Programa ‘Saúde e Bem- Estar’ aborda reprodução humana e os avanços na área

Agência Assembleia / Foto: Miguel Viegas

O programa “Saúde e Bem-Estar”, da Rádio Assembleia (96,7 FM), desta quarta-feira (02), abordou o tema reprodução humana, com o médico ginecologista e obstetra Bruno Alex Maciel. O especialista em reprodução humana conversou com a radialista Leda Lima, detalhando e orientando sobre os sinais iniciais da gravidez, assim como a gestação fora do útero.

Inicialmente, Bruno Alex esclareceu o que é a reprodução humana e a reprodução assistida, destacando a diferença entre ambas. “A reprodução humana é o processo de fecundação natural que acontece na tuba uterina da mulher. Enquanto a reprodução assistida é aquela que acontece quando há uma dificuldade no processo de fecundação natural por um motivo ou outro do casal, aí se precisa fazer a reprodução assistida, que consiste num conjunto de técnicas laboratoriais de orientação do ginecologista como, por exemplo, a inseminação ou fertilização in vitro”, explicou.

Identificação do sexo do bebê

O médico esclareceu que existe um procedimento chamado análise genética dos embriões que permite investigar, pela análise cromossômica do DNA, e se fazer uma triagem das síndromes, assim como identificar o sexo do nenê. “Nessa etapa, é possível, por meio da análise do cromossomo sexual se identificar o sexo do nenê. Então, é possível, sim, se saber o sexo do nenê no processo de reprodução assistida. Mas esse é um procedimento restrito e adotado em casos específicos por conta do respeito à ética médica”, explicou.

Bruno Alex ressaltou que a idade da mulher é o fator preponderante para os tratamentos, uma vez que ela carrega o óvulo de acordo com sua idade. “E o fator tempo interfere diretamente no organismo da mulher. Então, uma mulher com 40 anos de idade, no processo de reprodução assistida, só tem 25% de chances de engravidar, enquanto outra, na faixa de 25 anos, terá 70%”, exemplificou.

Congelamento dos óvulos

O médico esclareceu que, hoje, uma mulher que opta por engravidar só a partir dos 25 anos pode fazer o congelamento dos óvulos, no processo de reprodução assistida.

“Isto permite a mulher engravidar com uma idade mais avançada, ou seja, é como se ela tivesse 30 anos, mas tendo 40. Não é uma garantia de gravidez, mas uma garantia de parada no tempo da mulher reprodutiva, o que é um benefício muito grande. Então é possível congelar os óvulos e não é tão caro quanto parece”, ressaltou.

Sinais de Gravidez

Por fim, Alex Maciel esclareceu sobre os sinais de gravidez são classificados como de presunção, probabilidade e certeza. “Vou abordar aqui somente sobre os sinais de presunção, que são aqueles em que a mulher desconfia que está grávida, como, por exemplo, náuseas, vômitos, dor na mama e atraso na menstruação. Esses sinais só vão aparecer quando a mulher estiver com seis ou oito semanas de gravidez. Quando a mulher engravida muito cedo e quer saber logo, aí a gente pede o exame Beta HCG de sangue e urina para confirmar ou não”, finalizou.

Apresentado pela jornalista Leda Lima e pela radialista Marina Sousa, o programa Saúde e Bem-Estar vai ao ar todas as quartas-feiras, às 11h. A entrevista completa está disponível no Youtube e pode ser acompanhada por meio do link

‘Saúde e Bem-Estar’ destaca os cuidados essenciais para a prática de exercícios físicos

Agência Assembleia / Foto: Miguel Viegas

O programa ‘Saúde e Bem-Estar’, exibido nesta quarta-feira (28) pela Rádio Assembleia, trouxe orientações práticas sobre os cuidados necessários para manter uma rotina segura de exercícios físicos. A convidada foi Giuliana Nogueira, profissional de Educação Física e atleta amadora.

Durante a entrevista, Giuliana destacou à radialista Leda Lima, a importância de iniciar qualquer atividade física com responsabilidade, especialmente a corrida — uma das modalidades mais acessíveis e populares.

“A corrida é democrática, mas não é só calçar o tênis e sair. Avaliar a condição física e buscar orientação profissional são passos essenciais”, afirmou Giuliana Nogueira.

Segundo ela, respeitar os limites do corpo e adotar uma progressão gradual são atitudes que ajudam a evitar lesões e melhoram o desempenho.

“Quase todos podem correr, mas é preciso atenção aos sinais do corpo. Treinar com planejamento faz toda a diferença”, reforçou.

A educadora também lembrou que a prática esportiva deve estar acompanhada de bons hábitos. “Alimentação balanceada, hidratação, descanso e sono de qualidade são tão importantes quanto o treino em si”, disse.

Cuidados

Giuliana Nogueira chamou a atenção para os cuidados específicos com a prática da corrida em cidades litorâneas, como São Luís, onde o calor e a umidade são intensos. 

De acordo com a profissional de Educação Física, o ideal é correr nos horários mais frescos do dia, usar roupas leves, optar por locais com sombra e manter atenção redobrada à hidratação, já que a perda de líquidos à beira-mar é maior. 

“É fundamental manter-se bem hidratado antes, durante e depois da corrida, além de fazer pausas sempre que o corpo pedir. Em cidades quentes e úmidas como São Luís, o ideal é treinar nos horários mais frescos, usar roupas leves e dar preferência a locais com sombra. O clima exige atenção e adaptação constante”, concluiu Giuliana Nogueira.