Ginecologista esclarece dúvidas sobre métodos contraceptivos e reposição hormonal no ‘Diário da Manhã’

Agência Assembleia / Foto: Miguel Viegas


A contracepção feminina, seus mitos, escolhas e a autonomia da mulher foram temas centrais da entrevista concedida pela ginecologista obstetra Lícia Kércia ao programa Diário da Manhã, desta sexta-feira (6). A conversa abordou dúvidas comuns sobre métodos contraceptivos e reforçou a importância do acompanhamento médico para decisões mais seguras e personalizadas.

Ao ser questionada sobre a existência de um método contraceptivo ideal, a especialista foi enfática ao afirmar que não há uma opção única que sirva para todas as mulheres. Segundo ela, a escolha precisa levar em conta o momento de vida, o estilo cotidiano e as características individuais de cada paciente.

“Na verdade, a gente tem muitos métodos contraceptivos. O melhor método é o que se encaixa melhor na vida daquela mulher”, explicou.

A médica ressaltou que métodos bastante utilizados, como a pílula anticoncepcional, podem não ser adequados para todas, especialmente para aquelas que têm dificuldade em manter o uso diariamente. “Muitas mulheres não se adaptam, esquecem de tomar a pílula e acabam engravidando. Então, para essa mulher, não seria o método ideal”, afirmou.

Praticidade e segurança


Como alternativas, ela citou métodos de longa duração, como o DIU e o implante contraceptivo, conhecido popularmente como “chip”, que garantem maior praticidade e segurança.

Durante a entrevista, Lícia Kércia também chamou atenção para os efeitos colaterais associados aos métodos hormonais de uso oral, que passam pelo metabolismo do fígado.

“Quando a mulher toma a pílula, o hormônio acaba sendo metabolizado pelo fígado e isso pode trazer consequências, como dor de cabeça e náusea”, alertou.

Em contrapartida, ela destacou que existem métodos hormonais com melhor tolerância, como o DIU hormonal, o implante subcutâneo, o adesivo contraceptivo e o anel vaginal.

Automedicação


Outro ponto importante abordado foi a automedicação. A ginecologista destacou que muitas mulheres iniciam o uso de contraceptivos sem orientação adequada, o que pode provocar sintomas persistentes sem que a causa seja identificada.

“Não é qualquer pílula, não é para qualquer mulher. Cada mulher é única e precisa ser estudada para saber qual tipo de hormônio melhor se adapta à vida dela”, enfatizou.

Segundo a médica, dores de cabeça frequentes, alterações na pele e outros desconfortos podem estar diretamente relacionados ao método utilizado.

A entrevista reforçou a necessidade de informação, acesso a acompanhamento especializado e políticas públicas que garantam às mulheres o direito de escolher, com segurança e autonomia, o método contraceptivo mais adequado à sua realidade.

‘Café com Notícias’ destaca Março Lilás de prevenção ao câncer de colo do útero

Agência Assembleia/ Foto: Miguel Viegas

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O mês de março é marcado pela campanha “Março Lilás”, que busca conscientizar sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. Durante entrevista ao programa ‘Café com Notícias’, da TV Assembleia, nesta quinta-feira (20), o ginecologista Bruno Maciel destacou a gravidade da doença, alertando que o Maranhão lidera os casos no Nordeste e tem um dos índices mais altos do país.

“O câncer de colo do útero é silencioso e tem uma progressão lenta, o que reforça a necessidade de exames preventivos regulares”, assinalou o médico.

Um dos principais desafios enfrentados no combate à doença é a falta de acesso a exames preventivos, principalmente em regiões mais afastadas.

“Há pacientes no interior do estado que nunca fizeram um preventivo na vida”, alertou o especialista, enfatizando que a detecção precoce aumenta significativamente as chances de um tratamento eficaz, reduzindo a necessidade de procedimentos mais agressivos, como cirurgia extensa e quimioterapia.

Vacinação

Outro ponto relevante abordado na entrevista foi a relação entre o HPV e o câncer de colo do útero. O vírus está presente em cerca de 98% dos casos da doença, o que torna a vacinação uma das estratégias mais eficazes de prevenção.

“A OMS (Organização Mundial de Saúde) prevê a erradicação do câncer de colo do útero até 2030 graças à vacinação contra o HPV”, destacou o ginecologista Bruno Maciel. Ele também lamentou que muitas vacinas ainda são desperdiçadas devido à desinformação e ao preconceito.

Para as mulheres que já passaram da idade de vacinação, a orientação é reforçar a realização do exame preventivo Papanicolau. “Não é momento para ter vergonha ou medo. O importante é procurar uma unidade básica de saúde e garantir que a prevenção seja feita da melhor maneira”, aconselhou o ginecologista.

Segundo o especialista, com mais informação e ações preventivas, é possível reduzir significativamente os casos da doença e salvar vidas.

O programa ‘Café com Notícias’ tem apresentação da jornalista Elda Borges e é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).

Programa ‘Café com Notícias’ trata sobre menopausa e mudanças na vida da mulher

Agência Assembleia/ Fotos: Miguel Viegas

Assista à entrevista na íntegra

No ‘Café com Notícias’ desta terça-feira (24), na TV Assembleia, a jornalista e apresentadora Elda Borges conversou com o médico ginecologista e obstetra Ulysses Araújo sobre a menopausa e seus efeitos na vida e saúde da mulher.

A menopausa é definida pela ausência de menstruação (amenorreia) por 12 meses consecutivos e é determinada de forma retroativa, representando o término, permanente, da menstruação. A menopausa pode ocorrer entre os 45 e 55 anos, mas quando acontece por volta dos 40 anos ou menos é considerada precoce. 

“Um dos principais órgãos que produz os hormônios são os ovários, então quando a mulher chega na menopausa os ovários começam diminuir a sua função, é chamado hipofunção, os folículos vão diminuindo e ela vai começar a ter alterações do ciclo menstrual. Normalmente, menstrua mensal, e ela passa a menstruar de dois em dois meses, três em três meses; começa a ficar essa variação e aí vem as ondas de calor e outros sintomas”, ressaltou.

O médico explicou que a menopausa não é uma doença, mas sim uma etapa natural na vida da mulher e não precisa ser encarada com sofrimento, sendo possível aliviar os sintomas dessa fase através de terapias de reposição hormonal, com o uso de fitoterápicos, a prática de atividades físicas e uma alimentação adequada.

Segundo o médico, a terapia de reposição hormonal (TRH) têm suas contraindicações e uma delas é o câncer de mama, de endométrio e outros tipos de câncer.

Entre os sintomas da menopausa, estão as ondas de calor do corpo, popularmente conhecidas como fogachos, ondas de frio, irritabilidade, unhas e cabelos mais frágeis, perda de massa óssea, em alguns casos a mulher pode ter depressão e melancolia, entre outros sintomas.

O ‘Café com Notícias’ é exibido de segunda a sexta-feira, às 9h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).