Saúde e Bem-estar aborda o impacto psicológico do fim do ano

Agência Assembleia

A psicóloga Marina Coelho falou sobre como driblar o impacto psicológico das festas de fim de ano no programa ‘Saúde e Bem-estar’, que foi ao ar nesta quarta-feira (10) pela Rádio Assembleia. Na oportunidade, a profissional de saúde discorreu sobre os efeitos emocionais que o encerramento do ano traz para as pessoas.

Essa sensação tem um nome, ‘dezembrite’. Para a psicóloga, este mês, ao tempo em que as pessoas desaceleram, também há a pressão em analisar sobre o que ocorreu durante o ano. “Dezembro chegou e, às vezes, traz uma culpa por projetos não executados, também vem à mente alguns lutos, sentimento de mudança e aprimoramento que chegam como sentimentos negativos”, disse Marina Coelho.

Durante a conversa com as apresentadoras Lêda Lima e Marina Sousa, a psicóloga deu algumas dicas de como amenizar estas questões. “Nos aproximando de pessoas que a gente ama, que escolhe dividir a vida, conviver. Cultivar bons relacionamentos é bom para a saúde mental, inclusive, se não está fazendo bem, tomar a decisão de se afastar. Mas também uma boa alimentação, atividade física, ajudam muito”, destacou Marina Coelho.

Ela chamou a atenção para os sinais em relação a problemas mentais que, muitas vezes, acabam sendo disfarçados pelas pessoas. Marina Coelho ressaltou ainda a necessidade de observação das pessoas para acolhê-las da melhor forma. “Temos de observar os sinais e ver que, muitas vezes, é necessário se colocar em local de apoiadores”, finalizou a psicóloga.    

Assista ao programa:

‘Saúde e Bem-Estar’ aborda Síndrome da Dezembrite com a psicóloga Marina Coelho

Agência Assembleia/ Foto: Miguel Viegas

Assista ao programa na íntegra

O programa ‘Saúde e Bem Estar’, da Rádio Assembleia (96,7 FM), abordou, nesta quarta-feira (11), a questão da Síndrome da Dezembrite, com a psicóloga Marina Coelho Durans, da Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional (DSMO) da Assembleia Legislativa.

Em conversa com as radialistas e apresentadoras Marina Sousa e Leda Lima, a psicóloga esclareceu que a Síndrome da Dezembrite ainda não é um transtorno constante na Classificação Internacional de Doenças (CID), mas é reconhecido por pesquisas científicas.

“A Síndrome de Dezembrite consiste na existência de uma sintomatologia, mas não, necessariamente, um transtorno. Nesta época do ano, há dados de pesquisa que demostram um aumento do estresse nas pessoas na ordem de 75%. O Centro de Valorização da Vida (CVV) comprova um aumento do grau de depressão nas pessoas neste período. É um conjunto de sintomas tipo, ansiedade, angustia, depressão, enfim, sintomas negativos e o sentimento de culpa”, explicou.

Prevenção

Marina Coelho explicou que a forma de prevenir a Síndrome da Dezembrite é a pessoa lembrar que é só uma e que tem limitações e precisa saber dizer não.

“Nesta época, as demandas de toda ordem crescem e as pessoas querem dar conta e não conseguem. Nesse momento, o mais importante é você ter em mente que, de fato, não vai conseguir fazer tudo. Esse sentimento de se sentir sobrecarregado e um pouco para baixo é normal porque são muitas coisas acontecendo e a gente tem nosso limite. Busque fazer aquilo que acha ser o melhor dentro das suas possibilidades”, assinalou.

Advertência

Por fim, a psicóloga orientou que a forma de superação da Síndrome da Dezembrite é procurar fazer o melhor e o possível dentro dos limites de cada um.

“O aspecto emocional que se expressa em sentimentos de tristeza, melancolia, angústia e ansiedade, neste período, devem ser encarados como normal, mas dentro de um certo limite. É importante a gente fazer esse momento de se perdoar e entender que não podemos dar conta de tudo. Todos temos limitações e também potencialidades. Compreender isso é muito importante para superar a Síndrome da Dezembrite”, advertiu.