Psiquiatra fala, no ‘Diário da Manhã’ sobre interligação entre obesidade e ansiedade

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

A psiquiatra Tamires Cruz foi a entrevistada do programa Diário da Manhã, da Rádio Assembleia (96,9 FM) e da TV Assembleia, desta quarta-feira (28).  Ela falou sobre obesidade versus ansiedade – quando o corpo reflete o que a mente sente, ao destacar o tema da saúde mental.

No bate-papo com o jornalista e apresentador Ronald Segundo, a especialista disse que janeiro, por ser início de ano, é uma data oportuna para as pessoas procurem especialistas para fazer consulta e colocar a saúde mental em dia.

“É muito importante falar no começo do ano sobre saúde mental e planejar o que fazer em termos de cuidados com a saúde mental, uma vez que o nosso cérebro é o principal motor.  A obesidade e a ansiedade são patologias profundamente interligadas e o ganho de peso frequentemente reflete desequilíbrios emocionais e metabólicos, assim como a magreza”, explicou.

De acordo com Tamires Cruz, a obesidade não é apenas uma questão física ou de escolhas alimentares, mas um reflexo de como a mente lida com o estresse, a ansiedade e as emoções, transformando o corpo em um “palco” dessas vivências internas. Ela destacou a “somatização” das emoções, uma vez que a ansiedade crônica pode fazer com que o indivíduo recorra à comida para aliviar emoções negativas. 

A especialista defendeu um tratamento multidisciplinar, cuidando da saúde mental e física de forma conjunta, muitas vezes investigando o histórico emocional do paciente para tratar o fundo emocional da obesidade.

 Em transmissão simultânea e ao vivo, o ‘Diário da Manhã’ pode ser acompanhado de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309)

Roberta Duailibe alerta, no Café com Notícias’ para a prevenção e tratamento da obesidade

Agência Assembleia

O programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, conversou, nesta quarta-feira (21), com a médica endocrinologista, Roberta Duailibe, sobre obesidade e doenças metabólicas. Em entrevista à jornalista Elda Borges, a especialista falou  sobre as doenças metabólicas e deu orientações sobre cuidados preventivos e formas de tratamento.

Dados estatísticos mostram que a obesidade parece ser um mal do mundo inteiro e não apenas no Brasil. A Federação Nacional de Obesidade já detectou que cerca de 25% da população está acima do peso, inclusive as crianças a partir dos 5 anos de idade.

Inicialmente, Roberta Duailibe disse que se vive uma epidemia mundial de obesidade e alertou para a necessidade de se conscientizar a população sobre a importância de se prevenir e tratar essa doença metabólica.

“A obesidade não é apenas uma gordurinha a mais, uma questão de estética, mas uma inflamação contínua no corpo. Isto tem um impacto muito grande no corpo. E a gente precisa tomar cuidados porque, a longo prazo, isso leva a muitas complicações de saúde. Temos percebido um aumento da prevalência da obesidade infantil”, ressaltou.

A médica atribui como causas da obesidade infantil, dentre outros fatores, as mudanças de hábitos no mundo moderno, seja pelo uso dos alimentos ultraprocessados, que têm alto índice calórico, gordura saturada e muito açúcar, o que leva as crianças a quererem comer mais.

“Hoje, as crianças ficam mais tempo diante da tv ou tablet, ou seja, mais expostas a fatores estimulantes ao consumo desses alimentos e com pouca prática de atividades físicas. Dessa forma, a obesidade já se apresenta desde a infância e vai se perpetuar pela vida adulta”, alertou.

Bons hábitos

Roberta Duailibe disse que a gente precisa ter bons hábitos ao longo da vida inteira, desde a infância, adolescência à vida adulta e que a obesidade é uma doença multifatorial.

“Temos a questão da alimentação, falta de atividade física e a genética como alguns fatores que levam à obesidade. E o sono também influencia. Quanto antes se implementar bons hábitos, maiores chances teremos de impedir a obesidade. Mas pode acontecer que, mesmo com as práticas de bons hábitos, apareça a obesidade em crianças”, esclareceu.

O programa Café com Notícias é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309). A entrevista completa está disponível no Youtube por meio do link:

‘Café com Notícias”: Especialista destaca a cirurgia bariátrica como procedimento essencial no tratamento da obesidade

Agência Assembleia / Foto: Kristiano Simas

A obesidade segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. O tema foi debatido no programa Café Notícias, da TV Assembleia Maranhão, nesta quarta-feira (14), durante entrevista com o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Giuliano Peixoto Campelo, representante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Na conversa, o especialista ressaltou que, apesar do avanço de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, a cirurgia bariátrica continua sendo um tratamento fundamental para pacientes com obesidade moderada a grave. Segundo ele, cerca de 1% das cirurgias bariátricas realizadas no país ocorrem no Maranhão.

De acordo com Dr. Giuliano, os medicamentos têm apresentado bons resultados em pacientes com obesidade grau 1 ou sobrepeso. No entanto, em casos mais avançados ou associados a doenças como diabetes e hipertensão de difícil controle, a cirurgia permanece como a principal alternativa terapêutica. 

“Para pacientes com obesidade extrema ou diabetes grave, a cirurgia não deve ser encarada como última opção, mas como a primeira, para evitar complicações fatais”, explicou.

Reganho de peso

Durante a entrevista, o médico reforçou que a obesidade é uma doença crônica, sem cura definitiva, mas passível de controle contínuo. Ele alertou que cerca de 85% dos pacientes que interrompem o uso de medicamentos voltam a ganhar peso. 

Já no caso da cirurgia bariátrica, o reganho ocorre em aproximadamente 20% a 30% dos pacientes após cinco anos, geralmente associado ao abandono do acompanhamento médico, ao consumo excessivo de álcool ou a questões psicológicas não tratadas.

O especialista também esclareceu os critérios atuais para a realização da cirurgia. O procedimento é indicado para pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 35, desde que apresentem doenças associadas, como diabetes, hipertensão ou gordura no fígado, e para aqueles com IMC acima de 40, mesmo sem comorbidades. 

Quanto à idade, o Conselho Federal de Medicina passou a permitir a cirurgia a partir dos 16 anos. Entre 14 e 16 anos, o procedimento só pode ser realizado em protocolos de pesquisa específicos.

Outro ponto abordado foi o estigma social relacionado à obesidade. Dr. Giuliano destacou que apenas cerca de 3% dos pacientes conseguem controlar a doença exclusivamente com dieta e atividade física. 

Ele comparou a obesidade a outras enfermidades, defendendo que o tratamento deve ser ajustado quando não apresenta resultados. “Não se pode responsabilizar o paciente dizendo apenas para comer menos e caminhar. A obesidade precisa ser tratada como qualquer outra doença”, afirmou.

“Magro metabolicamente doente”

Na entrevista, o médico também chamou atenção para o conceito do “magro metabolicamente doente”, que se refere a pessoas com peso considerado normal, mas que apresentam doenças metabólicas, como diabetes e gordura no fígado. Segundo ele, esses pacientes podem evoluir com complicações mais graves por não buscarem tratamento devido à aparência física aparentemente saudável.

Ao final, Dr. Giuliano reforçou a necessidade de encarar a obesidade com o mesmo acolhimento e seriedade dedicados a doenças como o câncer. Ele destacou que a cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz, mas exige compromisso permanente com mudanças no estilo de vida e acompanhamento multidisciplinar ao longo da vida.

‘Café com Notícias’ alerta sobre riscos à saúde do sedentarismo e da obesidade infantil

Agência Assembleia

O programa ‘Café com Notícias’ desta terça-feira (30), na TV Assembleia, destacou entrevista do doutor em Ciência do Esporte, Jefferson Fernando. Ele falou sobre a obesidade infantil e suas consequências, doença que vem crescendo cada vez mais na atualidade.

No Brasil, pesquisa aponta que uma em cada três crianças está acima do peso ideal, correspondendo a 33% da população. O mesmo estudo aponta projeções que afirmam que esse número chegará a 50% até 2035. De acordo com Jefferson Fernando, vários fatores colaboram para essa situação, em destaque o avanço do uso excessivo da tecnologia.

“A tecnologia em excesso vem causando sedentarismo nas crianças, que antes eram ativas, com brincadeiras e prática de esportes, e agora ficam presos a telas. Isso colabora com a obesidade infantil”, explicou.

Alimentação desequilibrada, com excesso de ultraprocessados altamente calóricos, também é fator que contribui com a obesidade. “Isso somado com a falta de atividade física resulta na obesidade infantil crescente”, alertou.

Para Jefferson Fernando, inserir a criança no meio esportivo o mais cedo possível previne a obesidade e melhora a qualidade de vida, fazendo com que ela tenha uma rotina saudável.

“A atividade física traz benefícios metabólicos para a criança. Ajuda no desenvolvimento, reduz taxas de colesterol e glicemia, auxilia na perda de peso e estabiliza a pressão arterial. Colabora com foco e produtividade da criança”, concluiu.

O programa ‘Café com Notícias’ foi apresentado pela jornalista Márcia Carvalho. É exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).

‘Revista Maranhão’ – Especialista destaca fatores de risco e prevenção à obesidade

Agência Assembleia/ Foto: Biaman Prado

Assista ao programa na íntegra

Na última sexta-feira (11) foi celebrado o Dia Nacional da Obesidade, e para tratar do tema o programa ‘Revista Maranhão’ desta segunda-feira (14), na TV Assembleia, recebeu o coordenador de Alimentação e Nutrição da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Leudimar Carvalho Soares Filho.

Logo no início da entrevista, Leudimar Carvalho destacou os fatores de risco. “A obesidade é multifatorial, e quando falamos de fatores, temos os biológicos, sociais, genéticos, econômicos e ambientais. Então, não podemos afirmar que a alimentação sozinha é o motivo, temos que levar em conta todo um contexto”, explicou ele.

 Ao falar sobre os males trazidos pela obesidade, o coordenador alertou que se trata de uma doença séria, pois é fator de risco para vários outros males. “A obesidade pode levar a diabetes, hipertensão arterial, doenças do aparelho circulatório, acidente vascular cerebral, além de diversos tipos de câncer”, afirmou.

Sobre prevenção, Leudimar Carvalho explicou que é importante que a prática comece desde a gestação. “O cuidado com a saúde do bebê começa desde o pré-natal. A mãe deve prevenir o excesso de peso durante a gestação, para não comprometer o estado nutricional do bebê quando ele nascer”, alertou.

Quanto aos dados relativos ao Maranhão, o coordenador ressaltou que metade da população do estado encontra-se com excesso de peso. “Temos aqui números muito expressivos, a exemplo do que ocorre no resto do país”, disse.

Leudimar Carvalho Soares Filho finalizou a entrevista destacando as ações realizadas a fim de mudar essa realidade. “Existem várias iniciativas do governo federal, como, por exemplo, o programa Saúde na Escola, que inclui a conscientização e o incentivo à prática de atividades físicas, e ainda o programa Saúde na Família, que conta com diversos profissionais que podem ajudar a população no processo de perda de peso”, ressaltou.

O ‘Revista Maranhão também exibiu, entre outros, reportagens sobre violência contra idosos e as altas temperaturas registradas no estado, que passa por uma onde de calor, o que requer cuidados especiais com as crianças.

O programa é apresentado pela jornalista Keith Almeida, e é exibido toda segunda-feira, às 12h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).