‘Café com Notícias’ debate impactos da restrição ao uso de celulares em salas de aula  

Agência Assembleia / Foto:  Kristiano Simas

O programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, exibido nesta terça-feira (27), discutiu os impactos da restrição do uso de celulares em salas de aula neste primeiro ano de adoção da medida. A entrevistada foi a psicopedagoga Luciana Monalisa, que apresentou dados e observações sobre os reflexos da atitude no ambiente escolar, no comportamento dos estudantes e na relação com as famílias.

De acordo com a especialista, os resultados pedagógicos são considerados bastante positivos. “Dentro da educação nós percebemos um avanço muito grande. Foram feitas pesquisas que mostraram que 80% dos nossos alunos melhoraram no rendimento escolar”, afirmou.

Segundo ela, a mudança também foi percebida em casa, com relatos de pais sobre filhos mais atentos e presentes às atividades familiares.

Interação

A restrição ao uso dos aparelhos também provocou mudanças na convivência entre os alunos. Antes da medida, muitos estudantes utilizavam o intervalo para permanecer no celular. Agora, segundo a psicopedagoga, o momento tem sido mais voltado à interação.

“No intervalo, os alunos antigamente queriam sair mais cedo para quê? Ficar mexendo no celular. E hoje não, hoje eles já descem para fazer uma atividade esportiva, para ter aquela interação social com outras crianças”, explicou.

Luciana Monalisa destacou ainda que o celular representava um elemento de distração constante em sala, competindo com o professor pela atenção dos estudantes e interrompendo o raciocínio durante as aulas.

A entrevistada reforçou que não se trata de uma proibição total da tecnologia, mas de uma organização do uso. O celular pode ser utilizado em atividades pedagógicas planejadas.  “Não foi retirado 100%. Quando queremos utilizar a ferramenta do celular, nós podemos levar eles para laboratórios ou então mandar um aviso na agenda comunicando que nós vamos utilizar, mas somente para cunho pedagógico”, esclareceu. Em algumas instituições, os aparelhos são recolhidos na chegada dos alunos e guardados em locais específicos até o fim do turno.

Resistência


Segundo a psicopedagoga, no início houve resistência, principalmente entre estudantes do Ensino Médio e alguns pais. Com o tempo e o diálogo, a compreensão sobre a importância da medida aumentou.

“Dentro da fase do desenvolvimento deles, eles estão mais conscientes porque sabem que estão almejando conquistar uma vaga na universidade já são bem mais críticos”, afirmou.

Ela também destacou ganhos na saúde mental dos alunos. Muitos evitavam apresentações por medo de serem gravados e expostos nas redes sociais. “Eles tinham muita vergonha de apresentar trabalhos escolares porque começavam a gravar para transformar em meme. Hoje já têm uma autonomia maior”, relatou.

Luciana Monalisa ressaltou que o envolvimento da família é fundamental para que os resultados sejam mantidos fora do ambiente escolar. “O elo entre a família e escola é imprescindível. Muitos relatos de pais mostram que fora da escola eles estão utilizando com excesso”, pontuou.

Entre as orientações, a especialista recomenda evitar o uso de telas antes de dormir e estabelecer uma rotina com horários definidos para o uso dos dispositivos, evitando tanto o excesso quanto a retirada brusca, que pode gerar impactos emocionais.

Perspectivas


Para o segundo ano de restrição, a expectativa é de continuidade nos avanços, especialmente em disciplinas como Português e Matemática. Segundo a psicopedagoga, a melhora na atenção tem favorecido o raciocínio lógico e a interpretação de texto.

‘Café com Notícias’ detalha ações preventivas e de emergência no período chuvoso no Maranhão

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

O programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, conversou, nesta segunda-feira (26), com o coordenador estadual adjunto de Proteção e Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Silva Júnior, sobre o trabalho da corporação em relação ao período chuvoso. Em entrevista com a apresentadora Elda Borges, o coordenador de Proteção e Defesa Civil detalhou algumas ações preventivas em curso.

No Maranhão, o período chuvoso vai de janeiro até meados de junho. Na parte Norte do estado, em São Luís, as chuvas ainda não chegaram com a frequência  esperada. Diferente do Sul do estado, onde está chovendo bem.

Inicialmente, o coronel Silva Júnior esclareceu que as ações de prevenção são planejadas e realizadas, durante todo o ano, em dois períodos bem distintos, que são os períodos chuvoso e de estiagem.

“Todos os anos, o Corpo de Bombeiros Militar com a Defesa Civil Estadual fazem um planejamento para trabalharem na prevenção, preparação, resposta e recuperação, se for o caso, nas cidades que são atingidas pelas chuvas”, esclareceu.

Áreas de risco

O coronel Silva Júnior disse que, todos os anos, há cidades que passam por problemas de alagamento, como é o caso de Trizidela do Vale e Imperatriz, devido às cheias, respectivamente, dos Rios Mearim e Tocantins.

“Temos várias áreas de risco catalogadas no Maranhão. Por enquanto, só temos casos de alagamento devido à problemas de infraestrutura, como entupimento de galerias e, principalmente, o lixo jogado em locais indevidos”, frisou.

Sistema de alerta

Silva Júnior lembrou que, em São Luís, há o Sistema de Alerta que pode ser acionado, em determinada área, em caso de necessidade.

“Da nossa Central, podemos acionar o Sistema de Alerta, por intermédio dos telefones celulares, para que as pessoas saiam do local o mais rápido possível. A pessoa recebe o sinal de alerta em seu celular. Esse sistema pode atuar em qualquer bairro de São Luís”, enfatizou.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil disse que as previsões são boas em relação ao período chuvoso, mas que pode acontecer o inesperado.

“Estamos sempre atentos e alertas para as emergências. Temos um mapeamento das áreas de risco e, em caso de perigo, as pessoas serão avisadas por meio do celular”, finalizou.

O programa Café com Notícias é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309). A entrevista completa está disponível no Youtube por meio do link:

‘Diário da Manhã’ destaca os cuidados necessários para a prática segura de corrida

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

O professor de Educação Física, Darlan Wedy, falou, nesta sexta-feira (23), sobre cuidados necessários para a prática de corridas aliadas à saúde física e mental, em entrevista ao ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM) e TV Assembleia.

Na conversa com o jornalista e apresentador, Ronald Segundo, o especialista disse que criou o Método Darlan Wedy, de corrida de 5 quilômetros a maratona, com orientação profissional com foco na saúde física e mental e destacou o ‘boom’ das corridas de rua.

“É sempre bom divulgar os benefícios das corridas, mas também os cuidados que têm que ser tomados para uma prática sem prejudicar a saúde. Agora, estamos tendo mais atenção nesses aspectos e o ‘boom’ veio após a pandemia, que fez aumentar até o mercado para os profissionais com qualificação adequada”, destacou.

Respeito aos limites do corpo

De acordo com o Darlan Wedy,  a prática de corridas, quando aliada à saúde, oferece benefícios físicos e mentais, como melhoria no condicionamento cardiovascular, controle de peso e redução de estresse. No entanto, para que seja uma atividade saudável e livre de lesões, requer cuidados essenciais que vão desde a avaliação médica inicial até o respeito aos limites do corpo.

“Utilizar um tênis confortável e apropriado para a corrida, que ajude a minimizar o impacto e proteger articulações, começando com caminhadas e aumentando a intensidade e o tempo de corrida gradualmente para evitar sobrecarga nas articulações”. orientou.

Em transmissão simultânea e ao vivo, o ‘Diário da Manhã’ pode ser acompanhado de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), além do canal no Youtube.

Favela do Samba destaca, no ‘Café com Notícias’, a homenagem que fará às quebradeiras de coco no Carnaval

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

 O programa Café com Notícias, desta sexta-feira (23), recebeu o professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e presidente da escola de samba Favela do Samba, Euclides Moreira Neto, para uma conversa sobre a trajetória da agremiação, os desafios do Carnaval de São Luís e os preparativos para o desfile de 2026.

Fundada em 1951, a Favela do Samba é uma das mais tradicionais agremiações da capital maranhense. Durante a entrevista, Euclides destacou sua  relação histórica com a cultura popular e com o Carnaval. “Quando eu entrei na UFMA, fui para o curso de Comunicação ensinar exatamente telejornalismo. Me envolvi, desde a década de 1970, com a área de cultura popular, especialmente o Carnaval”, relatou, ao lembrar o início de sua atuação na área cultural.

O entrevistado também contextualizou a transformação do Carnaval ludovicense ao longo das décadas. Segundo ele, o modelo atual de escolas de samba foi fortemente influenciado pelo padrão carioca, o que impactou a dinâmica local.

“O Rio sempre foi o centro hegemônico de dizer como é que a gente tem que brincar. Havia umas 30 turmas de samba em São Luís, hoje, temos 10 só”, afirmou, ao mencionar a redução no número de grupos e a mudança no formato das apresentações.

Calendário do desfile


Um dos pontos centrais da entrevista foi a crítica ao calendário do Carnaval em São Luís. Euclides defende que os desfiles das escolas de samba ocorram semanas após o período oficial da folia, como estratégia para evitar concorrência com outros polos e fortalecer a economia local.

“Eu sou um defensor de fazer o desfile três semanas após o Carnaval para não ter concorrência com ninguém. Ano passado, tivemos essa experiência [desfile na semana do Carnaval] e foi horrível, o desfile acabou de dia”, disse.

Enredo de 2026

Para o próximo desfile, a Favela do Samba levará para a avenida um enredo com forte conteúdo social e cultural. Neste ano, a escola vai homenagear as quebradeiras de coco babaçu, símbolo de resistência e identidade maranhense.

“Em 2026, a Favela homenageará as quebradeiras de coco babaçu a partir da personagem de Nelinha do Babaçu, menina que buscava o fogo à mulher que trouxe sonhos esperança e fé’”, adiantou.

Apesar dos desafios, o presidente reforçou o compromisso com a continuidade da tradição. “A gente vai sobreviver, a gente é especialista em sobrevivência. Temos que passar para outras gerações essa nossa raiz, essa nossa história”, afirmou.

‘Diário da Manhã’ detalha ações da Defesa Civil contra desabamentos e de prevenção em áreas de risco no Maranhão

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

Em entrevista ao ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia, desta quinta-feira (22), o coronel Silva Júnior, coordenador estadual adjunto da Defesa Civil, fez uma explanação  sobre ações de prevenção contra desabamentos e de proteção em áreas de risco durante o período chuvoso no Maranhão. O programa é transmitido simultaneamente pela TV Assembleia.

Em conversa com o apresentador e radialista Ronald Segundo, o coronel Silva Júnior informou que, o Maranhão conta com o serviço da Defesa Civil Alerta, implantado no segundo semestre de 2025. Ele explicou que o sistema, coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), emite aviso emergencial para alertar a população sobre riscos de desastres naturais.

“Essa iniciativa é parte da política nacional de redução de riscos e fortalecimento dos órgãos de Defesa Civil, em todo o País. E, aqui no Maranhão, está sendo inicialmente testada nas cidades de São Luís, Paço do Lumiar, Trizidela do Vale e Imperatriz. O teste nessas cidades, que apresentam registros recorrentes de enchentes e alagamentos, familiarizará a população com o funcionamento da plataforma e garantirá que todos saibam como agir diante de uma emergência real”, declarou o coronel.

No ano passado, uma comitiva da Sedec visitou a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Maranhão (CEPDECMA) para conhecer o aparato tecnológico e logístico do estado e definir últimos detalhes para implementação do sistema.

O coordenador estadual adjunto da Defesa Civil assinalou que já estão em funcionamento as estruturas de comunicação, protocolos operacionais e os equipamentos utilizados para integrar o Maranhão ao novo sistema de alertas.

“Esse sistema foi pensado para salvar vidas. É uma ferramenta direta, rápida e acessível, mesmo para quem não possui internet. A população em áreas de risco receberá o aviso sonoro e visual, direto no celular, como acontece em países como Japão e Estados Unidos. Queremos garantir que essa ferramenta possa ser utilizada com eficiência aqui no Maranhão”, enfatizou.

Aviso no celular

Para o coronel Silva Júnior, a nova tecnologia é um avanço importante. “Hoje, muitas pessoas ainda dependem de rádios comunitários ou mensagens de aplicativos para saber sobre riscos. Com o novo sistema, o aviso chega direto no celular, equipamento que praticamente toda a população possui, e de forma clara. Isso faz toda a diferença na hora de evacuar uma área ou buscar abrigo”, avaliou.

Durante a entrevista, o coronel Silva Júnior enfatizou que o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) atua ativamente no Centro Histórico de São Luís com vistorias e monitoramento de casarões, identificando riscos de desabamento e incêndio, principalmente com o apoio da Defesa Civil, mapeando imóveis em condições precárias (com muitos em risco grave/alto) e notificando responsáveis para ações preventivas e de segurança, devido à importância do patrimônio arquitetônico da cidade e sua vulnerabilidade, com foco na prevenção, especialmente em períodos chuvosos.

‘Diário da Manhã’ aborda os 20 anos do Prêmio Fapema e os avanços da produção científica no estado          

Agência Assembleia / Foto: Meiky Braga

O programa ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM), transmitido simultaneamente pela TV Assembleia, recebeu, na manhã desta quarta-feira (21), o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Nordman Wall.

Ele fez uma explanação sobre a comemoração do Prêmio Fapema 2025, que chega à sua 20ª edição. Considerada o ‘Oscar da ciência maranhense’, a premiação consolida-se entre as mais importantes e representativas do ecossistema científico do estado.

Entrevistado pelo radialista Ronald Segundo, Nordman Wall informou que a cerimônia de comemoração acontecerá em São Luís, nesta quarta-feira (21), às 19h, no Residencial Recepções, localizado na Avenida Mário Andreazza, no Olho d’Água. Segundo ele, nesta edição comemorativa, a premiação traz como tema ‘Inovando o presente, construindo o futuro do Maranhão’.

A premiação homenageará personalidades, entre pesquisadores, inventores, empreendedores e profissionais da Comunicação Social. Entre as novidades da edição histórica, destacam-se ainda as categorias Pesquisador Destaque Fapema 20 Anos e Empreendedorismo.

Seguem no cronograma do prêmio as categorias tradicionais Pesquisador Júnior, Jovem Cientista, Dissertação de Mestrado, Tese de Doutorado, Pesquisador Sênior, Comunicação Científica, Inovação Tecnológica e Popvídeo Ciências, esta última, aproximando a produção acadêmica do público por meio de vídeos curtos e criativos.

O Prêmio

Nordman Wall explicou que o  Prêmio Fapema reconhece aqueles que se destacam ao longo do último ano, pelo impacto social, econômico e científico de suas pesquisas e projetos inovadores. Serão premiados um total de 64 pesquisadores, em 10 categorias, com diploma, troféu e premiação em valores garantidos pelo Governo do Estado, que somam R$ 300 mil.

Os vencedores receberão certificado, troféu e premiação em dinheiro, enquanto os finalistas não contemplados com recursos financeiros receberão Certificado de Menção Honrosa, disponível on-line na plataforma de eventos da Fundação.

Avanços

Durante a entrevista, Nordman Wall destacou a ampliação do raio de atuação da Fapema, desde março de 2023, quando assumiu a presidência da instituição. As iniciativas estão alinhadas aos pilares da fundação – Mais Ciência, Mais Qualificação, Mais Inovação e Popularização da Ciência.

“Esta ampliação é fruto dos investimentos do Governo do Estado, tendo como foco o impulso à ciência e à inovação. E é importante observar que a Fapema tem crescido e, por isso, conseguimos contabilizar em 2025 o maior volume de investimento”, ressaltou.

Ele acrescentou que a Fapema tem contribuído para o Estado do Maranhão com propostas e projetos, que preveem soluções de problemas cruciais para a população.

“A ciência busca exatamente isso: ajuda a resolver os problemas que a gente tem. E resolver de uma forma econômica, social e sustentável, que é o que para nós é o mais importante”, frisou Nordman Wall.

Ele explicou que a Fapema, vinculada à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), foi criada em julho de 1990 com o objetivo de promover o desenvolvimento científico e tecnológico do Maranhão, atendendo as demandas do setor produtivo e da sociedade em geral, através do financiamento de pesquisas e de atividades voltadas para a inovação tecnológica desenvolvida pelas comunidades científicas, em sintonia com às necessidades socioeconômicas que afetam o desenvolvimento sustentável do estado.

Roberta Duailibe alerta, no Café com Notícias’ para a prevenção e tratamento da obesidade

Agência Assembleia

O programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, conversou, nesta quarta-feira (21), com a médica endocrinologista, Roberta Duailibe, sobre obesidade e doenças metabólicas. Em entrevista à jornalista Elda Borges, a especialista falou  sobre as doenças metabólicas e deu orientações sobre cuidados preventivos e formas de tratamento.

Dados estatísticos mostram que a obesidade parece ser um mal do mundo inteiro e não apenas no Brasil. A Federação Nacional de Obesidade já detectou que cerca de 25% da população está acima do peso, inclusive as crianças a partir dos 5 anos de idade.

Inicialmente, Roberta Duailibe disse que se vive uma epidemia mundial de obesidade e alertou para a necessidade de se conscientizar a população sobre a importância de se prevenir e tratar essa doença metabólica.

“A obesidade não é apenas uma gordurinha a mais, uma questão de estética, mas uma inflamação contínua no corpo. Isto tem um impacto muito grande no corpo. E a gente precisa tomar cuidados porque, a longo prazo, isso leva a muitas complicações de saúde. Temos percebido um aumento da prevalência da obesidade infantil”, ressaltou.

A médica atribui como causas da obesidade infantil, dentre outros fatores, as mudanças de hábitos no mundo moderno, seja pelo uso dos alimentos ultraprocessados, que têm alto índice calórico, gordura saturada e muito açúcar, o que leva as crianças a quererem comer mais.

“Hoje, as crianças ficam mais tempo diante da tv ou tablet, ou seja, mais expostas a fatores estimulantes ao consumo desses alimentos e com pouca prática de atividades físicas. Dessa forma, a obesidade já se apresenta desde a infância e vai se perpetuar pela vida adulta”, alertou.

Bons hábitos

Roberta Duailibe disse que a gente precisa ter bons hábitos ao longo da vida inteira, desde a infância, adolescência à vida adulta e que a obesidade é uma doença multifatorial.

“Temos a questão da alimentação, falta de atividade física e a genética como alguns fatores que levam à obesidade. E o sono também influencia. Quanto antes se implementar bons hábitos, maiores chances teremos de impedir a obesidade. Mas pode acontecer que, mesmo com as práticas de bons hábitos, apareça a obesidade em crianças”, esclareceu.

O programa Café com Notícias é exibido de segunda a sexta-feira, às 8h30, na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309). A entrevista completa está disponível no Youtube por meio do link:

Arquiteta destaca, no ‘Café com Notícias’, a influência do ambiente na qualidade do sono

Agência Assembleia

Durante entrevista ao programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, nesta terça-feira (20), a arquiteta Fabíola Ramos chamou atenção para a forte relação entre o ambiente físico, os hábitos cotidianos e a qualidade do sono. Criadora do método “Quarto Vivo”, a especialista explicou como ajustes simples no espaço onde se dorme podem impactar diretamente a saúde e o bem-estar.

Cerca de 70% da população brasileira sofre com algum tipo de distúrbio do sono. A partir desse dado, Fabíola ressaltou que a arquitetura exerce influência direta sobre o corpo e a mente, uma vez que não existem ambientes neutros. 

Segundo ela, todos os espaços provocam estímulos, positivos ou negativos. O foco do método “Quarto Vivo” é justamente o dormitório, local onde as pessoas passam, em média, de sete a oito horas por dia, período fundamental para um sono verdadeiramente regenerador.

Um dos pontos centrais da entrevista foi o conflito entre trabalho e descanso, especialmente com a popularização do home office. Fabíola alertou que manter um escritório dentro do quarto pode confundir o cérebro, que deixa de reconhecer aquele espaço como local de repouso. 

“Higiene do sono”

A recomendação ideal é separar os ambientes. Quando isso não é possível, a arquiteta sugere estratégias para minimizar os impactos, como fechar o computador e guardá-lo fora do campo de visão antes de dormir. Outra orientação relacionada à chamada “higiene do sono” é anotar as tarefas do dia seguinte em um papel, ajudando a reduzir a ansiedade e as preocupações noturnas.

A especialista também abordou estímulos ambientais negativos que costumam passar despercebidos. Entre eles, a qualidade do ar, que pode ser pior dentro de casa do que fora, tornando essencial a renovação do ambiente com a abertura de janelas. 

Fabíola destacou a importância da limpeza regular do ar-condicionado e mencionou detalhes técnicos, como evitar canos de água atrás da cabeceira da cama, pois ruídos e vibrações podem acionar, de forma inconsciente, mecanismos de alerta no organismo.

Outro fator apontado foi a poluição luminosa. Luzes de aparelhos eletrônicos, como LEDs de televisores e aparelhos de ar-condicionado, além da luz azul emitida por telas, prejudicam a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução do sono. De acordo com a arquiteta, o corpo necessita de ausência total de luz para alcançar um sono profundo e reparador.

Ao falar sobre mudanças de hábito, Fabíola defendeu uma transição gradual. Para ela, alterações bruscas tendem a não se sustentar ao longo do tempo. A sugestão é buscar referências positivas, como o conforto de quartos de hotel, investindo em lençóis de qualidade e em um colchão adequado. 

Ressignificação do quarto

A arquiteta também destacou a importância da ressignificação do espaço, afirmando que o quarto deve refletir a fase atual da vida da pessoa. Ambientes que mantêm memórias de situações passadas, como um divórcio, podem carregar tensões emocionais que afetam o descanso.

Entre as dicas finais, Fabíola Ramos recomendou manter a temperatura do quarto entre 18°C e 21°C, desativar notificações sonoras e visuais do celular e evitar refeições pelo menos duas horas antes de dormir.

A entrevista foi encerrada com a arquiteta reforçando que o ambiente influencia em até 80% a qualidade do sono e que pequenas mudanças na forma de habitar os espaços podem promover melhorias significativas na saúde física e emocional.