‘Sustentabilidade na Prática’ debate gestão de resíduos sólidos na Região Metropolitana de São Luís

Agência Assembleia

O programa “Sustentabilidade na Prática”, da Rádio Assembleia (96,9 FM), exibido nesta terça-feira (24), discutiu a gestão de resíduos sólidos na Região Metropolitana de São Luís. A convidada da edição foi a arquiteta e urbanista Lara de Alencar, coordenadora do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) pela Agência Executiva Metropolitana (Agem).

“A gestão de resíduos sólidos é um grande desafio, mas também apresenta avanços significativos. A Agem é responsável pelas funções públicas de interesse comum da Região Metropolitana, composta atualmente por 13 municípios. É uma região extensa e complexa, com características econômicas, culturais e territoriais diversas”, observou a especialista.

Ao abordar o cenário da gestão de resíduos, Lara de Alencar ressaltou que o principal equipamento é o Aterro da Titara, em operação desde 2015. “Os aterros sanitários seguem normas técnicas que reduzem impactos ambientais, especialmente no solo e nos lençóis freáticos. Atualmente, 11 municípios utilizam o aterro por meio de acordo de cooperação técnica. Enquanto o Estado assume a destinação final adequada, os municípios são responsáveis pela coleta”.

A arquiteta chamou atenção ainda para a necessidade de mudança de comportamento da população. “Grande parte dos cidadãos deposita o lixo em frente às residências sem refletir sobre o destino final ou sobre formas de reduzir a geração de resíduos. Precisamos repensar nossos hábitos de consumo e fortalecer a educação ambiental”, afirmou.

A convidada também destacou que um levantamento realizado no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Grande São Luís, aprovado como lei em 2023, apontou que quase 50% dos resíduos residenciais são orgânicos. Nesse contexto, a compostagem surge como alternativa viável e eficiente para diminuir o volume destinado aos aterros.

Avanços e boas práticas

Apesar dos desafios, Lara de Alencar salientou conquistas importantes. “O Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio, com índices que variam entre 96% e 98%, chegando a quase 100% em alguns anos. Esse resultado é fruto do trabalho das cooperativas de catadores”.

A especialista também mencionou iniciativas voltadas à valorização desses profissionais, como a criação de pontos de coleta durante o Carnaval promovido pelo Governo do Maranhão, permitindo que materiais recicláveis fossem destinados corretamente às cooperativas e centrais de triagem. Outro exemplo citado foi o apoio ao galpão de triagem da cooperativa de Paço do Lumiar.