuste do piso. Isso é ensurdecedor”, criticou.

Carlos Lula lembrou que a Lei nº 11.738/2008 estabelece o reajuste anual do piso nacional do magistério no mês de janeiro e destacou que o Governo Federal assegurou, neste ano, um reajuste de 5,4% por meio de medida provisória.

O parlamentar também comparou a postura do Governo do Estado com a da Prefeitura de São Luís, que concedeu reajuste de 16% aos professores da rede municipal. “Ignorar os professores é virar as costas para o futuro do Maranhão”, afirmou.

Durante o discurso, Carlos Lula ainda questionou as declarações do governador sobre reformas em escolas estaduais e adiantou que o tema será aprofundado em debates futuros no Parlamento. Para ele, a falta de prioridade com a educação compromete diretamente outras áreas essenciais, como a segurança pública e a valorização dos servidores.

“Educação é prioridade. O reajuste é uma exigência legal. Se o governo não cumprir, nós vamos buscar esse direito na Justiça”, concluiu.

Repercussão nas redes

A cobrança feita pelo deputado repercutiu nas redes sociais, onde professores relataram insatisfação com a demora do anúncio do reajuste. O professor Rafael Rabelo afirmou que o problema vai além do percentual. “O Maranhão não aplica o piso do magistério ao vencimento do professor. Queremos o pagamento efetivo do piso, não apenas o reajuste”, comentou.

Já Carlos Wagner Vasconcelos criticou a falta de posicionamento do Executivo estadual. “Janeiro acabou, fevereiro começou e nada do governador anunciar o reajuste. Educação não pode ficar em segundo plano”, escreveu.

As manifestações ampliam a pressão sobre o Governo do Maranhão no início do ano legislativo e colocam a valorização dos professores no centro do debate político estadual.

Carlos Lula denuncia exclusão de blocos tradicionais do Carnaval do Maranhão

Assecom / Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou a exclusão da maioria dos blocos alternativos de rua da programação oficial do Carnaval do Maranhão, alertando para o risco de apagamento de manifestações culturais históricas e comunitárias. A denúncia foi feita por meio de vídeo divulgado nas redes sociais do parlamentar nesta semana.

Segundo Carlos Lula, desde 2024 cerca de 92% dos blocos alternativos ficaram fora do calendário oficial do Carnaval, enquanto apenas um grupo restrito, estimado em 7%, recebeu algum tipo de apoio financeiro do Governo do Estado. De acordo com o deputado, representantes dos blocos buscaram diálogo com a Secretaria de Estado da Cultura ao longo de 2024 e 2025, sem retorno efetivo.

Para o parlamentar, a exclusão tem sido acompanhada de uma rotulação política indevida das manifestações culturais. “São pessoas que fazem cultura, não política partidária. Esses blocos estão acima dessa disputa. Não faz sentido tratá-los como oposição apenas porque denunciam a exclusão que sofrem”, afirmou.

Carlos Lula destacou que os blocos alternativos desempenham papel central na preservação do carnaval tradicional maranhense, realizado nas comunidades, com marchinhas e apresentações de rua, próximas da população. “O Carnaval do Maranhão não pode se resumir a grandes atrações nacionais. Ele nasce nos bairros, nos territórios, no chão da cidade”, ressaltou.

Como resposta concreta à situação, o deputado anunciou a destinação de R$ 500 mil em emendas parlamentares para viabilizar a contratação dos blocos excluídos pela Secretaria de Estado da Cultura. Segundo ele, os recursos já estão disponíveis para garantir as apresentações durante o período carnavalesco.

“Não se trata apenas de festa. Trata-se de cultura, identidade, renda e pertencimento. Estou colocando parte das minhas emendas à disposição para que esses blocos tradicionais não sejam silenciados”, declarou.

Ao final, Carlos Lula fez um apelo ao governador Carlos Brandão e ao secretário de Cultura, Yuri Arruda, para que o Estado assuma o compromisso de preservar as manifestações populares que formam a base do Carnaval maranhense. “Esse é o Carnaval autêntico do Maranhão e ele precisa ser protegido”, concluiu.

Carlos Lula afirma que Pesquisa Atlas derruba narrativa de alta aprovação do governo Brandão

ssecom / Dep. Carlos Lula / Foto: Ilano Lima

Durante a sessão plenária desta quinta-feira (18), na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) repercutiu os resultados da pesquisa Atlas, divulgada pelo UOL na tarde de quarta-feira (17), e afirmou que o levantamento “levou por água abaixo” a tese de alta aprovação do governador Carlos Brandão.

Segundo o parlamentar, os números apresentados pelo instituto contradizem pesquisas divulgadas no Maranhão que apontavam índices elevados de aprovação da atual gestão. “Saiu a pesquisa Atlas. As pesquisas aqui fabricadas, que o governo teria 70, 80, 90% de aprovação, ontem foram desmascaradas”, afirmou Carlos Lula.

De acordo com o deputado, o levantamento nacional mostra que o governador registra apenas 33% de aprovação, enquanto 51% da população reprova sua gestão. Carlos Lula ressaltou ainda que Brandão ocupa a oitava posição entre os nove governadores do Nordeste e aparece empatado em penúltimo lugar no ranking nacional. “Tem um índice de imagem pública de apenas 21 pontos, de 100 possíveis. O rei está nu, a avaliação do governo está muito abaixo da retórica oficial”, completou.

Em tom crítico, o parlamentar defendeu que é necessário enfrentar a realidade para além do discurso institucional. “É necessário negar o espelho da corte e fazer uma foto com as lentes que vêm de fora. É preciso que alguém diga a verdade,”, declarou. Ele também criticou o que chamou de isolamento do governo estadual. “Ao Palácio dos Leões nunca faltarão alfaiates imaginários. O que vai faltar sempre é alguém disposto a dizer a verdade”, afirmou.

Ao encerrar o pronunciamento, Carlos Lula classificou a atual gestão como um retrocesso para o estado. “Governador Carlos Brandão, o seu governo está nu, ele é um desastre para o Maranhão e cada dia que passa está mais perto de acabar, para livrar o Maranhão dessa opressão. A gente não admite mais e não aguenta mais outra oligarquia se firmar no nosso estado”, concluiu o deputado.

Carlos Lula critica incoerência da Câmara Federal em votações sobre cassações parlamentares

Assecom / Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) criticou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, as decisões tomadas pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (10). Para o parlamentar, o Congresso protagonizou “mais uma noite triste”, marcada por incoerências e afronta direta à Constituição Federal.

Lula destacou primeiro a suspensão de seis meses aplicada ao deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), após conflito com membros do MBL. Segundo ele, embora o ato tenha sido errado, a punição foi proporcional. “Ele não precisou ter o mandato cassado, mas ficará sem poder exercer atividade parlamentar por seis meses”, afirmou.

O deputado classificou como “absurda” a decisão seguinte da Câmara, que manteve o mandato da deputada Carla Zambelli, mesmo após sua condenação criminal com trânsito em julgado. Ele lembrou que, nesses casos, a Constituição determina que a perda do mandato seja apenas declarada pela Mesa Diretora, sem votação.

“A deputada Carla Zambelli está encarcerada na Itália. Por isso, a medida tomada pela Câmara Federal é tão absurda. Pois nesses casos a Constituição é clara, o mandato não é votado, é apenas declarado pela mesa”, criticou.

Lula também repudiou a comemoração de parlamentares após o resultado. “É um tapa na cara da sociedade brasileira”, disse.

Ao comparar os dois casos, Carlos Lula destacou a contradição. “Um parlamentar reage à provocação contra a vida de sua mãe e tem o mandato suspenso. E alguém que sai no meio da rua com uma arma em punho (…) não, com ela não acontece nada”, afirmou.

O deputado lembrou que a Assembleia Legislativa do Maranhão já aplicou a regra corretamente em situação semelhante.

Carlos Lula concluiu lamentando o cenário nacional e reafirmando seu compromisso com a legalidade e a democracia. “Vamos continuar lutando pelo povo do Brasil e pelo povo do Maranhão. Não dá para admitir que medidas como essa continuem sendo tomadas pela Câmara dos Deputados”, finalizou.

Carlos Lula critica violência no Congresso e repudia projeto que reduz penas de condenados do 8 de janeiro

Assecom / Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) repudiou, nesta quarta-feira (10), os episódios de violência registrados no Congresso Nacional e criticou a aprovação do substitutivo ao PL 2.162/2023, que reduz penas de envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Em discurso na Assembleia Legislativa, Lula afirmou estar “profundamente envergonhado” com a agressão a deputados, jornalistas e assessores. “Pelo menos 4 ou 5 deputados foram violentados pela polícia legislativa, o mesmo aconteceu com a imprensa que tentava cobrir esses fatos, o mais completo absurdo”, disse.

O parlamentar classificou como “absurda” e “ditatorial” a atuação do presidente da sessão, Hugo Mota (Republicanos), durante a retirada do deputado Glauber Braga (PSOL). “Ele resolveu de maneira completamente despropositada o incidente”, afirmou Lula, que também criticou o corte da transmissão da TV Câmara.

Sobre o projeto aprovado, ele acusou o Congresso de tentar beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Tudo para tentar salvar, para tirar da cadeia, o senhor Jair Bolsonaro, o ex-presidente do país. O maior covarde que já presidiu esse país”.

Lula encerrou dizendo que o episódio representa “um dos dias mais tristes da República” e pediu reação do Senado e da sociedade. O deputado é autor do PL 1/2024, que impede condenados pelos atos de 8 de janeiro de contratar com o poder público estadual.

Carlos Lula vota contra Medida Provisória que amplia cargos no governo

Assecom / Dep. Carlos Lula

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quarta-feira (3), a Medida Provisória nº 513/2025, enviada pelo Governo do Estado, que cria novos cargos na administração pública. A MP foi aprovada por 31 votos a 8, mas recebeu duras críticas do deputado estadual Carlos Lula (PSB), que votou contra o texto e classificou a proposta como uma “fraude oficializada” pelo Executivo.

Durante a sessão, Lula afirmou que a Medida Provisória encaminhada ao Parlamento criava apenas cinco cargos, mas decretos governamentais publicados posteriormente transformaram esses cinco cargos em 120 cargos comissionados, número 24 vezes maior do que o apresentado oficialmente à Assembleia.

“O Poder Executivo nunca manda o impacto administrativo e financeiro em seus projetos. Isso bastaria para a medida ser rejeitada”, declarou o parlamentar, destacando que a Constituição exige a apresentação prévia desses dados para qualquer criação de despesa permanente.

Segundo Carlos Lula, o governo agiu de maneira premeditada ao utilizar decretos para multiplicar os cargos. “Ele transforma simplesmente cinco cargos isolados em 120 cargos em comissão. É isso que estamos aprovando hoje”, denunciou.

O deputado também afirmou que a medida tem finalidade eleitoral e criticou o uso político da máquina pública. “Não foram cinco cargos criados, foram 120. É a pior política que há, politicagem rasteira, pequena, para tentar eleger o sobrinho. É um tapa na cara da sociedade”, afirmou Lula, em referência à pré-candidatura de Orleans Brandão.

O parlamentar anunciou que irá judicializar o caso e cobrar a responsabilização do Executivo. “A medida provisória é inconstitucional e imoral. O governador não tem coragem de mandar a criação de 120 cargos para esta Casa e se utiliza de estrutura fraudulenta. Eu farei questão de ir à Justiça mais uma vez”, assegurou.

Apesar das críticas, a MP 513/2025 foi aprovada pela maioria governista e segue agora para sanção.

A votação amplia o embate político entre o governo estadual e parlamentares da oposição, que têm denunciado o aumento de cargos comissionados, falta de transparência orçamentária e manobras administrativas que ferem a legalidade e comprometem a gestão pública do Maranhão.