Médico destaca importância da vacina contra a dengue

Agência Assembleia

O avanço dos casos de dengue segue em alerta no país, mobilizando autoridades sanitárias e reforçando a importância das medidas de prevenção. Além do combate ao mosquito Aedes aegypti, a vacinação tem sido apontada como uma ferramenta estratégica para reduzir complicações e internações provocadas pela doença.

Em entrevista no programa Revista Maranhão desta segunda-feira (2), o médico alergista Roney Mendes destacou o papel da imunização no enfrentamento ao vírus. “Nós temos uma outra ferramenta segura, eficaz, que é a vacinação contra a dengue. Então, a vacinação contra a dengue, ela já está disponível há alguns anos no Brasil. Ela é eficaz e segura de 4 a 60 anos de idade”, pontuou.

Vacina

Atualmente, o Brasil conta com a vacina Qdenga, desenvolvida pela farmacêutica Takeda e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023. O imunizante passou a ser incorporado gradualmente ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme critérios definidos pelo Ministério da Saúde, e também está disponível na rede privada.

A vacina é indicada para pessoas de 4 a 60 anos de idade, independentemente de infecção prévia, e o esquema vacinal prevê duas doses com intervalo de três meses entre elas.

De acordo com Roney Mendes, a principal vantagem do imunizante está na proteção contra as formas mais graves da doença. “Ela tem uma altíssima eficácia em evitar dengue grave, ou seja, internar por dengue grave, dengue hemorrágica”, afirmou.

Ensaios clínicos conduzidos em diferentes países apontaram redução significativa no risco de hospitalização e complicações.

Mendes ressaltou ainda o processo de avaliação antes da liberação para uso em larga escala. “Então, essa vacina foi amplamente estudada por quatro anos e meio antes de ela ir para uma rede pública no planeta”, explicou.

Segundo ele, o acompanhamento continuou após a aprovação. “Depois que ela foi para uso na rede pública, ela já foi aplicada em milhões de pessoas. Então, os dados de segurança são enormes. Milhões de pessoas foram vacinadas e acompanhadas, monitoradas, fiscalizadas e não existem eventos adversos graves e frequentes documentados”, acrescentou.

Apesar do perfil de segurança considerado amplo, a vacina possui contraindicações. Ela não é indicada para crianças menores de 4 anos nem para adultos com mais de 60 anos. Gestantes e mulheres que estejam amamentando também não devem receber o imunizante.

Pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo pacientes em tratamento com quimioterapia ou em uso de medicamentos imunossupressores, assim como indivíduos com infecção por HIV sintomática ou com comprometimento importante do sistema imunológico, devem evitar a vacinação. Também não é recomendada para quem apresentou reação alérgica grave a componentes da fórmula ou à dose anterior. Em casos de febre ou doença aguda, a aplicação deve ser adiada até a recuperação clínica.

Especialistas reforçam que a vacinação não substitui as medidas tradicionais de prevenção, como a eliminação de água parada, o uso de repelentes e a instalação de barreiras físicas contra o mosquito. A combinação entre imunização e controle do vetor é considerada fundamental para reduzir a circulação do vírus e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde. A dengue pode evoluir para quadros graves, principalmente quando surgem sinais de alerta como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e queda de pressão, o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Com apresentação da jornalista Keith Almeida, o programa ‘Revista Maranhão’ é exibido toda segunda-feira, às 12h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309). 

‘Café com Notícias’ trata sobre ações preventivas da SES no combate às arboviroses

Agência Assembleia/ Foto: Miguel Viegas

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No ‘Café com Notícias’ desta terça-feira (10), na TV Assembleia, a apresentadora Elda Borges conversou com a chefe do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Monique Maia, sobre os cuidados preventivos de combate ao Aedes aegypti, agente transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“O Aedes aegypti é um mosquito de grande adaptação urbana que precisa de água para desenvolver o seu ciclo e quando a gente tem a presença de água, como é o caso do nosso período chuvoso associado a elevadas temperaturas que também ocorrem no Estado, isso faz com que reduza o tempo de eclosão desse mosquito”, explicou Monique Maia.

Ela ressaltou que o controle da doença se torna difícil devido ao fato de a maioria dos focos do mosquito, cerca de 80%, estarem dentro dos domicílios, o que torna fundamental o apoio e conscientização da população no combate às arboviroses.

Entre as orientações para ajudar no combate e controle ao foco do mosquito, estão receber os agentes de saúde e os de endemias; manter caixa d’agua e outros recipientes com água bem fechados; colocar areia nos pratinhos de vasos de plantas; guardar pneus em locais cobertos; amarrar bem sacos de lixo; limpar bem as calhas de casa; esvaziar garrafas e guardá-las fechadas ou viradas para baixo; não acumular sucatas e entulhos.

Sobre a atuação da secretaria nesse processo, Monique Maia observou que há um plano de ação, dividido em atividades de curto, médio e longo prazo.

“Esse plano de ação é dividido em alguns eixos. Temos o eixo, por exemplo, de prevenção em que o foco é na eliminação do mosquito, onde realizamos campanhas educativas e várias mobilizações.  Existe o eixo de vigilância, reforçando a notificação dos casos, e existe também o eixo de rede assistencial, onde os profissionais da saúde são orientados sobre o manejo clinico dessas doenças”, assinalou.

O programa ‘Café com Notícias’ é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309) e está disponível no canal da emissora no YouTube.

‘Café com Notícias’ dá detalhes da campanha de vacinação contra a dengue no estado

Agência Assembleia

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No programa ‘Café com Notícias’ desta terça-feira (20), na TV Assembleia, a jornalista e apresentadora Elda Borges recebeu a assessora especial da Secretaria Estadual de Saúde, Mayrlan Avelar, que falou sobre a campanha de vacinação contra a dengue no estado, ação iniciada na última quinta-feira (15).

A gestora detalhou que o Maranhão recebeu mais de 40 mil doses da vacina, distribuídas aos municípios de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Alcântara. Essa primeira remessa do imunizante é direcionada a crianças de 10 e 11 anos.

Com a chegada do período chuvoso no estado, Mayrlan Avelar reforçou a importância de estar atento a possíveis criadouros do mosquito que possam surgir com o acúmulo de água, como em vasos de plantas, calhas e lixo acumulado. Ela ressaltou, ainda, a necessidade de manter os quintais limpos e, principalmente, de receber os agentes de endemias em casa.

Como forma de conscientizar ainda mais a população sobre a importância dessas ações, o Governo do Estado, em parceria com os municípios, tem realizado atividades informativas com estudantes sobre o combate à dengue. Dessa forma, os alunos tornam-se propagadores dessas informações.

Para imunizar o maior número de crianças entre 10 e 11 anos, a SES tem realizado a vacinação nas escolas, local onde a maior parte desse público está concentrado.

“A vacina vem te proteger de não desenvolver a forma grave da doença. Mas, as outras medidas são tão importantes quanto, que são as medidas mecânicas de retirar o mosquito do criadouro, manter o quintal limpo e as de orientação da população para que seja feito um trabalho coletivo de proteção”.

De acordo com Mayrlan Avelar, as crianças que não forem imunizadas nas escolas devem ir as UBSs e policlínicas, acompanhadas dos pais ou responsável, levando documento oficial com foto de ambos e cartão de vacinação.

O ‘Café com Notícias’ é exibido de segunda a sexta-feira, às 9h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal17; e Sky, canal 309).

‘Diário da Manhã’ – Carlos Lula defende distribuição de repelentes para prevenção à dengue no Maranhão

Agência Assembleia

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Em entrevista ao programa ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM), nesta terça-feira (20), o deputado Carlos Lula (PSB) defendeu a distribuição de repelentes para prevenção à dengue no Maranhão, atendendo a uma Indicação de sua autoria encaminhada à Secretaria de Saúde do Estado (SES), por conta da quantidade grande de casos da doença nos últimos meses.

Na conversa com o jornalista e apresentador Ronald Segundo, o parlamentar explicou que o início do ano é um período crítico no controle do mosquito Aedes aegypti devido ao clima quente e chuvoso que favorece vários pontos de água parada, local propício para a proliferação do vetor da dengue, chikungunya e zika vírus.

“Segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, 54 pessoas já morreram por dengue no Brasil em 2024. O cenário também é preocupante no Maranhão, com aumento em 300% no número de casos no ano passado. Neste ano, 26 municípios já tiveram casos da doença confirmados, sendo registrados cinco graves. Além disso, cinco municípios registraram casos de chikungunya e três registraram casos de zika vírus”, revelou.

De acordo com o deputado, além de evitar o acúmulo de água parada, outra forma eficaz de prevenção contra a picado do Aedes aegypti é o uso de repelentes que possuem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Claro que o Estado não tem condições de distribuir repelente para todos os 7 milhões de maranhenses, mas é preciso priorizar, já que sabemos que a forma mais eficaz de prevenir a doença é acabar com os criadouros do mosquito, mas o repelente é reconhecido por especialistas como uma estratégia eficaz na proteção individual contra picadas de mosquitos infectados, contribuindo para a prevenção de doenças causadas pelo Aedes, que podem sobrecarregar a rede pública e privada de saúde”, afirmou.

Por fim, Carlos Lula enfatizou que, além de fornecer proteção pessoal aos cidadãos, a iniciativa de distribuição gratuita de repelentes pode fortalecer as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças já executadas pelo governo estadual; e pode atuar diretamente na saúde preventiva e na garantia da qualidade de vida da população maranhense.

Carlos Lula solicita distribuição de repelentes para prevenção contra a dengue no Maranhão

Assecom/Dep. Carlos Lula

O início do ano é um período crítico no controle do mosquito Aedes aegypti devido ao clima quente e chuvoso que favorece vários pontos de água parada, local propício para a proliferação do vetor da dengue, chikungunya e zika vírus. Segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, 54 pessoas já morreram por dengue no Brasil em 2024.

O cenário também é preocupante no Maranhão. Neste ano, 26 municípios já tiveram casos de dengue confirmados, sendo registrados cinco casos graves. Além disso, cinco municípios registraram casos de chikungunya e três registraram casos de zika vírus. Em 2023, o estado apresentou um aumento de casos acima de 300%.

Além de evitar o acúmulo de água parada, outra forma eficaz de prevenção contra a picado do Aedes aegypti é o uso de repelentes. Em geral, todos os repelentes que possuem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) protegem contra o mosquito.

Para garantir a proteção dos maranhenses e evitar uma epidemia, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) encaminhou uma indicação à Secretaria de Estado da Saúde (SES) sugerindo o fornecimento gratuito de repelentes como medida auxiliar ao combate a dengue e as outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

“Sabemos que a forma mais eficaz de prevenir a doença é acabar com os criadouros do mosquito, mas o repelente é reconhecido por especialistas como uma estratégia eficaz na proteção individual contra picadas de mosquitos infectados, contribuindo para a prevenção de doenças causadas pelo Aedes, que podem sobrecarregar a rede pública e privada de saúde”, a explicou Carlos Lula.

Segundo a indicação, além de fornecer proteção pessoal aos cidadãos, a iniciativa de distribuição gratuita de repelentes pode fortalecer as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças já executadas pelo governo estadual. Ao disponibilizar esse recurso de forma acessível e ampla, a SES pode atuar diretamente na saúde preventiva e na garantia da qualidade de vida da população maranhense.

‘Café com Notícias’ – Secretaria de Saúde realiza ações de combate à dengue no estado

Agência Assembleia

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O programa ‘Café com Notícias’ desta quinta-feira (1º), na TV Assembleia, recebeu a superintendente de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Dalila Santos, que falou sobre a campanha de combate à dengue no Maranhão.

Em 2023, foram registrados 358 casos de dengue no estado e, neste ano, foram confirmados 22 casos da doença. Com a chegada do período chuvoso, a preocupação é de que esse número possa crescer e, para prevenir isso, a SES tem desenvolvido uma série de ações educativas e preventivas, como pulverização de inseticidas, com o Carro Fumacê, e a visita dos agentes de endemias para identificação de possíveis focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Apesar dos números registrados no ano passado serem considerados baixos, Dalila Santos explicou que o estado já tem um histórico de registro de grande número de casos de dengue em anos anteriores, fatos que foi fundamental para o estado ser um dos escolhidos para receber as primeiras doses da vacina contra a doença.

Dalila Santos destacou que um fato determinante para a redução dos registros de dengue no estado tem sido a prevenção, que vem sendo trabalhada em todos os municípios nos últimos anos.

“Trabalhando a questão da prevenção faz com que essa redução ocorra, ainda que ela não seja a ideal, afinal ainda há municípios em que a atenção precisa ser redobrada e sem a prevenção esses números podem aumentar. A exemplo de São Luís que tem um grande quantitativo populacional e uma grande quantidade de áreas vulneráveis à ocorrência da doença”, assinalou.

Vale ressaltar que o mosquito Aedes aegypt é responsável pela transmissão não só da dengue, mas também da chikungunya e zika vírus, todas doenças que, em seu estágio mais grave, podem levar à morte.

Dalila Santos reforçou que medidas simples adotadas pela população podem ajudar no combate ao mosquito, como manter bem tampados tonéis, caixas e barris de água; trocar água dos vasos de planta uma vez por semana; manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo; fazer a limpeza de calhas para evitar o acumulo de água; e fazer o descarte correto do lixo, entre outras.