O chefe da Assessoria Jurídica e presidente em exercício do Procon/MA, Ricardo Cruz, destacou, nesta segunda-feira (19), no quadro Tribuna do Consumidor, da Rádio Assembleia, que é proibida a ‘venda casada’ de pacote de diárias em hotéis e similares. O programa é transmitido simultaneamente pela TV Assembleia.
Na conversa com o radialista e apresentador Henrique Pereira, o especialista aproveitou a pergunta do vendedor Inaldo Gomes, morador do bairro Recanto dos Vinhais, para explanar sobre ‘venda casada’ de pacote de diárias em hotéis de São Luís. A empresa queria impor pacote de cinco dias, mas ele só queria passar um fim de semana.
“Hotel não pode oferecer um combo de X diárias para o Réveillon ou outras datas comemorativas, por exemplo. Oferecer cinco diárias é considerado ‘venda casada’. O consumidor tem direito a diária no período de 24 horas e deve procurar e pode formalizar sua denúncia no Procon/MA”, orientou.
De acordo com Ricardo Cruz, o hotel pode oferecer pacotes, com descontos nos valores das diárias, mas o Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina que é considerada uma prática abusiva condicionar a oferta a limites quantitativos. “Na verdade, é venda casada, muito comum nesses períodos de feriados e datas comemorativas”, frisou.
Em transmissão simultânea e ao vivo, o ‘Diário da Manhã’ pode ser acompanhado de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), além do canal do Youtube.
A presidente do Porto do Itaqui, Oquerlina Costa, falou sobre produtividade, desafios e contribuição para economia do Maranhão, em entrevista ao ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9 FM), nesta sexta-feira (16). O programa é transmitido simultaneamente pela TV Assembleia.
A conversa foi conduzida pelo jornalista e apresentador Ronald Segundo. Em um dos momentos da entrevista, Oquerlina Costa disse que é a primeira mulher presidente de um porto público no país e que seu exemplo serve para motivar outras mulheres a conquistarem seus espaços.
A presidente também destacou os avanços alcançados pelo terminal maranhense. “Em 2025, o Porto do Itaqui superou o marco de 2023 e atingiu novo patamar histórico, consolidando sua posição estratégica como o principal hub logístico do Arco Norte do Brasil. Ao encerrar o ano com uma movimentação total de 36.840.941 toneladas, o porto não apenas superou as expectativas, mas estabeleceu um novo marco histórico, ultrapassando o recorde anterior registrado em 2023”, ressaltou.
De acordo com a gestora, o desempenho anual foi impulsionado por um fluxo contínuo de 1.007 atracações ao longo dos 12 meses, o que fez o Porto do Itaqui atingir e consolidar recordes expressivos em 2025, com marcas históricas nos segmentos de granéis sólidos e líquidos. O grande destaque do ano ocorreu no mês de agosto, quando o terminal atingiu seu pico operacional com 3.859.290 toneladas movimentadas, a maior marca mensal da história do complexo.
Também em 2025, segundo a presidente, o Itaqui registrou crescimento expressivo em diferentes tipos de carga na comparação com 2024, tanto em percentual quanto em volume movimentado.
Entre as cargas sólidas, o principal destaque em volume absoluto foi a soja, que cresceu 17%, com um aumento de 2,35 milhões de toneladas, consolidando-se como a carga mais representativa do período. Já em percentual, o maior avanço foi do carvão, com crescimento de 61%, equivalente a 142,4 mil toneladas a mais.
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Em entrevista ao programa Café com Notícias, desta sexta-feira (16), o cantor Guilherme Soares e o músico Cauê Veloso falaram sobre os 40 anos do Bloco Tradicional Máquina de Descascar’Alho, um dos símbolos do carnaval popular maranhense. A conversa destacou a origem do grupo, sua importância histórica, o processo de renovação e o resgate de tradições que marcaram a trajetória do bloco desde a década de 1980.
Criada em 1986, em um contexto de redemocratização do país, a Máquina surgiu com a proposta de levar às ruas um carnaval mais autêntico, irreverente e conectado com o cotidiano da população. Segundo Guilherme Soares, o espírito do bloco sempre esteve ligado à crítica bem-humorada e à chamada “molecagem” típica das letras que marcaram gerações. “Ela buscava levar para as ruas um Carnaval mais popular, mais autêntico. Isso se refletia nas composições, letras cheias de irreverência, de duplo sentido”, destacou.
Ao celebrar quatro décadas de história, o grupo decidiu resgatar uma tradição que havia se perdido com o tempo: as saídas aos sábados do mês de janeiro.
“A Máquina, quando surgiu, tinha tradicionalmente a saída marcante do 1º de janeiro, que marca o seu nascimento. Agora, estamos resgatando algo que há muito tempo não acontecia”, explicou Guilherme.
Paixão pelo bloco
A relação afetiva dos integrantes com o bloco também foi um dos pontos centrais da entrevista. O músico Cauê Veloso, que integra a Máquina há cerca de 15 anos, ressaltou que sua ligação com o grupo vai além da música. Filho de Veloso, um dos fundadores do bloco, ele afirma ter crescido dentro da agremiação. “Sou um filho da Máquina literalmente. Quando meu pai estava fazendo a Máquina, ele estava me fazendo também”, contou.
Guilherme Soares compartilhou uma trajetória semelhante, marcada pelo contato desde a infância com o bloco, quando frequentava os carnavais de clubes locais e acompanhava de perto as apresentações. Hoje, além de cantor da Máquina, ele também atua como advogado, conciliando a profissão com a paixão pelo carnaval. “Foi um sonho que também se realizou. Mas no ano passado veio o convite da Máquina para integrar o time”, relatou.
A entrevista também abordou a dinâmica interna do grupo e o processo de renovação ao longo dos anos. Cauê Veloso destacou a versatilidade dos músicos e a importância de manter viva a memória musical do bloco. Ele próprio passou por diferentes funções dentro da banda, do cavaquinho à guitarra, enquanto Guilherme assumiu o papel de resgatar letras antigas que fazem parte da identidade da Máquina.
Irreverência
Sobre as letras irreverentes, muitas vezes alvo de críticas, Guilherme defendeu o repertório como um retrato fiel das relações sociais e do cotidiano. “A Máquina perdura porque soube como poucos retratar a relação do homem e da mulher. Temos músicas extremamente poéticas que exaltam a mulher”, afirmou, citando composições tradicionais do grupo.
Momentos de emoção também marcaram a conversa, como o relato de Cauê Veloso sobre a presença simbólica do pai após sua morte. Segundo ele, em apresentações realizadas logo após o falecimento de Veloso, uma borboleta costumava aparecer no palco, sendo interpretada pelos integrantes como um sinal de conexão espiritual e continuidade da história do bloco.
Durante a entrevista, Guilherme Soares também reforçou a programação dos cortejos comemorativos, destacando a pontualidade e o respeito às tradições. As concentrações ocorrem às 16h, com saída às 17h em ponto, e os primeiros minutos são dedicados aos sambas tradicionais da Madre Deus, bairro que tem forte ligação com a história do carnaval ludovicense.
Manter as contas equilibradas, sair do endividamento e planejar metas financeiras para o novo ano foram os principais temas abordados na edição desta quinta-feira (15), do programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, durante entrevista com a educadora financeira Núbia Sousa. A conversa trouxe orientações práticas sobre organização financeira e alertou para os riscos do consumo impulsivo, especialmente no início do ano.
Na abertura do programa, a apresentadora Elda Borges destacou que o começo do ano costuma ser marcado por planos e expectativas, mas lembrou que a realidade financeira de grande parte da população brasileira é desafiadora. Segundo dados citados na entrevista, cerca de 70% das famílias no país estão endividadas, o que torna o planejamento ainda mais necessário.
Durante a conversa, Núbia Sousa explicou que manter-se financeiramente equilibrado é um exercício diário, que começa nas pequenas decisões do cotidiano. Como estratégia, ela apresentou a chamada “regra dos mantras”, que consiste em se perguntar antes de qualquer compra: “eu quero, eu preciso, eu posso?”. De acordo com a educadora, se a resposta for negativa para duas dessas perguntas, a melhor decisão é desistir da compra.
A especialista também ressaltou que equilíbrio financeiro não significa viver em privação extrema, mas encontrar um ponto de equilíbrio entre aproveitar a vida e manter as contas em dia. Para quem já perdeu o controle do orçamento, o primeiro passo é fazer um diagnóstico da situação financeira real.
Lógica do dinheiro
Segundo Núbia, a falta de planejamento é um dos principais problemas enfrentados pelas famílias. Muitas pessoas não sabem exatamente quanto ganham ou quanto gastam, seja por falta de hábito ou por associarem o planejamento financeiro a algo complexo e burocrático. Ela lembrou que o dinheiro segue uma lógica simples: quando se gasta mais do que se ganha, a dívida tende a crescer de forma descontrolada.
A entrevista também abordou os períodos mais críticos do ano para o orçamento familiar. O fim de ano, marcado por festas e confraternizações, costuma incentivar gastos excessivos, muitas vezes com o uso do 13º salário e do cartão de crédito.
Já no início do ano, despesas como material escolar, IPVA e gastos extras com crianças em férias pressionam ainda mais o orçamento, cenário que pode se agravar com despesas de Carnaval e viagens feitas por impulso.
Entre as estratégias apresentadas para melhorar a saúde financeira, Núbia Sousa destacou a importância de buscar fontes de renda extra, seja por meio do empreendedorismo ou de atividades complementares à renda principal. Ela também defendeu o planejamento antecipado de gastos maiores, como viagens, que podem sair mais baratas quando organizadas com antecedência.
Reserva de emergência
Outro ponto de atenção levantado foi o parcelamento prolongado de compras, que compromete a renda futura e cria um ciclo contínuo de dívidas. A educadora alertou ainda para a necessidade de construir uma reserva de emergência, mesmo que aos poucos, para lidar com imprevistos.
Sobre o uso do cartão de crédito, Núbia afirmou que o instrumento não deve ser visto como vilão, mas como um aliado quando utilizado com controle e estratégia. O problema, segundo ela, está no descontrole e no pagamento apenas do valor mínimo da fatura, prática que gera juros elevados e amplia o endividamento.
Ao final da entrevista, a mensagem reforçada foi a de que a responsabilidade financeira deve fazer parte da vida de todas as pessoas, independentemente da idade ou da fase em que se encontram. Para Núbia Sousa, organização e planejamento são fundamentais para garantir qualidade de vida sem comprometer o futuro financeiro.
“Não deixar de fazer o que você gosta, mas é buscar meios de como fazer o que você gosta, com planejamento”, concluiu a educadora financeira.
Em entrevista ao programa ‘Diário da Manhã’, que tem transmissão ao vivo e simultânea pela Rádio e TV Assembleia, a juíza titular da Vara do Trabalho de Barreirinhas, Liliana Boueres, discorreu, nesta quarta-feira (14), sobre políticas públicas de combate ao tráfico de pessoas e erradicação do trabalho escravo no Maranhão.
Na condição de vice-coordenadora da Comissão de Combate ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo, a juíza Liliana Boueres fez uma explanação sobre o trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), destacando o aumento das denúncias de trabalho escravo no Brasil, ao longo do ano de 2025.
Em conversa com o apresentador Ronald Segundo, a juíza Liliana Boueres declarou que “o Maranhão é o maior exportador de mão de obra escrava para outros estados do País e, em 2025, houve o registro de 4.515 denúncias no Brasil”.
A magistrada afirmou que em apenas uma das operações realizadas em 2025, ocorreu o resgate de 600 trabalhadores, dos quais 157 eram maranhenses. Além do aumento das denúncias, segundo a juíza do TRT-MA, houve também o aumento das operações de resgate desses trabalhadores realizadas pela Superintendência Regional do Trabalho, Polícia Federal e Ministério Público do Trabalho.
Alcance das ações
A juíza discorreu sobre a importância do trabalho dos profissionais que atuam diretamente no combate e prevenção ao trabalho análogo à escravidão, ampliando o alcance das ações de conscientização e educação em direitos humanos.
Liliana Boueres destacou a importância da mobilização social no enfrentamento dessas práticas. “Há, no âmbito da Justiça do Trabalho, projetos que têm como objetivo capacitar e mobilizar a sociedade, especialmente, aqueles que atuam na rede de proteção e acolhimento, para o apoio aos resgatados do tráfico de pessoas, do trabalho escravo e do trabalho infantil. Nosso foco é garantir que essas vítimas recebam atendimento digno e sejam capacitadas para que não voltem a ser exploradas”, afirmou.
Durante a entrevista, a juíza Liliana Boueres apresentou um panorama sobre o trabalho escravo contemporâneo e o tráfico de pessoas como graves violações aos direitos humanos. Apresentando dados alarmantes sobre trabalhadores resgatados no Brasil e pessoas em situação de escravidão moderna no mundo, a magistrada chamou atenção para a dimensão global do problema.
Ela enfatizou o papel do Judiciário em adotar interpretações amplas, aplicar punições rigorosas e garantir celeridade processual, além de destacar o papel da sociedade civil como peça-chave na vigilância e denúncia de casos. “Somente com esforços conjuntos entre os três poderes e a mobilização da sociedade, podemos sonhar com um Brasil livre da exploração e da escravidão moderna”, ressaltou.
A obesidade segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. O tema foi debatido no programa Café Notícias, da TV Assembleia Maranhão, nesta quarta-feira (14), durante entrevista com o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Giuliano Peixoto Campelo, representante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Na conversa, o especialista ressaltou que, apesar do avanço de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, a cirurgia bariátrica continua sendo um tratamento fundamental para pacientes com obesidade moderada a grave. Segundo ele, cerca de 1% das cirurgias bariátricas realizadas no país ocorrem no Maranhão.
De acordo com Dr. Giuliano, os medicamentos têm apresentado bons resultados em pacientes com obesidade grau 1 ou sobrepeso. No entanto, em casos mais avançados ou associados a doenças como diabetes e hipertensão de difícil controle, a cirurgia permanece como a principal alternativa terapêutica.
“Para pacientes com obesidade extrema ou diabetes grave, a cirurgia não deve ser encarada como última opção, mas como a primeira, para evitar complicações fatais”, explicou.
Reganho de peso
Durante a entrevista, o médico reforçou que a obesidade é uma doença crônica, sem cura definitiva, mas passível de controle contínuo. Ele alertou que cerca de 85% dos pacientes que interrompem o uso de medicamentos voltam a ganhar peso.
Já no caso da cirurgia bariátrica, o reganho ocorre em aproximadamente 20% a 30% dos pacientes após cinco anos, geralmente associado ao abandono do acompanhamento médico, ao consumo excessivo de álcool ou a questões psicológicas não tratadas.
O especialista também esclareceu os critérios atuais para a realização da cirurgia. O procedimento é indicado para pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 35, desde que apresentem doenças associadas, como diabetes, hipertensão ou gordura no fígado, e para aqueles com IMC acima de 40, mesmo sem comorbidades.
Quanto à idade, o Conselho Federal de Medicina passou a permitir a cirurgia a partir dos 16 anos. Entre 14 e 16 anos, o procedimento só pode ser realizado em protocolos de pesquisa específicos.
Outro ponto abordado foi o estigma social relacionado à obesidade. Dr. Giuliano destacou que apenas cerca de 3% dos pacientes conseguem controlar a doença exclusivamente com dieta e atividade física.
Ele comparou a obesidade a outras enfermidades, defendendo que o tratamento deve ser ajustado quando não apresenta resultados. “Não se pode responsabilizar o paciente dizendo apenas para comer menos e caminhar. A obesidade precisa ser tratada como qualquer outra doença”, afirmou.
“Magro metabolicamente doente”
Na entrevista, o médico também chamou atenção para o conceito do “magro metabolicamente doente”, que se refere a pessoas com peso considerado normal, mas que apresentam doenças metabólicas, como diabetes e gordura no fígado. Segundo ele, esses pacientes podem evoluir com complicações mais graves por não buscarem tratamento devido à aparência física aparentemente saudável.
Ao final, Dr. Giuliano reforçou a necessidade de encarar a obesidade com o mesmo acolhimento e seriedade dedicados a doenças como o câncer. Ele destacou que a cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz, mas exige compromisso permanente com mudanças no estilo de vida e acompanhamento multidisciplinar ao longo da vida.
O programa Café com Notícias, da TV Assembleia, exibido nesta terça-feira (13), recebeu a chefe do escritório do Unicef para o Maranhão e o Piauí, Ofélia Silva, para tratar dos impactos, desafios e resultados do Selo Unicef nos municípios maranhenses e piauienses.
Na entrevista, a apresentadora Elda Borges destacou que o ano de 2025 iniciou-se com 216 municípios do Maranhão aderidos ao Selo Unicef, mas que, ao longo do processo, houve redução neste número.
Ofélia explicou que o Selo é uma estratégia de quatro anos, correspondente ao mandato municipal, e que a certificação só é concedida aos gestores que cumprem rigorosamente metas nas áreas de saúde, educação e proteção de crianças e adolescentes.
“Quando o prefeito assume, ele adere ao Selo Unicef e passa a ser acompanhado por indicadores claros. Apenas quem cumpre essas metas, ao final do ciclo recebe a certificação”, esclareceu.
Vacinação
Um dos principais desafios apontados foi a vacinação infantil. Segundo Ofélia, a baixa cobertura vacinal ainda é reflexo do período pós-pandemia e representa risco à saúde pública. “Para garantir a barreira imunológica, é necessário vacinar 95% das crianças. Municípios que não alcançam esse percentual perdem pontuação no Selo e também podem ter redução de recursos federais”, alertou.
Na área da educação, a chefe do Unicef destacou o uso da plataforma Busca Ativa Escolar, que identifica crianças fora da escola ou em risco de evasão, seja por faltas frequentes, violência ou gravidez precoce. Ela ressaltou que o Maranhão tem apresentado avanços, especialmente na rematrícula, e citou a parceria institucional com o Governo do Estado. “Existe um memorando de entendimento com o governador Carlos Brandão para fortalecer o Ensino Médio, com atenção especial ao ensino tecnológico”, afirmou.
Educação
A entrevista também abordou problemas de infraestrutura escolar. Ofélia reconheceu que escolas precárias e a falta de políticas voltadas ao projeto de vida dos jovens contribuem para a evasão. Ela chamou atenção para o desconhecimento, por parte de alguns gestores, sobre programas federais de apoio.
“Muitos municípios não acessam recursos do programa Dinheiro Direto na Escola por falta de projetos ou informação técnica, mesmo com o dinheiro disponível”, destacou.
Ofélia informou, ainda, que o novo ciclo do Selo Unicef dará prioridade a crianças indígenas e quilombolas, com o objetivo de ampliar o acesso a direitos historicamente negados a essas populações.
Ao comentar o caso das crianças quilombolas desaparecidas em Bacabal, a representante do Unicef relatou que esteve no município a pedido do prefeito Roberto Costa para oferecer orientações técnicas e reforçou a mobilização das autoridades e da comunidade.
A médica radiologista Thalita Seabra falou sobre mitos e verdades da endometriose em entrevista, nesta segunda-feira (12), no ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia e TV Assembleia. No quadro Tribuna do Consumidor, o programa recebeu o chefe da Assessoria Jurídica do Procon/MA, Ricardo Cruz, que respondeu diversos questionamentos de consumidores.
Na conversa com o jornalista e apresentador Ronald Segundo, a médica radiologista Thalita Seabra destacou que a endometriose é uma doença crônica que não tem cura, mas é controlável, não causa infertilidade em todas as mulheres (embora seja uma causa comum), e nem sempre provoca dor intensa, variando de pessoa para pessoa.
De acordo com a especialista, a doença não causa câncer, embora a endometriose possa causar cistos (endometriomas) nos ovários, que não são câncer. “É uma doença que vai surgindo devagarinho, chegando com o tempo. As pacientes passam de seis a oito horas para fazer o diagnóstico. Esse é o problema. Demora muito tempo para aparecer em um exame de imagem. Por isso, a gente tem que focar muito nos sintomas que a paciente está sentindo. O principal são as cólicas, bem mais exacerbadas do que as pacientes sentem normalmente”, explicou.
Troca de produtos
No quadro Tribuna do Consumidor, o chefe da Assessoria Jurídica do Procon/MA, Ricardo Cruz, respondeu dúvidas de consumidores, como a recorrente sobre troca de produtos eletrônicos ou eletrodomésticos com defeito. “Sempre que comprar um eletrodoméstico ou um eletrônico, deve-se testar na loja antes de efetuar o pagamento. O Código de Defesa do Consumidor estabelece que, caso apresente algum problema, há um prazo para consertar. A troca não é imediata. Antes, o consumidor deve procurar a assistência técnica para fazer o reparo e a empresa tem prazo de até 30 dias. Caso não seja resolvido o problema, existem três possibilidades para o consumidor: a troca, a devolução do dinheiro ou o abatimento proporcional”, disse.
Em transmissão simultânea e ao vivo, o ‘Diário da Manhã’ pode ser acompanhado de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), além do canal do Youtube.
Ronald Segundo entrevista Ricardo Cruz no quadro Tribuna do Consumidor desta segunda-feira