‘Toda Mulher’ debate desafios enfrentados por mulheres com deficiência na luta contra a violência

Agência Assembleia

O programa ‘Toda Mulher’, exibido nesta quarta-feira (10) pela TV Assembleia, recebeu a advogada, ativista e diretora de Mobilidade Inclusiva da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, Isabelle Passinho, para discutir a violência contra mulheres com deficiência, marcada por silenciamentos históricos e barreiras que ampliam a vulnerabilidade dessa parte da população.

A advogada destacou que as mulheres com deficiência enfrentam riscos significativamente maiores de violência. “A combinação entre dependência, falta de acessibilidade e invisibilidade institucional cria um terreno fértil para violações graves e repetidas. Estatísticas indicam que mulheres com deficiência têm quase quatro vezes mais chances de sofrer violência”.

Na conversa, ela chamou atenção para as particularidades de cada tipo de deficiência e como elas influenciam a forma como a violência se manifesta. “A mulher com deficiência física, como eu, depende muitas vezes de um cuidador para tarefas básicas do dia a dia. E quando o agressor é justamente essa pessoa de quem ela depende, denunciar se torna ainda mais difícil. O ciclo se perpetua por medo, dependência e falta de alternativas de apoio”, explicou.

A ativista também relatou situações de violência institucional, especialmente contra mulheres surdas e cegas. “Há casos de delegacias sem intérpretes de Libras e episódios de descrédito em relatos de assédio feitos por mulheres cegas. Uma mulher cega diz que foi assediada e ouve de uma autoridade policial que ela não pode afirmar isso, já que não pode ver. Ela é vitimada duas vezes, pela violência e pela falta de preparo do sistema”.

Outro ponto abordado foi a vulnerabilidade extrema das mulheres com deficiência intelectual, especialmente em casos de violência sexual. “Muitas vezes, a dificuldade em expressar consentimento ou compreender a situação é usada como argumento pela defesa de agressores, resultando em absolvições. A falta de preparo do sistema de justiça ainda é um obstáculo crítico”, enfatizou.

A convidada ressaltou, ainda, a necessidade de aperfeiçoar o registro de dados sobre mulheres que adquirem deficiência em decorrência da violência sofrida. Usando o exemplo de Maria da Penha, Isabelle Passinho afirmou que identificar e registrar essa condição é fundamental para orientar políticas públicas adequadas. 

“Sem dados específicos, não há como compreender a dimensão do problema e, consequentemente, não há como enfrentá-lo de forma efetiva. O enfrentamento à violência contra mulheres com deficiência exige mais do que infraestrutura física. A acessibilidade precisa ser ampla e comunicacional”, declarou.

Por fim, ela defendeu equipes preparadas em todos os canais de atendimento e no sistema de justiça, garantindo acolhimento adequado e respeito às particularidades de cada mulher. “Quando eliminamos as barreiras e escutamos essas vozes, começamos a romper o ciclo de silenciamento e a construir caminhos reais de proteção e dignidade”, finalizou.

Assista ao programa:

Menopausa em foco: informação, liberdade e redescoberta marcam diálogo no ‘Toda Mulher’

Agência Assembleia

A menopausa, por muito tempo cercada de preconceitos e silêncios, ganhou espaço de diálogo e acolhimento no programa Toda Mulher, exibido nesta quarta-feira (26) pela TV Assembleia. A convidada foi a ginecologista clínica, integrativa, regenerativa e funcional Janeliza Cavalcante, que apresentou orientações e reforçou a importância de enxergar essa fase como uma oportunidade de autoconhecimento e renascimento.

Logo no início da entrevista, a médica ressaltou que a menopausa não deve ser encarada como o fim, mas como transformação. “A menopausa não é doença. Ela é um ciclo natural da vida feminina, marcado por mudanças no corpo e pela necessidade de atenção especial à saúde física e emocional”, destacou.

Segundo a ginecologista, muitas mulheres descobrem novas possibilidades afetivas e sexuais nesse período, mas há também a falta de informação, o que gera sofrimento e isolamento. “A falta de informação traz muito prejuízo. Muitas vezes a mulher sofre calada, com vergonha de falar até com o próprio parceiro sobre coisas simples, como o ressecamento vaginal”, relatou. Segundo ela, esse silêncio pode comprometer a saúde.

Sintomas

A médica explicou que os sintomas da menopausa vão muito além dos tradicionais “calorões”. “Hoje, o que você sentir de diferente, coloca na conta da menopausa. Irritabilidade, insônia, fadiga, alterações de memória, zumbido no ouvido, ressecamento da pele, queda de cabelo, mudanças de humor, etc. Cada mulher é única, e cada uma vai viver sua menopausa de um jeito diferente”, ressaltou.

A fadiga, segundo a médica, é um dos sinais mais comuns e muitas vezes confundido com baixa libido. “A mulher chega cansada, sem energia para nada, e acha que perdeu a libido. Mas o problema é falta de energia, não de desejo. A libido é energia para a vida, para o sexo, para tudo”, explicou.

Sobre a reposição hormonal, a especialista destacou as mudanças recentes e a importância do acompanhamento médico. “Não vamos ter medo de repor hormônio. A reposição previne osteoporose, problemas cardiovasculares, síndrome metabólica e até Alzheimer. O risco do câncer de mama existe sim, mas ele é muito menor que os benefícios, quando a reposição é feita com orientação”, esclareceu.

A médica também ressaltou que cada organismo reage de forma diferente e que não existe fórmula padrão. “Na internet, você vê uma fórmula pronta, mas não é assim. Tudo é individual. Hoje, a reposição é personalizada. O especialista é quem vai dizer qual hormônio, qual dose e se você realmente precisa”, afirmou.

Prevenção

Ela defendeu ainda que os cuidados devem começar cedo, especialmente a partir dos 40 anos. “A partir dos 40, é hora de se observar. Gosto de pedir densitometria e outros exames, porque é aí que a gente começa a organizar a base. Muitas mulheres chegam com osteopenia nessa idade porque nunca fizeram trabalho muscular ou cuidaram do corpo adequadamente”, explicou.

Encerrando a entrevista, a médica reforçou o papel do conhecimento e da escolha consciente. “A vida da gente é feita de escolhas. A pior coisa é não ter escolha. Quando você tem informação, você pode decidir. E menopausa não é fim, é recomeço”, concluiu.

O programa ‘Toda Mulher’ vai ao ar todas as quartas-feiras, às 15h, pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), com reprise na programação da emissora. A atração também pode ser vista pelo canal do Youtube. 

Programa ‘Toda Mulher’ destaca fortalecimento do associativismo entre empreendedoras maranhenses

Agência Assembleia

O programa “Toda Mulher”, exibido pela TV Assembleia nesta quarta-feira (15), trouxe relevante discussão sobre o associativismo, o empreendedorismo e o protagonismo feminino no Maranhão. A apresentadora Márcia Carvalho recebeu a empresária e presidente para Assuntos da Mulher na Associação Comercial do Maranhão (ACM Mulher), Ana Izabel Fernandes Azevedo, que destacou a força e a união das mulheres empreendedoras como instrumentos de transformação social e econômica no estado.

Durante a entrevista, Ana Izabel ressaltou que o empreendedorismo é um caminho de emancipação e empoderamento feminino, sendo muitas vezes impulsionado pela necessidade. “O empreendedorismo fortalece os desejos pessoais. Muitas vezes, começamos a empreender por uma necessidade. Assim, passamos a pensar em um negócio, conhecer pessoas, cultivar relacionamentos, e tudo isso fortalece o empreendedorismo. No Maranhão, cerca de 41% das mulheres estão à frente de negócios. Empreendedorismo salva vidas!”, afirmou.

A empresária também abordou os desafios enfrentados pelas mulheres que conciliam a tríplice jornada entre trabalho, casa e família, o que impacta diretamente na rotina de quem lidera um negócio. “A mulher é motivacional. As mulheres transformam os desafios em motivação. A empresária, seja iniciante ou experiente, enfrenta barreiras diárias, mas não deve se deixar abalar. É preciso manter-se firme no propósito”, reforçou.

Ao falar sobre o papel do ACM Mulher, Ana Izabel destacou as ações voltadas ao fortalecimento do associativismo, com destaque para o 23º Fórum da Mulher Empresária, que promoveu networking, troca de experiências e palestras sobre temas como inteligência artificial e estratégias de vendas.

“Toda gestão e todo o time do ACM Mulher têm como missão fortalecer o associativismo por meio de conexões. O fórum foi essencial para gerar novas oportunidades e ampliar o conhecimento das participantes”, completou.

O programa “Toda Mulher” vai ao ar todas as quartas-feiras, às 15h, pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), trazendo pautas voltadas à valorização, aos direitos e ao protagonismo das mulheres maranhenses.

‘Toda Mulher’ discute presença feminina na tecnologia e inovação em saúde mental 

Agência Assembleia

O programa Toda Mulher, exibido nesta quarta-feira (08) pela TV Assembleia, destacou o protagonismo feminino no setor de tecnologia e como a inovação pode trazer soluções para os desafios enfrentados pelas mulheres no dia a dia. A apresentadora Márcia Carvalho conduziu a entrevista com a cientista de dados e especialista em Saúde, Samira Nogueira, fundadora da startup Daya.

A maranhense relatou que, em 2020, durante o mestrado em estatística da informação em Portugal, enfrentou uma crise de pânico em meio ao isolamento da pandemia. Longe da família, buscou terapias alternativas e encontrou inspiração para criar uma ferramenta de apoio a outras mulheres que passavam por situações semelhantes.

“A ideia de cuidado com a mulher veio de uma necessidade pessoal. Ao sofrer com crise de pânico agravada no contexto da pandemia em 2021, a primeira ideia que me veio à cabeça foi criar um assistente virtual via WhatsApp. Assim, nascia um protótipo da Daya”, afirmou.

A primeira solução desenvolvida pela cientista foi a assistente virtual Dayana, testada com sucesso em um grupo de usuárias. Com o tempo, o projeto foi ampliado e hoje também contempla homens, reconhecendo a ligação direta entre a saúde mental de ambos.

Inteligência Artificial

Além do uso de inteligência artificial, a Daya aposta em campanhas de sensibilização e parcerias estratégicas. Em 2023, por exemplo, a equipe realizou uma troca de experiências com a Casa da Mulher Brasileira, onde foi constatado que muitos casos de agressão contra mulheres ocorriam após jogos de futebol.

“Fizemos muitos estudos e hoje sabemos que temos uma sociedade adoecida no Brasil. Os dados apontam que as mulheres são 75% mais ansiosas em comparação aos homens”, alertou.

O objetivo da startup é desenvolver soluções acessíveis para mapear comportamentos e oferecer conteúdos personalizados sobre saúde mental, sempre respeitando a individualidade de cada pessoa e não substituindo o acompanhamento profissional. Com sua experiência pessoal transformada em inovação, Samira Nogueira exemplifica como as mulheres na tecnologia podem criar ferramentas capazes de transformar realidades e oferecer apoio em áreas fundamentais, como a saúde e o bem-estar.

O programa ‘Toda Mulher’ é exibido às quartas-feiras, às 15h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).

‘Toda Mulher’ destaca Projeto Emanuela voltado ao fortalecimento de políticas de saúde da mulher e da criança

Agência Assembleia

O fortalecimento das políticas de atenção à saúde da mulher e da criança no Maranhão foi o tema da entrevista com a secretária adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Deborah Campos, exibida nesta quarta-feira (1º), no programa Toda Mulher, da TV Assembleia. Na conversa com a apresentadora Márcia Carvalho, ela apresentou os objetivos e desafios do Projeto Emanuela, iniciativa do Governo do Estado em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Segundo Deborah Campos, o projeto nasceu em 2023 com a missão de enfrentar vulnerabilidades históricas no cuidado às mulheres e crianças. “O projeto Emanuela foi pensado para fortalecer a política de saúde da mulher e da criança, alcançando desde o planejamento familiar até a primeira infância. Isso é fundamental para reduzir indicadores de mortalidade e ampliar o direito à saúde”, afirmou.

Entre os principais eixos do projeto estão o planejamento familiar, o acompanhamento das gestações de risco e o olhar diferenciado para os diferentes territórios do Maranhão, que envolvem mulheres indígenas, quilombolas, ribeirinhas, do campo e das áreas urbanas. A diversidade, segundo a gestora, exige estratégias regionais e adaptadas.

Deborah Campos também destacou que a realidade atual da mulher maranhense exige novas formas de atuação da saúde pública. “Hoje, a maioria das mulheres é chefe de família, trabalha fora e ainda tem a responsabilidade de cuidar dos filhos e dos pais idosos. Precisamos adequar os serviços para que essa mulher tenha acesso, informação e poder de decisão sobre sua saúde”, ressaltou.

Planos de Ação

O projeto Emanuela segue em fase de oficinas regionais, reunindo representantes municipais para traçar planos de ação territorializados. A meta é consolidar práticas que garantam o direito à saúde, promovendo bem-estar às famílias e quebrando ciclos de pobreza por meio da melhoria dos indicadores de mortalidade materna e infantil.

O programa ‘Toda Mulher’ é exibido às quartas-feiras, às 15h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).

Festival Maranhão na Tela é destaque no programa ‘Toda Mulher’

Agência Assembleia

O cinema maranhense ganhou espaço de destaque no programa ‘Toda Mulher’, da TV Assembleia, exibido nesta quarta-feira (24). A convidada foi a atriz, produtora e gestora de projetos culturais, Nicole Meireles, que falou sobre a 18ª edição do ‘Festival Maranhão na Tela’, projeto que se consolidou como um dos principais fomentadores do audiovisual no estado.

Na conversa com a apresentadora Márcia Carvalho, Nicole lembrou que o festival vai além da exibição de filmes, sendo também um espaço de formação profissional. “O Maranhão na Tela é tradição e é formador de profissionais. Eu mesma comecei minha trajetória no audiovisual a partir dele. O que eu sei de produção aprendi com o festival, que é idealizado e realizado há 18 anos pela diretora Mavi Simão, uma mulher resistente que trouxe a força feminina para o cenário cultural de São Luís”, afirmou.

Nesta edição, que está em andamento, o festival trouxe novidades como uma mostra internacional dedicada ao cinema latino-americano, além da exibição de produções de destaque no circuito nacional. Para Nicole Meireles, isso reforça a missão de aproximar o público local das obras que muitas vezes não chegam às salas comerciais. “O Maranhão na Tela é um festival fomentado por verba pública, que devolve muito em serviço público. Ele aproxima o mercado, traz novas tecnologias e garante que os maranhenses tenham acesso a filmes nacionais e internacionais de relevância”, destacou.

O festival também acompanha o cenário contemporâneo do cinema no Brasil, que nos últimos anos tem se projetado mundialmente, inclusive em premiações como o Oscar. Para a produtora, iniciativas como o Maranhão na Tela são fundamentais para manter viva a efervescência cultural da cidade e formar novas gerações de realizadores.

O programa ‘Toda Mulher’ é exibido às quartas-feiras, às 15h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).

‘Toda Mulher’ – Empreendedorismo feminino é destaque com história da proprietária da Cervejaria Dona

Agência Assembleia

O programa ‘Toda Mulher’, exibido nesta quarta-feira (16) pela TV Assembleia, trouxe como tema o empreendedorismo feminino em setores tradicionalmente masculinos. A convidada do episódio foi Tânia Miyake, proprietária da cervejaria artesanal Dona, a primeira de São Luís. A empresária é engenheira de alimentos, mestre pela Universidade Nova de Lisboa, com MBA em Administração Empresarial pela FGV, presidente do Sindbebidas-MA e diretora da Fiema.

Durante a entrevista concedida à jornalista e apresentadora, Márcia Carvalho, Tânia Miyake compartilhou sua trajetória no universo da cerveja artesanal e destacou a importância da rede de apoio feminina para fortalecer e impulsionar mulheres que desejam empreender. 

“A rede feminina é muito importante para se fortalecer e se tornar empreendedora. Além disso, é essencial contar com redes de apoio para profissionalizar o negócio”, afirmou.

Segundo Miyake, um dos maiores desafios para quem deseja empreender é saber como começar, com atenção especial à gestão, análise de mercado e equilíbrio financeiro.

“Ser empreendedor não é qualquer coisa, temos responsabilidades com a sociedade, com o consumidor e também com a tributação. Planejamento e dedicação são fundamentais”, destacou.

Diferencial

Ao falar sobre a experiência da cervejaria Dona, a empresária ressaltou que a organização e a excelência no atendimento são fatores decisivos para o sucesso de qualquer empreendimento. Ela também apontou como diferencial a harmonização da cerveja artesanal com pratos típicos maranhenses, unindo tradição gastronômica local à inovação.

Para mulheres que sonham em abrir um negócio, a empresária aconselha buscar informação e capacitação, começando por um estudo de mercado e por uma lista organizada de necessidades e processos.

“O sucesso de uma empresa depende da gestão, da organização e de oferecer ao mercado um atendimento de qualidade”, reforçou.

O programa ‘Toda Mulher’ é exibido às quartas-feiras, às 15h, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309).

‘Toda Mulher’ – Psicóloga alerta para os desafios de lidar com a “epidemia de depressão”

Agência Assembleia

O programa ‘Toda Mulher’, exibido nesta terça-feira (3), destacou o “Setembro Amarelo”, mês dedicado à prevenção do suicídio. Para abordar o assunto, a apresentadora Márcia Carvalho conversou com a psicóloga Evelyn Lindholm, que fez um alerta sobre os desafios de lidar com a chamada “epidemia de depressão”.

Segundo a especialista, apenas 9% das pessoas com depressão conseguem, de fato, ter acesso ao tratamento adequado. “Muitas vezes, confundimos a busca por apoio em amigos com tratamento. Mas a depressão é um quadro clínico crônico que exige diagnóstico e acompanhamento profissional. As pessoas apresentam sinais de formas diferentes e, muitas vezes, mudam hábitos antes de perceberem que precisam de ajuda”, explicou.

A psicóloga ressaltou que é um equívoco acreditar que falar sobre suicídio pode incentivar o ato. “Quando alguém verbaliza a vontade de se suicidar, não significa que irá fazê-lo. É, na verdade, um pedido de ajuda. O suicídio é o último ato de uma sucessão de fatores que precisam de atenção muito antes”, afirmou.

Entre os principais sinais de alerta, Evelyn explicou que a depressão pode ser percebida quando a pessoa passa a se enxergar de forma muito negativa, olhando para si mesma em um estado ruim. Além disso, tende a acreditar que todos os outros estão bem e felizes, enquanto ela se sente deslocada. Outro ponto é a ausência de perspectiva de futuro, já que muitas pessoas em sofrimento não fazem planos nem conseguem criar expectativas.

Desconfortos emocionais

A especialista também chamou atenção para os quadros de ansiedade, crises de pânico e outros desconfortos emocionais frequentemente deixados de lado. “Não são apenas emoções passageiras. É fundamental compreender que saúde mental não deve ser deixada para depois”, destacou.

Para Evelyn, procurar um especialista é fundamental, já que conversas com amigos, apesar de importantes, partem de experiências pessoais.

“O terapeuta escuta de forma profissional e encaminha para o melhor tratamento. Além disso, a escuta ativa por um profissional é uma alternativa para quem não costuma se abrir no cotidiano”, concluiu a psicóloga, reforçando ainda a importância de manter sempre à mão os contatos de prevenção ao suicídio, como o telefone 188, do Centro de Valorização da Vida (CVV).