Tratamentos atuais para a diabetes são tema do “Saúde e Bem-Estar”

Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa

Doença silenciosa e que atinge milhares de pessoas de todas as idades ao redor do mundo, a diabetes pode trazer graves complicações para saúde, levando inclusive à morte caso não seja controlada adequadamente. Nesse sentido, o programa “Saúde e Bem-Estar” da Rádio Assembleia (96,9 FM) recebeu, na manhã desta quarta-feira (26), a médica endocrinologista Roberta Duailibe, que falou sobre as formas atuais de tratamento da doença.

A diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo.

Logo no início da entrevista, Roberta Duailibe esclareceu sobre os tipos de diabetes, além dos comportamentos e fatores de risco que levam as pessoas a adquirirem a doença. “Nós não temos que esperar para ter sintomas para pensar em tratar a diabetes porque ela vai maltratando silenciosamente. Precisamos ter esse olhar atento”, disse a profissional.

A médica deu ênfase aos exames simples de sangue, como o de hemoglobina glicada e glicemia de jejum, como instrumentos importantes para o diagnóstico da doença. “São exames simples, de baixo custo. Quando diagnosticada e tratada adequadamente a diabetes, você muda a vida da pessoa no futuro. Quando começamos o tratamento precocemente, há menos chances de ter as temidas complicações como cegueira e infarto”, pontuou.

Canetas  

Um dos temas abordados pela endocrinologista foi o uso das chamadas canetas com injeções de medicamentos, principalmente insulina. Ozempic, Trulicity, Monjaro, Victoza e Saxenda são os nomes comerciais das canetas indicadas para o tratamento da diabetes.

“O que foi visto depois que essas medicações foram lançadas para tratar o diabetes? Elas também levavam a uma inibição do apetite e a uma perda de peso. Os estudos científicos mostraram que elas também foram liberadas para o tratamento dos pacientes que têm sobrepeso e obesidade, independentemente se terem ou não diabetes. No contexto do paciente que tem diabetes e sobrepeso, é um tratamento excelente, pois estamos tratando duas coisas”, comentou.

No entanto, muitas pessoas desvirtuam o uso e utilizam as canetas para o tratamento de outras situações como por exemplo para a perda de peso. “O que nós observamos é o uso indiscriminado, de pessoas que não têm indicação. Com o mal uso e essa popularização, muita gente usa sem a prescrição médica. Pessoas usando doses muito altas e passam mal”, afirmou.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

O Saúde e Bem-Estar foi apresentado nesta quarta-feira pela jornalista e radialista Marina Sousa. O programa vai ao ar todas as quartas-feiras, às 11h, e a entrevista completa está disponível no Youtube, podendo ser acompanhada por meio do link: