Carlos Lula cobra providências sobre situação do Arquivo Público do Maranhão

Assecom Dep. Carlos Lula / Foto: Ilano Lima

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou, na sessão plenária desta quarta-feira (5), o abandono do Arquivo Público do Maranhão (APEM) e cobrou providências urgentes do Governo do Estado para preservar o acervo histórico da instituição. Segundo o parlamentar, há dois anos ele vem alertando sobre as condições precárias do prédio e o risco de perda de documentos históricos, mas até o momento nenhuma medida efetiva foi adotada.

O Arquivo Público, localizado no Centro Histórico de São Luís, foi interditado após constatação de risco de desabamento e segue fechado sem qualquer plano concreto de restauração. “Desde aquela denúncia o prédio foi fechado, mas nada foi feito. O acervo segue abandonado”, criticou o deputado.

Carlos Lula lembrou que, ainda em maio de 2024, realizou uma visita ao APEM como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, constatando o estado crítico da estrutura e a insegurança para servidores e pesquisadores. O parlamentar elaborou um relatório técnico enviado ao Corpo de Bombeiros, pedindo a interdição imediata do espaço, que acabou sendo confirmada.

Em fevereiro deste ano, o deputado participou de um ato público ao lado de professores, conservadores e pesquisadores, reforçando o apelo por uma transferência segura do acervo para outro prédio.

“Até agora, o governo fez de conta que não está escutando. Eu sei que o governador Carlos Brandão não é alguém afeito à cultura, mas ele precisa respeitar quem trabalha para preservar nossa história. O acervo do Arquivo Público é um tesouro. Se uma tragédia acontecer, não será por falta de aviso”, destacou Lula.

Transferência

O deputado relatou ainda que, mesmo após dez meses de interdição e sucessivas promessas de transferência para o IEMA, nenhuma ação foi concretizada. Servidores do órgão denunciam a deterioração do acervo, exposto à umidade e sem controle adequado de temperatura.

Carlos Lula também criticou a falta de prioridade orçamentária do governo estadual.

“A reforma do Arquivo Público custaria muito menos do que os R$ 12 milhões gastos recentemente no aluguel de um trio elétrico. Isso mostra que não é uma questão financeira, mas de escolha política”, afirmou o parlamentar.

O deputado encerrou sua fala cobrando uma resposta imediata do Governo do Maranhão e responsabilizando o Executivo por eventuais danos ao acervo.

História

O Arquivo Público do Estado do Maranhão (APEM) é uma das instituições mais antigas do país, criado em 1891, no início da República. Com 133 anos de existência, o APEM reúne documentos públicos que contam a história política, econômica e social do Maranhão — desde o período colonial até a atualidade.

O espaço é referência para pesquisadores, historiadores e estudantes, e guarda registros únicos da formação do estado. Sua deterioração representa, segundo especialistas, um risco real de perda irreversível da memória maranhense.

O colapso da estrutura pode significar uma tragédia cultural sem precedentes, semelhante à do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que já mostrava sinais de má conservação quando ocorreu o incêndio, em 2018. O desastre repercutiu internacionalmente.

Audiência pública discute proposta que prevê fim da obrigatoriedade de cursar autoescolas para tirar CNH

Agência Assembleia/ Foto: Miguel Viegas

A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, na manhã desta segunda-feira (3), uma audiência pública sobre a proposta que prevê o fim da obrigatoriedade de cursar autoescolas para tirar Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O evento, realizado no Auditório Gervásio Santos (Plenarinho), foi promovido por solicitação do Sindicato das Autoescolas do Maranhão (Sindauma). Os deputados Wellington do Curso (Novo) e Carlos Lula (PSB) presidiram os trabalhos da audiência pública, que contou com a participação de um grande número de instrutores, proprietários de autoescolas e educadores de trânsito.

Logo na abertura do evento, o deputado Wellington do Curso explicou que partiu do governo federal a proposta que prevê o fim da obrigatoriedade dos cursos de formação teórica e prática para a obtenção da CNH.

“É um debate nacional, que estamos trazendo aqui para esta Casa, porque sabemos que se trata de uma proposta preocupante, que poderá prejudicar empresas, causar aumento do desemprego e também provocar aumento no índice de acidentes de trânsito”, declarou Wellington do Curso.

O deputado Carlos Lula também manifestou apoio à luta dos proprietários de autoescolas e ressaltou que o momento é oportuno para discutir as alterações necessárias à redução do custo destinado à obtenção ou troca da CNH. “Porém, não há como negar que esta proposta do governo federal parte de um pressuposto completamente equivocado, daí ser necessária esta luta no sentido de sustar este projeto”, assinalou Carlos Lula.

Instrutores, proprietários de autoescolas e educadores de trânsito participaram da audiência pública

Alerta
Ao discutir a proposta do governo federal que prevê retirar a exigência de aulas nos Centros de Formação de Condutores para a obtenção da CNH, Carlos Lula advertiu que a exclusão das autoescolas pode prejudicar a política de educação para o trânsito.

Ele acrescentou que é a favor da democratização do acesso à CNH, “mas não podemos nos frutar deste debate que visa construir soluções que ampliem o acesso à habilitação e facilitem a entrada no mercado de trabalho, sem comprometer a segurança”.

Ele advertiu que atualmente os acidentes de trânsito geram um impacto significativo no Sistema Único de Saúde (SUS), causando sobrecarga em hospitais e emergências, consumindo bilhões de reais em internações e tratamentos, e resultando em custos elevados com tratamento de sequelas e longas internações.

Segundo Carlos Lula, a maior parte das internações é de motociclistas, o que pressiona leitos de UTI e pode adiar cirurgias eletivas para outros pacientes.

Ao fazer uso da palavra, o presidente do Sindicato das Autoescolas do Maranhão (Sindauma), Jefferson Campos, disse que é de suma importância a discussão sobre a proposta do Ministério dos Transportes que prevê eliminar a obrigatoriedade de aulas em autoescolas para a obtenção da CNH.

“Para nós, é inadmissível acabar com todo um setor que, só no Maranhão, agrega mais de 3 mil profissionais. Na verdade, estamos diante de um projeto populista, que nos deixa aflitos, causa muita preocupação e que representa um equívoco muito grande”, declarou Jefferson Campos. Ele frisou que em todo o Estado existem cerca de 380 autoescolas.

Apoio
Jefferson Campos e outros proprietários de autoescolas pediram que, além do apoio da Assembleia Legislativa, haja também o apoio dos integrantes da bancada federal maranhense (senadores e deputados federais).

Também proprietária da autoescola, Lorena Teresa, falando em nome dos Centros de Formação de Condutores, questionou sobre os riscos do fim da exigência dos cursos de formação. Para ela, a medida poderá afetar o grau de capacitação dos motoristas, além de impactar o mercado de trabalho.

Lorena Teresa advertiu que o projeto do governo federal poderá ocasionar o fechamento de 15 mil empresas, com a extinção de 300 mil postos de trabalho em todo o país. Ela apontou ainda um retrocesso na educação para o trânsito.

Ao final do evento, os profissionais dos Centros de Formação de Condutores que participaram da audiência pública fizeram questão de reafirmar a preocupação com o risco de aumento da mortalidade no trânsito do país. Eles agradeceram o apoio e a solidariedade da Assembleia Legislativa do Maranhão, na pessoa dos deputados Wellington do Curso e Carlos Lula.

“Essa nossa luta não para aqui. Vamos até Brasília e vamos ao Congresso Nacional, porque precisamos defender a permanência das autoescolas”, enfatizou Jefferson Campos, presidente do Sindicato das Autoescolas do Maranhão.

Carlos Lula cobra pagamento de professores temporários da rede estadual

Assecom / Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou, nesta terça-feira (30), na tribuna da Assembleia Legislativa, o atraso no pagamento dos professores temporários da rede estadual de ensino do Maranhão. Segundo o parlamentar, há profissionais que estão há cinco meses sem receber salários, em razão da falta de regularização da matrícula funcional pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

“Eu tenho recebido centenas de mensagens de professores contratados pelo governo do Estado que estão sem salários. Não estou falando de um ou dois meses, mas de cinco meses de atraso. São trabalhadores que dão aula todos os dias e estão há 150 dias sem receber um centavo”, destacou.

Carlos Lula ressaltou que a situação vem causando danos à saúde mental e crises financeiras entre os docentes. “São pessoas que estão adoecendo emocionalmente, estão endividados, em crise de ansiedade, porque não sabem como vão pagar o aluguel, a feira, o seu transporte, não sabem como vão colocar comida na mesa de seus filhos”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, embora a Seduc tenha anunciado uma força-tarefa para agilizar o cadastro e liberar os pagamentos, nada foi resolvido até agora. Ele lembrou ainda que mais da metade do quadro de professores da rede estadual é formada por temporários. “Não existe justificativa para o Estado ficar cinco meses sem pagar. Não há nenhuma razão a justificar o dano e o descaso com essas pessoas e com essas famílias”, disse.

O deputado concluiu cobrando uma resposta imediata do poder executivo estadual. “Não é por falta de recurso, pois o Governo nunca teve tanto dinheiro em caixa”, reforçou Carlos Lula, ao lembrar que a arrecadação estadual vem batendo recordes sucessivos, sustentada pelo aumento de impostos que pesa diretamente no bolso do maranhense.

Sessão solene homenageia os 10 anos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência

Agência Assembleia

A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, na tarde desta terça-feira (23), sessão solene alusiva aos 10 anos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. A homenagem foi proposta pelo deputado Carlos Lula (PSB) e a sessão foi conduzida pela deputada Andreia Rezende (PSB). Representantes de entidades ligadas à causa com sede em outros municípios do estado também participaram.

Compuseram a mesa da sessão solene a secretária-adjunta de Estado de Direitos da Pessoa com Deficiência, Beatriz Carvalho, o representante do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Paulo Carneiro Teixeira, o vereador Jorge Amaro, do Rio Grande do Sul, e o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Imperatriz, Evandro Fernandes.

Também estavam na mesa o coordenador do Fórum Maranhense das Entidades de Pessoas com Deficiência e Patologia, Dylson Ramos, o representante do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas e com Deficiência, Alenilton Santos Júnior, e a vice-presidente do Fórum Nacional de Gestores da Política de PCD, Priscila Selares.

Autor do requerimento solicitando a sessão solene foi o deputado Carlos Lula

O deputado Carlos Lula iniciou os pronunciamentos detalhando a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) e sua importância para a sociedade. “A exclusão não é um destino, mas uma escolha coletiva que a gente precisa superar todos os dias. A lei garante direitos fundamentais que vão da saúde à educação, da moradia ao transporte, do trabalho à cultura, sempre com a perspectiva da igualdade de condições. Ao mesmo tempo em que comemoramos, não podemos fechar os olhos para o que ainda falta. Negar a uma pessoa com deficiência o acesso a uma escola inclusiva, por exemplo, é negar a ela a oportunidade de desenvolver seus talentos e sonhos”, frisou Carlos Lula.

Isabele Passinho, diretora de Mobilidade Inclusiva e Aeroviária da MOB e presidente da Comissão de Pessoa com Deficiências da OAB/MA, destacou o trabalho da deputada Andreia Rezende na Casa do Povo e frisou a importância do evento, não somente pela sua simbologia, mas por aquilo que significa para todas as pessoas com essa condição.

“A Lei Brasileira de Inclusão é uma realidade que vem sendo conquistada a cada dia. Apesar de ser uma legislação muito bem elaborada, continua em processo de efetividade e construção, pois todos os dias as pessoas com deficiência enfrentam desafios”, disse.

Sessão solene contou com a presença de representantes de entidades ligadas à causa com sede em outros municípios maranhenses

Priscila Selares, vice-presidente do Fórum Nacional de Gestores da Política de PCD, abordou as questões de gênero previstas na LBI. “Essa lei foi determinante para que tivéssemos, por exemplo, o aumento de pena para agressores de mulheres com deficiência em situação de violência, e a inclusão na Lei Maria da Penha da obrigatoriedade da informação da condição de deficiência nos crimes de violência doméstica e familiar”, lembrou.

O representante do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Paulo Carneiro Teixeira, contribuiu falando sobre o papel do Conselho, que tem sido e continuará sendo um espaço de resistência. “Um espaço de diálogo democrático e de defesa dessa lei, sempre ao lado das pessoas com deficiência e suas entidades representativas”.

Vereador do Rio Grande do Sul, Jorge Amaro lembrou que o Maranhão tem 500 mil pessoas com deficiência e destacou o protagonismo do estado nessa área. “Eu já participei de muitos eventos relativos a pessoas com deficiência em muitos lugares do Brasil, mas somente aqui há um Fórum que se mantém vivo e ativo há muito tempo, movimentado pela sociedade civil”, elogiou.

O representante do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas e com Deficiência, Alenilton Santos Júnior, tratou dos desafios da LBI. “Entendemos que é necessário que haja união de forças para que possamos estar nas cidades do Maranhão fazendo esse trabalho de fomento dos movimentos sociais para discutir a criação, instalação e funcionamento dos conselhos municipais de direito da pessoa com deficiência, pois, atualmente, temos eles instalados em menos de um quarto dos municípios do Maranhão. Logo, nosso desafio é grande”, lamentou.

Beatriz Carvalho, secretária-adjunta de Estado de Direitos da Pessoa com Deficiência, agradeceu pela iniciativa do evento. “Esses dez anos dessa lei nos traz muitos momentos os quais não poderíamos ter deixado passar e branco. São dez anos de assinatura, mas por muito mais tempo ela vem sendo construída, e não podemos permitir que algo possa tirar as nossas garantias de direitos”, pontuou.

Evandro Fernandes, presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Imperatriz, aproveitou a oportunidade para frisar que, em novembro, a Região Tocantina sediará o VIII Encontro das Entidades de Pessoas com Deficiência e Patologia. “É um encontro em que as entidades da sociedade civil se reúnem, a cada dois anos, para discutir, ao longo de três dias, a política estadual voltada para essas pessoas”, informou.

A deputada Andreia Rezende, tetraplégica há 7 anos, encerrou a sessão com uma frase de impacto, que a ela havia sido dita pela senadora Mara Cristina Gabrilli. Foi a senadora quem presenteou a parlamentar aranhense com um exemplar da Lei Brasileira de Inclusão (LBI). “Olhando nos meus olhos, ela disse: inclusão não é favor, é direito. Muito obrigada”, finalizou.

Ator Antonio Saboia recebe Título de Cidadão Maranhense

Agência Assembleia

O ator Antonio Saboia foi homenageado com o Título de Cidadão Maranhense em sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa do Maranhão nesta segunda-feira (22). Por proposição do deputado Carlos Lula (PSB), o ato reuniu autoridades, amigos e familiares do homenageado, que tem sólida e premiada trajetória no audiovisual local e nacional.

Antonio Saboia atuou em produções de destaque, a exemplo dos longas-metragens ‘Ainda Estou Aqui’, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional. No Brasil, foi premiado como melhor ator por ‘Deserto Particular’, de Aly Muritiba, ‘Bacurau’, de Kleber Mendonça Filho, e ‘Órbitas da Água’, do maranhense Frederico Machado, além do reconhecimento como melhor ator coadjuvante em ‘Lamparina da Aurora’, também dirigido por Machado.

“É uma honra muito grande receber essa homenagem. Eu sou filho de maranhense e passei parte da minha infância aqui, onde iniciei minha carreira como ator. O Maranhão foi palco das lembranças mais lindas da minha vida. Receber esse reconhecimento é maravilhoso”, destacou Antonio Saboia.

O ato reuniu autoridades, amigos e familiares do homenageado, que tem premiada trajetória no audiovisual local e nacional

Parte da história de Antonio Saboia se passou no Maranhão, estado no qual viveu momentos marcantes. A ligação dele com a terra se deu por ser filho do jornalista maranhense Napoleão Pires Saboia. A mãe, Anita Clemens, tinha origem franco-espanhola.

No Brasil, Antonio Saboia viveu ainda em Brasília, antes de retornar a Paris, onde nasceu e morou por anos. Aos 22, voltou ao Brasil e construiu carreira sólida no cinema, acumulando mais de 14 filmes no currículo.

“De fato, Antonio Saboia é um maranhense. Um ator que ultrapassa, inclusive, o Brasil. Infelizmente, ele não pôde nascer nesta terra, como seu pai, mas com ela tem laços afetivos absurdos. Leva o nome do Maranhão para o mundo. O reconhecimento é, sobretudo, também para o Brasil. Hoje, o Maranhão ganha formalmente um novo filho, que leva nossa bandeira por onde vai”, frisou Carlos Lula.

Antonio Saboia com o deputado Carlos Lula, autor da homenagem, durante a entrega do Título de Cidadão Maranhense

Maranhão

No audiovisual maranhense, Antonio Saboia tem grande atuação, tendo sido homenageado na última edição do Festival Maranhão na Tela. O destaque reforça sua relevância não apenas como ator premiado, mas, também, como representante da cultura maranhense no cenário artístico nacional e internacional.

Antonio Saboia relembrou sua trajetória no cinema local. “Meu primeiro protagonista em longa-metragem foi no Maranhão, meu primeiro curta-metragem foi no Maranhão, meu primeiro prêmio como ator foi no Maranhão, minha primeira homenagem no cinema também foi no Maranhão. Logo, eu devo muito a este estado”, disse o ator.

Antonio Saboia relembrou sua trajetória no cinema e disse que o Maranhão foi palco das lembranças mais lindas de sua vida

Também estavam na sessão solene o deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) e o ex-deputado estadual Joaquim Haickel, entre outros.

Carlos Lula denuncia irregularidades e alerta para farra milionária nos exames práticos do Detran-MA

Assecom/ Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou, nesta quinta-feira (18), supostas irregularidades no contrato do Detran-MA para a realização dos exames práticos de habilitação no Maranhão. O parlamentar alertou que a medida pode gerar prejuízos financeiros aos cofres públicos e dificultar o acesso dos maranhenses à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Segundo Lula, o Pregão Eletrônico nº 13/2025 resultou na contratação da empresa Techpark Tecnologia e Mobilidade Ltda., única participante do certame, pelo valor de R$ 35,8 milhões anuais, chegando a mais de R$ 140 milhões em quatro anos. O contrato prevê o aluguel de apenas 38 veículos e a implantação de uma “solução tecnológica” já existente.

“Hoje as provas práticas são feitas com carros das autoescolas, que já possuem todos os equipamentos exigidos por lei e sem custo para o Estado. O governo decidiu trocar isso por um contrato milionário, que reduz a capacidade de exames e aumenta o custo para o candidato. Isso não é modernização, é desperdício do dinheiro do povo”, criticou Carlos Lula.

O deputado destacou que o contrato restringe a aplicação dos exames a cinco polos fixos (São Luís, Imperatriz, Bacabal, Balsas e Santa Inês), deixando os demais 212 municípios dependentes de frota itinerante. Hoje, o Maranhão realiza cerca de 15 mil exames práticos por mês, 180 mil por ano, em 55 cidades.

“Para categorias como caminhões, ônibus e carretas, haverá apenas um único veículo itinerante para atender todo o Estado. Isso significa que candidatos terão que esperar meses para realizar a prova, sem contar os deslocamentos caros e desgastantes”, disse.

Em São Luís, por exemplo, são usados 120 veículos por dia em sete locais de prova. O contrato prevê apenas 11 veículos, o que, segundo Lula, vai gerar filas intermináveis, atrasos e prejuízos para milhares de candidatos.

Outro ponto destacado pelo parlamentar foi o impacto financeiro para os candidatos. Atualmente, o exame custa R$ 83,29. Com o novo modelo, cada tentativa passaria a custar R$ 199,38. Em caso de reprovação, o valor adicional seria de R$ 116,09.

Fragilidades jurídicas

Carlos Lula elencou ainda fragilidades jurídicas do contrato, como a pesquisa de preços viciada, a restrição indevida à concorrência e a falta de estudos técnicos. Além disso, lembrou que a empresa foi condenada no estado do Mato Grosso a devolver R$ 19 milhões e, por isso, está impedida de ser contratada pela administração pública por dois anos.

O deputado estadual solicitou a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 13/2025, com a manutenção das provas no modelo atual, além da apuração rigorosa pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público do contrato.

Carlos Lula cobra mais valorização dos artistas maranhenses

Assecom / Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (16), para denunciar a desvalorização dos artistas maranhenses nas programações culturais do estado. O parlamentar lembrou a participação da cantora Célia Sampaio, ícone do reggae maranhense, no Festival Internacional The Town, em São Paulo, onde dividiu o palco com a cantora Iza no último domingo (14).

“Um festival dessa dimensão é capaz de dar palco a grandes estrelas, e a política cultural do Maranhão ainda insiste em negligenciar os nossos artistas e a nossa identidade cultural. Muita gente conheceu Célia Sampaio porque ela foi convidada para cantar ao lado da Iza. Mas Célia Sampaio é gigante, o Maranhão é gigante”, afirmou Lula.

O deputado questionou a ausência de espaços consistentes para os artistas locais: “Célia Sampaio e tantos outros maranhenses são essenciais para a música brasileira, não apenas para o Maranhão. Quantas vezes o nosso estado tem oferecido aos seus próprios artistas um palco à altura do seu talento?”

Carlos Lula lembrou que a cantora, conhecida como Dama do Reggae, iniciou sua carreira em 1984, no Akomabu, foi a única mulher a integrar a Banda Guetos e tornou-se a primeira mulher negra a gravar um disco de reggae no Brasil. “E aqui está a contradição: enquanto outros palcos reconhecem Célia, a política cultural do Maranhão segue sem oferecer uma estrutura permanente de valorização”, criticou.

O parlamentar defendeu que o Estado precisa ir além de programações pontuais em períodos festivos, como Carnaval e São João. “Não dá para fazer programação só com artistas de fora. É preciso criar editais contínuos, fomentar a circulação regional, apoiar a formação de público, garantir preservação de acervos e assegurar que nomes como Célia Sampaio ocupem o centro das programações culturais do Maranhão”, concluiu Carlos Lula.

Carlos Lula cobra postura do Governo do Maranhão diante da morte de motorista de aplicativo

Assecom / Dep. Carlos Lula

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) criticou, nesta quinta-feira (28), a postura do Governo do Maranhão diante do assassinato do motorista de aplicativo Franklin César, encontrado morto em São Luís após estar desaparecido desde domingo (24). O caso gerou uma onda de protestos de motoristas e motociclistas de aplicativo em diferentes pontos da capital e voltou a expor a grave crise da segurança pública no estado.

Segundo Lula, a atitude do governo ao veicular um vídeo institucional em horário nobre sobre o caso foi “um erro grave” que demonstrou mais preocupação com propaganda política do que com a dor da família da vítima.

“O governo conseguiu a proeza de transformar a dor de uma família em marketing político. O texto falava em solidariedade, mas logo em seguida exibiu uma lista de investimentos em viaturas, concursos e reformas de batalhões. Meus amigos, eu pergunto: que solidariedade é essa que não reconhece a tragédia em sua dimensão humana? O que a família de Franklin precisava era de segurança antes de chorar a perda dele”, afirmou Carlos Lula.

O parlamentar destacou que, apesar dos números apresentados pelo governo em propagandas, os dados oficiais mostram o avanço da criminalidade.

“40% de aumento nos homicídios na Grande Ilha ao comparar 2025 com 2024. O Maranhão saiu do 14º para o 6º lugar entre os estados mais violentos do país. É isso que o governo comemora? Enquanto a propaganda fala em investimentos, o povo enfrenta o luto: filhos, pais e irmãos enterrados precocemente”, disse Lula.

Ele lembrou ainda que não se trata de números abstratos, mas de trabalhadores com histórias interrompidas pela violência: “Franklin, Luís Felipe, Sancler, Alexandre, Cleyton e Gleyson — todos motoristas ou motociclistas de aplicativo que tiveram a vida tomada”.

Convocação

Carlos Lula anunciou que, ao lado dos deputados Othelino Neto, Rodrigo Lago e Ricardo Rios, protocolou o Requerimento nº 331/2025, convocando o secretário de Segurança Pública, Maurício Ribeiro Martins, para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa.

O documento pede respostas sobre análises de inteligência produzidas antes, durante e após os protestos, incluindo possíveis infiltrações de facções; cadeia de comando e ordens expedidas para o gerenciamento dos atos; providências investigativas sobre a morte de Franklin César; plano de proteção para motoristas e motociclistas de aplicativo, com reforço do policiamento e integração com plataformas digitais; disponibilização de relatórios, imagens, comunicações internas e dados sobre tempo de resposta e efetivo utilizado.